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quarta-feira, julho 07, 2010

Por mares cada vez menos navegados

Voltou a dança dos transportes marítimos de passageiros.
Já ninguém se espanta, já ninguém se surpreende!
Este ano o Governo do PS fez bandeira do novo serviço público no Grupo Central. Um serviço que garantia mobilidade e que possibilitava a muitas ilhas sonhar com mais movimento de pessoas.
Também muitos açorianos queriam aproveitar a melhoria de acessibilidades para dar um saltinho à ilha do lado. Ou a outra que não é habitual visitarem.
Mais uma vez fica tudo só no papel. Nem o serviço público é cumprido nem o Governo tem soluções.
Mais uma vez não há plano "B", e mais uma vez defraudaram-se expectativas, frustraram-se ambições e com isso arruínam-se negócios.
Mas além de tudo isso, também a propaganda de melhores horários da Atlanticoline se ficam por isso mesmo. Por propaganda!
Vejam-se estes cenários, que são reais e reveladores da falta de noção que o Governo tem da realidade: Para ir à Graciosa passar um fim-de-semana vindo da Terceira pode ir na sexta (de manhã!) mas só regressa na terça à tarde. Ou então, o caso de ligações entre a Graciosa e S. Miguel, de onde, quem quiser ir às maiores festas da Graciosa tem se sair na quarta antes, para só chegar na sexta, numa viagem de 1 dia, 20 horas e 30 minutos. Ou então sair no sábado só chegando Domingo à noite à Graciosa, numa viagem de 1 dia, 12 horas e 15 minutos.
E querem que alguém acredite que assim vamos a algum lado? Assim não há coesão que resista, nem há investimento que se torne reprodutivo.
E veja-se o que acontece se fizer essa viagem de S. Miguel para a Graciosa: Como a Atlanticoline mantém uma discriminatória política de proibição de pernoitas, os passageiros são postos na rua, levando a gastos exagerados de estadia na ilha de passagem.
Não têm remédio!
Já quanto aos preços das viagens, e para quem acha que são baratas, façam uma comparação: O preço de uma viajem de ida e volta à Graciosa, para quem sai da Terceira, é de 55 euros. Se trouxer viatura paga 83 euros, num total de 138 euros. Ora, uma viagem num ferry entre Las Palmas e Santa Cruz de Tenerife, nas Canárias, e com uma distância igual à que separa a Graciosa da Praia da Vitória, custa, para um casal de residentes com viatura, 49,88 euros.
Ou seja, nas Canárias, com uma tarifa de residente (serviço público à séria), um casal com viatura viaja num ferry moderno e confortável por menos daquilo que um único passageiro paga nos Açores.
Estamos muito longe de ter um transporte marítimo de passageiros em condições e o pouco que se conseguiu nos primeiros anos de operação foi destruído pelos erros de um Governo incapaz de ter soluções.

segunda-feira, julho 05, 2010

Graciosa “mal servida” de transportes marítimos de passageiros

O PSD da Graciosa considerou hoje que a ilha está “mal servida” de transportes marítimos de passageiros, dando como exemplo a “má ligação” com São Miguel, que pode demorar mais de um dia e meio de viagem.

“A título de exemplo veja-se que o governo continua a não perceber, ou a não querer perceber, as deficiências nos horários da Atlânticoline. Com navios a vir da Terceira ao sábado e a regressar para a Terceira à terça-feira. Bem como com uma má ligação com ilhas como São Miguel, de onde, por exemplo, quem quiser vir às maiores festas da Graciosa tem se sair na quarta antes, para só chegar na sexta, numa viagem de um dia, 20 horas e 30 minutos, ou então sair no sábado, só chegando domingo à noite à Graciosa, numa viagem de um dia, 12 horas e 15 minutos”, afirmou João Costa, presidente da comissão política de ilha do partido, em conferência de imprensa.

O dirigente social-democrata acrescentou que a Atlânticoline “mantém uma discriminatória política de proibição de pernoitas” nos navios que “prejudica” a Graciosa, “levando a gastos exagerados de estadia na ilha de passagem, pois os passageiros são postos na rua do navio”.

João Costa salientou que as tarifas da empresa “também não correspondem às necessidades” da ilha e comparou os preços com os que são praticados no arquipélago espanhol das Canárias.

“O preço de uma viajem de ida e volta à Graciosa, para quem sai da Terceira, é de 55 euros. Se trouxer viatura paga 83 euros, num total de 138 euros. Para quem acha que este é um bom preço diga-se que uma viagem num ferry entre Las Palmas e Santa Cruz de Tenerife, nas Canárias, e com uma distância igual à que separa a Graciosa da Praia da Vitória, custa, para um casal de residentes com viatura, 49,88 euros”, sublinhou.

O presidente do PSD/Graciosa lembrou ainda a promessa feita pelo secretário regional da Economia, Vasco Cordeiro, de que a ilha passaria a contar com quatro ligações semanais durante junho, julho e setembro e com cinco em agosto, tendo para tal contratado a empresa Transmaçor.

“Estamos já a 5 de julho e ainda não atracou nenhum navio da Transmaçor na Graciosa para cumprir esse serviço. A somar a isto, ainda ninguém sabe se haverá serviço público de transportes marítimos para a Graciosa. Quem quiser comprar bilhete não sabe onde se dirigir e nem a RIAC é capaz de vender um único bilhete para essas viagens”, afirmou.



Notícia TSF:



Notícia Rádio Clube de Angra:

Exemplo de reserva na Atlanticoline

Quer vir ás festas de Sto. Cristo na Graciosa? eis o que lhe oferecem!

Reservas sto cristo

Faça a sua simulação aqui:
http://www.atlanticoline.pt/

Broncas e trapalhadas - Graciosa Online

Broncas e trapalhadas - Graciosa Online

quarta-feira, junho 30, 2010

Casa da Lavoura de Santa Cruz da Graciosa

Em Maio de 2004, o Governo deliberou ceder à Santa Casa da Misericórdia de Santa Cruz da Graciosa, a título precário, a antiga "Casa da Lavoura".
Aquele edifício serviu, durante décadas, os Agricultores Graciosenses e está excelentemente situado, no coração de Santa Cruz da Graciosa, mesmo em frente à escola primária.
Mas aquela declaração de cedência só ganhou contornos de legalidade em 2007, ano em que se publicou em Jornal Oficial a resolução de cedência, complementada pelos direitos e obrigações das partes.
Entre 2004 e 2007 o referido imóvel acelerou a sua degradação e é hoje um edifício na eminência de ruir, resultando um perigo para pessoas e bens.
Quando aquele imóvel foi pedido pela Santa Casa para ali desenvolver actividades de interesse público na área social, quantas vezes substituindo-se ao Estado, ainda se apresentava com cobertura, mas exigindo intervenção urgente.
De qualquer modo, seria sempre uma intervenção rodeada de elevados custos.
É aqui que o Governo falha! A cedência daquele edifício, a título precário, e com um interregno de 3 anos entre a decisão e a sua consumação, impediu a Santa Casa de actuar rapidamente e de poder socorrer-se de formas de financiamento para recuperar o imóvel.
Esta falha governamental nem sequer parece inocente. Ou então estamos perante mais uma actuação repleta de incompetência.
E mesmo depois de notada a falha e publicada a respectiva resolução de cedência, cabia ao Governo reavaliar as condições que impunha à Santa Casa adaptando-as à nova realidade do estado de degradação do imóvel, e procurar formas daquele património vir, verdadeiramente, a ser recuperado e reutilizado.
Mas é claro que nada disso aconteceu. Limitaram-se a passar para o papel uma cedência, mesmo sabendo que quem beneficiava dessa benesse não podia dar-lhe o uso pretendido.
Até parece que a intenção era, tão só, libertar-se da responsabilidade de possuir um imóvel que está à beira da ruína e que é património, também afectivo, de todos os açorianos.
Mas, também aqui, o Governo volta a falhar. E a falha é de incúria e de evidente falta de fiscalização dos actos por si praticados.
É público que a Santa Casa já se mostrou disponível para receber aquele edifício no seu actual estado, desde que se encontrem as formas consentâneas para um efectivo apoio na sua recuperação, podendo, então, ser dado um uso de melhoria nas actividades de apoio social que aquela entidade presta a todos os Graciosenses.
Assim o queira e melhor o faça o nosso desatento Governo. E que se apresse, antes que o tempo dê conta do que sobra daquele lugar!

