Na ilha Graciosa faz falta discutir o futuro, propor alternativas, opinar, ouvir, exigir e procurar alcançar o bem comum. Este espaço pretende dar um contributo. Não teremos sempre razão nem seremos donos da verdade, queremos apenas ser uma pedra no sapato da inércia, da falta de visão e imaginação, do imobilismo estratégico e da cultura do "yes man". Temos uma tarefa difícil, temos de partir muita pedra mas não nos importamos, o burgalhau é sempre útil!
sexta-feira, janeiro 29, 2010
quarta-feira, janeiro 27, 2010
A verdadeira traição
Mas qual será a verdadeira música que soa aos ouvidos de César que o levam a dedicar-se em exclusivo à luta político-partidária, quando se vive uma crise económico-social nos Açores?
O que levará o Presidente do Governo a bater-se por um voto contra a proposta de alteração da lei de finanças regionais, quando essa alteração leva a que os Açores possam vir a receber mais 7,4 milhões de euros do que recebem actualmente?
Em período de decadência e sem respostas para os problemas, César abdica de concentrar forças no combate aos flagelos do desemprego e da pobreza, permanecendo imóvel perante o aumento dos beneficiários do RSI, apenas e só porque o seu passado político tolda o seu futuro em permanentes fretes a Sócrates.
A alteração da lei de finanças regionais proposta pela Assembleia Regional da Madeira (com os votos dos socialistas madeirenses), resulta num aumento de transferências de verbas para a Madeira e, pasme-se, leva a que os Açores possam receber mais 7,4 milhões de euros.
Não fará sentido ao mais distraído defensor da autonomia que, perante uma crise que teima em atirar as empresas para a falência e os Açorianos para o desemprego, o Presidente do Governo Regional despreze mais este aumento de transferências de verbas de Lisboa e que o faça para agradar a um primeiro ministro que entende a política regional como uma luta partidária de perseguição aos seus adversários, em especial o PSD.
Não faz sentido que se prefira enjeitar mais um benefício para os Açores, com justificações teóricas sobre a injustiça de dar mais dinheiro também ao povo da Madeira.
É um comportamento mesquinho que, não sendo inteligente do ponto de vista da defesa dos interesses dos Açores, leva à desejada distracção geral para que não se fale dos verdadeiros problemas.
O Presidente do Governo quis decretar o fim da crise recusando aprovar medidas propostas pelo PSD. O resultado foi uma subida vertiginosa do desemprego, das falências, da pobreza e dos beneficiários do RSI.
A impotência do PS para dar a volta aos problemas vira César para os sucessivos comícios e para a demagogia. Com a agravante dessa luta dizer mais respeito a Sócrates e a Lisboa do que aos Açores.
É essa a verdadeira traição. Uma traição que, mais do que em pensamento, se alimenta de actos contrários ao superior interesse dos Açores.
E é esse o verdadeiro "roubo" que alguns discípulos da ilusão rosa assumem em nome de mais um "sound bite" folclórico.
Publicado no Diário Insular de Terça-feira, 26/01/2010
terça-feira, janeiro 26, 2010
quarta-feira, janeiro 20, 2010
Não foi um bom acordo...
Mas se esta novidade é salutar, ela encerra em si duas conclusões que o Governo Regional e o Partido Socialista teimam em negar e tudo fazem para esconder.
Em primeiro lugar esta aposta (finalmente) em navios que atingem velocidades consideráveis, que melhoram substancialmente a operação e antecipam bons horários para todas as ilhas, revela que a programação feita pelo governo na opção de construção de navios com velocidades que não atingiriam dois terços das agora anunciadas, foi uma opção errada, não estudada, e tomada em cima do joelho.
Aliás, o Governo reconhece esse facto ao mandar elaborar um estudo sobre o transporte marítimo e confessa, envergonhado, que decidiu mandar construir dois navios sem o mínimo de conhecimento sobre o melhor modelo para os Açores.
Depois, este anúncio de fretamento de navios para a operação de 2010, e que poderá ter a sua repetição nos próximos anos, implicará uma despesa a rondar os 6 milhões de euros anuais que não teria de ocorrer se a Região fosse proprietária de navios para servir o interesse dos Açorianos.
É, por isso, estranho que, sem qualquer recato e racionalidade, se diga que o negócio que o Governo fez com os Estaleiros de Viana foi um excelente negócio.
Não foi!
