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sábado, fevereiro 06, 2010

Caridades!!!

Este despacho mostra a visão socialista de que o seu poder é uma dádiva ao povo.
Não há o cumprimento de obrigações, há a caridade institucional. E o Povo, deve agradecer curvando-se perante a bondade dos governantes?


sexta-feira, fevereiro 05, 2010

"Fazer render o Peixe"

O Porto de Pescas da Graciosa, cuja construção se iniciou em 2004, já foi inaugurado por diversas vezes entre 2008 e 2009.
Esta obra veio colmatar uma lacuna no exercício da actividade dos pescadores e alguns armadores fizeram avultados investimentos.
Com isso aumentou-se o volume de pescado que, quando escoado da ilha com prontidão, gera melhores rendimentos e criação de riqueza.
Mas esta obra, que faz jus à expressão "fazer render o peixe", ainda não está totalmente concluída.
Casas de apresto, sede da Associação de Pescadores, e agora edifício da lota, mantêm o decorrer das obras já há mais de cinco anos.
É mais do que tempo para umas Portas do Mar em qualquer ilha de maior dimensão!
Não fosse a esperança de ver o seu final à vista, e constatamos uma evidência que contraria a boa execução de uma obra para o fim a que se destina.
Com a invernosa agitação marítima sentida na ilha, o Porto de Pescas ficou despido de embarcações. As poucas que não foram varadas, pela sua dimensão, levaram à aflição dos seus proprietários que aguentaram (literalmente) durante toda a noite o investimento de uma vida, contando com a providência e uma boa dose de sorte para que nada de mais grave acontecesse.
A causa desta inusitada insegurança é, segundo os próprios pescadores, o incumprimento da execução da obra, como estava inicialmente previsto.
O molhe do novo Porto de Pescas deveria estar em alinhamento com o Cais da Negra, "fechando" assim a porta a um mar mais revolto, e garantindo a segurança das embarcações no seu interior.
Mas assim não acontece; o abatimento dos tetrápodes colocados na entrada daquele porto convida à investida do mar, o que diminui consideravelmente a operacionalidade daquela infra-estrutura.
Infelizmente, serve de pouco avisar e alertar atempadamente para melhorias em obras governamentais na Graciosa.
Sucede, frequentemente, que depois de inauguradas, tenham de ser intervencionadas para melhoria de operacionalidade. Chega a ser já algo natural e que mais parece estratégia para ter sempre a Ilha de mão estendida, à espera da boa vontade governamental.
Veja-se o exemplo, ali ao lado, do Porto Comercial. Ainda agora foi feita uma grande obra de realinhamento do cais, e já se irão iniciar obras para poder receber navios que façam operação com rampa "Ro-Ro".
Foi falta de aviso? Infelizmente não!
Fica ainda por cumprir a promessa de correcção das escaleiras do Porto de Pescas, com o seu enchimento que aumentará a zona de acostagem e a segurança das embarcações.
Será certamente coisa de pouca monta que motivará mais uma festa de inauguração.

Publicado no Diário Insular de 02/02/2010

quarta-feira, janeiro 27, 2010

Apple sempre um passo à frente

A verdadeira traição

O Presidente do Governo Regional prefere o folclore do que dedicar a sua atenção aos problemas dos Açores.
Mas qual será a verdadeira música que soa aos ouvidos de César que o levam a dedicar-se em exclusivo à luta político-partidária, quando se vive uma crise económico-social nos Açores?
O que levará o Presidente do Governo a bater-se por um voto contra a proposta de alteração da lei de finanças regionais, quando essa alteração leva a que os Açores possam vir a receber mais 7,4 milhões de euros do que recebem actualmente?
Em período de decadência e sem respostas para os problemas, César abdica de concentrar forças no combate aos flagelos do desemprego e da pobreza, permanecendo imóvel perante o aumento dos beneficiários do RSI, apenas e só porque o seu passado político tolda o seu futuro em permanentes fretes a Sócrates.
A alteração da lei de finanças regionais proposta pela Assembleia Regional da Madeira (com os votos dos socialistas madeirenses), resulta num aumento de transferências de verbas para a Madeira e, pasme-se, leva a que os Açores possam receber mais 7,4 milhões de euros.
Não fará sentido ao mais distraído defensor da autonomia que, perante uma crise que teima em atirar as empresas para a falência e os Açorianos para o desemprego, o Presidente do Governo Regional despreze mais este aumento de transferências de verbas de Lisboa e que o faça para agradar a um primeiro ministro que entende a política regional como uma luta partidária de perseguição aos seus adversários, em especial o PSD.
Não faz sentido que se prefira enjeitar mais um benefício para os Açores, com justificações teóricas sobre a injustiça de dar mais dinheiro também ao povo da Madeira.
É um comportamento mesquinho que, não sendo inteligente do ponto de vista da defesa dos interesses dos Açores, leva à desejada distracção geral para que não se fale dos verdadeiros problemas.
O Presidente do Governo quis decretar o fim da crise recusando aprovar medidas propostas pelo PSD. O resultado foi uma subida vertiginosa do desemprego, das falências, da pobreza e dos beneficiários do RSI.
A impotência do PS para dar a volta aos problemas vira César para os sucessivos comícios e para a demagogia. Com a agravante dessa luta dizer mais respeito a Sócrates e a Lisboa do que aos Açores.
É essa a verdadeira traição. Uma traição que, mais do que em pensamento, se alimenta de actos contrários ao superior interesse dos Açores.
E é esse o verdadeiro "roubo" que alguns discípulos da ilusão rosa assumem em nome de mais um "sound bite" folclórico.


Publicado no Diário Insular de Terça-feira, 26/01/2010

quarta-feira, janeiro 20, 2010

Não foi um bom acordo...

