Na ilha Graciosa faz falta discutir o futuro, propor alternativas, opinar, ouvir, exigir e procurar alcançar o bem comum.
Este espaço pretende dar um contributo.
Não teremos sempre razão nem seremos donos da verdade, queremos apenas ser uma pedra no sapato da inércia, da falta de visão e imaginação, do imobilismo estratégico e da cultura do "yes man".
Temos uma tarefa difícil, temos de partir muita pedra mas não nos importamos, o burgalhau é sempre útil!
Depois de eu ter denunciado na ALRA a péssima política de pernoitas nos navios da Atlanticoline, eis que esta empresa regional alterou a sua política. Mas como acham que não devem dar tudo de uma vez... Ressalva-se, no entanto, a eventualidade de não existirem, por força de novos horários, necessidades de pernoitas em viagens que não as para as Flores. No entanto, até novos horários, quem não viajar para as Flores e se limite a viajar da Terceira para a Graciosa, é posto na rua do navio!!!
No Açoriano Oriental: Os Açores são a sub-região portuguesa com o segundo pior índice global de desenvolvimento regional. É o que revelam os dados relativos a 2006 recentemente divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) que avaliam a competitividade, a coesão e a qualidade ambiental das trinta sub-regiões de Portugal em 2006.
O PSD/Açores quer saber que razões levaram à abertura “de apenas um único curso orientado para a via profissional, na ilha Graciosa, para o ano lectivo de 2009/2010, conforme o mapa da oferta formativa recentemente publicado”, indagando os responsáveis da tutela “se acaso a Graciosa estará suficientemente abrangida pela oferta ao nível da área profissionalizante”, um assunto que motivou um requerimento do parlamentar João Bruto da Costa.
“O ensino profissional e a via profissionalizante têm sido apresentados pelo governo como apostas fortes, apesar de nem sempre as políticas salvaguardarem a saída profissional dos formandos, o que vai resultando em recorrentes anúncios de muita e variada formação profissional”, diz o deputado, para quem, “na Graciosa, a abertura de cursos profissionais tem levado a processos marcados por “trapalhadas”, que resultam de políticas desgarradas e inconsequentes, onde a comunicação entre os diferentes departamentos da tutela resulta em inúmeros monólogos e, raramente, num diálogo profícuo e orientado para o sucesso da aposta naquela via de ensino”, explica.
Conhecida a oferta formativa nestas áreas para a ilha Graciosa no próximo ano lectivo, “constata-se que apenas está prevista a abertura de um curso profissionalmente qualificante, na área da produção agrícola, a que corresponde uma formação de nível I”, diz João Bruto da Costa, “não se compreendendo a falta de outros cursos ou alternativas para seguir a via profissional por parte dos jovens graciosenses que se verão, assim, obrigados a procurar outras paragens, caso pretendam seguir a via de ensino”, argumenta.
O deputado do PSD alerta também o governo “para a dificuldade de constituir turmas completas em diferentes áreas de ensino profissional”, querendo saber das entidades oficiais se, “com esse obstáculo, se poderá inviabilizar a abertura de outros cursos e formações”, pois seria urgente que “o governo atendesse à realidade da Graciosa possibilitando a diversificação da oferta formativa em áreas carenciadas na ilha”, explica, sendo que quer dados sobre “algum estudo do mercado de trabalho, que tenha sido feito na ilha, com vista a conhecer as suas carências ou as melhores oportunidades”.
Também patente no documento enviado à assembleia está a preocupação com o ensino em regime pós-laboral, cuja necessidade “se vai sentindo, com alguma intensidade, na Graciosa”, diz o deputado, que quer saber “se o governo está consciente desse necessidade, e se pretende a sua abertura no próximo ano lectivo”, uma vez que “seria uma forma de dar resposta a quem anseia melhorar as suas qualificações, podendo assim ambicionar a outra progressão profissional”, questões ainda mais “pertinentes, tratando-se de uma ilha em processo acelerado de desertificação humana, situação que o Governo tarda em combater”, conclui João Bruto da Costa.