(foto de 24/03/2008)
Publicado no Diário Insular e Rádio Graciosa em 29/06/2010

terça-feira, junho 22, 2010

Cavaco promove os Açores

O Presidente da República, Cavaco Silva, afinal, parece que gosta mais dos Açores do que muitos por aí dizem.
Na verdade, Cavaco escolheu os Açores para umas férias com a família, fazendo-se acompanhar pela esposa, filhos e netos, e dando sequência ao apelo que fez aos Portugueses para que façam férias em Portugal.
Em termos de promoção turística dos Açores no continente português, parece-me que esta actuação presidencial se reveste como sendo uma das melhores promoções feitas do arquipélago açoriano, e nem sequer se gastaram os habituais milhões em publicidade.
Estranhamente, ou talvez não, o Partido Socialista, pela voz do seu líder parlamentar Hélder Silva, entendeu que a melhor forma de receber o Presidente da República era com a acolhedora frase "Os Açores não precisam deste Presidente da República"
Só visto!!!
Ao ponto a que chega o Partido Socialista quando se trata de fazer valer os interesses do partido.
Quantas vezes anda Carlos César com a boca cheia de argumentos sobre o trabalho em prol dos Açores sem olhar à partidarite? Mas sempre que aparece uma oportunidade de colocar os Açores primeiro, logo cai a máscara e sempre se desvenda a faceta de "tudo pelo PS, nada contra o PS!".
Enfim! Nada a que não nos tivéssemos já habituado.
Não admira pois, que os milhões gastos com promoções e com telenovelas se revelem pouco eficazes.
Quando o lema é "só serve se servir o partido", claro que fica tudo numa grande caldeirada e não aparecem os resultados.
Nisto, como em muitas outras coisas, era bom que se aprendesse alguma coisa com o líder do Governo da Madeira. Quando está em causa a Madeira e o seu futuro, não há cá partidos nem inimigos políticos.
Maior exemplo do que o comportamento recente de Alberto João para com José Sócrates nunca se poderia encontrar nos Açores.
Por cá, o PS e os seus responsáveis são os primeiros a saudar autonomistas de ocasião, sobre quem nunca se ouviu sequer um poema sobre as virtudes autonómicas, desde que isso seja do agrado de César e tendo por pressuposto que o PS tem algo a ganhar.
Para quem diz por aí que quer os "Açores Primeiro", ficamos esclarecidos!
Cavaco Silva pediu aos Portugueses para aqui passarem as suas férias. Deu o exemplo sem ninguém lhe pedir nada. Não veio fazer jogo de poder interno socialista nem contar espingardas internas de apoio a uma qualquer candidatura política. Veio, simplesmente, promover os Açores e as suas belezas naturais.
César não gostou. Deve ter férias marcadas para a Venezuela.... de boleia no "Atlântida"!!!

Publicado no Diário Insular e Rádio Graciosa em 22/06/2010

Foto: Correio da Manhã

segunda-feira, junho 21, 2010

PS “prejudica” jovens estagiários ao chumbar pausa formativa nos programas ESTAGIAR

Data: 2010-06-18
O PSD/Açores considerou hoje que o PS “prejudicou mais uma vez” os jovens açorianos, ao chumbar uma proposta social-democrata que visava criar uma pausa obrigatória de 15 dias para descanso nos programas ESTAGIAR.

“Mais uma vez, o PS e a JS prejudicaram os jovens açorianos. É importante que esses jovens saibam que o PS não quis implementar uma pausa formativa para os estagiários, que trabalham durante dois anos nas ilhas da Coesão e um ano nas restantes ilhas”, afirmou o deputado social-democrata Cláudio Almeida, na Assembleia Legislativa dos Açores.

O parlamentar do PSD/Açores salientou que a maioria socialista “recusou dar a esses jovens uma pausa para estarem com as suas famílias, descansarem ou terem férias no Natal”.

Cláudio Almeida acrescentou que “ficou patente a intransigência do PS nesta matéria”.

O projeto de decreto legislativo regional do PSD/Açores, que recebeu o voto favorável de todos os partidos da oposição e foi chumbado pelo PS, visava a implementação de uma “pausa formativa de 15 dias úteis, em cada ano de duração do estágio, e sem perda da compensação pecuniária devida” nos programas ESTAGIAR L e T.


Som – Cláudio Almeida afirma que PS prejudicou jovens estagiários ao chumbar pausa formativa

domingo, junho 20, 2010

Intervenções ALRAA - Debate - RSI

Sobre o projecto de resolução do Bloco de Esquerda para realização de um estudo sobre o impacto do RSI na luta contra a pobreza:



Sobre a criação de uma Comissão Eventual para melhorar a fiscalização do RSI:






sábado, junho 19, 2010

Fórum- Radio Graciosa

Fui ao fórum da página da página da Rádio Graciosa e o único tema lá existente: Zonas balneares, embora não seja um tema que pareça ser relevante actualmente, apeteceu-me no entanto fazer algumas considerações, mas não consegui arranjar modo de as postear. Alguém mais expert sabe informar-me como conseguir ou como se faz? Ou o intuito é mesmo não se conseguir?

quinta-feira, junho 17, 2010

Presidente do governo "desmentido" sobre promessa de tarifas aéreas a 100 euros

O PSD/Açores denunciou ontem que o PS "desmentiu" o presidente do governo regional a propósito da promessa de criação de tarifas aéreas a menos de 100 euros entre a Região e o continente, alegando que tal apenas se aplica às tarifas promocionais.

"Hoje o PS desmentiu Carlos César relativamente ao assunto das passagens aéreas a menos de 100 euros. O presidente do governo afirmou aos açorianos que as passagens aéreas a 100 euros eram em regime regular e promocional. Hoje o PS disse que eram apenas tarifas promocionais", afirmou o deputado social-democrata Jorge Macedo, em declarações aos jornalistas, à margem dos trabalhos da Assembleia Legislativa dos Açores.

O parlamentar do PSD/Açores salientou que "já não bastava José Sócrates anunciar uma coisa num dia e fazer o contrário passado pouco tempo e agora temos Carlos César a aprender com más companhias".

Segundo Jorge Macedo, "o único que vai acontecer é os açorianos verem eventualmente reduzido em 20 euros o preço das tarifas promocionais, que é atualmente de 120 euros".

"Na prática, os açorianos vão continuar à procura de uma agulha num palheiro. Ou seja, relativamente ao assunto das passagens a 100 euros, a montanha pariu um rato", frisou.



quarta-feira, junho 16, 2010

Respeito por quem partiu

Na sua última reunião, o Conselho de Ilha da Graciosa tomou algumas deliberações relativas a assuntos ligados à forma como lidamos com a partida de entes queridos.
Duas matérias foram abordadas: a manutenção da casa mortuária de Santa Cruz da Graciosa como centro de atendimento da Gripe A e a realização de autópsias na ilha Graciosa.
Quanto à realização de autópsias tem sido recorrente um excessivo atraso na sua concretização, levando a um desnecessário e inaceitável aumento do sofrimento das famílias e amigos de quem, subitamente, partiu.
Claro que o Conselho de Ilha não podia ficar indiferente a uma situação que necessita de ser urgentemente corrigida e deliberou oficiar, quer ao Representante da República quer ao Governo Regional, para que algo seja feito.
Já relativamente à manutenção da utilização da única casa mortuária da freguesia de Santa Cruz como Centro de Atendimento da Gripe A, claro que o Conselho de Ilha não podia dar ouvidos a quem acha que assim é que está bem, até porque, sabe-se lá, pode vir a ser preciso, vá-se lá saber quando.
Convém lembrar que esta transformação da casa mortuária do Centro de Saúde previa-se temporária e transitória.
Bom, temporária já não o é, e transitória também não será, até porque o novo Centro de Saúde projectado para a Ilha Graciosa nem sequer tem uma casa mortuária!
Ainda houve quem alegasse que o Centro de Saúde decidiu bem em manter a sua casa mortuária como Centro de Atendimento da Gripe durante todo este tempo, mas a estes o Conselho de Ilha respondeu com uma clara deliberação, solicitando o imediato retorno daquele local à sua função.
Bem se sabe porque alguns apenas se pronunciam em assuntos do seu próprio interesse. Mas isso fica para a sua justificação e não para o interesse geral de todos os habitantes desta ilha.
Não deixa de ser curioso que já só se ouve falar de pandemia para fazer grandes críticas à Organização Mundial de Saúde (OMS) como fez o Presidente da Comissão de Saúde da Assembleia Parlamentar do Conselho da Europa, que encara a gripe A como uma falsa pandemia e diz que este é um dos maiores escândalos médicos do século, ou, ainda, o reputado British Medical Journal (BMJ) que publica, na sua edição de 3 de Junho, um editorial que intitula "Conflito de interesses e pandemia da Gripe", apelando à OMS - para actuar rapidamente a fim de restaurar a sua credibilidade - e à Europa para que legisle sobre esta matéria.
Na Graciosa, ainda se está à espera, como sempre! À espera de tomar atitudes, de ser coerente e de ter mais humanidade.
Felizmente, o Conselho de Ilha tenta dar um empurrão.