O recente anúncio pelo presidente da Atlanticoline de que a operação de 2010 contará com 2 navios do tipo "fast ferry", com capacidade para atingir cerca de 30 nós, é uma boa notícia para a mobilidade dos Açorianos e de quem nos visita.
Mas se esta novidade é salutar, ela encerra em si duas conclusões que o Governo Regional e o Partido Socialista teimam em negar e tudo fazem para esconder.
Em primeiro lugar esta aposta (finalmente) em navios que atingem velocidades consideráveis, que melhoram substancialmente a operação e antecipam bons horários para todas as ilhas, revela que a programação feita pelo governo na opção de construção de navios com velocidades que não atingiriam dois terços das agora anunciadas, foi uma opção errada, não estudada, e tomada em cima do joelho.
Aliás, o Governo reconhece esse facto ao mandar elaborar um estudo sobre o transporte marítimo e confessa, envergonhado, que decidiu mandar construir dois navios sem o mínimo de conhecimento sobre o melhor modelo para os Açores.
Depois, este anúncio de fretamento de navios para a operação de 2010, e que poderá ter a sua repetição nos próximos anos, implicará uma despesa a rondar os 6 milhões de euros anuais que não teria de ocorrer se a Região fosse proprietária de navios para servir o interesse dos Açorianos.
É, por isso, estranho que, sem qualquer recato e racionalidade, se diga que o negócio que o Governo fez com os Estaleiros de Viana foi um excelente negócio.
Não foi!
Não foi, porque empatámos durante muito tempo cerca de 40 milhões de euros e nada obtivemos em troca. Não foi, porque não se cobraram as penalizações previstas contratualmente e que são reveladas pelo relatório do Tribunal de Contas em cerca de 5 milhões de euros. Não foi, porque se contabilizarmos as despesas efectuadas com o processo (apoio jurídico, viagens, projectos, etc.) todo esse dinheiro não teve outra produtividade que não fosse o conhecimento de como uma boa ideia pode ser espatifada pela irresponsabilidade política. Finalmente; não foi, porque nos últimos anos tivemos a necessidade de fretar navios e com isso gastar mais 12 milhões de euros.
Se a estes juntarmos o que a Região gastará no fretamento para a operação de 2010 ficaremos próximos dos 20 milhões de euros que seria escusado gastar se todo este processo tivesse culminado com a Região passar a ter navios próprios.
As pequenas alegrias governamentais num processo que custará à região dezenas de milhões de euros, retrata bem o despudor e a falta de sentido de Estado que tomou conta daqueles que têm a responsabilidade de administrar o dinheiro de todos nós.
Publicado no Diário Insular de Terça-feira dia 19/01/2010

sexta-feira, janeiro 15, 2010

Atlanticoline - o disparate!

Ao visitar-mos o sítio da Atlanticoline somos brindados com este esclarecimento:



Mas esta empresa pública, que diz que os outros sítios electónicos estão incorrectos, é a mesma que mantém online o seguinte:




E esta informação da é acompanhada pelo respectivo vídeo:





2010 - Combate à Pobreza e Exclusão Social

2010 foi escolhido pela Comissão Europeia como o ano Europeu de combate à pobreza e à exclusão social.
Segundo o anterior Comissário Europeu dos Assuntos Sociais, "no curto prazo, é vital prevenir um círculo vicioso de desemprego de longa duração que conduza à exclusão social".
Na Europa existem 78 milhões de pessoas em risco de pobreza, o equivalente a cerca de 16% da população (dados de 2007).
Em Portugal, cerca de 1 em cada 5 portugueses encontram-se em risco de pobreza, e nos Açores esse número aumenta para 1 em cada 4, levando a que cerca de 60 mil Açorianos vivam com grandes dificuldades.
Segundo o Centro de Estudos para a Intervenção Social, o pobre: "é alguém que não consegue satisfazer de forma regular todas as necessidades básicas, assim consideradas numa sociedade como a nossa".
Esta caracterização de pobreza pressupõe que deixemos de olhar para este fenómeno como algo que apenas qualifica a miséria e a fome, associadas à pobreza extrema.
Com o constante aumento do desemprego e em concreto o desemprego de longa duração e com  o constante aumento dos beneficiários do RSI, torna-se imperioso que se atente neste flagelo com grande preocupação e se implementem políticas destinadas a prover a um combate eficaz e duradouro.
Mas nada se consegue sem uma abordagem objectiva e realista por parte do poder político.
Neste âmbito, reconhecer o problema é um passo ainda por dar nos Açores.
Se por um lado os indicadores advertem que estamos em roda livre no aumento de famílias em risco de pobreza, por outro os nossos governantes acenam com uma região de fachada cor-de-rosa, onde o sucesso governativo aparenta ter correspondência no sucesso económico e social.
Bem sabemos que não é assim!
Este comportamento potencia um estigma sobre a identificação do fenómeno, e leva às artificialidades que todos reconhecem no dia-a-dia dos Açorianos.
Ninguém quer estar na "franja" da sociedade. E se nos apresentam uma sociedade de sucessos e de realizações, todos querem estar incluídos e fazer parte dessa ilusão colectiva.
Na verdade, assistimos a uma terrível inversão do espírito de solidariedade que deve estar presente perante um fenómeno desta natureza.
E se na ruralidade de algumas ilhas é possível aos mais necessitados encontrar formas de levar um pouco mais de pão para a sua mesa, seja o cultivo de um quintal ou um "biscate" num vizinho, nas zonas urbanas a marginalidade pode tornar-se preocupante nos tempos mais próximos.
Não o perceber e não o reconhecer é ser parte activa no crescimento do problema em vez de se ser parte da solução.

Publicado no Diário Insular de Terça-feira 12/01/2010

quinta-feira, janeiro 14, 2010

Voleibol Feminino!



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Santa Cruz Sport Clube

(vs)

Associação de Jovens da Fonte Bastardo

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Festival Ilha Branca 2010

Foi apresentado hoje o cartaz do Festival de música que irá decorrer na Graciosa no verão de 2010

Este é o cartaz:





terça-feira, janeiro 12, 2010

Pescadores pedem aumento do molhe do porto




Esta situação não é nova para o Governo pois, em Fevereiro de 2009, aquando do parecer que enviei para o Conselho de Ilha da Graciosa afirmei que : "A anunciada conclusão do Porto de Pescas, com a construção da nova lota, vem por termo a uma obra que subsiste há largos anos e que, aparentemente, vê finalmente a sua conclusão para contento de todos. Contudo, deve ter-se em atenção o estudo para eventual reforço do molhe daquela infra-estrutura portuária, em especial a entrada do Porto de Pescas pois, ao que parece, tem ocorrido o abatimento progressivo dos tetrápodes que lhe servem de abrigo."
Esta preocupação foi confirmada pelo Conselho de Ilha no seu parecer sobre o Plano Regional de 2009.

segunda-feira, janeiro 11, 2010

Mais mil e onze desempregados em Novembro nos Açores

(in: Correio dos Açores)

Mais de mil trabalhadores foram para o desemprego nos Açores em Novembro depois de já em Outubro outros mil terem sido despedidos. Embora ainda não existam dados oficiais, a onda de desemprego terá crescido também a este ritmo no arquipélago no mês de Dezembro do ano passado, ultrapassando os seis mil desempregados. Na Região, a maior sangria (638 novos desempregados) continuou a fazer-se sentir em Novembro na área dos serviços.
E destes, 176 saíram do emprego na hotelaria e restauração e 115 do comércio por grosso e a retalho. Nos domínios da indústria, energia e construção civil, 312 trabalhadores perderam o emprego no arquipélago em Novembro. Signifi cativo também que em Novembro apenas surgiram 47 ofertas de emprego nos Açores quando, na Madeira, se registaram 244 ofertas de emprego.

