Na ilha Graciosa faz falta discutir o futuro, propor alternativas, opinar, ouvir, exigir e procurar alcançar o bem comum. Este espaço pretende dar um contributo. Não teremos sempre razão nem seremos donos da verdade, queremos apenas ser uma pedra no sapato da inércia, da falta de visão e imaginação, do imobilismo estratégico e da cultura do "yes man". Temos uma tarefa difícil, temos de partir muita pedra mas não nos importamos, o burgalhau é sempre útil!
quinta-feira, julho 15, 2010
terça-feira, julho 13, 2010
Férias Ociosas
Ao visitarmos a página da internet do programa OTL-J, encontramos o seguinte propósito: " O Programa OTLJ tem por objectivo proporcionar aos jovens uma forma inovadora de ocupar os seus tempos livres, contribuindo para a sua educação não formal, pela aquisição de novos saberes, normas e valores inerentes a uma cidadania responsável, bem como o acumular de experiências sociais e profissionais decisivas para a formação de cidadãos habilitados e responsáveis". Estes objectivos estão mais extensamente consagrados no Despacho Normativo n.º 25/2010 de 9 de Abril de 2010 do Secretário Regional da Presidência, que também atribui competências para gerir todo o programa à Direcção Regional de Juventude. Este ano foi notícia que 1500 jovens ficaram de fora deste programa!
São motivo dessa exclusão a falta de verbas para apoiar este programa que assume tão nobres e exigentes objectivos.
Fará sentido que assim suceda?
Além de ser uma forma empreendedora de ocupar os jovens em período de férias, proporciona-lhes uma compensação monetária que permite todo um sem número de realizações pessoais e sentido de autonomia, numa transição para a idade adulta que se quer o mais "inserida" possível.
Mas para 1500 jovens que se candidataram ao programa não vai ser assim. Não poderão ver realizado esse seu desejo de ter umas férias, digamos, mais produtivas, com realização pessoal e, também, profissional.
É claro que tudo serve para desculpa por parte da Direcção Regional da Juventude (DRJ), e claro que para a DRJ a culpa é das entidades que se candidataram e, pasme-se, é também porque em determinados sítios não há colocação para os jovens.
E que tal se, durante a preparação de todo o programa, a DRJ fizesse o seu trabalho de casa e proporcionasse que, onde o índice de candidaturas é menor, houvesse medidas que até se poderiam chamar de "coesão", tornando a adesão mais atractiva?
Que tal se, durante o Inverno, a DRJ fizesse um pouco mais do que assistir às participações por parte do seu Director Regional em eventos partidários?
Diga-se em abono da verdade que ninguém dá pela existência desta Direcção Regional, parece que a sua actividade é sazonal e se resume à época estival. Mas se assim é, esperava-se que desse conta do recado e proporcionasse a jovens que pensam no seu futuro, que o querem mais capacitado e empreendedor, uma valiosa ocupação de férias, que também para muitos é um pequeno "pé de meia" para enfrentarem o início de uma nova fase fora da sua terra, numa universidade ou num outro curso que lhes ajude a realizar o sonho da sua vida!
Publicado no Diário Insular & Rádio Graciosa em 13/07/2010
domingo, julho 11, 2010
sexta-feira, julho 09, 2010
quarta-feira, julho 07, 2010
Por mares cada vez menos navegados
Este ano o Governo do PS fez bandeira do novo serviço público no Grupo Central. Um serviço que garantia mobilidade e que possibilitava a muitas ilhas sonhar com mais movimento de pessoas.
Também muitos açorianos queriam aproveitar a melhoria de acessibilidades para dar um saltinho à ilha do lado. Ou a outra que não é habitual visitarem.
Mais uma vez fica tudo só no papel. Nem o serviço público é cumprido nem o Governo tem soluções.
Mais uma vez não há plano "B", e mais uma vez defraudaram-se expectativas, frustraram-se ambições e com isso arruínam-se negócios.
Mas além de tudo isso, também a propaganda de melhores horários da Atlanticoline se ficam por isso mesmo. Por propaganda!
Vejam-se estes cenários, que são reais e reveladores da falta de noção que o Governo tem da realidade: Para ir à Graciosa passar um fim-de-semana vindo da Terceira pode ir na sexta (de manhã!) mas só regressa na terça à tarde. Ou então, o caso de ligações entre a Graciosa e S. Miguel, de onde, quem quiser ir às maiores festas da Graciosa tem se sair na quarta antes, para só chegar na sexta, numa viagem de 1 dia, 20 horas e 30 minutos. Ou então sair no sábado só chegando Domingo à noite à Graciosa, numa viagem de 1 dia, 12 horas e 15 minutos.
E querem que alguém acredite que assim vamos a algum lado? Assim não há coesão que resista, nem há investimento que se torne reprodutivo.
E veja-se o que acontece se fizer essa viagem de S. Miguel para a Graciosa: Como a Atlanticoline mantém uma discriminatória política de proibição de pernoitas, os passageiros são postos na rua, levando a gastos exagerados de estadia na ilha de passagem.
Não têm remédio!
