Na ilha Graciosa faz falta discutir o futuro, propor alternativas, opinar, ouvir, exigir e procurar alcançar o bem comum. Este espaço pretende dar um contributo. Não teremos sempre razão nem seremos donos da verdade, queremos apenas ser uma pedra no sapato da inércia, da falta de visão e imaginação, do imobilismo estratégico e da cultura do "yes man". Temos uma tarefa difícil, temos de partir muita pedra mas não nos importamos, o burgalhau é sempre útil!
segunda-feira, maio 10, 2010
sexta-feira, maio 07, 2010
A mentira com perna curta
Em Dezembro de 2009 era dito que não havia projecto:
Em Maio de 2010 desmente-se a si próprio:
Apesar do bigode, a pessoa a falar é exactamente a mesma!
Em Maio de 2010 desmente-se a si próprio:
Apesar do bigode, a pessoa a falar é exactamente a mesma!
quinta-feira, maio 06, 2010
A confirmação - com áudio
Não é que me restassem dúvidas sobre a impossibilidade legal de Carlos César se recandidatar a novo mandato, mas acabo de ouvir Maria de Belém Roseira na SIC Notícias, falando na qualidade de amiga e próxima de Ricardo Rodrigues, confirmar que Carlos César não será recandidato “até porque já ultrapassou o limite legal de mandatos”!!!Áudio retirado do site do Açoriano Oriental
quarta-feira, maio 05, 2010
terça-feira, maio 04, 2010
Magalhães por "el cano"
Fernão de Magalhães foi o navegador Português que planeou e comandou a expedição marítima da primeira viagem de circum-navegação da Terra.Mesmo não concluindo a viagem, tendo morrido numa batalha nas Filipinas, o seu feito perpetuou-se no tempo e deixou o seu nome associado à época áurea dos grandes navegadores.
Fernão morreu a 27 de Abril de 1521.Exactamente nesse dia, 489 anos depois, o Governo dos Açores põe termo à fábula informática despoletada pelo afã propagandístico de Sócrates e César, associada ao nome do excelso navegador e que levou milhares a adquirir uma máquina que nunca poderia cumprir com a odisseia a que se propunha.
E nunca o poderia cumprir porque não é expectável que o computador Magalhães possa completar 4 anos de escolaridade em condições de uso e de utilidade.
A decisão de não voltar a adquirir os ditos portáteis resolve uma série de problemas que se anteviam mas que, na ânsia do populismo fácil e de um eleitoralismo primário, foram menorizados ou ignorados.
Desde logo, toda a distribuição e entrega foi um fracasso pedagógico vertido em autêntico "bullying" oficial para com crianças que viam alguns receber a prenda eleitoral, mas que não chegava a todos.
Depois, a pseudo assistência técnica nunca poderia funcionar nos Açores pois não é expectável que perante a necessidade de remeter a máquina para arranjos para um qualquer local no continente se gaste mais em portes de correio do que o preço do produto.
Além disso, e atendendo ao enorme número de crianças de fracos recursos que receberam um computador grátis, já se esperava que o descaminho e o "mercado negro" fosse uma opção por mais uns cobres para necessidades imediatas.
O Governo veio agora afirmar que haverá portáteis nas escolas para "rodarem" pelas turmas, tentando levar as novas tecnologias a todas as crianças.
Mas esta opção não parece assentar em critérios verdadeiramente ponderados, levantando várias questões.
À cabeça, e fruto do desnorte socialista, constata-se a insuficiência das escolas açorianas em proporcionar ambientes adequados à aprendizagem das novas tecnologias e ao seu uso para o aprofundamento de conhecimentos, em oposição ao uso envolto em riscos e pouco cuidado.
Afunda-se o "e-escolinha" sem honra nem glória!
O nobilíssimo Fernão cumpriu a sua missão. Programou e executou o seu projecto e, não o tendo acompanhado até final, tal não impediu o sucesso da missão que acabou por completar-se sob o comando de Juan Sebastián del Cano.
Por "el cano" abaixo seguem o magalhães e o "e-escolinha".
Qualquer semelhança histórica fica-se pela pura e simples coincidência.
Pubicado no Diário Insular de 04/05/2010
segunda-feira, maio 03, 2010
Parlamento - Programas - RTP Açores
Parlamento - Programas - RTP Açores
3 de Maio:
3 de Maio:
O PARLAMENTO DESTA 2º FEIRA VAI ANALISAR AS POLITICAS DE APOIO SOCIAL.
SÃO CONVIDADOS DO JORNALISTA ROBERTO MORAIS OS DEPUTADOS ANÍBAL PIRES DO PCP, JOÃO COSTA DO PSD E PIEDADE LALANDA DO PS.
sábado, maio 01, 2010
quarta-feira, abril 28, 2010
Não estraguem o Carapacho!
Com o anúncio e decorrer de obras nas Termas, todos se alegraram com a valorização de um inegável bem público, de enorme potencial turístico e económico.
Nunca percebi muito bem o porquê de não haver uma maior aposta nesta vertente turística: a melhor que a Graciosa pode desejar.
Mas se assim é, muito aquém ficamos nessa aposta ambiciosa que alguns mais próximos do discurso oficial gostam de citar.
Esperemos que a utilização desta valia possa realmente trazer mais riqueza à Graciosa.
Nesta obra de ampliação das termas do Carapacho, o Governo decidiu, e bem, avançar com a protecção costeira e arranjos na Zona Balnear.
Mas se decidiu bem, pior o executou!
A obra que está a ser executada nas piscinas do Carapacho, a ficar como está, é lastimável, é uma asneira, para dizer o mínimo.
É a completa descaracterização daquele local, sem ganhos que o justifiquem!
É mais um caso em que a teimosia governamental levará a danos irreparáveis em símbolos da Graciosa, como o eram a praia ou o centro da Vila.
Na Praia, já tarda a verdadeira requalificação costeira e do areal para devolver àquele lugar a harmonia quebrada com obras atabalhoadas como o caso do Porto de Pescas.
Disto não resulta, obviamente, que não entendo como boas as decisões e os investimentos. Mas se esse, que é o passo mais difícil de dar no processo para executar uma obra, já está dado, para quê fazer obras impensáveis e que em vez de trazer mais valias, trazem desilusão e revolta.
Tem havido quem, na Graciosa, goste de ver em determinados alertas e apelos apenas maledicência e espírito de contradição.
Se assim fosse talvez tivessem razões para aplaudir o actual estado da baía da Praia, o desgaste da muralha e a redução da qualidade e extensão da zona balnear.
Não são casos perdidos. Avançar com o projecto de construção de um molhe de protecção da praia, que é a solução prevista e a que urge dar execução, antes que ninguém tenha razões para voltar a querer ter um bom areal na Praia da Graciosa.
A terminar deixo um apelo que me têm feito com insistência: "Não deixe que estraguem também o Carapacho!"
Publicado no Diário Insular de 27/04/2010
terça-feira, abril 27, 2010
sábado, abril 24, 2010
quarta-feira, abril 21, 2010
O discurso da oposição
À procura da sucessão, assistimos a um discurso de Carlos César no encerramento do Congresso do Partido Socialista em que o fim de ciclo é apresentado como um novo ciclo com grandes propostas e renovadas mudanças.
Não deixa, certamente, de ser um grande incómodo para o Presidente do PS ter de apresentar as propostas que vem negando quando apresentadas pela oposição.
A virtude do renovado discurso de Carlos César é o reconhecimento de que o seu tempo passou, o próprio assinala isso com a redobrada vontade de mudar tudo o que fez e passar, agora e a correr, a fazer o que o PSD tem proposto.
Mas é uma virtude perene se atendermos a que não se sustenta num pensamento consolidado sobre o modelo de desenvolvimento dos Açores, apenas e só, vai reconhecendo amiúde as virtudes do defendido pelos outros ao longo dos anos.
É uma obvia constatação de insucesso, apesar de estar recheado de pequenas histórias de feitos que, afinal, servem para comprovar a excepção.
De entre a encapotada tentativa de apresentar problemas graves em embrulho rosa e renovado, escapam dois momentos de pura demagogia.
Desde logo, César acha que a pobreza dos Açores é saudável e procura a inclusão. É saudável porque apoiada e inclusiva, porque há a noção de apoiar quem carece. E critica quem, na oposição, diz que temos pobreza a mais e apoiamos pobres a mais. Então e não é isso mesmo? Numa região com tanto sucesso, onde é que se falhou para termos necessidade de apoiar tantos pobres numa lógica previdencial em contradição com a propalada lógica inclusiva? Na verdade, César sabe que temos muitos pobres, porque não conseguiu combater a permanência dos pobres na pobreza.
Foi pura demagogia querer diferenciar a pobreza e o apoio social para a combater!
Assim como o foi quando se quis transmitir um resultado altamente positivo de uma governação de 14 anos e ao mesmo tempo se declara a necessidade de alargar a sete das nove ilhas dos Açores os mecanismos de apoio excepcional para uma maior coesão.
As eloquentes e nada inocentes citações poéticas marcaram um discurso inventivo o bastante para esconder uma realidade. A de que o PS procura na oposição as ideias e as orientações para um futuro mais promissor.
É a ironia geral! A sucessão para o novo ciclo é o projecto político do PSD e das propostas que apresenta e que, nos sucessivos governos do PS, não foram acolhidas.
A acrescer resulta, também, num hino à demagogia apresentar uma subida do PIB que, afinal, é menos de um por cento ao ano, se pensarmos nos milhões que chegam a toda a hora dessa Europa solidária e que apenas pede que se gaste onde se diz que vai gastar!
Não deixa, certamente, de ser um grande incómodo para o Presidente do PS ter de apresentar as propostas que vem negando quando apresentadas pela oposição.
A virtude do renovado discurso de Carlos César é o reconhecimento de que o seu tempo passou, o próprio assinala isso com a redobrada vontade de mudar tudo o que fez e passar, agora e a correr, a fazer o que o PSD tem proposto.
Mas é uma virtude perene se atendermos a que não se sustenta num pensamento consolidado sobre o modelo de desenvolvimento dos Açores, apenas e só, vai reconhecendo amiúde as virtudes do defendido pelos outros ao longo dos anos.
É uma obvia constatação de insucesso, apesar de estar recheado de pequenas histórias de feitos que, afinal, servem para comprovar a excepção.
De entre a encapotada tentativa de apresentar problemas graves em embrulho rosa e renovado, escapam dois momentos de pura demagogia.
Desde logo, César acha que a pobreza dos Açores é saudável e procura a inclusão. É saudável porque apoiada e inclusiva, porque há a noção de apoiar quem carece. E critica quem, na oposição, diz que temos pobreza a mais e apoiamos pobres a mais. Então e não é isso mesmo? Numa região com tanto sucesso, onde é que se falhou para termos necessidade de apoiar tantos pobres numa lógica previdencial em contradição com a propalada lógica inclusiva? Na verdade, César sabe que temos muitos pobres, porque não conseguiu combater a permanência dos pobres na pobreza.
Foi pura demagogia querer diferenciar a pobreza e o apoio social para a combater!
Assim como o foi quando se quis transmitir um resultado altamente positivo de uma governação de 14 anos e ao mesmo tempo se declara a necessidade de alargar a sete das nove ilhas dos Açores os mecanismos de apoio excepcional para uma maior coesão.
As eloquentes e nada inocentes citações poéticas marcaram um discurso inventivo o bastante para esconder uma realidade. A de que o PS procura na oposição as ideias e as orientações para um futuro mais promissor.
É a ironia geral! A sucessão para o novo ciclo é o projecto político do PSD e das propostas que apresenta e que, nos sucessivos governos do PS, não foram acolhidas.
A acrescer resulta, também, num hino à demagogia apresentar uma subida do PIB que, afinal, é menos de um por cento ao ano, se pensarmos nos milhões que chegam a toda a hora dessa Europa solidária e que apenas pede que se gaste onde se diz que vai gastar!
Publicado no Diário Insular em 20/04/2010
domingo, abril 18, 2010
Filarmónica Recreio dos Artistas de Santa Cruz da Graciosa
Quando uma instituição comemora uma data relevante na sua história é motivo de festa para os seus associados e toda a comunidade directa ou indirectamente a ela ligada.
Assim foi no passado Domingo de Páscoa, dia em que se comemoraram os 19 anos da reactivação da banda da Filarmónica Recreio dos Artistas de Santa Cruz da Graciosa.
Este ano deu-se a feliz coincidência de comemorar este renascimento em dia de Páscoa.
Foi, pois, dia de festa e de regozijo pela árdua tarefa que é manter de pé uma instituição com actividade relevante na área da música, como é a FRA com a sua banda de música, orquestra ligeira, quarteto de saxofones e escola de música.
Nos quase 100 anos de actividade da FRA muitos foram aqueles que a ela se dedicaram, para gáudio dos Graciosenses abrilhantando serões e eventos na Ilha e fora dela.
Mas, como em muitas organizações, nem sempre as coisas correm bem e nem sempre há sucesso da actividade desenvolvida.
Foi assim nos idos anos de 1990 quando as perspectivas eram de ter uma porta fechada e uma casa em graves dificuldades para prosseguir a sua actividade.
Foi nessa altura que o Presidente da Direcção assumiu, pela primeira vez, a missão de devolver à Graciosa uma Filarmónica que não podia continuar a desaparecer.
