Não há o cumprimento de obrigações, há a caridade institucional. E o Povo, deve agradecer curvando-se perante a bondade dos governantes?
Na ilha Graciosa faz falta discutir o futuro, propor alternativas, opinar, ouvir, exigir e procurar alcançar o bem comum. Este espaço pretende dar um contributo. Não teremos sempre razão nem seremos donos da verdade, queremos apenas ser uma pedra no sapato da inércia, da falta de visão e imaginação, do imobilismo estratégico e da cultura do "yes man". Temos uma tarefa difícil, temos de partir muita pedra mas não nos importamos, o burgalhau é sempre útil!
Mais de mil trabalhadores foram para o desemprego nos Açores em Novembro depois de já em Outubro outros mil terem sido despedidos. Embora ainda não existam dados oficiais, a onda de desemprego terá crescido também a este ritmo no arquipélago no mês de Dezembro do ano passado, ultrapassando os seis mil desempregados. Na Região, a maior sangria (638 novos desempregados) continuou a fazer-se sentir em Novembro na área dos serviços.
E destes, 176 saíram do emprego na hotelaria e restauração e 115 do comércio por grosso e a retalho. Nos domínios da indústria, energia e construção civil, 312 trabalhadores perderam o emprego no arquipélago em Novembro. Signifi cativo também que em Novembro apenas surgiram 47 ofertas de emprego nos Açores quando, na Madeira, se registaram 244 ofertas de emprego.
(ler notícia na página 4 da edição impressa do Correio dos Açores)