sábado, junho 12, 2010

Propriedade da Região

Voto de Congratulação

A Assembleia Municipal de Santa Cruz da Graciosa aprovou ontem, por unanimidade, um voto de congratulação apresentado pelo grupo do PSD, aos alunos da turma A do 12º ano, que apresentaram o trabalho de investigação "Graciosa: biosfera com tradição". (texto adaptado do site Graciosa Online)

Mitomania?

O líder regional da JS-Açores entende que a juventude tem melhores perspectivas de futuro nos Açores em relação aos jovens de Portugal continental, onde será maior o impacto das politicas de austeridade.

Fonte: Graciosa Online

sexta-feira, junho 11, 2010

Antiga Casa da Lavoura em risco de “ruir por completo”

O PSD/Açores denunciou hoje que a antiga Casa da Lavoura, em Santa Cruz da Graciosa, está em risco de “ruir por completo”, o que coloca em causa a “segurança de pessoas e bens”.

Em requerimento enviado à Assembleia Legislativa dos Açores, o deputado social-democrata João Costa referiu que o caso “necessita de urgente solução”, dado que o imóvel “fica situado em frente à escola básica do primeiro ciclo e jardim de infância de Santa Cruz da Graciosa”.

O parlamentar do PSD/Açores lembrou que a antiga Casa da Lavoura foi cedida pelo governo regional à Santa Casa da Misericórdia de Santa Cruz da Graciosa, que “tem demonstrado interesse em receber o imóvel a título definitivo, desde que sejam encontradas as formas de apoio à sua recuperação”.

“Apesar da respetiva cedência implicar a realização de obras por parte da beneficiária, bem sabia o governo regional que aquele edifício se encontrava em elevado estado de degradação e que a beneficiária, só por si, não podia fazer face às despesas de recuperação do imóvel”, afirmou.




Notícia Rádio Horizonte:

quinta-feira, junho 10, 2010

Diz que é uma espécie de democracia II

Carlos César, envergando as vestes de Presidente do Governo dos Açores, comentou o discurso do Presidente da República num registo de pré-campanha a favor do seu alegre amigo candidato.

Compare-se com o que disse António Costa na Sic notícias.

Graciosa - biosfera com tradição

Graciosa - biosfera com tradição

Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portugesas

Diz que é uma espécie de democracia

Depois de ler os artigos de opinião de Francisco César (porta voz do PS na Comissão de Inquérito ao negócio dos Navios) e de José San-Bento (membro do PS na mesma Comissão), verifico que o que escrevi na passada terça-feira sobre a actuação da maioria neste processo está absolutamente comprovado.
O PS está é preocupado com o PSD.
As recusas dos seus dirigentes em cumprir com os seus deveres de esclarecimento, respondendo pelos actos praticados como membros do governo de Carlos César, não merecem a menor censura.
Para o PS, mais importante que saber toda a verdade é apontar o dedo ao PSD por procurar conhecê-la.

quarta-feira, junho 09, 2010

Lince - conversor para a nova ortografia - Portal da Língua Portuguesa

Lince - conversor para a nova ortografia - Portal da Língua Portuguesa

O Governo ajusta (leia-se AUMENTA) os preços dos combustíveis

O Gabinete de propaganda do Governo, com o título "Preço dos combustíveis ajustado ao preço do petróleo nos mercados internacionais" anuncia (sem nunca o dizer) o aumento dos combustíveis.

Digno de nota é esta meia verdade: "O gasóleo rodoviário terá o seu preço máximo de venda ao público fixado em €1,06 por litro, ou seja menos 12,2 por cento em relação ao continente, onde o seu preço por litro se encontra fixado em €1,18."

Ora, ou o Governo dos Açores só mete gasóleo nos postos mais caros, o que não admira pois estão a usar dinheiro dos contribuintes, ou não disse a verdade.
É que basta um clique no endereço http://www.precoscombustiveis.dgge.pt/ para sabermos que o gasóleo rodoviário se está a vender a 1,039 € e não a 1,18 €

Fado ao violino - fantástico

terça-feira, junho 08, 2010

Esclarecimento sobre declarações do Deputado José Ávila na Rádio Graciosa

Esclarecimento sobre declarações do Deputado José Ávila na Rádio Graciosa:

Ouvi na Rádio Graciosa o Sr. Deputado José Ávila falar sobre os assuntos tratados no Conselho de Ilha.
Nas suas declarações, o Sr. Deputado deu a entender que fui apenas eu que mostrei preocupação relativamente à questão de reabertura da casa mortuária e ao excessivo tempo que demoram as autópsias a serem realizadas na Graciosa.
De facto, fui eu quem levantei essas questões. No entanto, convém esclarecer que o Conselho de ilha deliberou, por unanimidade, diligenciar ao centro de saúde para que reabra rapidamente a casa mortuária. Deliberou ainda diligenciar junto do Governo para que seja construída uma casa mortuária na freguesia de Santa Cruz.
Quanto à questão da demora em realizar autópsias o Conselho de Ilha deliberou, também por unanimidade, diligenciar junto do Governo Regional e junto do Representante da República nos Açores para que as situações verificadas não se repitam.
Enquanto deputado, eu próprio só posso fazer os possíveis para que os assuntos importantes para a população Graciosense sejam discutidos. Foi com esse intuito quer levei estas preocupações ao Conselho de Ilha, sem me preocupar com as habituais politiquices. O Conselho de Ilha achou por bem adoptar as preocupações que ali levei e assim parece-me que cumpri com a minha obrigação.
Porque é importante que os políticos digam a verdade, tenho a lamentar que o Sr. Deputado José Ávila tenha querido fazer passar uma mensagem que não retratava o que se passou no Conselho de Ilha, esquecendo as legítimas deliberações daquele órgão.
Penso que assim fica reposta a verdade.


Estas são as declarações:


Navios e Cavalheiros

Muitos ainda se lembram de ver Carlos César, de forma solene e com ar compungido, apelar a que os Açorianos denunciassem situações menos claras e que se queixassem de quem, exercendo cargos políticos, não tratasse da função com verdadeiro sentido de serviço público.
Muitos recordam o tom teatral que imprimiu na sua declaração, interpretando o papel do Presidente desassossegado porém expedito.
Recentemente foi notícia, nada abonatória para quem exerce cargos públicos, que no negócio de construção dos navios "Atlântida" e "Anticiclone" terá existido um "acordo de cavalheiros" para que, depois do negócio fechado, houvesse lugar a aditamentos que elevassem o preço da construção, tornando-o "razoável" para o construtor, que havia apresentado propostas manifestamente baixas.
Este "acordo de cavalheiros" é profusamente referido por vários responsáveis dos Estaleiros de Viana do Castelo como tendo surgido aquando da negociação com a Região.
E para avolumar de tudo o que é dito para justificar um "acordo de cavalheiros" surge a decisão, apenas 21 dias depois de assinado o negócio, de efectuar um primeiro aditamento ao navio "Atlântida". Aditamento esse assinado dois meses mais tarde!
Estranhamente, aquele preocupado e magnânimo Presidente do Governo ainda não proferiu uma única palavra sobre esta situação, que, a par da recusa de alguns titulares de cargos públicos em comparecer perante a Comissão de Inquérito ao respectivo negócio, atira todo este negócio para um conjunto de dúvidas insustentáveis em democracia e inadmissíveis num quadro de responsabilidade e de prestação de contas sobre o que, de verdade, se passou.
De um lado há quem, repetidas vezes, alegue acordos não escritos para caracterizar um negócio que, mesmo com a eventual venda do "Atlântida" a um qualquer governo latino-americano por 35 milhões de euros, implicará prejuízos directos de mais de 15 milhões de euros. Do outro lado há um silêncio absoluto sobre os estranhos contornos de tudo isto.
Mas se César nada disse sobre esta situação e este suposto acordo à porta fechada, menos ainda disseram os restantes responsáveis do Partido Socialista.
O PS, que ouviu o seu líder apelar ao reporte de tudo o que seja menos claro ou pouco profissional, fica calado perante alegações de um negócio feito nas costas dos Açorianos e que até leva a Região a pagar, anualmente, 6 milhões de euros pelo fretamento de Navios.
Pelo meio da fuga em abordar o assunto, procuram-se distracções com passivos camarários, invocando números mas escondendo a realidade .
Impõe-se que a verdade se saiba, custe o que custar, doa a quem doer!