(ler notícia na página 4 da edição impressa do Correio dos Açores)

sexta-feira, janeiro 08, 2010

Comentários

Devido a uma alteração no sistema de comentários do blog, à qual somos alheios, neste momento não consigo publicar comentários.
Pelo facto pedimos desculpas.

segunda-feira, dezembro 28, 2009

No Plano das intenções

A maioria do PSD na Assembleia Municipal de Santa Cruz da Graciosa viabilizou, com a sua abstenção, o Plano e Orçamento da Câmara Municipal para 2010.
Foi uma abstenção a pensar no benefício da dúvida que se entendeu dar ao novo executivo. Apesar dos problemas apontados aos documentos agora aprovados, a nova Câmara deve poder ter esta oportunidade de mostrar como quer actuar na Graciosa.
Não deixa de ser notório que apenas 35% das verbas para o capítulo económico estejam definidas. Sendo que os restantes 65% estão inscritos no plano de intenções.
As grandes prioridades apontadas pelo novo Presidente da Câmara contam apenas com uma definição de verbas na ordem dos 206 750 euros.
A saber: Zona industrial – 50 mil euros; Marina da Barra e zona envolvente – 30 mil euros; Estrada Rochela/Lagoa – 61 mil 750 euros; Parque de Campismo de Santa Cruz – verba definida: 65 mil euros.
E quanto à prioritária e urgente (assim dizia o novo Presidente) obra na Rochela/Lagoa, a verba para a sua concretização é atirada para 2011.
Também não se compreende que para o turismo apareçam apenas 196 mil euros quando o PS na oposição reclamava o reforço desta área de investimento.
Caricata é a verba de 10 euros para a promoção da Marca "Reserva da Biosfera", uma promessa eleitoral do PS.
Muitas reservas se colocam à redução drástica de verbas para fazer face às habituais delegações de competências para as juntas de freguesia.
A Câmara Municipal não deve ser instrumento de discriminação das Juntas eleitas livremente pelos Graciosenses, e dando menos verbas para as competências que venham a ser transferidas.
Este facto é lamentável e suscita as maiores dúvidas quanto às verdadeiras intenções do novo executivo.
A maioria na Assembleia Municipal deixou claro que ficará atenta ao cumprimento das promessas eleitorais da nova Câmara Municipal.
O voto dos Graciosenses quis assim, quis que o PS tivesse maioria na Câmara mas quis ao mesmo tempo que o PSD fiscalizasse activamente a acção do executivo dando uma maioria à oposição na Assembleia Municipal.
A semelhança do que acontece no país, é bom que o PS se habitue a não ter o poder total e que quando há equilíbrio de forças é fundamental ouvir a oposição.
As boas intenções vertidas no plano para 2010 não podem deixar de ver concretização no terreno.
Assim o esperam os Graciosenses!
A todos um Santo e Feliz Natal, e que 2010 traga verdadeiras concretizações.

Publicado no Diário Insular de 22/12/2009

sexta-feira, dezembro 18, 2009

Magalhães

O PSD decidiu avançar, na Assembleia da República, com uma Comissão de Inquérito ao milionário negócio dos computadores Magalhães.
A iniciativa faz, cada vez mais, sentido e convém conhecer todos os contornos desta medida para que se saiba o porquê de optar por uma máquina fraquinha e com utilidade duvidosa.
Dir-me-ão que será a única forma de muitas crianças terem um primeiro e duradouro contacto com um computador, ainda para mais portátil. Concordo!
A aquisição de competências nas novas tecnologias desde tenra idade é bem-vinda. Contudo, parece-me que as intenções ficaram pela rama. Não revelam resultados significativos e não há um acompanhamento efectivo dos estudantes na utilização do computador. Para além de todas as deficiências deste programa, que vão da má ou inexistente assistência técnica ao deficiente cumprimento do contratado, por exemplo com a não entrega de acessos à internet. Este portátil de 1º ciclo não passa de uma ferramenta rudimentar e pouco fiável.
O hardware deixa muito a desejar, sem saída de vídeo, sem leitor de CD/DVD, e com um disco rígido sem espaço. Aliás, o espaço de disco rígido foi cortado pela metade com a inclusão de dois sistemas operativos que, sendo uma opção louvável para iniciar as crianças em ambientes de software livre como o caso da Caixa Mágica, esse passo não foi acompanhado pela máquina que se arrasta nas execuções de processos.
Quaisquer actualizações de software, tanto em ambiente Windows como no Caixa Mágica, leva as crianças ao desespero de não ter onde guardar os seus documentos mais pesados ou os PowerPoints mais elaborados.
E se há já crianças do 1º ciclo que "brincam" com estes programas com facilidade, fica também a certeza de que se estão a dar "brinquedos" a quem pode ver-se exposto a riscos com os quais ainda não aprendeu a lidar.
São já conhecidos casos de acesso a pornografia sendo incompreensível que se dê livre acesso à palavra passe através de uma simples busca na net!
Por outro lado, não houve um verdadeiro programa de introdução e desenvolvimento destas novas competências. Programa esse que levasse às crianças os saberes necessários para lidar com as realidades emergentes no acesso ao mundo virtual.
Não só não se ensina às crianças como utilizar bem o computador, como não se alerta para os riscos.
Em Inglaterra tornaram-se obrigatórias aulas de segurança na internet a partir dos 5 anos, na Graciosa as aulas de apoio em Tecnologias de Informação e Comunicação acabaram para o primeiro ciclo (pelo menos).
Vá-se lá perceber!
Entregaram os computadores e agora.... desenrasquem-se!

Publicado no Diário Insular de Terça-feira 15/12/2009

quarta-feira, dezembro 16, 2009

50

50 são as toneladas de maçã que se produzem e que nos são apresentadas com grande gáudio pelo Secretário da Agricultura.
Esmiuçada (palavra da moda) a questão, deparamo-nos com uma quantidade que não daria para fornecer durante 50 dias as crianças das nossas escolas (estimadas em 6000 que receberão fruta gratuita a partir de Janeiro) e uma produção equivalente ao uso de não mais de 1,5 ou 2 hectares de solo.

