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sexta-feira, janeiro 15, 2010

Atlanticoline - o disparate!

Ao visitar-mos o sítio da Atlanticoline somos brindados com este esclarecimento:



Mas esta empresa pública, que diz que os outros sítios electónicos estão incorrectos, é a mesma que mantém online o seguinte:




E esta informação da é acompanhada pelo respectivo vídeo:





2010 - Combate à Pobreza e Exclusão Social

2010 foi escolhido pela Comissão Europeia como o ano Europeu de combate à pobreza e à exclusão social.
Segundo o anterior Comissário Europeu dos Assuntos Sociais, "no curto prazo, é vital prevenir um círculo vicioso de desemprego de longa duração que conduza à exclusão social".
Na Europa existem 78 milhões de pessoas em risco de pobreza, o equivalente a cerca de 16% da população (dados de 2007).
Em Portugal, cerca de 1 em cada 5 portugueses encontram-se em risco de pobreza, e nos Açores esse número aumenta para 1 em cada 4, levando a que cerca de 60 mil Açorianos vivam com grandes dificuldades.
Segundo o Centro de Estudos para a Intervenção Social, o pobre: "é alguém que não consegue satisfazer de forma regular todas as necessidades básicas, assim consideradas numa sociedade como a nossa".
Esta caracterização de pobreza pressupõe que deixemos de olhar para este fenómeno como algo que apenas qualifica a miséria e a fome, associadas à pobreza extrema.
Com o constante aumento do desemprego e em concreto o desemprego de longa duração e com  o constante aumento dos beneficiários do RSI, torna-se imperioso que se atente neste flagelo com grande preocupação e se implementem políticas destinadas a prover a um combate eficaz e duradouro.
Mas nada se consegue sem uma abordagem objectiva e realista por parte do poder político.
Neste âmbito, reconhecer o problema é um passo ainda por dar nos Açores.
Se por um lado os indicadores advertem que estamos em roda livre no aumento de famílias em risco de pobreza, por outro os nossos governantes acenam com uma região de fachada cor-de-rosa, onde o sucesso governativo aparenta ter correspondência no sucesso económico e social.
Bem sabemos que não é assim!
Este comportamento potencia um estigma sobre a identificação do fenómeno, e leva às artificialidades que todos reconhecem no dia-a-dia dos Açorianos.
Ninguém quer estar na "franja" da sociedade. E se nos apresentam uma sociedade de sucessos e de realizações, todos querem estar incluídos e fazer parte dessa ilusão colectiva.
Na verdade, assistimos a uma terrível inversão do espírito de solidariedade que deve estar presente perante um fenómeno desta natureza.
E se na ruralidade de algumas ilhas é possível aos mais necessitados encontrar formas de levar um pouco mais de pão para a sua mesa, seja o cultivo de um quintal ou um "biscate" num vizinho, nas zonas urbanas a marginalidade pode tornar-se preocupante nos tempos mais próximos.
Não o perceber e não o reconhecer é ser parte activa no crescimento do problema em vez de se ser parte da solução.

Publicado no Diário Insular de Terça-feira 12/01/2010

quinta-feira, janeiro 14, 2010

Voleibol Feminino!



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Santa Cruz Sport Clube

(vs)

Associação de Jovens da Fonte Bastardo

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Festival Ilha Branca 2010

Foi apresentado hoje o cartaz do Festival de música que irá decorrer na Graciosa no verão de 2010

Este é o cartaz:





terça-feira, janeiro 12, 2010

Pescadores pedem aumento do molhe do porto




Esta situação não é nova para o Governo pois, em Fevereiro de 2009, aquando do parecer que enviei para o Conselho de Ilha da Graciosa afirmei que : "A anunciada conclusão do Porto de Pescas, com a construção da nova lota, vem por termo a uma obra que subsiste há largos anos e que, aparentemente, vê finalmente a sua conclusão para contento de todos. Contudo, deve ter-se em atenção o estudo para eventual reforço do molhe daquela infra-estrutura portuária, em especial a entrada do Porto de Pescas pois, ao que parece, tem ocorrido o abatimento progressivo dos tetrápodes que lhe servem de abrigo."
Esta preocupação foi confirmada pelo Conselho de Ilha no seu parecer sobre o Plano Regional de 2009.

segunda-feira, janeiro 11, 2010

Mais mil e onze desempregados em Novembro nos Açores

(in: Correio dos Açores)

Mais de mil trabalhadores foram para o desemprego nos Açores em Novembro depois de já em Outubro outros mil terem sido despedidos. Embora ainda não existam dados oficiais, a onda de desemprego terá crescido também a este ritmo no arquipélago no mês de Dezembro do ano passado, ultrapassando os seis mil desempregados. Na Região, a maior sangria (638 novos desempregados) continuou a fazer-se sentir em Novembro na área dos serviços.
E destes, 176 saíram do emprego na hotelaria e restauração e 115 do comércio por grosso e a retalho. Nos domínios da indústria, energia e construção civil, 312 trabalhadores perderam o emprego no arquipélago em Novembro. Signifi cativo também que em Novembro apenas surgiram 47 ofertas de emprego nos Açores quando, na Madeira, se registaram 244 ofertas de emprego.

(ler notícia na página 4 da edição impressa do Correio dos Açores)

sexta-feira, janeiro 08, 2010

Comentários

Devido a uma alteração no sistema de comentários do blog, à qual somos alheios, neste momento não consigo publicar comentários.
Pelo facto pedimos desculpas.

segunda-feira, dezembro 28, 2009

No Plano das intenções

A maioria do PSD na Assembleia Municipal de Santa Cruz da Graciosa viabilizou, com a sua abstenção, o Plano e Orçamento da Câmara Municipal para 2010.
Foi uma abstenção a pensar no benefício da dúvida que se entendeu dar ao novo executivo. Apesar dos problemas apontados aos documentos agora aprovados, a nova Câmara deve poder ter esta oportunidade de mostrar como quer actuar na Graciosa.
Não deixa de ser notório que apenas 35% das verbas para o capítulo económico estejam definidas. Sendo que os restantes 65% estão inscritos no plano de intenções.
As grandes prioridades apontadas pelo novo Presidente da Câmara contam apenas com uma definição de verbas na ordem dos 206 750 euros.
A saber: Zona industrial – 50 mil euros; Marina da Barra e zona envolvente – 30 mil euros; Estrada Rochela/Lagoa – 61 mil 750 euros; Parque de Campismo de Santa Cruz – verba definida: 65 mil euros.
E quanto à prioritária e urgente (assim dizia o novo Presidente) obra na Rochela/Lagoa, a verba para a sua concretização é atirada para 2011.
Também não se compreende que para o turismo apareçam apenas 196 mil euros quando o PS na oposição reclamava o reforço desta área de investimento.
Caricata é a verba de 10 euros para a promoção da Marca "Reserva da Biosfera", uma promessa eleitoral do PS.
Muitas reservas se colocam à redução drástica de verbas para fazer face às habituais delegações de competências para as juntas de freguesia.
A Câmara Municipal não deve ser instrumento de discriminação das Juntas eleitas livremente pelos Graciosenses, e dando menos verbas para as competências que venham a ser transferidas.
Este facto é lamentável e suscita as maiores dúvidas quanto às verdadeiras intenções do novo executivo.
A maioria na Assembleia Municipal deixou claro que ficará atenta ao cumprimento das promessas eleitorais da nova Câmara Municipal.
O voto dos Graciosenses quis assim, quis que o PS tivesse maioria na Câmara mas quis ao mesmo tempo que o PSD fiscalizasse activamente a acção do executivo dando uma maioria à oposição na Assembleia Municipal.
A semelhança do que acontece no país, é bom que o PS se habitue a não ter o poder total e que quando há equilíbrio de forças é fundamental ouvir a oposição.
As boas intenções vertidas no plano para 2010 não podem deixar de ver concretização no terreno.
Assim o esperam os Graciosenses!
A todos um Santo e Feliz Natal, e que 2010 traga verdadeiras concretizações.