Publicado no Diário Insular & Rádio Graciosa 08/06/2010

sexta-feira, junho 04, 2010

Zona Balnear (?) do Barro Vermelho

Esta obra, no valor de perto de 200 mil euros, era suposto transformar o Barro Vermelho numa verdadeira zona balnear.

Um passeio e duas escadas não transformaram em zona balnear coisa nenhuma!!!


quinta-feira, junho 03, 2010

Porto de Pescas - o projectado vs. o executado

Aquando de um requerimento apresentado na ALRAA sobre a obra do Porto de Pescas e a fraca protecção do seu interior o Governo respondeu que o Porto estava executado como tinha sido apresentado e projectado.

As fotos em baixo ilustram as diferenças!!!

terça-feira, junho 01, 2010

Época Balnear: Está de chuva!

Começa hoje a época balnear. Ninguém diria! O tempo não está para banhos, excepto se for para andar debaixo de chuva.
Maldita chuva! Tanto clamámos por ela e que agora não nos larga. Haverá ainda alguém a pedir mau tempo?
Infelizmente parece que sim.
Iniciou-se a época balnear; mas na ilha Graciosa os lugares mais conhecidos e mais falados para ir a banhos estão uma lástima.
Se no Carapacho se espera por acabamentos numas obras nas piscinas que envergonham os Graciosenses e indignam quem se habituou a venerar aquele local, na praia, o areal mantém-se num qualquer lugar à espera de ser embarcado para a ambicionada viagem para a Graciosa.
Aliás, não deixa de ser curioso que a reposição do areal tenha sido anunciada para o decorrer do passado mês de Maio. Fazia sentido que assim fosse pois, com tempo e programação, nas primeiras abertas de sol já podiam os graciosenses e em particular os praienses deleitar-se com a sua bela praia.
E como foi bela a praia da Graciosa! Atraindo gentes de toda a ilha e de quem, propositadamente, escolhia a Graciosa para desfrutar do bom ambiente e qualidade do areal que ali havia.
Agora espera-se por areia vinda de barco, sabendo os graciosenses que se entulharam toneladas de areia da Graciosa debaixo do Porto de Pescas. E não me refiro ao facto de ter sido feito o Porto de Pescas em cima de um areal, refiro-me à areia extraída para assentimento do molhe e que, ao invés de ter tido bom aproveitamento, serviu de entulho!
Felizmente não há sol, pensarão alguns menos diligentes governantes que se escondem por detrás de uns pingos de chuva para camuflar a já tradicional falta de programação e empenho na reposição do areal e na ambicionada obra de consolidação da baia da Praia para que não se repita a mesma cena todos os anos.
Pode até ser que neste dia 1 de Junho esteja a acontecer o início da reposição do areal da praia. Se assim for fico satisfeito em que possam dizer que mesmo com atraso está a ser feito.
Areia também é o que não há, ainda, na piscina pequena do Carapacho.
E até dói na alma só de pensar naquele monte de betão ali metido sem benefícios visíveis e até com algum prejuízo para as piscinas.
Muitos já dizem que o mar se encarregará de repor as coisas no seu devido lugar. No caso do Carapacho é mais retirar dali o que está em excesso.
Infelizmente, também na praia, é o mar que se encarrega anualmente de retirar dali, não o que está a mais, mas o que vai faltando.
Pelo caminho encontro responsáveis a assobiar para cima. Procuram disfarçar? Não, procuram um pouco mais de chuva!

Publicado no Diário Insular & Rádio Graciosa 01/06/2010

terça-feira, maio 25, 2010

Comissão de Inquérito dos Navios: de que tem medo o PS?

Iniciam-se, esta semana, as inquirições no âmbito da Comissão de Inquérito à Construção dos Navios "Atlântida" e "Anticiclone".
Mas se é verdade que se prevêem inquirir personalidades que estiveram no cerne deste processo, ora ligadas aos Estaleiros ora ligadas à Atlanticoline e ao Governo, não é menos verdade que, para já, ficam de fora deste processo individualidades essenciais a um verdadeiro inquérito sobre todo este processo.
Ao contrário do que foi afirmado pelo porta-voz do PS neste processo, o Deputado Francisco César, o PSD não pretendia ouvir mecânicos e bate-chapas. E mesmo que o quisesse, nada de mal viria ao mundo se a sua intervenção no processo pudesse ajudar a esclarecer o que, de facto, se passou.
Na verdade, algumas das personalidades que não foram aprovadas para serem ouvidas pela Comissão de Inquérito, são, para o PSD, imprescindíveis para se perceber o que terá falhado.
Se pensarmos que foi reprovada a inquirição do vogal do Conselho de Administração dos Estaleiros, mandatado para negociar o contrato com a Atlanticoline, ou também o procurador dessa mesma entidade no processo de construção dos Navios, facilmente se conclui que não se queria inquirir pessoas aleatórias mas sim quem, de facto e de Direito, teve um papel fulcral em tudo o que levou a não termos navios próprios a navegar nos mares dos Açores.
Mas se também incluirmos quem foi elo de ligação entre o início do processo em termos de ante-projecto e que depois se manteve interveniente e que é alguém que pode esclarecer onde se pode ter falhado e quem pode ter sustentado essas eventuais falhas, então ficamos esclarecidos do móbil das posições assumidas pelo PS em todo este processo.
Esse mesmo PS tem andado verdadeiramente à deriva em todo este processo. Primeiro dizia nada ter a esconder, para logo de seguida acenar com a falta de regulamentação jurídica das comissões de inquérito ao nível da Assembleia Regional, numa tentativa de matar à nascença a sua constituição.
Não contente com isso, assim que deu entrada uma proposta de um novo Regime Jurídico para as Comissões de Inquérito Regionais, logo assumiram a tentativa de atrapalhar a sua aprovação propondo uma nova Comissão Eventual para, entre outros, fazer esse mesmo Regime Jurídico.
Ao actuar desta forma o PS tenta por todas as vias, e desde logo pela via da maioria absoluta, boicotar o trabalho da Comissão de Inquérito à Construção dos Navios. Um boicote cada vez mais evidente pelas palavras e pelos actos.
É caso para perguntar: de que tem medo o PS?