E diz-se que nunca tivemos tão bem! - Pois claro


quinta-feira, dezembro 10, 2009

IRS Autárquico

No passado dia 16 de Novembro a Câmara Municipal de Ponta Delgada aprovou o seu Orçamento para 2010. Nele inseriu a redução de 1% do IRS dos contribuintes com domicílio fiscal no Concelho.
O PS votou contra.
Esta redução do IRS é uma novidade decorrente da Lei de Finanças Locais e, pela primeira vez, é implementada nos Açores.
Não o foi antes das eleições, foi depois destas terem lugar!
A referida redução de 1%, no máximo de 5% que as autarquias podem aplicar, vem introduzir mais uma discussão no seio da política Açoriana.
É por demais sabido que o Governo e o PS são avessos a ver a máquina fiscal perder um pouco de receitas e a reduzir impostos.
São os seus actos e as declarações dos seus dirigentes que o provam.
Já depois da Câmara de Ponta Delgada ter aprovado a sua proposta de orçamento, foi discutido na Assembleia Regional o orçamento da Região para 2010.
O PS que está na ALRAA é o mesmo que faz oposição à Câmara de Ponta Delgada e à sua Presidente Berta Cabral.
Esse mesmo PS vem agora dizer que a redução do IRS que a Câmara aprovou deveria ter consagração no orçamento regional. Ou seja, vem dizer que deveria ter sido aprovado um Decreto Legislativo Regional em debate orçamental da Região pois, alegam, há uma alteração da receita da região.
É nestas miudezas legislativo-burocráticas que o partido do Governo demonstra a sua arrogância e a sua prepotência.
Então se o PS entende que deveria consagrar a questão da redução de IRS dos municípios no orçamento regional, sabendo que em Ponta Delgada já tinha sido aprovada essa redução, e sabendo que ainda há municípios que não aprovaram o seu orçamento para 2010, por que não lançou o debate na altura que diz que se deve debater essa questão?
Não me parece que o PS tenha razão nos seus argumentos. Até porque não há alteração da receita regional. A alteração de receita é Municipal.
Por outro lado, percebe-se que o PS e o Governo não queiram que uma Câmara do PSD baixe os impostos. Não o queriam quando votaram contra, em Ponta Delgada, e agora querem impedi-la usando da sua maioria musculada na ALRAA.
Como qualquer regime que se alimenta das necessidades dos que mais precisam, este Governo e o seu partido acham que o dinheiro nas mãos das pessoas não é bom para a manutenção do poder.
O PS prefere que o dinheiro esteja nas mãos do Governo para assim poder comprar a satisfação colectiva.
Para o Governo, a sua máquina fiscal sorvedoura de boa parte do trabalho de quem efectivamente paga impostos, deve manter-se pesada e condicionadora da liberdade económica dos cidadãos.

Publicado no Diário Insular de Terça-feira, 8 de Dezembro de 2009

segunda-feira, dezembro 07, 2009

Marina da Barra

Finalmente o Governo percebeu que a Ilha Graciosa necessita de um Porto de Recreio na Barra.
Foi aprovada, por unanimidade, uma alteração ao plano de 2010, que encarrega o Governo de fazer um projecto para dar a conhecer aos Graciosenses (lá para o final do ano) o que quer fazer na Barra e zona envolvente.
O projecto que existiu vai desta para melhor, e faz-se um outro, que certamente agradará mais a uns e menos a outros.
Com esta medida o Governo aceita o inevitável, e o que todos reclamavam que acontecesse.
São três as novidades em termos de consequências: O Governo assume a Marina da Barra; em 2010 espera-se por um projecto; e o novo presidente da Câmara livra-se de faltar a uma promessa, pois sabia-se que, sozinho, não tinha capacidade financeira para a concretizar.
O novo Presidente de Câmara agradece, naturalmente, esta dádiva, e a Graciosa, se tudo correr bem, lá para finais de 2011 ou mesmo 2012, terá um novo Porto de Recreio.
Terão nessa altura passado 16 anos de Governo do PS na Região.
Para o novo projecto da marina reservaram-se 150 mil euros. A acreditar numa taxa de execução para a Graciosa superior às de 2006, 2007 e 2008, o governo terá gasto no final do ano, com o novo projecto, cerca de 50 mil euros. Os 30% habituais daqueles anos.
Em 2006 o plano previa 16 milhões de euros e executaram-se 5, em 2007 foi 16 - 6 e em 2008 foi 25 – 8.
É a máxima do Secretário Contente: - para quem "se deve prometer 120 para fazer 100" - como o próprio recentemente afirmou.
Neste caso é prometer 100 e fazer 30.
Na prática, os Graciosenses vão esperar mais tempo do que se pensava para verem o início da obra.
Esperava-se o início desta obra em 2010.
Se assim for, tanto melhor!
A proposta de alteração foi das poucas que obtiveram uma votação unânime.
É um facto assinalável, pois revela a certeza de que todos já estavam fartos de saber que a Graciosa devia ter um Porto de Recreio.
Só o Governo teimava em não o compreender.
O novo projecto, que será elaborado, nasce de uma “partidarite” aguda do Presidente do Governo, que ainda há pouco tempo afirmava que na Câmara da Graciosa se falava a língua do PSD.
Não disse foi que a Câmara que lhe ofereceu um projecto, já lá vão alguns anos, e em momento algum ouviu César responder que não servia.
Durante anos a estratégia do Presidente do PS atrapalhou o desenvolvimento da Graciosa.
Perdeu-se tempo, e esse não volta!
- “O que interessa é que vai avançar” – Muitos o dirão!
- “Já podia estar feito” – dizem outros!


Publicado no Diário Insular de Quinta-feira, 3 de Dezembro de 2009

quarta-feira, dezembro 02, 2009

Alteração do Plano - Marina da Barra

Na discussão do plano para 2010 na ALRAA, e na sequência da apresentação de uma proposta de alteração para realização de um projecto para a marina da Barra, o Deputado do PS, José Ávila, ao seu estilo, entendeu preocupar-se mais em me desferir um ataque pessoal.
Para que todos conheçam o que se passou aqui fica o áudio completo, retirado do Graciosaonline da RTP Graciosa.



Fica também o vídeo que prova que não disse nenhuma mentira quando referi que a marina vem sendo prometida várias vezes. Aliás, nem era preciso prova-lo, todos sabem a campanha autárquica que o PS fez em redor deste assunto, até o Presidente do Governo visitou o local e reuniu com interessados.



segunda-feira, novembro 30, 2009

Último lugar

A Graciosa é a ilha dos Açores com mais baixo poder de compra, segundo o INE.