Não foi, porque empatámos durante muito tempo cerca de 40 milhões de euros e nada obtivemos em troca. Não foi, porque não se cobraram as penalizações previstas contratualmente e que são reveladas pelo relatório do Tribunal de Contas em cerca de 5 milhões de euros. Não foi, porque se contabilizarmos as despesas efectuadas com o processo (apoio jurídico, viagens, projectos, etc.) todo esse dinheiro não teve outra produtividade que não fosse o conhecimento de como uma boa ideia pode ser espatifada pela irresponsabilidade política. Finalmente; não foi, porque nos últimos anos tivemos a necessidade de fretar navios e com isso gastar mais 12 milhões de euros.
Se a estes juntarmos o que a Região gastará no fretamento para a operação de 2010 ficaremos próximos dos 20 milhões de euros que seria escusado gastar se todo este processo tivesse culminado com a Região passar a ter navios próprios.
As pequenas alegrias governamentais num processo que custará à região dezenas de milhões de euros, retrata bem o despudor e a falta de sentido de Estado que tomou conta daqueles que têm a responsabilidade de administrar o dinheiro de todos nós.
sexta-feira, janeiro 15, 2010
Atlanticoline - o disparate!
E esta informação da é acompanhada pelo respectivo vídeo:
2010 - Combate à Pobreza e Exclusão Social
Publicado no Diário Insular de Terça-feira 12/01/2010
quinta-feira, janeiro 14, 2010
Voleibol Feminino!
Festival Ilha Branca 2010
Este é o cartaz:
quarta-feira, janeiro 13, 2010
terça-feira, janeiro 12, 2010
Pescadores pedem aumento do molhe do porto
Esta situação não é nova para o Governo pois, em Fevereiro de 2009, aquando do parecer que enviei para o Conselho de Ilha da Graciosa afirmei que : "A anunciada conclusão do Porto de Pescas, com a construção da nova lota, vem por termo a uma obra que subsiste há largos anos e que, aparentemente, vê finalmente a sua conclusão para contento de todos. Contudo, deve ter-se em atenção o estudo para eventual reforço do molhe daquela infra-estrutura portuária, em especial a entrada do Porto de Pescas pois, ao que parece, tem ocorrido o abatimento progressivo dos tetrápodes que lhe servem de abrigo."
Esta preocupação foi confirmada pelo Conselho de Ilha no seu parecer sobre o Plano Regional de 2009.
segunda-feira, janeiro 11, 2010
Mais mil e onze desempregados em Novembro nos Açores
Mais de mil trabalhadores foram para o desemprego nos Açores em Novembro depois de já em Outubro outros mil terem sido despedidos. Embora ainda não existam dados oficiais, a onda de desemprego terá crescido também a este ritmo no arquipélago no mês de Dezembro do ano passado, ultrapassando os seis mil desempregados. Na Região, a maior sangria (638 novos desempregados) continuou a fazer-se sentir em Novembro na área dos serviços.
E destes, 176 saíram do emprego na hotelaria e restauração e 115 do comércio por grosso e a retalho. Nos domínios da indústria, energia e construção civil, 312 trabalhadores perderam o emprego no arquipélago em Novembro. Signifi cativo também que em Novembro apenas surgiram 47 ofertas de emprego nos Açores quando, na Madeira, se registaram 244 ofertas de emprego.
(ler notícia na página 4 da edição impressa do Correio dos Açores)
sexta-feira, janeiro 08, 2010
Comentários
Pelo facto pedimos desculpas.
sexta-feira, janeiro 01, 2010
segunda-feira, dezembro 28, 2009
No Plano das intenções
Foi uma abstenção a pensar no benefício da dúvida que se entendeu dar ao novo executivo. Apesar dos problemas apontados aos documentos agora aprovados, a nova Câmara deve poder ter esta oportunidade de mostrar como quer actuar na Graciosa.
Não deixa de ser notório que apenas 35% das verbas para o capítulo económico estejam definidas. Sendo que os restantes 65% estão inscritos no plano de intenções.
As grandes prioridades apontadas pelo novo Presidente da Câmara contam apenas com uma definição de verbas na ordem dos 206 750 euros.
A saber: Zona industrial – 50 mil euros; Marina da Barra e zona envolvente – 30 mil euros; Estrada Rochela/Lagoa – 61 mil 750 euros; Parque de Campismo de Santa Cruz – verba definida: 65 mil euros.
E quanto à prioritária e urgente (assim dizia o novo Presidente) obra na Rochela/Lagoa, a verba para a sua concretização é atirada para 2011.