terça-feira, maio 18, 2010

O PECado Socialista

Quando, em 9 de Março último, Carlos César disse que as medidas do PEC não iriam atingir os Açores, mais uma vez optou pelo discurso de favorecimento da sua família política ao invés de assumir a realidade que se avizinhava de grandes dificuldades para todos os Açorianos.
Passados dois meses, e perante um plano de severa austeridade anunciado na sequência de seis anos de Governos de Sócrates no País, a reacção do Presidente do Governo Regional volta a ser de varrer para debaixo do tapete a verdade sobre as duras medidas que todos iremos suportar.
Quando, perante o aumento do IVA e do IRS, a reacção do Presidente do Governo é o discurso da solidariedade perante uma redução das transferências de verbas para a região, logo se percebe que para os Socialistas pouco importa que estas medidas venham atingir de forma severa as famílias açorianas. O que os move é a importância de ter mais ou menos dinheiro para manter acesa a paixão pela betoneira do regime, tão necessária a uma governação mais interessada em manter aparências do que em enfrentar os problemas antes que eles nos caiam ao colo, como agora sucede.
Não é a primeira vez que um governo, liderado pelo Partido Socialista, empurra o país para uma situação de grave crise económica. Aliás, parece que é sina ideológica que, ciclicamente, temos de suportar e que, infelizmente, quando o país melhora um pouco a sua situação económica, apodera-se de uma espécie de deslumbramento colectivo perante os habituais vendedores de sonhos em que se tornaram especialistas os directórios socialistas.
Já nos idos anos do início da década de 80 do século passado, com Mário Soares a primeiro-ministro, o país foi forçado a convidar o FMI a tomar conta da vida dos Portugueses.
Ainda que simplistas, os paralelismos e as comparações são inevitáveis, sempre tendo como denominador comum governos liderados pelo partido socialista.
Naquela altura surgiu quem, além de ter arrumado a casa e levado a cabo importantes reformas, devolveu Portugal ao trilho certo.
Curiosamente, esse alguém é hoje quem consegue transmitir alguma solidez e seriedade ao topo dos políticos portugueses, e falo do Presidente da República, Cavaco Silva.
É inevitável que lembremos coisas do passado que nos ajudam a perceber o presente. Naquela década de 80, o PS acabou por se ver obrigado a meter o Marxismo na gaveta, tendo por oposição interna o agora autonomista de ocasião, Manuel Alegre.
Os Açorianos vão pagar os erros do socialismo na governação. Esperemos que não saia mais cara a factura pela ânsia de afirmação nacional do Presidente do Governo Regional.

Publicado no Diário Insular de 18-05-2010

Debate de 22-04-2010 sobre o alargamento do FUNDOPESCA

terça-feira, maio 11, 2010

Vende-se Navio, estado: NOVO!

Mais uma vez, vem o Presidente da Atlanticoline surpreender com declarações no início da operação de transportes marítimos para 2010.
Ficou-se a saber que, segundo António Raposo, a região vai comprar dois navios novos em 2012, ano em que termina o contrato agora celebrado com a empresa proprietária do "Express Santorini" e "Hellenic Wind".
Este anúncio é deveras surpreendente e pouco rigoroso para ser feito assim, como quem atira para o ar mais um chavão de publicidade.
É surpreendente porque, em Dezembro último, era anunciado um estudo para o transporte marítimo de passageiros. E há pouco mais de 15 dias o próprio Secretário Regional revelava que o estudo ainda estava a ser elaborado.
O pouco rigor deste anúncio resulta do gosto pela confusão nestas coisas do transporte marítimo de passageiros. Confusão essa lançada pela incoerência entre o que diz a Secretaria da Economia (patrão) e a Atlanticoline (empregado).
É que, de navios novos, sabe-se pelo patrão que estão a ser elaborados os cadernos para a construção de navios para substituir os cruzeiros das ilhas e do canal. Mas o empregado vem anunciar que haverá navios novos para efectuar a operação que agora se iniciou. Das duas uma, ou os substitutos dos cruzeiros irão efectuar toda a operação de Santa Maria às Flores, ou a Atlanticoline, mais uma vez, quer confundir tudo e todos com declarações que, afinal, apenas demonstram a sua própria confusão.
Achei cómico que se anunciasse que se vai comprar dois navios novos em 2012. E o humor resulta de que, para se comprarem navios novos estes têm primeiro de ser construídos. Não sei se o Presidente da Atlanticoline tem visitado alguns "stands" de navios por esse mundo fora para afirmar que vai comprar dois novos navios, como se estivesse a falar de automóveis e como se os navios deste género se vendessem assim, num qualquer salão da especialidade, em exposição itinerante!
Agora que as coisas até parecem ter começado bem para a operação de 2010, logo recordamos que continuamos a ter a debitar protagonismo quem, no passado recente, já dizia tudo e o seu contrário.
E se esta operação de 2010 se quer um sucesso, já são várias as críticas que me vão chegando sobre os preços elevados e a dificuldade em fazer itinerários dentro do grupo central, por exemplo, entre a Graciosa e o Pico.
Esperava-se mais sensatez, que diga-se, até foi perceptível nas declarações de Vasco Cordeiro, qual "gato escaldado", pugnando por alguma descrição. Ao invés, há quem não resista a um holofote mediático e, sempre que aparece, tem necessidade de dizer algo que possa ser primeira página.

Publicado no Diáro nsular de 11-05-2010

Por entre as cinzas da Islândia!

sexta-feira, maio 07, 2010

Ilha Graciosa: Termas do Carapacho correm risco de encerrar por mais um ano - Notícias - RTP Açores

Ilha Graciosa: Termas do Carapacho correm risco de encerrar por mais um ano - Notícias - RTP Açores

A mentira com perna curta

Em Dezembro de 2009 era dito que não havia projecto:



Em Maio de 2010 desmente-se a si próprio:



Apesar do bigode, a pessoa a falar é exactamente a mesma!

Graciosenses ao volante - Graciosa Online

Graciosenses ao volante - Graciosa Online

Gasóleo Rodoviário é mais barato no Continente do que nos Açores

Preço Gasóleo Rodoviário Açores - 1,05
Preço no Continente - 1,049

Preços de Combustíveis Online - Direcção-Geral de Energia e Geologia

quinta-feira, maio 06, 2010

A confirmação - com áudio

Não é que me restassem dúvidas sobre a impossibilidade legal de Carlos César se recandidatar a novo mandato, mas acabo de ouvir Maria de Belém Roseira na SIC Notícias, falando na qualidade de amiga e próxima de Ricardo Rodrigues, confirmar que Carlos César não será recandidato “até porque já ultrapassou o limite legal de mandatos”!!!


Áudio retirado do site do Açoriano Oriental

Beneficiários do RSI que recusem emprego ficam sem prestação - Economia - PUBLICO.PT

Beneficiários do RSI que recusem emprego ficam sem prestação - Economia - PUBLICO.PT

terça-feira, maio 04, 2010

Magalhães por "el cano"

Fernão de Magalhães foi o navegador Português que planeou e comandou a expedição marítima da primeira viagem de circum-navegação da Terra.
Mesmo não concluindo a viagem, tendo morrido numa batalha nas Filipinas, o seu feito perpetuou-se no tempo e deixou o seu nome associado à época áurea dos grandes navegadores.
Fernão morreu a 27 de Abril de 1521.
Exactamente nesse dia, 489 anos depois, o Governo dos Açores põe termo à fábula informática despoletada pelo afã propagandístico de Sócrates e César, associada ao nome do excelso navegador e que levou milhares a adquirir uma máquina que nunca poderia cumprir com a odisseia a que se propunha.
E nunca o poderia cumprir porque não é expectável que o computador Magalhães possa completar 4 anos de escolaridade em condições de uso e de utilidade.
A decisão de não voltar a adquirir os ditos portáteis resolve uma série de problemas que se anteviam mas que, na ânsia do populismo fácil e de um eleitoralismo primário, foram menorizados ou ignorados.
Desde logo, toda a distribuição e entrega foi um fracasso pedagógico vertido em autêntico "bullying" oficial para com crianças que viam alguns receber a prenda eleitoral, mas que não chegava a todos.
Depois, a pseudo assistência técnica nunca poderia funcionar nos Açores pois não é expectável que perante a necessidade de remeter a máquina para arranjos para um qualquer local no continente se gaste mais em portes de correio do que o preço do produto.
Além disso, e atendendo ao enorme número de crianças de fracos recursos que receberam um computador grátis, já se esperava que o descaminho e o "mercado negro" fosse uma opção por mais uns cobres para necessidades imediatas.
O Governo veio agora afirmar que haverá portáteis nas escolas para "rodarem" pelas turmas, tentando levar as novas tecnologias a todas as crianças.
Mas esta opção não parece assentar em critérios verdadeiramente ponderados, levantando várias questões.
À cabeça, e fruto do desnorte socialista, constata-se a insuficiência das escolas açorianas em proporcionar ambientes adequados à aprendizagem das novas tecnologias e ao seu uso para o aprofundamento de conhecimentos, em oposição ao uso envolto em riscos e pouco cuidado.
Afunda-se o "e-escolinha" sem honra nem glória!
O nobilíssimo Fernão cumpriu a sua missão. Programou e executou o seu projecto e, não o tendo acompanhado até final, tal não impediu o sucesso da missão que acabou por completar-se sob o comando de Juan Sebastián del Cano.
Por "el cano" abaixo seguem o magalhães e o "e-escolinha".
Qualquer semelhança histórica fica-se pela pura e simples coincidência.