Por Concelhos estamos um pouco melhor que outros mas em termos globais de ilha não podia ser pior!

quarta-feira, novembro 25, 2009

Plano Acumulado

Inicia-se hoje a discussão do Plano e Orçamento da Região para o ano de 2010.
O Governo apresenta-se sob a capa do diálogo e da abertura para ouvir a oposição. No passado, o Governo não quis ouvir as propostas vindas da bancada do PSD.
Será diferente desta vez? A ver vamos.
A proposta de Plano para a Graciosa é já anunciada como a maior de sempre. É verdade!
O plano consagra para a Graciosa cerca de 32 milhões de euros. Mais 10 do que no passado ano.
A que se deve este aumento de verbas para a Ilha Branca?
Duas obras, uma já em execução e outra muito anunciada, serão executadas no próximo ano. Pelo menos esse é o plano!
São elas a obra do Centro de Processamento de Resíduos (5,3 milhões de euros), e o novo Centro de Saúde (3 milhões).
Estas são, à partida, a causa do aumento de verbas do Plano para a ilha Graciosa.
Mas se este Plano para 2010 tem aspectos positivos, o conjunto de propostas e a linha seguida pelo Governo insiste num modelo de desenvolvimento desgarrado e sem enfrentar os grandes problemas que, não sendo exclusivos da ilha Graciosa, pela pequenez e fragilidade da ilha, se fazem sentir com maior acuidade.
Não se nota neste Plano uma inequívoca vontade em enfrentar o problema da desertificação humana da ilha Graciosa, a par de uma ausência de estratégia de criação de emprego e fixação de jovens na ilha.
A ilha Graciosa tem uma mais do que natural vocação produtiva. O seu passado demonstra que as capacidades da ilha no sector agrícola são impares no plano regional.
O Governo teima em não perceber esta vocação graciosense que deveria ser mote de um plano destinado à modernização, inovação e diversificação produtiva.
Numa ilha de pomares, toda a fruta é importada, numa ilha produtora de leite, este está mais caro ao consumidor do que no continente.
É manifesto que o Governo não tem um verdadeiro Plano de futuro e limita-se a atirar dinheiro para sustentar o contentamento popular. O futuro dirá que se perderam oportunidades, que se perdeu tempo para tomar a dianteira na percepção de que a ilha não pode apenas ser mais uma, e que a diversidade regional pode e deve ser assumida.
Por outro lado, temos uma proposta de Plano para 2010 repleta de repetições e reaparições. Aliás, o Governo tornou-se um verdadeiro "expert" do "copy/paste" em relação a Planos de anos anteriores.
Se juntarmos a isso as médias de execução dos sucessivos planos para a ilha Graciosa e notarmos que muito fica para fazer de ano para ano, então não é difícil perceber que se vão acumulando verbas para o Plano seguinte.
Acumulando milhões, o próximo será o maior Plano de sempre.


Publicado no Diário Insular de Terça-feira dia 24/11/2009

sexta-feira, novembro 20, 2009

+Desemprego +RSI +Pobreza

Recentemente foram divulgados mais dados sobre o constante aumento do desemprego nos Açores e o exponencial aumento dos beneficiários do rendimento social de inserção.
No último ano, o desemprego nas ilhas passou de 5,2%, no 4º trimestre de 2008, para os actuais 7%.
Em Setembro estavam inscritos 944 trabalhadores nos centros de emprego da Região, elevando para 4744 o número de desempregados, sendo os Açores a 3ª região do País com maior aumento de desemprego no último ano.
No RSI (rendimento mínimo), a região passou a contar, desde Janeiro, com mais 610 famílias beneficiárias, fazendo aumentar o número de beneficiários em 1903 novos pobres só no decorrer deste ano.
Somos a 5ª região do País com mais beneficiários, apenas atrás do Porto, Lisboa, Setúbal e Braga.
A par desta realidade, vieram a público preocupações de ONGs que revelam um aumento substancial daqueles que recorrem ao seu auxílio humanitário.
Está em crescendo a realidade da pobreza e da fome nesta "Região Europeia do Ano de 2010".
No Governo assobia-se para o lado. Sendo até ofensivo virem o Director Regional do Trabalho e o Vice-presidente do Governo alegrarem-se por estarmos melhores do que outros.
É a pobreza de espírito.
Os pobres, os novos pobres, os novos desempregados, e os de longa duração, não se alegram nem se reconfortam com a desgraça alheia, nem o mal dos outros lhes resolve qualquer problema.
Grande parte desta realidade é justificada com a crise.
A tal crise que não chegaria através do voto cor-de-rosa e cujo fim é publicitado enganosamente (são os números que o desmentem).
Enumerar e reconhecer um problema é, para o Governo, um exercício desnecessário e inconsequente.
À vista, e com consequências trágicas, está a falta de resultados e a ausência de um modelo de desenvolvimento voltado para a criação de riqueza e a consequente criação de emprego.
Depois de anunciadas e implementadas as medidas de combate à crise, e depois de se ignorarem outras propostas, sob a aparência de um desenvolvimento sustentado, chega-se à conclusão de que em nada se conseguiram melhores resultados pela acção do Governo.
Se era possível minimizar alguns efeitos de uma crise mundial, descobre-se agora que o mais difícil é sair desta crise, que também já é de valores, começando a ser impossível esconder o deplorável estado a que nos conduzem, pela insensatez e imprudência.
Assim, não se vai lá.
A formação, a diversificação e a inovação a par de uma aposta consistente no sector produtivo e no mercado interno são caminhos que não podem continuar intransitáveis se queremos ser orgulho do desenvolvimento europeu.

Publicado no Diário Insular de Terça-feira dia 17/11/2009

quarta-feira, novembro 11, 2009

AGONIA

Ouvindo as notícias de mais uns “truques” praticados pelo Presidente do Governo, em coligação com o Presidente do PS Açores, surge uma imagem de agonia.
Carlos César agoniza perante a orfandade que se seguirá à sua saída.
É um Presidente sem esperança e sem fé na sua família política.
Na família socialista encontra-se o desespero presidencial. É um líder sem generais!
Por isso dedica-se ao tacticismo, algo medíocre, diga-se, quase primário.
Todos sabem o que quer e onde quer chegar.
César sabe que sem a sua autoridade o PS entra em colapso com o Governo. O PS sucessor de César não é capaz de coexistir com o Governo deste.
César não confia em ninguém, nem nos seus próprios mancebos, sempre candidatos a uma recruta, preparados mas não “prontos”.
Em contrapartida, ninguém confia em César!
Vive-se no PS Açores uma época conturbada!
Agonizante perante a desconfiança que tem de todos, César quer ser omnipresente, quer centralizar e controlar a sociedade civil. Só assim sente que poderá entregar o poder ao PS.
César demite quem o incomoda. César sectariza, manipula, divide... mas não pode Reinar. Pelo meio, ninguém é suficiente no PS para assumir o inevitável, ninguém se chega à frente.
César já sabe que não será recandidato, já o sabia quando tentou que o PS tivesse outro líder. Só que ninguém apareceu.
A solução que encontrou foi criar a fusão entre o Estado e o Partido.
As atitudes do Presidente do PS sobrepõem-se ao Presidente do Governo, e o Presidente do PS só pensa na sucessão do Presidente do Governo que não encontra dentro da casa socialista.
Nesta estratégia de perseguição à oposição (seja dos partidos ou da sociedade civil), sem ter ninguém à sua volta que se habilite (ou que por isso o mereça), há sempre um senão: O cansaço que os Açores têm do cerco de dependência social(ista), económica e política que hoje se vive nas ilhas.
Dependência de um favor do Governo, de uma palavra amiga, dependência de uma decisão, de um despacho, ou de uma qualquer benesse, como se isso fosse imutável, intemporal ou inevitável.
Esse cansaço tem tirado a paciência ao Presidente do Governo. Já só lhe importa o seu partido e a ausência de uma solução.
Já nem há coragem dentro do PS de querer suceder a César.
Depois de mais de década e meia no poder, César secou o PS. Não tem sucessor!
São todos, são três ou quatro, são alguns, não! Não é nenhum. Nenhum é capaz de o ser.
Na sociedade e mesmo dentro do PS ninguém identifica um sucessor.
César muito menos.
É uma agonia!