Também não se compreende que para o turismo apareçam apenas 196 mil euros quando o PS na oposição reclamava o reforço desta área de investimento.
Caricata é a verba de 10 euros para a promoção da Marca "Reserva da Biosfera", uma promessa eleitoral do PS.
Muitas reservas se colocam à redução drástica de verbas para fazer face às habituais delegações de competências para as juntas de freguesia.
A Câmara Municipal não deve ser instrumento de discriminação das Juntas eleitas livremente pelos Graciosenses, e dando menos verbas para as competências que venham a ser transferidas.
Este facto é lamentável e suscita as maiores dúvidas quanto às verdadeiras intenções do novo executivo.
A maioria na Assembleia Municipal deixou claro que ficará atenta ao cumprimento das promessas eleitorais da nova Câmara Municipal.
O voto dos Graciosenses quis assim, quis que o PS tivesse maioria na Câmara mas quis ao mesmo tempo que o PSD fiscalizasse activamente a acção do executivo dando uma maioria à oposição na Assembleia Municipal.
A semelhança do que acontece no país, é bom que o PS se habitue a não ter o poder total e que quando há equilíbrio de forças é fundamental ouvir a oposição.
As boas intenções vertidas no plano para 2010 não podem deixar de ver concretização no terreno.
Assim o esperam os Graciosenses!
A todos um Santo e Feliz Natal, e que 2010 traga verdadeiras concretizações.
Publicado no Diário Insular de 22/12/2009
sexta-feira, dezembro 25, 2009
sexta-feira, dezembro 18, 2009
Magalhães
A iniciativa faz, cada vez mais, sentido e convém conhecer todos os contornos desta medida para que se saiba o porquê de optar por uma máquina fraquinha e com utilidade duvidosa.
Dir-me-ão que será a única forma de muitas crianças terem um primeiro e duradouro contacto com um computador, ainda para mais portátil. Concordo!
A aquisição de competências nas novas tecnologias desde tenra idade é bem-vinda. Contudo, parece-me que as intenções ficaram pela rama. Não revelam resultados significativos e não há um acompanhamento efectivo dos estudantes na utilização do computador. Para além de todas as deficiências deste programa, que vão da má ou inexistente assistência técnica ao deficiente cumprimento do contratado, por exemplo com a não entrega de acessos à internet. Este portátil de 1º ciclo não passa de uma ferramenta rudimentar e pouco fiável.
O hardware deixa muito a desejar, sem saída de vídeo, sem leitor de CD/DVD, e com um disco rígido sem espaço. Aliás, o espaço de disco rígido foi cortado pela metade com a inclusão de dois sistemas operativos que, sendo uma opção louvável para iniciar as crianças em ambientes de software livre como o caso da Caixa Mágica, esse passo não foi acompanhado pela máquina que se arrasta nas execuções de processos.
Quaisquer actualizações de software, tanto em ambiente Windows como no Caixa Mágica, leva as crianças ao desespero de não ter onde guardar os seus documentos mais pesados ou os PowerPoints mais elaborados.
E se há já crianças do 1º ciclo que "brincam" com estes programas com facilidade, fica também a certeza de que se estão a dar "brinquedos" a quem pode ver-se exposto a riscos com os quais ainda não aprendeu a lidar.
São já conhecidos casos de acesso a pornografia sendo incompreensível que se dê livre acesso à palavra passe através de uma simples busca na net!
Por outro lado, não houve um verdadeiro programa de introdução e desenvolvimento destas novas competências. Programa esse que levasse às crianças os saberes necessários para lidar com as realidades emergentes no acesso ao mundo virtual.
Não só não se ensina às crianças como utilizar bem o computador, como não se alerta para os riscos.
Em Inglaterra tornaram-se obrigatórias aulas de segurança na internet a partir dos 5 anos, na Graciosa as aulas de apoio em Tecnologias de Informação e Comunicação acabaram para o primeiro ciclo (pelo menos).
Vá-se lá perceber!
Entregaram os computadores e agora.... desenrasquem-se!
Publicado no Diário Insular de Terça-feira 15/12/2009
quarta-feira, dezembro 16, 2009
50
Esmiuçada (palavra da moda) a questão, deparamo-nos com uma quantidade que não daria para fornecer durante 50 dias as crianças das nossas escolas (estimadas em 6000 que receberão fruta gratuita a partir de Janeiro) e uma produção equivalente ao uso de não mais de 1,5 ou 2 hectares de solo.
E diz-se que nunca tivemos tão bem! - Pois claro