Pubicado no Diário Insular de 04/05/2010

segunda-feira, maio 03, 2010

Parlamento - Programas - RTP Açores

Parlamento - Programas - RTP Açores

3 de Maio:

O PARLAMENTO DESTA 2º FEIRA VAI ANALISAR AS POLITICAS DE APOIO SOCIAL.

SÃO CONVIDADOS DO JORNALISTA ROBERTO MORAIS OS DEPUTADOS ANÍBAL PIRES DO PCP, JOÃO COSTA DO PSD E PIEDADE LALANDA DO PS.

quarta-feira, abril 28, 2010

Conversas privadas... desculpas públicas!

Correio da Manha - A ‘gaffe’ de Gordon Brown (COM VIDEO)

Não estraguem o Carapacho!

Quem já visitou a Graciosa ou conhece a sua vivência sabe que o lugar do Carapacho é daqueles sítios que não se esquecem.
Seja pelas águas medicinais das suas Termas, seja pela sua zona balnear e Portinho, seja porque ao longe se avistam Terceira, S. Jorge, Pico e Faial, seja como for, a magia está lá.
Com o anúncio e decorrer de obras nas Termas, todos se alegraram com a valorização de um inegável bem público, de enorme potencial turístico e económico.
Nunca percebi muito bem o porquê de não haver uma maior aposta nesta vertente turística: a melhor que a Graciosa pode desejar.
Mas se assim é, muito aquém ficamos nessa aposta ambiciosa que alguns mais próximos do discurso oficial gostam de citar.
Esperemos que a utilização desta valia possa realmente trazer mais riqueza à Graciosa.
Nesta obra de ampliação das termas do Carapacho, o Governo decidiu, e bem, avançar com a protecção costeira e arranjos na Zona Balnear.
Mas se decidiu bem, pior o executou!
A obra que está a ser executada nas piscinas do Carapacho, a ficar como está, é lastimável, é uma asneira, para dizer o mínimo.
É a completa descaracterização daquele local, sem ganhos que o justifiquem!
É mais um caso em que a teimosia governamental levará a danos irreparáveis em símbolos da Graciosa, como o eram a praia ou o centro da Vila.
Na Praia, já tarda a verdadeira requalificação costeira e do areal para devolver àquele lugar a harmonia quebrada com obras atabalhoadas como o caso do Porto de Pescas.
Disto não resulta, obviamente, que não entendo como boas as decisões e os investimentos. Mas se esse, que é o passo mais difícil de dar no processo para executar uma obra, já está dado, para quê fazer obras impensáveis e que em vez de trazer mais valias, trazem desilusão e revolta.
Tem havido quem, na Graciosa, goste de ver em determinados alertas e apelos apenas maledicência e espírito de contradição.
Se assim fosse talvez tivessem razões para aplaudir o actual estado da baía da Praia, o desgaste da muralha e a redução da qualidade e extensão da zona balnear.
Não são casos perdidos. Avançar com o projecto de construção de um molhe de protecção da praia, que é a solução prevista e a que urge dar execução, antes que ninguém tenha razões para voltar a querer ter um bom areal na Praia da Graciosa.
A terminar deixo um apelo que me têm feito com insistência: "Não deixe que estraguem também o Carapacho!"

Publicado no Diário Insular de 27/04/2010

quarta-feira, abril 21, 2010

O discurso da oposição

À procura da sucessão, assistimos a um discurso de Carlos César no encerramento do Congresso do Partido Socialista em que o fim de ciclo é apresentado como um novo ciclo com grandes propostas e renovadas mudanças.
Não deixa, certamente, de ser um grande incómodo para o Presidente do PS ter de apresentar as propostas que vem negando quando apresentadas pela oposição.
A virtude do renovado discurso de Carlos César é o reconhecimento de que o seu tempo passou, o próprio assinala isso com a redobrada vontade de mudar tudo o que fez e passar, agora e a correr, a fazer o que o PSD tem proposto.
Mas é uma virtude perene se atendermos a que não se sustenta num pensamento consolidado sobre o modelo de desenvolvimento dos Açores, apenas e só, vai reconhecendo amiúde as virtudes do defendido pelos outros ao longo dos anos.
É uma obvia constatação de insucesso, apesar de estar recheado de pequenas histórias de feitos que, afinal, servem para comprovar a excepção.
De entre a encapotada tentativa de apresentar problemas graves em embrulho rosa e renovado, escapam dois momentos de pura demagogia.
Desde logo, César acha que a pobreza dos Açores é saudável e procura a inclusão. É saudável porque apoiada e inclusiva, porque há a noção de apoiar quem carece. E critica quem, na oposição, diz que temos pobreza a mais e apoiamos pobres a mais. Então e não é isso mesmo? Numa região com tanto sucesso, onde é que se falhou para termos necessidade de apoiar tantos pobres numa lógica previdencial em contradição com a propalada lógica inclusiva? Na verdade, César sabe que temos muitos pobres, porque não conseguiu combater a permanência dos pobres na pobreza.
Foi pura demagogia querer diferenciar a pobreza e o apoio social para a combater!
Assim como o foi quando se quis transmitir um resultado altamente positivo de uma governação de 14 anos e ao mesmo tempo se declara a necessidade de alargar a sete das nove ilhas dos Açores os mecanismos de apoio excepcional para uma maior coesão.
As eloquentes e nada inocentes citações poéticas marcaram um discurso inventivo o bastante para esconder uma realidade. A de que o PS procura na oposição as ideias e as orientações para um futuro mais promissor.
É a ironia geral! A sucessão para o novo ciclo é o projecto político do PSD e das propostas que apresenta e que, nos sucessivos governos do PS, não foram acolhidas.
A acrescer resulta, também, num hino à demagogia apresentar uma subida do PIB que, afinal, é menos de um por cento ao ano, se pensarmos nos milhões que chegam a toda a hora dessa Europa solidária e que apenas pede que se gaste onde se diz que vai gastar!

Publicado no Diário Insular em 20/04/2010

domingo, abril 18, 2010

Filarmónica Recreio dos Artistas de Santa Cruz da Graciosa

Quando uma instituição comemora uma data relevante na sua história é motivo de festa para os seus associados e toda a comunidade directa ou indirectamente a ela ligada.
Assim foi no passado Domingo de Páscoa, dia em que se comemoraram os 19 anos da reactivação da banda da Filarmónica Recreio dos Artistas de Santa Cruz da Graciosa.
Este ano deu-se a feliz coincidência de comemorar este renascimento em dia de Páscoa.
Foi, pois, dia de festa e de regozijo pela árdua tarefa que é manter de pé uma instituição com actividade relevante na área da música, como é a FRA com a sua banda de música, orquestra ligeira, quarteto de saxofones e escola de música.
Nos quase 100 anos de actividade da FRA muitos foram aqueles que a ela se dedicaram, para gáudio dos Graciosenses abrilhantando serões e eventos na Ilha e fora dela.
Mas, como em muitas organizações, nem sempre as coisas correm bem e nem sempre há sucesso da actividade desenvolvida.
Foi assim nos idos anos de 1990 quando as perspectivas eram de ter uma porta fechada e uma casa em graves dificuldades para prosseguir a sua actividade.
Foi nessa altura que o Presidente da Direcção assumiu, pela primeira vez, a missão de devolver à Graciosa uma Filarmónica que não podia continuar a desaparecer.
No Domingo da ressurreição comemorou-se também a vintena de anos desde a tomada de posse, pela primeira vez, do Sr. José da Cunha Bettencourt como Presidente da Direcção da FRA.
Desde então, aquela passou a ser a segunda família deste Graciosense, dedicado e empenhado em devolver vida à banda da FRA, ainda que isso custasse muito sacrifício pessoal e familiar.
Se hoje a FRA está em pleno, com jovens a despontar para a música e para o convívio saudável em sociedade, muito o deve a este homem e à sua perseverança.
É pois de elementar justiça que se evoque este feito de, apenas com o voluntarismo desinteressado, conseguir reerguer uma sociedade que ameaçava fechar portas.
Cada vez mais o associativismo encontra dificuldades em cativar quem se disponibilize para sacrificar o seu tempo e o seu conforto para se dedicar a uma causa social ou cultural.
Cada vez mais devemos dar nota da excelência na condução dos destinos das organizações da sociedade civil, que a enriquecem, e não permitem que nos tornemos acríticos perante a vida comunitária.
Não podia por isso deixar de dar esta nota de satisfação e, desta tribuna, enviar à Filarmónica Recreio dos Artistas de Santa Cruz da Graciosa os sinceros parabéns pela data festiva e, sobretudo, pelo excelente presidente da direcção do qual se orgulha.