(publicado no Diário Insular de Terça-feira, 10/11/2009)

sábado, novembro 07, 2009

FaSe oculta

O Governo da República mandou auditar tudo o que pode.
O lema é: vasculhem tudo, não encontrem nada!

quarta-feira, novembro 04, 2009

Espinhos

O Governo Regional aprovou, em Novembro de 2005, a construção de 4 (quatro) navios de passageiros, naquela que foi a profecia de mudança (mais uma!) para o sucesso de uma operação em que as rosas teimam em criar espinhos.

Quatro anos e trinta e tal milhões de euros mais tarde, sem dinheiro e sem navios, teremos, finalmente, a oportunidade de apurar por que fracassou o transporte marítimo de passageiros e por que razão ainda ninguém sabe quem são os responsáveis por este calamitoso negócio, delineado por uma empresa pública regional às ordens da tutela.

A criação de uma comissão de inquérito ao transporte marítimo de passageiros é como um espinho brotando numa mão fechada, descobrindo aquilo que tanto temiam confessar antes de um período eleitoral.

Foi o próprio Partido Socialista quem denunciou ser imprudente avançar com uma comissão de inquérito ao transporte marítimo antes das eleições.

E por que se aprova agora a sua constituição?

Quando a comissão foi proposta pela oposição, cabia ao PS aprovar ou atrasar.

Fizeram o que mais lhes convinha, atrasaram.

Sabe-se agora (já se sabia!): - foi por causa das eleições!

Neste processo o governo vê dezenas de milhões de euros desaparecer dos cofres da região, e outros tantos gastos em concursos de frete.

Já do frete que é cuidar de tanta incompetência, terá de haver responsáveis.

E os tais trinta e muitos milhões, cuja devolução o governo garantia com um simples estalar de dedos passaram, depois de uns quantos pareceres e conselhos avisados, a ser negociáveis!

O Governo já deu o seu assentimento em formar um tribunal arbitral para decidir o valor dos erros de cada um (Estaleiros, Atlanticoline e Governo). Talvez pagando todos pelos erros concebidos pela incompetência dos parceiros.

Cabe ao Parlamento demonstrar que é capaz de ser juiz em busca de algo mais do que alguns milhões de euros: Conhecer a verdade. Descobrir o porquê deste insucesso, o porquê deste fracasso, e por quem, afinal, se pedirá: Clemência!

Pode ser que todos queiram que tudo se saiba, que tudo se apure.

Pode ser que, pelo menos, não continuem a atrasar a verdade e a fazê-la depender dos melhores momentos de distracção geral.

O PS tem agora o dever de deixar a comissão de inquérito fazer o seu trabalho, livre das suas estratégias eleitorais e do seu oportunismo político.

Os espinhos, esses, vão aparecendo à medida que a rosa, inebriada no seu próprio perfume, vai perdendo a frescura e o encanto.

(publicado no Diário Insular de Terça-feira, 3/11/2009)

quinta-feira, outubro 29, 2009

Defraudados

Mal vai o ensino quando os alunos não são a principal fonte de preocupação e de atenção.
Há alguns anos, foi decidido abrir novos cursos profissionais na ilha Graciosa. De entre eles destacavam-se os cursos de Higiene e Segurança no Trabalho e o de Turismo.
A todos esses jovens que tinham pressa em obter uma especialização e que ansiavam iniciar uma profissão, foram garantidas colocações e certificações.
Mas se essas promessas foram feitas, com o tempo foram esquecidas. Este tornou-se um caso onde vinga o trivial slogan: "compromisso assumido, compromisso esquecido!".
Se por um lado, os formandos do curso de Turismo foram confrontados com a redução para pouco mais de metade dos prometidos empregos no novo Hotel da Graciosa, que o Governo não soube incentivar para esse propósito, por outro lado, no curso de Higiene e Segurança no Trabalho, nem sequer houve o cuidado de garantir a sua certificação.
Não fora os alertas em tempo útil, e os alunos terminariam esse curso "apenas" com a respectiva equivalência ao 12º ano. É que, quando se inicia uma formação profissional, se não a quisermos menorizar, conta-se que no final o formando esteja apto, e devidamente "certificado" para o desempenho de uma profissão.
Mas assim não sucedeu.
A solução, ao melhor estilo do "não rima mas encosta", foi fazer deslocar, um dia destes, os alunos para outra ilha, para assim obterem a respectiva certificação.
Não deixa de ser caricato que se afirme que os alunos em nada saem prejudicados, pois terão todas as despesas pagas e que, por isso, não haverá qualquer transtorno. É obvio, se descontarmos a ausência de casa, o ficar longe da família e dos amigos, e todos os constrangimentos de sair da sua ilha para completar um curso que devia começar e acabar ali, ao virar da esquina, pois, claro que não haverá quaisquer transtornos. Descontemos, também, que as despesas serão todas pagas pelos cofres da região, que é como quem diz, pelos contribuintes, que continuam a assistir a uma recorrente e inominada incompetência pública.
Mal vai também o ensino nesta nossa Região quando uma qualquer queixa sobre um comportamento reprovável de um profissional de uma escola tenha de ser apresentada por escrito. Talvez seja hora de reflectir sobre as consequências de alguém não ter ligado um telemóvel para gravar o que é ou não dito, ou feito, dentro de uma sala de aula.
É um retrato de autêntica fraude sobre quem mais estimamos.
Os jovens, esses, só podem mesmo sentir essa desilusão precoce de quem está a ser severamente defraudado.

publicado no Diário Insular de Terça-feira, dia 27/10/2009

segunda-feira, outubro 19, 2009

Assumpção de culpa(s)

O facto do líder parlamentar do PS Açores ter dito que a comissão de inquérito ao transporte marítimo de passageiros não devia ser viabilizada antes das eleições só pode querer dizer que se saberão coisas das quais o PS irá pagar um preço (para já) político.

segunda-feira, outubro 05, 2009

O avião do Director

Joaquim Pires, Director Regional do Desenvolvimento Agrário, deslocou-se à ilha Graciosa para aparecer numa tourada do Partido Socialista.