Publicado no Diário Insular de 22/12/2009

sexta-feira, dezembro 18, 2009

Magalhães

O PSD decidiu avançar, na Assembleia da República, com uma Comissão de Inquérito ao milionário negócio dos computadores Magalhães.
A iniciativa faz, cada vez mais, sentido e convém conhecer todos os contornos desta medida para que se saiba o porquê de optar por uma máquina fraquinha e com utilidade duvidosa.
Dir-me-ão que será a única forma de muitas crianças terem um primeiro e duradouro contacto com um computador, ainda para mais portátil. Concordo!
A aquisição de competências nas novas tecnologias desde tenra idade é bem-vinda. Contudo, parece-me que as intenções ficaram pela rama. Não revelam resultados significativos e não há um acompanhamento efectivo dos estudantes na utilização do computador. Para além de todas as deficiências deste programa, que vão da má ou inexistente assistência técnica ao deficiente cumprimento do contratado, por exemplo com a não entrega de acessos à internet. Este portátil de 1º ciclo não passa de uma ferramenta rudimentar e pouco fiável.
O hardware deixa muito a desejar, sem saída de vídeo, sem leitor de CD/DVD, e com um disco rígido sem espaço. Aliás, o espaço de disco rígido foi cortado pela metade com a inclusão de dois sistemas operativos que, sendo uma opção louvável para iniciar as crianças em ambientes de software livre como o caso da Caixa Mágica, esse passo não foi acompanhado pela máquina que se arrasta nas execuções de processos.
Quaisquer actualizações de software, tanto em ambiente Windows como no Caixa Mágica, leva as crianças ao desespero de não ter onde guardar os seus documentos mais pesados ou os PowerPoints mais elaborados.
E se há já crianças do 1º ciclo que "brincam" com estes programas com facilidade, fica também a certeza de que se estão a dar "brinquedos" a quem pode ver-se exposto a riscos com os quais ainda não aprendeu a lidar.
São já conhecidos casos de acesso a pornografia sendo incompreensível que se dê livre acesso à palavra passe através de uma simples busca na net!
Por outro lado, não houve um verdadeiro programa de introdução e desenvolvimento destas novas competências. Programa esse que levasse às crianças os saberes necessários para lidar com as realidades emergentes no acesso ao mundo virtual.
Não só não se ensina às crianças como utilizar bem o computador, como não se alerta para os riscos.
Em Inglaterra tornaram-se obrigatórias aulas de segurança na internet a partir dos 5 anos, na Graciosa as aulas de apoio em Tecnologias de Informação e Comunicação acabaram para o primeiro ciclo (pelo menos).
Vá-se lá perceber!
Entregaram os computadores e agora.... desenrasquem-se!

Publicado no Diário Insular de Terça-feira 15/12/2009

quarta-feira, dezembro 16, 2009

50

50 são as toneladas de maçã que se produzem e que nos são apresentadas com grande gáudio pelo Secretário da Agricultura.
Esmiuçada (palavra da moda) a questão, deparamo-nos com uma quantidade que não daria para fornecer durante 50 dias as crianças das nossas escolas (estimadas em 6000 que receberão fruta gratuita a partir de Janeiro) e uma produção equivalente ao uso de não mais de 1,5 ou 2 hectares de solo.

E diz-se que nunca tivemos tão bem! - Pois claro


quinta-feira, dezembro 10, 2009

IRS Autárquico

No passado dia 16 de Novembro a Câmara Municipal de Ponta Delgada aprovou o seu Orçamento para 2010. Nele inseriu a redução de 1% do IRS dos contribuintes com domicílio fiscal no Concelho.
O PS votou contra.
Esta redução do IRS é uma novidade decorrente da Lei de Finanças Locais e, pela primeira vez, é implementada nos Açores.
Não o foi antes das eleições, foi depois destas terem lugar!
A referida redução de 1%, no máximo de 5% que as autarquias podem aplicar, vem introduzir mais uma discussão no seio da política Açoriana.
É por demais sabido que o Governo e o PS são avessos a ver a máquina fiscal perder um pouco de receitas e a reduzir impostos.
São os seus actos e as declarações dos seus dirigentes que o provam.
Já depois da Câmara de Ponta Delgada ter aprovado a sua proposta de orçamento, foi discutido na Assembleia Regional o orçamento da Região para 2010.
O PS que está na ALRAA é o mesmo que faz oposição à Câmara de Ponta Delgada e à sua Presidente Berta Cabral.
Esse mesmo PS vem agora dizer que a redução do IRS que a Câmara aprovou deveria ter consagração no orçamento regional. Ou seja, vem dizer que deveria ter sido aprovado um Decreto Legislativo Regional em debate orçamental da Região pois, alegam, há uma alteração da receita da região.
É nestas miudezas legislativo-burocráticas que o partido do Governo demonstra a sua arrogância e a sua prepotência.
Então se o PS entende que deveria consagrar a questão da redução de IRS dos municípios no orçamento regional, sabendo que em Ponta Delgada já tinha sido aprovada essa redução, e sabendo que ainda há municípios que não aprovaram o seu orçamento para 2010, por que não lançou o debate na altura que diz que se deve debater essa questão?
Não me parece que o PS tenha razão nos seus argumentos. Até porque não há alteração da receita regional. A alteração de receita é Municipal.
Por outro lado, percebe-se que o PS e o Governo não queiram que uma Câmara do PSD baixe os impostos. Não o queriam quando votaram contra, em Ponta Delgada, e agora querem impedi-la usando da sua maioria musculada na ALRAA.
Como qualquer regime que se alimenta das necessidades dos que mais precisam, este Governo e o seu partido acham que o dinheiro nas mãos das pessoas não é bom para a manutenção do poder.
O PS prefere que o dinheiro esteja nas mãos do Governo para assim poder comprar a satisfação colectiva.
Para o Governo, a sua máquina fiscal sorvedoura de boa parte do trabalho de quem efectivamente paga impostos, deve manter-se pesada e condicionadora da liberdade económica dos cidadãos.

Publicado no Diário Insular de Terça-feira, 8 de Dezembro de 2009

segunda-feira, dezembro 07, 2009

Marina da Barra

Finalmente o Governo percebeu que a Ilha Graciosa necessita de um Porto de Recreio na Barra.
Foi aprovada, por unanimidade, uma alteração ao plano de 2010, que encarrega o Governo de fazer um projecto para dar a conhecer aos Graciosenses (lá para o final do ano) o que quer fazer na Barra e zona envolvente.
O projecto que existiu vai desta para melhor, e faz-se um outro, que certamente agradará mais a uns e menos a outros.
Com esta medida o Governo aceita o inevitável, e o que todos reclamavam que acontecesse.
São três as novidades em termos de consequências: O Governo assume a Marina da Barra; em 2010 espera-se por um projecto; e o novo presidente da Câmara livra-se de faltar a uma promessa, pois sabia-se que, sozinho, não tinha capacidade financeira para a concretizar.
O novo Presidente de Câmara agradece, naturalmente, esta dádiva, e a Graciosa, se tudo correr bem, lá para finais de 2011 ou mesmo 2012, terá um novo Porto de Recreio.
Terão nessa altura passado 16 anos de Governo do PS na Região.
Para o novo projecto da marina reservaram-se 150 mil euros. A acreditar numa taxa de execução para a Graciosa superior às de 2006, 2007 e 2008, o governo terá gasto no final do ano, com o novo projecto, cerca de 50 mil euros. Os 30% habituais daqueles anos.
Em 2006 o plano previa 16 milhões de euros e executaram-se 5, em 2007 foi 16 - 6 e em 2008 foi 25 – 8.
É a máxima do Secretário Contente: - para quem "se deve prometer 120 para fazer 100" - como o próprio recentemente afirmou.
Neste caso é prometer 100 e fazer 30.
Na prática, os Graciosenses vão esperar mais tempo do que se pensava para verem o início da obra.
Esperava-se o início desta obra em 2010.
Se assim for, tanto melhor!
A proposta de alteração foi das poucas que obtiveram uma votação unânime.
É um facto assinalável, pois revela a certeza de que todos já estavam fartos de saber que a Graciosa devia ter um Porto de Recreio.
Só o Governo teimava em não o compreender.
O novo projecto, que será elaborado, nasce de uma “partidarite” aguda do Presidente do Governo, que ainda há pouco tempo afirmava que na Câmara da Graciosa se falava a língua do PSD.
Não disse foi que a Câmara que lhe ofereceu um projecto, já lá vão alguns anos, e em momento algum ouviu César responder que não servia.
Durante anos a estratégia do Presidente do PS atrapalhou o desenvolvimento da Graciosa.
Perdeu-se tempo, e esse não volta!
- “O que interessa é que vai avançar” – Muitos o dirão!
- “Já podia estar feito” – dizem outros!