Publicado no Diário Insular de 13/02/2010

segunda-feira, abril 12, 2010

Sem comentário?

Hoje no programa de comentários da Rádio Graciosa pude ouvir a Sr.ª convidada tecer considerações sobre o "tom" que considera errado ("demolidor") num comunicado da oposição sobre a visita do Governo à ilha Graciosa. Infelizmente nada disse sobre o "tom" das ofensas pessoais e gratuitas vertidas no comunicado do partido do Governo na Graciosa.
Já agora, sobre esse comunicado assinado por Avelar Santos e que fez notícia em alguns órgãos de comunicação social precisamente pela frase ofensiva para a honra quando se dirigem aos seus adversários, costuma-se dizer que quando não se tem razão parte-se para a ofensa.
Neste caso, além da falta de razão é patente a falta de decência!

A consagração - Graciosa Online

A consagração - Graciosa Online

quinta-feira, abril 08, 2010

Concursos de Pessoal passaram a ser "eminentemente políticos"

Ainda o concurso de técnico superior

A Câmara ratificou ainda um despacho do presidente que autorizou o transporte de alunos da Escola Básica de Santa Cruz. No entanto, os vereadores do PSD voltaram a lembrar que há 15 dias a maioria do PS recusou-se a ratificar o despacho para abertura do concurso de técnico superior.

Manuel Avelar afirmou que "em relação a essa não ratificação", não foi aprovada "porque se tratava de uma situação eminentemente politica".

(retirado do site: Graciosa Online)


Ficou mais do que demonstrado que agora, na Graciosa, os concursos de pessoal são de carácter político.
A Sra. Deputada Regional do PS também já o tinha dito aos microfones da Rádio Graciosa.
Esta declaração do Sr. Presidente da Câmara é a comprovação de que a instituição que preside passou a estar ao serviço do seu Partido e não ao serviço de todos os Graciosenses.
É lamentável!!!

A velha questão

Termina hoje a 14ª visita estatutária à ilha Graciosa de Governos liderados pelo Partido Socialista.
Uma visita marcada pela inauguração do Centro de Visitação da Furna do Enxofre, e que se espera poder contribuir para a promoção da ilha num contexto de turismo de natureza, e pela assinatura do contrato de adjudicação do novo centro de saúde, que se apronta como a obra da legislatura na Ilha.
E se estes são bons exemplos de medidas que visam o aumento da qualidade de vida dos Graciosenses, nesta visita fica igualmente exposta uma realidade que teima em não obter respostas satisfatórias por parte de um Governo que denota cansaço e incapacidade para implementar uma visão regional sobre o desenvolvimento dos Açores.
14 anos depois de vir à ilha Graciosa em visita obrigatória, o Governo continua a não perceber que toda a ilha, toda a sua economia e todo o seu desenvolvimento estão dependentes da eficácia no combate à desertificação e nas ligações de e com o exterior.
Por mais que o Governo se dedique a visitar a Graciosa para o distribuir de medidas e apresentar mais algum betão, a ilha teima em ser dependente de uma rede de transportes, aéreos e marítimos, de carga e de passageiros, que a ajudem a ser produtiva, competitiva e de progresso.
Invariavelmente, a resposta socialista à velha questão dos transportes é de que faz tudo o possível e que digam os Graciosenses, ou as oposições, como pode o Governo fazer melhor.
Invariavelmente o resultado desta dialéctica é a necessidade de se fazer mais e a constatação de que é o Governo quem tem os instrumentos e a obrigação de responder positivamente aos desafios do futuro e que, neste caso, até são os desafios de sempre.
A Graciosa é uma ilha que pode produzir, mas não tem competitividade no mercado. Se por um lado produzir é mais caro, as más ligações com potenciais mercados levam ao não investimento e a produções sem capacidade de penetração e de afirmação competitiva.
De forma transversal, a desertificação humana é o resultado do insucesso que é este modelo de desenvolvimento que, para modelo, já se comprovou errado.
Uma ilha que não produza riqueza e que, por via disso, não crie emprego e incentivos à fixação de jovens, é uma ilha em que a população envelhece e o futuro não se revela promissor.
"A Graciosa tem grandes potencialidades" é uma frase comum e repetida pelos responsáveis governativos. E é verdade! Mas a contínua batalha para que o isolamento deixe de ser o grande desafio que enfrenta, apenas tem encontrado nas sucessivas 14 visitas de governos do PS à Graciosa, uma deprimente e habitual ausência de respostas!

Publicado no Diário Insular de Terça-feira 6/04/2010

quarta-feira, março 31, 2010

Para Lamentocracia

O último período legislativo no Parlamento Regional trouxe à visibilidade mediática o estado de alma dominante no Partido Socialista e que se reflecte nas palavras, nas posturas e nas respectivas votações.
E nem sequer vou "esmiuçar" a cena para lamentar por parte do Deputado Francisco César, que, à vista, não demonstra qualquer arrependimento de que me tenha apercebido. Esperei em vão!
Por tal não me surpreendo, pois tem o incondicional apoio de uma bancada que, nos actos e nos ditos, assume a tese da imprescindibilidade, vertida nessa máxima de bolso que é o "quem manda aqui sou eu!".
Para lamentar, também, é a constante investidura na tese de Partido Único, em que tudo é um reflexo da vontade e da iniciativa próprias, principalmente a iniciativa alheia!
A democracia do PS Açores é a permanente demonstração de força perante a sociedade, a economia e o Parlamento.
A pressão sobre a liberdade traduz-se num claro: "só vale a pena se o PS quiser!".
Pelo meio, as propostas do PSD, quase exclusivamente, são reprovadas mesmo que mereçam o total assentimento de todos os outros.
Quem acaba por perder, ironicamente, é o próprio PS, que nada oferece ao sucesso da Governação, que deixou de o ser.
A sua inexcedível vontade de eliminar possibilidades de alternância no poder leva a que se abdique dos valores mais importantes. Tudo é menos importante do que ser o partido único no exercício de poder e na vontade de que as coisas aconteçam.
Para retrato do regime democrático estamos muito bem servidos. Faz lembrar um então ministro que dizia "quem se mete com o PS leva!" a que se junta o Socialismo Açoriano do: "só "apanha" quem é do PS!".
Ao empobrecimento económico fazem seguir o empobrecimento democrático. Talvez por isso continuamos nos 3/5 da percentagem média do PIB da Europa.
Após 35 anos de democracia, o regime dos Açores conseguiu adquirir vícios tais, que o seu destino só pode ser um; a oposição!
A evolução das sociedades ultrapassou o PS, que é hoje um obstáculo ao desenvolvimento. A sua lógica de partido único, de constante contrariedade perante os insucessos de um modelo que nunca chegou a ser... pensado, esgotam a sanidade política e age-se em manifestações de novo riquismo, a roçar a imbecilidade, muito para além do bom senso.
A mudança será para breve e será uma inevitabilidade, é, num título célebre: "a causa das coisas"! Em alternativa a um definhar de tiques de vontade única, com expressões inaudíveis ou indignas no ser, no querer ou no mandar!

Publicado no Diário Insular de 30/03/2010

quinta-feira, março 25, 2010

Concerto da Primavera - Duo de Acordeões

A Ecoteca da Graciosa/ACDRG, o Museu da Graciosa e a Câmara Municipal de Santa Cruz da Graciosa informam:
 
 
           CONCERTO   DA   PRIMAVERA  2010

 
                   DUO  DE   ACORDEÕES com

 
                   Paulo Ferreira e Pedro Santos
 
 
            27 de Março de 2010 (SÁBADO), Centro Cultural Graciosa, 21.00 horas

 
         Paulo Ferreira e Pedro Santos são dois acordeonistas que se apresentam em duo, divulgando o acordeão na vertente concerto. Têm participado em concursos e festivais nacionais e internacionais, como músicos convidados de músicos conceituados, como a pianista Maria João Pires e o Maestrio Victorino d´Almeida e com diversas Orquestras, como a de Pequim, Gulbenkian, entre outras.
 
     

terça-feira, março 23, 2010

Alargamento do FUNDOPESCA

Na passada semana o PSD entrou no Parlamento com um projecto de resolução que visa a adopção de medidas extraordinárias que permitam o alargamento do mecanismo de protecção social do FUNDOPESCA, estabelecendo um apoio que abranja todos os pescadores em actividade, assumindo a natureza de medida destinada a combater uma situação de emergência social.
Este projecto de resolução, foi acompanhado de um pedido de urgência, pois atendendo à situação económico-social que atravessam muitos profissionais da pesca, torna-se urgente adoptar medidas de excepção.
Muitos pescadores, homens e mulheres com família, têm encontrado grandes dificuldades para exercer a sua actividade. O rigoroso Inverno levou a quebras acentuadas no seu rendimento e estes reclamam, justamente, serem abrangidos por aquele mecanismo de protecção social.
É bom não esquecer que todos os pescadores em actividade descontam para aquele organismo, o que, à partida, revela um direito a ser apoiado na impossibilidade de exercer a actividade.
Afinal, é para isso que serve aquele instituto.
Sem ninguém saber muito bem como, o FUNDOPESCA atribui um apoio aos pescadores impossibilitados de exercer a sua actividade. Esse apoio é graduado de acordo com a actividade exercida no ano anterior e com base num mínimo de saídas para o mar e/ou valor descarregado em lota.
No entanto, nos últimos meses todos os homens do mar foram confrontados com a impossibilidade de trabalhar. Quer tenham ido as vezes necessárias para serem abrangidos pelo FUNDOPESCA no ano passado quer não, todos estão a passar dificuldades.
Ora, o Governo entendeu, e bem, accionar o mecanismo do FUNDOPESCA para compensar a situação excepcional vivida neste período, contudo decidiu, mal, apenas considerar beneficiários alguns.
Aqui é que urge actuar, sob pena de agravamento de uma crise social junto destas famílias.
Se estamos perante profissionais em actividade, que fazem descontos para o FUNDOPESCA, não podemos à partida dizer, com a necessária certeza, que estes homens e mulheres não são pescadores.
Isso é o que o Governo faz e urgia recomendar diferente atitude.
É, de facto, urgente ajudar estes Açorianos que passam dificuldades, que se sentem injustiçados e que devem ter um apoio excepcional para fazer face à inusitada perda de rendimentos.
Para o PS essa urgência não se justifica e, entre dentes, sempre vai dizendo que o FUNDOPESCA não pode ajudar indiscriminadamente.
É aqui que o PS demonstra não compreender que não se trata de tratar tudo por igual, trata-se de não deixar de fora quem está impossibilitado e quer exercer a sua arte.



Publicado no Diário Insular de 23/03/2010

terça-feira, março 16, 2010

Faça-se RIAC ... na Luz

Completa-se este mês um ano desde que, através de um requerimento dirigido à Assembleia Legislativa Regional, questionei o Governo sobre os porquês da não instalação de um posto da RIAC na Freguesia de Nossa Senhora da Luz, na Graciosa.
Até à presente data o Governo Regional nada disse. Numa atitude a que já habituou os Açorianos, não assume a verticalidade democrática que se impõe nos diálogos com as oposições e com quem, legitimamente, representa a vontade popular.
Com a criação de postos da Rede Integrada de Apoio ao Cidadão, o Governo Regional prometeu a sua expansão, numa lógica associada a uma política de proximidade, com a vontade declarada de prestar serviços próximos dos cidadãos e associando essa proximidade à comodidade, à rapidez e à qualidade.
Como é do conhecimento geral, a freguesia de Nossa Senhora da Luz situa-se no extremo sudoeste da ilha Graciosa. É uma freguesia que tem uma população bastante envelhecida e é a que mais distante fica da sede do Concelho.
Ora, no caso da freguesia de Nossa Senhora da Luz, todos os pressupostos associados à criação de postos da RIAC para melhor servir as populações, caem pela base, pois não se verifica a correspondente aposta na instalação de um serviço de que todos os Açorianos devem poder beneficiar, sobretudo quando se trata de uma população idosa e, como tal, com necessidade de uma maior atenção.
Já em Agosto de 2007, a Junta de Freguesia fazia notar ao Governo Regional a necessidade de instalação, naquela Freguesia, de um posto da RIAC. Além disso, aquela Junta de Freguesia e o seu Presidente mostraram, desde logo, ao Governo Regional, a sua inteira disponibilidade para cedência e partilha de espaço na sede da Junta.
Até esta data o Governo Regional tão pouco se dignou dar resposta ao apelo daquela autarquia.
Parece, pois, que sobre este assunto o Governo nada diz, não se compromete, nem se empenha em melhor servir aquela localidade.
Para além da atitude pouco democrática e desrespeitosa, quer para com a população da Luz, quer para com o deputado que solicitou respostas, o Governo está a esquecer o serviço às pessoas e ao seu bem-estar.
Se há população a quem faz falta uma maior proximidade dos serviços disponibilizados pela RIAC essa população é a da freguesia de Nossa Senhora da Luz.
Fica a expectativa que vai além da vontade de uma resposta às simples questões colocadas num requerimento dirigido ao Governo de que, na próxima visita estatutária, tenham a coragem de anunciar a instalação daquele serviço que é de justiça e de coesão.

Publicado no Diário Insular de Terça-feira 16/03/010

quinta-feira, março 11, 2010

Software Livre

A massificação do uso da informática levou a que já ninguém pense no exercício de uma profissão sem um computador.
Os custos com o software têm vindo a apresentar uma fatia substancial dos orçamentos das empresas e dos organismos públicos.
Na constante necessidade de redução de custos nas diferentes actividades públicas e privadas, o recurso à utilização de software chamado "livre" impõe-se como uma correcta estratégia de gestão, dado que esse software não está dependente do pagamento de licenças de utilização.
Seria pois uma medida de grande impacto orçamental enveredar pela disseminação deste conceito e pela sua aplicabilidade, a começar pela própria administração pública regional.
A utilização de software livre na administração pública permitiria, a médio prazo, uma poupança anual superior a um milhão de euros aos contribuintes açorianos.
Mas a utilização de software livre constitui também uma oportunidade de trabalho para os programadores de software, bem como para as micro, pequenas e médias empresas informáticas, impulsionando a criação de emprego para muitos técnicos desta área, não só ao nível do desenvolvimento de programas, mas também no acompanhamento e assistência técnica.
Em conjunto com a adopção pela administração pública regional, é igualmente importante incentivar os privados a utilizar este modelo de software.
A iniciativa da Comissão Europeia para a troca electrónica de informação entre as administrações atribui especial relevância à utilização do software livre nesta actividade, tendo, inclusivamente, criado um observatório para o efeito.
Não faltam exemplos de governos e instituições públicas que decidiram apostar, com sucesso e poupança de custos, na utilização de software livre.
Em França, a Direcção Geral dos Impostos instalou em todos os seus computadores uma aplicação de software livre alternativa ao líder de mercado. Os custos com a instalação ascenderam a 200 mil euros. Caso se tivesse optado pelo software de marca a despesa teria disparado para 29,5 milhões de euros.
Também apostaram no software livre o Departamento de Justiça da Finlândia, o Banco do Brasil, o Ministério das Finanças de Marrocos, os Correios da Coreia do Sul, ou o Departamento Prisional do Nevada, nos EUA.
E mais exemplos poderiam ser apresentados, o que prova que o recurso ao software livre tem crescido exponencialmente.
A adopção de software livre pela administração pública regional é possível criando condições materiais para formação dos seus agentes, tornando bem sucedida a transição do actual modelo para outro de baixos custos e elevada sustentabilidade.

Publicado no Diário Insular de 9/03/2010