Nos Açores, entre 20 a 25 por cento da população vive com menos do que esse rendimento, e ainda que o seu grau de pobreza não seja extremo, são pessoas que necessitam da ajuda do Estado para acertar as contas elementares ao fim do mês.
Depois há os que apesar de ganharem um pouco mais do que esses 400 euros têm de fazer sacrifícios para chegar ao fim do mês.
O pior é quando o sacrifício é na receita da farmácia ou no supermercado!
A situação na Graciosa exige grande atenção.
Trinta por cento da população são pensionistas com um rendimento médio de 280,96 euros em doze meses do ano.
São 1323 pessoas numa população de cerca de 4300 residentes.
Depois há os que necessitam do Rendimento Social de Inserção e que correspondem a 117 agregados familiares (números de Janeiro de 2010).
Estes representam oito por cento da população residente.
O número de desempregados aumentou trinta por cento no último ano.
É uma realidade que deve preocupar quem governa há catorze anos e que recebeu da Europa o triplo da média das regiões mais pobres do espaço comunitário.
E é uma constatação de que o sucesso anunciado não gerou desenvolvimento e de que as medidas para as ilhas de coesão foram insuficientes, marcando a actividade governativa com um enorme fracasso no processo de desenvolvimento e coesão dos Açores.
Enquanto houver ilhas que apresentam uma realidade de tantas preocupações não podemos deixar de responsabilizar este Governo Regional.
Falta estratégia, falta ambição e faltam soluções.
Talvez seja tempo de o Governo ouvir o PSD e de ouvir a população.
Talvez assim reconhecesse que o problema existe em vez de teimar em se esconder ao redor de jogos de palavras.
São necessárias outras abordagens sobre a questão da desertificação de ilhas como a Graciosa. Ilhas onde tem falhado a coesão, onde os socialistas têm fracassado na execução de uma visão para os Açores.
Com a desertificação das ilhas o PS pôs em crise a ideia de "Açores - autonomia, desenvolvimento e coesão.".
E as crises debelam-se tomando medidas.
É urgente que se estanque esta ferida e se dê novo fôlego a uma açorianidade a nove, sem excepções, sem exclusões!
Muito mais importante do que ter Escandinavos na baixa de Ponta Delgada é ter Graciosenses na Graciosa!