No regresso fez-se deslocar em avião privado.

Como não desempenha nenhum cargo partidário, o Sr. deve ter vindo ajudar na campanha autárquica por ser Director Regional.

terça-feira, setembro 22, 2009

Petrodemagogia

O barril de Brent, que serve de referência para os preços dos combustíveis (também nos Açores) teve esta evolução no último mês, no entanto, à pressa e nas vésperas de eleições, o Governo Regional baixou o preço do litro.
Quanto? 1 cêntimo
Note-se que, no início de Setembro o barril estava mais baixo do que hoje mas nessa altura não estávamos suficientemente próximo de eleições!



segunda-feira, setembro 21, 2009

Pelos dedos

Para José Ávila, em comentário na antena da Rádio Graciosa, neste local estão meia centena de pessoas.

Foto: Rádio Graciosa

Os directos e as anedotas


Governo de assessores

09H30 - O assessor para os Assuntos Sociais da Presidência do Governo está presente, em representação do presidente do Governo, na conferência “O mercado global e o outsourcing de negócios e serviços de Tecnologia da Informação – Oportunidades para os Açores”.

18H30 - O assessor coordenador para os Assuntos Económicos e Cooperação Externa da Presidência do Governo está presente, em representação do presidente do Governo, no cocktail de despedida oferecido aos membros do Rotary Club de Fall River.

sexta-feira, setembro 18, 2009

Melgas

Cada vez que se aproximam eleições, os homens de mão de Carlos César acenam com o fantasma da sua recandidatura, tal a debandada de apoios.


segunda-feira, setembro 14, 2009

¿Por qué no te callas?

O que diriam os Espanhóis se um Ministro de Portugal, enquanto tal, se metesse na campanha eleitoral para as elecciones generales?

O Procurador

Não deixa de ser curioso que nesta campanha para as legislativas o PS se apresente com Carlos César em destaque e sempre a "malhar" na candidata do PSD a Primeira Ministra.
Ele é César na RTP a falar das paixões de Sócrates pelos Açores, ele é César em touradas a meter medo com a Lei das Finanças Regionais (ainda alguém vai nisso?), ele é convites para jantares comício .... com Carlos César.
Enfim, com tanta falta de discurso, e com tão pouco que enaltecer em Sócrates, o PS aposta em César.
Pudera, o homem não se vai voltar a candidatar a mais nada, há que aproveitar enquanto dura.

quinta-feira, setembro 10, 2009

Gripe - H1N1 "Curiosidades"

No meio de tanta informação e sencionalismo à volta desta gripe, aqui vão alguns dados importantes, (uma parte daqueles que realmentee interessam conhecer), elaborados pelo Centro de Controlo e Prevenção de Doenças (CDC) dos EUA, para o qual não é necessário "apresentações".

**A taxa de hospitalizações por Gripe H1N1 em adultos e crianças são semelhantes ou inferiores à da gripe sazonal, conforme a faixa etária, sendo no entanto mais elevada do que esperado para esta época do ano.

**A proporção de mortes atribuídas à pneumonia e influenza (gripe) foi baixa e dentro dos limites esperados para verão.

Dados referentes aos EUA. Contudo têm bastante que interpolar, principalmente a quem se interesse...

Fantasioso

O secretário regional da Economia assegurou, na Horta, que a operação de transporte marítimo de passageiros inter-ilhas deste Verão “será a melhor operação de sempre” no arquipélago.

quarta-feira, setembro 09, 2009

Essencial

Vasco Cordeiro disse hoje na Assembleia Regional que a marina das Velas era essencial para aquela ilha da coesão.
 
César já disse na Graciosa que o investimento numa marina não é prioritário.
 
É a coesão a duas velocidades?

terça-feira, setembro 08, 2009

Sobre a Madeira

Muita polémica levantam os socialistas sobre as declarações de MFL acerca do Governo do PSD na Madeira.
Mas é bom recordar o que disse Jaime Gama, Socialista, Açoreano, Presidente da AR:

Para Jaime Gama, a Madeira é «a expressão de um vasto e notável progresso no País».
«A Madeira é bem o exemplo, com democracia, com autonomia, com a integração europeia de um vasto e notável progresso no País» , declarou.
Para Jaime Gama, a Região Autónoma da Madeira é «um trabalho notável, é uma conquista extraordinária, é uma obra ímpar e isso deve ser reconhecido».
O presidente da Assembleia da República admitiu que existem, por vezes, «divergências e batalhas políticas».
«Mas toda esta obra historicamente tem um rosto e um nome, e esse nome é o do presidente do Governo Regional da Madeira, a quem quero também prestar uma homenagem, na diferença de posições, por esta obra e este resultado» , disse.
Jaime Gama sustentou que a Madeira tem em Alberto João Jardim «um exemplo supremo na vida democrática do que é um político combativo».
De acordo com o presidente da Assembleia da República, «na Madeira, tudo é uma conquista e, por isso, é que a vivência e concepção de autonomia na Madeira não é tanto a institucional, a conceptual ou jurídica, é sempre uma concepção de luta, de combate, de tenacidade, de vitória, de dinâmica, de afirmação em crescente».
«Isso deve ser entendido, deve ser compreendido, deve ser aceite, deve ser integrado, deve ser reconhecido e deve ser valorizado» , concluiu.
Jaime Gama considerou que «os autarcas não podiam escolher melhor sítio no País para reflectir sobre os problemas e questões que têm no seu horizonte».
Lusa / SOL

sexta-feira, setembro 04, 2009

Citando Sócrates

A verdade do caso Freeport está a vir ao de cima!

Uma afronta repetida

No Jornal Diário:
"Carlos César realçou ainda o papel do transporte marítimo de passageiros no nosso arquipélago, reafirmando a sua convicção do sucesso que a presente temporada representa, já que este ano foi transportado o maior número de passageiros de sempre."

Dupla Graciosense inicia hoje a sua participação no Rali Ilha Lilás.

Na Rádio Graciosa:

"A equipa Graciosense, Cláudio Bett/Luís Silva, participa no rali Ilha Lilás com o Citröen Saxo Cup.Esta equipa participou pela primeira vez em ralies no 1º Rali Ilha Graciosa, onde conseguiram alcançar um surpreendente 5º lugar."

BOA PROVA & BOA SORTE

quinta-feira, setembro 03, 2009

Desespero eleitoral

Manuela Moura Guedes afastada do ecrã

Direcção de informação da TVI demite-se em bloco.

Petição

Não à Concentração da Frota da SATA Air Açores no Aeroporto de Ponta Delgada

Esta não é para nós

Governo vai lançar plano de promoção das marinas açorianas

Agradecimento

O blog "Política Dura" deu-nos a honra de uma distinção na sua avaliação de blogs com conteúdo político, "pela maneira como defende e valoriza a realidade de uma ilha pequena, que tem sido demasiado esquecida"

Ficam aqui os nossos públicos agradecimentos.

Obrigado!

sexta-feira, agosto 14, 2009

Nervosinho

A ânsia de defender o Governo e a Atlanticoline, faz o candidato do PS Manuel Avelar a ver fantasmas em todo o lado.
Até consegue dizer que o PSD culpou o Governo pelo acidente do Ilha Azul quando apenas houve uma comparação entre a operação de transporte marítimo de passageiros ao longo dos últimos anos.
Que o Sr. Yes Man ande por aí a adjectivar pessoas e comunicados do PSD, com falta de respeito eu até percebo (não arranja melhores argumentos), agora que continue sem defender a Graciosa, isso, é que não é aceitável.

quarta-feira, agosto 12, 2009

Maestrina Vânia Bettencourt no Auditório da C&C



Maestrina Vânia Bettencourt no Auditório da C&C
03.Ago.2009

Visita recheada de emoções

A 1 de Agosto, sábado, a Cardoso & Conceição recebeu nas suas instalações a visita da Maestrina da Ilha da Graciosa, Vânia Bettencourt . A raridade da existência de maestrinas em Portugal, tornou-a num alvo de destaque perante o universo das filarmónicas. Apaixonada por esta arte (música) a Maestrina sempre visionou o progresso do ensino da música nas Ilhas dos Açores. Lutadora e empenhada a atingir os seus objectivos, Vânia estudou e aproveitou ao máximo os seus estudos de música em Portugal, mais precisamente em Bragança, com o intuito de levar consigo o maior conhecimento possível para a sua terra natal, a Graciosa. Tornou-se professora de música na Ilha e reestruturou a Filarmónica Recreio dos Artistas de Santa Cruz, onde conseguiu formar um Quarteto de Saxofones e uma Orquestra Ligeira.

A C&C preparou uma recepção à Maestrina convidando a Banda Juvenil de Paramos a apresentar-se em concerto dedicado á ilustre figura. Sob a direcção do Maestro Fernando Araújo, a banda tocou algumas obras adequadas ao momento que de todo prestigiaram de forma evidente a presença daquela que liderou a Banda Feminina.

Emoção, alegria, entusiasmo, carinho e muito amor pela música caracterizaram a envolvência deste concerto, principalmente no momento da obra “My way”, em que a maestrina foi convidada a dirigir esta jovem banda.
Bastante emocionada, a maestrina teceu algumas palavras de saudade pelos seus momentos de direcção com a sua banda e palavras de muito carinho perante a Banda Juvenil: “Esta banda relembra-me os bons momentos com a minha banda nos Açores, o que me traz saudade. Por motivos de saúde, fui obrigada a fazer uma pausa na direcção e sinto-me honrada por este convite e agradeço pela consideração que me demonstram. Devo salientar que adoro o que faço e são jovens como estes jovens que me motivam e que me fazem acreditar que a música deve ser sempre tocada com o coração.”
As suas doces palavras tocaram o coração de todos os convidados presentes.

A jovem Vânia Bettencourt encontra-se no continente a recuperar de uma enfermidade mas a sua coragem e a sua força interior são mais fortes que qualquer doença.

Todos devemos lutar pelo que queremos e a Maestrina Vânia demonstrou e demonstra ser um exemplo de energia, força e empenho.

Todos nos sentimos honrados com a sua presença.


Fonte: http://bandasfilarmonicas.com/noticias.php?id=2170


quarta-feira, agosto 05, 2009

e da Graciosa?

No Açoriano Oriental:

Programa de Turismo Sénior já tem 643 pessoas inscritas para viajar.


Entre os inscritos, 188 são da Terceira, 184 de S. Miguel, 100 do Pico, 87 do Faial, 66 de Santa Maria, nove das Flores e seis de S. Jorge.

quinta-feira, julho 30, 2009

quarta-feira, julho 08, 2009

terça-feira, julho 07, 2009

Outra vez prejudicados

O Navio Viking afinal já não vem a 11 de Julho.
Qual a ilha que será prejudicada?
A Graciosa!!!

O comunicado da Atlanticoline:

Um acidente ocorrido ontem com o piloto – que levou à necessidade de receber assistência hospitalar e de uma intervenção cirúrgica - contratado pela “Atlanticoline S.A.” para proceder à ligação do navio “Viking” entre o porto de Liverpool e o porto de Ponta Delgada, obriga a que o navio chegue aos Açores no dia 11 de Julho, iniciando a sua operação na próxima segunda-feira, dia 13.
A “Atlânticoline S.A.” está já a contactar os passageiros com ligações de e para a ilha Graciosa, no próximo fim-de-semana, no sentido destes efectuarem o percurso de avião.
A “Atlanticoline S. A.” lamenta os eventuais inconvenientes que esta situação possa provocar junto dos passageiros, estando a desenvolver todos os esforços para que tenham o menor efeito possível na realização das suas viagens.

quinta-feira, julho 02, 2009

segunda-feira, junho 29, 2009

De véspera

Na véspera da visita estatutária fazem-se limpezas. Neste caso a pergunta é: Quem ordenou?


sábado, junho 27, 2009

Conveniências

Convém ao PS manter no ar a delirante possibilidade de Carlos César se recandidatar em 2012 (mesmo sabendo que isso não é possível) para, desesperadamente, ver se estanca a sangria e a instabilidade que vai sentindo desde as regionais de 2008.
São os 15000 votos perdidos nas regionais, a derrota nas europeias e as declarações desalinhadas dentro de casa.
Veja-se o recente caso das declarações do Deputado Lizuarte Machado!



Bullying oficial

Convidar os pais e alunos para uma cerimónia de entrega do computador Magalhães, como sucedeu ontem na Graciosa, quando não chegaram todos os computadores devido a atrasos provocados pela empresa fornecedora, e levando os não contemplados a sentirem-se excluídos, é uma violência inaceitável sobre as crianças e que se pode considerar como uma prática de "bullying" institucional!

quarta-feira, junho 24, 2009

Verdade


Ferreira Leite está melhor, o povo anseia por politicos com verdade!

A verdadeira estatística

Mais de metade dos alunos do 1º ciclo recebem o magalhães a custo zero por estarem no escalão mínimo da segurança social!

quarta-feira, junho 17, 2009