No Domingo da ressurreição comemorou-se também a vintena de anos desde a tomada de posse, pela primeira vez, do Sr. José da Cunha Bettencourt como Presidente da Direcção da FRA.
Desde então, aquela passou a ser a segunda família deste Graciosense, dedicado e empenhado em devolver vida à banda da FRA, ainda que isso custasse muito sacrifício pessoal e familiar.
Se hoje a FRA está em pleno, com jovens a despontar para a música e para o convívio saudável em sociedade, muito o deve a este homem e à sua perseverança.
É pois de elementar justiça que se evoque este feito de, apenas com o voluntarismo desinteressado, conseguir reerguer uma sociedade que ameaçava fechar portas.
Cada vez mais o associativismo encontra dificuldades em cativar quem se disponibilize para sacrificar o seu tempo e o seu conforto para se dedicar a uma causa social ou cultural.
Cada vez mais devemos dar nota da excelência na condução dos destinos das organizações da sociedade civil, que a enriquecem, e não permitem que nos tornemos acríticos perante a vida comunitária.
Não podia por isso deixar de dar esta nota de satisfação e, desta tribuna, enviar à Filarmónica Recreio dos Artistas de Santa Cruz da Graciosa os sinceros parabéns pela data festiva e, sobretudo, pelo excelente presidente da direcção do qual se orgulha.
Assim foi no passado Domingo de Páscoa, dia em que se comemoraram os 19 anos da reactivação da banda da Filarmónica Recreio dos Artistas de Santa Cruz da Graciosa.
Este ano deu-se a feliz coincidência de comemorar este renascimento em dia de Páscoa.
Foi, pois, dia de festa e de regozijo pela árdua tarefa que é manter de pé uma instituição com actividade relevante na área da música, como é a FRA com a sua banda de música, orquestra ligeira, quarteto de saxofones e escola de música.
Nos quase 100 anos de actividade da FRA muitos foram aqueles que a ela se dedicaram, para gáudio dos Graciosenses abrilhantando serões e eventos na Ilha e fora dela.
Mas, como em muitas organizações, nem sempre as coisas correm bem e nem sempre há sucesso da actividade desenvolvida.
Foi assim nos idos anos de 1990 quando as perspectivas eram de ter uma porta fechada e uma casa em graves dificuldades para prosseguir a sua actividade.
Foi nessa altura que o Presidente da Direcção assumiu, pela primeira vez, a missão de devolver à Graciosa uma Filarmónica que não podia continuar a desaparecer.
No Domingo da ressurreição comemorou-se também a vintena de anos desde a tomada de posse, pela primeira vez, do Sr. José da Cunha Bettencourt como Presidente da Direcção da FRA.
Desde então, aquela passou a ser a segunda família deste Graciosense, dedicado e empenhado em devolver vida à banda da FRA, ainda que isso custasse muito sacrifício pessoal e familiar.
Se hoje a FRA está em pleno, com jovens a despontar para a música e para o convívio saudável em sociedade, muito o deve a este homem e à sua perseverança.
É pois de elementar justiça que se evoque este feito de, apenas com o voluntarismo desinteressado, conseguir reerguer uma sociedade que ameaçava fechar portas.
Cada vez mais o associativismo encontra dificuldades em cativar quem se disponibilize para sacrificar o seu tempo e o seu conforto para se dedicar a uma causa social ou cultural.
Cada vez mais devemos dar nota da excelência na condução dos destinos das organizações da sociedade civil, que a enriquecem, e não permitem que nos tornemos acríticos perante a vida comunitária.
Não podia por isso deixar de dar esta nota de satisfação e, desta tribuna, enviar à Filarmónica Recreio dos Artistas de Santa Cruz da Graciosa os sinceros parabéns pela data festiva e, sobretudo, pelo excelente presidente da direcção do qual se orgulha.
Publicado no Diário Insular de 13/02/2010
segunda-feira, abril 12, 2010
Sem comentário?
Hoje no programa de comentários da Rádio Graciosa pude ouvir a Sr.ª convidada tecer considerações sobre o "tom" que considera errado ("demolidor") num comunicado da oposição sobre a visita do Governo à ilha Graciosa. Infelizmente nada disse sobre o "tom" das ofensas pessoais e gratuitas vertidas no comunicado do partido do Governo na Graciosa.
Já agora, sobre esse comunicado assinado por Avelar Santos e que fez notícia em alguns órgãos de comunicação social precisamente pela frase ofensiva para a honra quando se dirigem aos seus adversários, costuma-se dizer que quando não se tem razão parte-se para a ofensa.
Neste caso, além da falta de razão é patente a falta de decência!
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