Publicado no Diário Insular de Quinta-feira, 3 de Dezembro de 2009

quarta-feira, dezembro 02, 2009

Alteração do Plano - Marina da Barra

Na discussão do plano para 2010 na ALRAA, e na sequência da apresentação de uma proposta de alteração para realização de um projecto para a marina da Barra, o Deputado do PS, José Ávila, ao seu estilo, entendeu preocupar-se mais em me desferir um ataque pessoal.
Para que todos conheçam o que se passou aqui fica o áudio completo, retirado do Graciosaonline da RTP Graciosa.



Fica também o vídeo que prova que não disse nenhuma mentira quando referi que a marina vem sendo prometida várias vezes. Aliás, nem era preciso prova-lo, todos sabem a campanha autárquica que o PS fez em redor deste assunto, até o Presidente do Governo visitou o local e reuniu com interessados.



segunda-feira, novembro 30, 2009

Último lugar

A Graciosa é a ilha dos Açores com mais baixo poder de compra, segundo o INE.

Por Concelhos estamos um pouco melhor que outros mas em termos globais de ilha não podia ser pior!

quarta-feira, novembro 25, 2009

Plano Acumulado

Inicia-se hoje a discussão do Plano e Orçamento da Região para o ano de 2010.
O Governo apresenta-se sob a capa do diálogo e da abertura para ouvir a oposição. No passado, o Governo não quis ouvir as propostas vindas da bancada do PSD.
Será diferente desta vez? A ver vamos.
A proposta de Plano para a Graciosa é já anunciada como a maior de sempre. É verdade!
O plano consagra para a Graciosa cerca de 32 milhões de euros. Mais 10 do que no passado ano.
A que se deve este aumento de verbas para a Ilha Branca?
Duas obras, uma já em execução e outra muito anunciada, serão executadas no próximo ano. Pelo menos esse é o plano!
São elas a obra do Centro de Processamento de Resíduos (5,3 milhões de euros), e o novo Centro de Saúde (3 milhões).
Estas são, à partida, a causa do aumento de verbas do Plano para a ilha Graciosa.
Mas se este Plano para 2010 tem aspectos positivos, o conjunto de propostas e a linha seguida pelo Governo insiste num modelo de desenvolvimento desgarrado e sem enfrentar os grandes problemas que, não sendo exclusivos da ilha Graciosa, pela pequenez e fragilidade da ilha, se fazem sentir com maior acuidade.
Não se nota neste Plano uma inequívoca vontade em enfrentar o problema da desertificação humana da ilha Graciosa, a par de uma ausência de estratégia de criação de emprego e fixação de jovens na ilha.
A ilha Graciosa tem uma mais do que natural vocação produtiva. O seu passado demonstra que as capacidades da ilha no sector agrícola são impares no plano regional.
O Governo teima em não perceber esta vocação graciosense que deveria ser mote de um plano destinado à modernização, inovação e diversificação produtiva.
Numa ilha de pomares, toda a fruta é importada, numa ilha produtora de leite, este está mais caro ao consumidor do que no continente.
É manifesto que o Governo não tem um verdadeiro Plano de futuro e limita-se a atirar dinheiro para sustentar o contentamento popular. O futuro dirá que se perderam oportunidades, que se perdeu tempo para tomar a dianteira na percepção de que a ilha não pode apenas ser mais uma, e que a diversidade regional pode e deve ser assumida.
Por outro lado, temos uma proposta de Plano para 2010 repleta de repetições e reaparições. Aliás, o Governo tornou-se um verdadeiro "expert" do "copy/paste" em relação a Planos de anos anteriores.
Se juntarmos a isso as médias de execução dos sucessivos planos para a ilha Graciosa e notarmos que muito fica para fazer de ano para ano, então não é difícil perceber que se vão acumulando verbas para o Plano seguinte.
Acumulando milhões, o próximo será o maior Plano de sempre.


Publicado no Diário Insular de Terça-feira dia 24/11/2009