Já quanto aos preços das viagens, e para quem acha que são baratas, façam uma comparação: O preço de uma viajem de ida e volta à Graciosa, para quem sai da Terceira, é de 55 euros. Se trouxer viatura paga 83 euros, num total de 138 euros. Ora, uma viagem num ferry entre Las Palmas e Santa Cruz de Tenerife, nas Canárias, e com uma distância igual à que separa a Graciosa da Praia da Vitória, custa, para um casal de residentes com viatura, 49,88 euros.
Ou seja, nas Canárias, com uma tarifa de residente (serviço público à séria), um casal com viatura viaja num ferry moderno e confortável por menos daquilo que um único passageiro paga nos Açores.
Estamos muito longe de ter um transporte marítimo de passageiros em condições e o pouco que se conseguiu nos primeiros anos de operação foi destruído pelos erros de um Governo incapaz de ter soluções.
terça-feira, julho 06, 2010
segunda-feira, julho 05, 2010
Graciosa “mal servida” de transportes marítimos de passageiros
“A título de exemplo veja-se que o governo continua a não perceber, ou a não querer perceber, as deficiências nos horários da Atlânticoline. Com navios a vir da Terceira ao sábado e a regressar para a Terceira à terça-feira. Bem como com uma má ligação com ilhas como São Miguel, de onde, por exemplo, quem quiser vir às maiores festas da Graciosa tem se sair na quarta antes, para só chegar na sexta, numa viagem de um dia, 20 horas e 30 minutos, ou então sair no sábado, só chegando domingo à noite à Graciosa, numa viagem de um dia, 12 horas e 15 minutos”, afirmou João Costa, presidente da comissão política de ilha do partido, em conferência de imprensa.
O dirigente social-democrata acrescentou que a Atlânticoline “mantém uma discriminatória política de proibição de pernoitas” nos navios que “prejudica” a Graciosa, “levando a gastos exagerados de estadia na ilha de passagem, pois os passageiros são postos na rua do navio”.
João Costa salientou que as tarifas da empresa “também não correspondem às necessidades” da ilha e comparou os preços com os que são praticados no arquipélago espanhol das Canárias.
“O preço de uma viajem de ida e volta à Graciosa, para quem sai da Terceira, é de 55 euros. Se trouxer viatura paga 83 euros, num total de 138 euros. Para quem acha que este é um bom preço diga-se que uma viagem num ferry entre Las Palmas e Santa Cruz de Tenerife, nas Canárias, e com uma distância igual à que separa a Graciosa da Praia da Vitória, custa, para um casal de residentes com viatura, 49,88 euros”, sublinhou.
O presidente do PSD/Graciosa lembrou ainda a promessa feita pelo secretário regional da Economia, Vasco Cordeiro, de que a ilha passaria a contar com quatro ligações semanais durante junho, julho e setembro e com cinco em agosto, tendo para tal contratado a empresa Transmaçor.
“Estamos já a 5 de julho e ainda não atracou nenhum navio da Transmaçor na Graciosa para cumprir esse serviço. A somar a isto, ainda ninguém sabe se haverá serviço público de transportes marítimos para a Graciosa. Quem quiser comprar bilhete não sabe onde se dirigir e nem a RIAC é capaz de vender um único bilhete para essas viagens”, afirmou.
Notícia TSF:
Notícia Rádio Clube de Angra:
Exemplo de reserva na Atlanticoline
Reservas sto cristo
Faça a sua simulação aqui:
http://www.atlanticoline.pt/
domingo, julho 04, 2010
quinta-feira, julho 01, 2010
quarta-feira, junho 30, 2010
Casa da Lavoura de Santa Cruz da Graciosa
Em Maio de 2004, o Governo deliberou ceder à Santa Casa da Misericórdia de Santa Cruz da Graciosa, a título precário, a antiga "Casa da Lavoura".Mas aquela declaração de cedência só ganhou contornos de legalidade em 2007, ano em que se publicou em Jornal Oficial a resolução de cedência, complementada pelos direitos e obrigações das partes.
Entre 2004 e 2007 o referido imóvel acelerou a sua degradação e é hoje um edifício na eminência de ruir, resultando um perigo para pessoas e bens.
Quando aquele imóvel foi pedido pela Santa Casa para ali desenvolver actividades de interesse público na área social, quantas vezes substituindo-se ao Estado, ainda se apresentava com cobertura, mas exigindo intervenção urgente.
De qualquer modo, seria sempre uma intervenção rodeada de elevados custos.
É aqui que o Governo falha! A cedência daquele edifício, a título precário, e com um interregno de 3 anos entre a decisão e a sua consumação, impediu a Santa Casa de actuar rapidamente e de poder socorrer-se de formas de financiamento para recuperar o imóvel.
Esta falha governamental nem sequer parece inocente. Ou então estamos perante mais uma actuação repleta de incompetência.
E mesmo depois de notada a falha e publicada a respectiva resolução de cedência, cabia ao Governo reavaliar as condições que impunha à Santa Casa adaptando-as à nova realidade do estado de degradação do imóvel, e procurar formas daquele património vir, verdadeiramente, a ser recuperado e reutilizado.
Mas é claro que nada disso aconteceu. Limitaram-se a passar para o papel uma cedência, mesmo sabendo que quem beneficiava dessa benesse não podia dar-lhe o uso pretendido.
Até parece que a intenção era, tão só, libertar-se da responsabilidade de possuir um imóvel que está à beira da ruína e que é património, também afectivo, de todos os açorianos.
Mas, também aqui, o Governo volta a falhar. E a falha é de incúria e de evidente falta de fiscalização dos actos por si praticados.
É público que a Santa Casa já se mostrou disponível para receber aquele edifício no seu actual estado, desde que se encontrem as formas consentâneas para um efectivo apoio na sua recuperação, podendo, então, ser dado um uso de melhoria nas actividades de apoio social que aquela entidade presta a todos os Graciosenses.
Assim o queira e melhor o faça o nosso desatento Governo. E que se apresse, antes que o tempo dê conta do que sobra daquele lugar!
(foto de 24/03/2008)
Publicado no Diário Insular e Rádio Graciosa em 29/06/2010
segunda-feira, junho 28, 2010
sábado, junho 26, 2010
terça-feira, junho 22, 2010
Cavaco promove os Açores
O Presidente da República, Cavaco Silva, afinal, parece que gosta mais dos Açores do que muitos por aí dizem.Em termos de promoção turística dos Açores no continente português, parece-me que esta actuação presidencial se reveste como sendo uma das melhores promoções feitas do arquipélago açoriano, e nem sequer se gastaram os habituais milhões em publicidade.
Estranhamente, ou talvez não, o Partido Socialista, pela voz do seu líder parlamentar Hélder Silva, entendeu que a melhor forma de receber o Presidente da República era com a acolhedora frase "Os Açores não precisam deste Presidente da República"
Só visto!!!
Ao ponto a que chega o Partido Socialista quando se trata de fazer valer os interesses do partido.
Quantas vezes anda Carlos César com a boca cheia de argumentos sobre o trabalho em prol dos Açores sem olhar à partidarite? Mas sempre que aparece uma oportunidade de colocar os Açores primeiro, logo cai a máscara e sempre se desvenda a faceta de "tudo pelo PS, nada contra o PS!".
Enfim! Nada a que não nos tivéssemos já habituado.
Não admira pois, que os milhões gastos com promoções e com telenovelas se revelem pouco eficazes.
Quando o lema é "só serve se servir o partido", claro que fica tudo numa grande caldeirada e não aparecem os resultados.
Nisto, como em muitas outras coisas, era bom que se aprendesse alguma coisa com o líder do Governo da Madeira. Quando está em causa a Madeira e o seu futuro, não há cá partidos nem inimigos políticos.
Maior exemplo do que o comportamento recente de Alberto João para com José Sócrates nunca se poderia encontrar nos Açores.
Por cá, o PS e os seus responsáveis são os primeiros a saudar autonomistas de ocasião, sobre quem nunca se ouviu sequer um poema sobre as virtudes autonómicas, desde que isso seja do agrado de César e tendo por pressuposto que o PS tem algo a ganhar.
Para quem diz por aí que quer os "Açores Primeiro", ficamos esclarecidos!
Cavaco Silva pediu aos Portugueses para aqui passarem as suas férias. Deu o exemplo sem ninguém lhe pedir nada. Não veio fazer jogo de poder interno socialista nem contar espingardas internas de apoio a uma qualquer candidatura política. Veio, simplesmente, promover os Açores e as suas belezas naturais.
César não gostou. Deve ter férias marcadas para a Venezuela.... de boleia no "Atlântida"!!!
Publicado no Diário Insular e Rádio Graciosa em 22/06/2010
Foto: Correio da Manhã
segunda-feira, junho 21, 2010
PS “prejudica” jovens estagiários ao chumbar pausa formativa nos programas ESTAGIAR

“Mais uma vez, o PS e a JS prejudicaram os jovens açorianos. É importante que esses jovens saibam que o PS não quis implementar uma pausa formativa para os estagiários, que trabalham durante dois anos nas ilhas da Coesão e um ano nas restantes ilhas”, afirmou o deputado social-democrata Cláudio Almeida, na Assembleia Legislativa dos Açores.
O parlamentar do PSD/Açores salientou que a maioria socialista “recusou dar a esses jovens uma pausa para estarem com as suas famílias, descansarem ou terem férias no Natal”.
Cláudio Almeida acrescentou que “ficou patente a intransigência do PS nesta matéria”.
O projeto de decreto legislativo regional do PSD/Açores, que recebeu o voto favorável de todos os partidos da oposição e foi chumbado pelo PS, visava a implementação de uma “pausa formativa de 15 dias úteis, em cada ano de duração do estágio, e sem perda da compensação pecuniária devida” nos programas ESTAGIAR L e T.
Som – Cláudio Almeida afirma que PS prejudicou jovens estagiários ao chumbar pausa formativa
domingo, junho 20, 2010
Intervenções ALRAA - Debate - RSI
Sobre a criação de uma Comissão Eventual para melhorar a fiscalização do RSI: