Na ilha Graciosa faz falta discutir o futuro, propor alternativas, opinar, ouvir, exigir e procurar alcançar o bem comum. Este espaço pretende dar um contributo. Não teremos sempre razão nem seremos donos da verdade, queremos apenas ser uma pedra no sapato da inércia, da falta de visão e imaginação, do imobilismo estratégico e da cultura do "yes man". Temos uma tarefa difícil, temos de partir muita pedra mas não nos importamos, o burgalhau é sempre útil!
terça-feira, julho 20, 2010
quinta-feira, julho 15, 2010
terça-feira, julho 13, 2010
Férias Ociosas
Ao visitarmos a página da internet do programa OTL-J, encontramos o seguinte propósito: " O Programa OTLJ tem por objectivo proporcionar aos jovens uma forma inovadora de ocupar os seus tempos livres, contribuindo para a sua educação não formal, pela aquisição de novos saberes, normas e valores inerentes a uma cidadania responsável, bem como o acumular de experiências sociais e profissionais decisivas para a formação de cidadãos habilitados e responsáveis". Estes objectivos estão mais extensamente consagrados no Despacho Normativo n.º 25/2010 de 9 de Abril de 2010 do Secretário Regional da Presidência, que também atribui competências para gerir todo o programa à Direcção Regional de Juventude. Este ano foi notícia que 1500 jovens ficaram de fora deste programa!
São motivo dessa exclusão a falta de verbas para apoiar este programa que assume tão nobres e exigentes objectivos.
Fará sentido que assim suceda?
Além de ser uma forma empreendedora de ocupar os jovens em período de férias, proporciona-lhes uma compensação monetária que permite todo um sem número de realizações pessoais e sentido de autonomia, numa transição para a idade adulta que se quer o mais "inserida" possível.
Mas para 1500 jovens que se candidataram ao programa não vai ser assim. Não poderão ver realizado esse seu desejo de ter umas férias, digamos, mais produtivas, com realização pessoal e, também, profissional.
É claro que tudo serve para desculpa por parte da Direcção Regional da Juventude (DRJ), e claro que para a DRJ a culpa é das entidades que se candidataram e, pasme-se, é também porque em determinados sítios não há colocação para os jovens.
E que tal se, durante a preparação de todo o programa, a DRJ fizesse o seu trabalho de casa e proporcionasse que, onde o índice de candidaturas é menor, houvesse medidas que até se poderiam chamar de "coesão", tornando a adesão mais atractiva?
Que tal se, durante o Inverno, a DRJ fizesse um pouco mais do que assistir às participações por parte do seu Director Regional em eventos partidários?
Diga-se em abono da verdade que ninguém dá pela existência desta Direcção Regional, parece que a sua actividade é sazonal e se resume à época estival. Mas se assim é, esperava-se que desse conta do recado e proporcionasse a jovens que pensam no seu futuro, que o querem mais capacitado e empreendedor, uma valiosa ocupação de férias, que também para muitos é um pequeno "pé de meia" para enfrentarem o início de uma nova fase fora da sua terra, numa universidade ou num outro curso que lhes ajude a realizar o sonho da sua vida!
Publicado no Diário Insular & Rádio Graciosa em 13/07/2010
domingo, julho 11, 2010
sexta-feira, julho 09, 2010
quarta-feira, julho 07, 2010
Por mares cada vez menos navegados
Este ano o Governo do PS fez bandeira do novo serviço público no Grupo Central. Um serviço que garantia mobilidade e que possibilitava a muitas ilhas sonhar com mais movimento de pessoas.
Também muitos açorianos queriam aproveitar a melhoria de acessibilidades para dar um saltinho à ilha do lado. Ou a outra que não é habitual visitarem.
Mais uma vez fica tudo só no papel. Nem o serviço público é cumprido nem o Governo tem soluções.
Mais uma vez não há plano "B", e mais uma vez defraudaram-se expectativas, frustraram-se ambições e com isso arruínam-se negócios.
Mas além de tudo isso, também a propaganda de melhores horários da Atlanticoline se ficam por isso mesmo. Por propaganda!
Vejam-se estes cenários, que são reais e reveladores da falta de noção que o Governo tem da realidade: Para ir à Graciosa passar um fim-de-semana vindo da Terceira pode ir na sexta (de manhã!) mas só regressa na terça à tarde. Ou então, o caso de ligações entre a Graciosa e S. Miguel, de onde, quem quiser ir às maiores festas da Graciosa tem se sair na quarta antes, para só chegar na sexta, numa viagem de 1 dia, 20 horas e 30 minutos. Ou então sair no sábado só chegando Domingo à noite à Graciosa, numa viagem de 1 dia, 12 horas e 15 minutos.
E querem que alguém acredite que assim vamos a algum lado? Assim não há coesão que resista, nem há investimento que se torne reprodutivo.
E veja-se o que acontece se fizer essa viagem de S. Miguel para a Graciosa: Como a Atlanticoline mantém uma discriminatória política de proibição de pernoitas, os passageiros são postos na rua, levando a gastos exagerados de estadia na ilha de passagem.
Não têm remédio!
Já quanto aos preços das viagens, e para quem acha que são baratas, façam uma comparação: O preço de uma viajem de ida e volta à Graciosa, para quem sai da Terceira, é de 55 euros. Se trouxer viatura paga 83 euros, num total de 138 euros. Ora, uma viagem num ferry entre Las Palmas e Santa Cruz de Tenerife, nas Canárias, e com uma distância igual à que separa a Graciosa da Praia da Vitória, custa, para um casal de residentes com viatura, 49,88 euros.
Ou seja, nas Canárias, com uma tarifa de residente (serviço público à séria), um casal com viatura viaja num ferry moderno e confortável por menos daquilo que um único passageiro paga nos Açores.
Estamos muito longe de ter um transporte marítimo de passageiros em condições e o pouco que se conseguiu nos primeiros anos de operação foi destruído pelos erros de um Governo incapaz de ter soluções.
terça-feira, julho 06, 2010
segunda-feira, julho 05, 2010
Graciosa “mal servida” de transportes marítimos de passageiros
“A título de exemplo veja-se que o governo continua a não perceber, ou a não querer perceber, as deficiências nos horários da Atlânticoline. Com navios a vir da Terceira ao sábado e a regressar para a Terceira à terça-feira. Bem como com uma má ligação com ilhas como São Miguel, de onde, por exemplo, quem quiser vir às maiores festas da Graciosa tem se sair na quarta antes, para só chegar na sexta, numa viagem de um dia, 20 horas e 30 minutos, ou então sair no sábado, só chegando domingo à noite à Graciosa, numa viagem de um dia, 12 horas e 15 minutos”, afirmou João Costa, presidente da comissão política de ilha do partido, em conferência de imprensa.
O dirigente social-democrata acrescentou que a Atlânticoline “mantém uma discriminatória política de proibição de pernoitas” nos navios que “prejudica” a Graciosa, “levando a gastos exagerados de estadia na ilha de passagem, pois os passageiros são postos na rua do navio”.
João Costa salientou que as tarifas da empresa “também não correspondem às necessidades” da ilha e comparou os preços com os que são praticados no arquipélago espanhol das Canárias.
“O preço de uma viajem de ida e volta à Graciosa, para quem sai da Terceira, é de 55 euros. Se trouxer viatura paga 83 euros, num total de 138 euros. Para quem acha que este é um bom preço diga-se que uma viagem num ferry entre Las Palmas e Santa Cruz de Tenerife, nas Canárias, e com uma distância igual à que separa a Graciosa da Praia da Vitória, custa, para um casal de residentes com viatura, 49,88 euros”, sublinhou.
O presidente do PSD/Graciosa lembrou ainda a promessa feita pelo secretário regional da Economia, Vasco Cordeiro, de que a ilha passaria a contar com quatro ligações semanais durante junho, julho e setembro e com cinco em agosto, tendo para tal contratado a empresa Transmaçor.
“Estamos já a 5 de julho e ainda não atracou nenhum navio da Transmaçor na Graciosa para cumprir esse serviço. A somar a isto, ainda ninguém sabe se haverá serviço público de transportes marítimos para a Graciosa. Quem quiser comprar bilhete não sabe onde se dirigir e nem a RIAC é capaz de vender um único bilhete para essas viagens”, afirmou.
Notícia TSF:
Notícia Rádio Clube de Angra:
Exemplo de reserva na Atlanticoline
Reservas sto cristo
Faça a sua simulação aqui:
http://www.atlanticoline.pt/
domingo, julho 04, 2010
quinta-feira, julho 01, 2010
quarta-feira, junho 30, 2010
Casa da Lavoura de Santa Cruz da Graciosa
Em Maio de 2004, o Governo deliberou ceder à Santa Casa da Misericórdia de Santa Cruz da Graciosa, a título precário, a antiga "Casa da Lavoura".Mas aquela declaração de cedência só ganhou contornos de legalidade em 2007, ano em que se publicou em Jornal Oficial a resolução de cedência, complementada pelos direitos e obrigações das partes.
Entre 2004 e 2007 o referido imóvel acelerou a sua degradação e é hoje um edifício na eminência de ruir, resultando um perigo para pessoas e bens.
Quando aquele imóvel foi pedido pela Santa Casa para ali desenvolver actividades de interesse público na área social, quantas vezes substituindo-se ao Estado, ainda se apresentava com cobertura, mas exigindo intervenção urgente.
De qualquer modo, seria sempre uma intervenção rodeada de elevados custos.
É aqui que o Governo falha! A cedência daquele edifício, a título precário, e com um interregno de 3 anos entre a decisão e a sua consumação, impediu a Santa Casa de actuar rapidamente e de poder socorrer-se de formas de financiamento para recuperar o imóvel.
Esta falha governamental nem sequer parece inocente. Ou então estamos perante mais uma actuação repleta de incompetência.
E mesmo depois de notada a falha e publicada a respectiva resolução de cedência, cabia ao Governo reavaliar as condições que impunha à Santa Casa adaptando-as à nova realidade do estado de degradação do imóvel, e procurar formas daquele património vir, verdadeiramente, a ser recuperado e reutilizado.
Mas é claro que nada disso aconteceu. Limitaram-se a passar para o papel uma cedência, mesmo sabendo que quem beneficiava dessa benesse não podia dar-lhe o uso pretendido.
Até parece que a intenção era, tão só, libertar-se da responsabilidade de possuir um imóvel que está à beira da ruína e que é património, também afectivo, de todos os açorianos.
Mas, também aqui, o Governo volta a falhar. E a falha é de incúria e de evidente falta de fiscalização dos actos por si praticados.
É público que a Santa Casa já se mostrou disponível para receber aquele edifício no seu actual estado, desde que se encontrem as formas consentâneas para um efectivo apoio na sua recuperação, podendo, então, ser dado um uso de melhoria nas actividades de apoio social que aquela entidade presta a todos os Graciosenses.
Assim o queira e melhor o faça o nosso desatento Governo. E que se apresse, antes que o tempo dê conta do que sobra daquele lugar!
(foto de 24/03/2008)
Publicado no Diário Insular e Rádio Graciosa em 29/06/2010
segunda-feira, junho 28, 2010
sábado, junho 26, 2010
terça-feira, junho 22, 2010
Cavaco promove os Açores
O Presidente da República, Cavaco Silva, afinal, parece que gosta mais dos Açores do que muitos por aí dizem.Em termos de promoção turística dos Açores no continente português, parece-me que esta actuação presidencial se reveste como sendo uma das melhores promoções feitas do arquipélago açoriano, e nem sequer se gastaram os habituais milhões em publicidade.
Estranhamente, ou talvez não, o Partido Socialista, pela voz do seu líder parlamentar Hélder Silva, entendeu que a melhor forma de receber o Presidente da República era com a acolhedora frase "Os Açores não precisam deste Presidente da República"
Só visto!!!
Ao ponto a que chega o Partido Socialista quando se trata de fazer valer os interesses do partido.
Quantas vezes anda Carlos César com a boca cheia de argumentos sobre o trabalho em prol dos Açores sem olhar à partidarite? Mas sempre que aparece uma oportunidade de colocar os Açores primeiro, logo cai a máscara e sempre se desvenda a faceta de "tudo pelo PS, nada contra o PS!".
Enfim! Nada a que não nos tivéssemos já habituado.
Não admira pois, que os milhões gastos com promoções e com telenovelas se revelem pouco eficazes.
Quando o lema é "só serve se servir o partido", claro que fica tudo numa grande caldeirada e não aparecem os resultados.
Nisto, como em muitas outras coisas, era bom que se aprendesse alguma coisa com o líder do Governo da Madeira. Quando está em causa a Madeira e o seu futuro, não há cá partidos nem inimigos políticos.
Maior exemplo do que o comportamento recente de Alberto João para com José Sócrates nunca se poderia encontrar nos Açores.
Por cá, o PS e os seus responsáveis são os primeiros a saudar autonomistas de ocasião, sobre quem nunca se ouviu sequer um poema sobre as virtudes autonómicas, desde que isso seja do agrado de César e tendo por pressuposto que o PS tem algo a ganhar.
Para quem diz por aí que quer os "Açores Primeiro", ficamos esclarecidos!
Cavaco Silva pediu aos Portugueses para aqui passarem as suas férias. Deu o exemplo sem ninguém lhe pedir nada. Não veio fazer jogo de poder interno socialista nem contar espingardas internas de apoio a uma qualquer candidatura política. Veio, simplesmente, promover os Açores e as suas belezas naturais.
César não gostou. Deve ter férias marcadas para a Venezuela.... de boleia no "Atlântida"!!!
Publicado no Diário Insular e Rádio Graciosa em 22/06/2010
Foto: Correio da Manhã
segunda-feira, junho 21, 2010
PS “prejudica” jovens estagiários ao chumbar pausa formativa nos programas ESTAGIAR

“Mais uma vez, o PS e a JS prejudicaram os jovens açorianos. É importante que esses jovens saibam que o PS não quis implementar uma pausa formativa para os estagiários, que trabalham durante dois anos nas ilhas da Coesão e um ano nas restantes ilhas”, afirmou o deputado social-democrata Cláudio Almeida, na Assembleia Legislativa dos Açores.
O parlamentar do PSD/Açores salientou que a maioria socialista “recusou dar a esses jovens uma pausa para estarem com as suas famílias, descansarem ou terem férias no Natal”.
Cláudio Almeida acrescentou que “ficou patente a intransigência do PS nesta matéria”.
O projeto de decreto legislativo regional do PSD/Açores, que recebeu o voto favorável de todos os partidos da oposição e foi chumbado pelo PS, visava a implementação de uma “pausa formativa de 15 dias úteis, em cada ano de duração do estágio, e sem perda da compensação pecuniária devida” nos programas ESTAGIAR L e T.
Som – Cláudio Almeida afirma que PS prejudicou jovens estagiários ao chumbar pausa formativa
domingo, junho 20, 2010
Intervenções ALRAA - Debate - RSI
Sobre a criação de uma Comissão Eventual para melhorar a fiscalização do RSI:
sábado, junho 19, 2010
Fórum- Radio Graciosa
sexta-feira, junho 18, 2010
quinta-feira, junho 17, 2010
Presidente do governo "desmentido" sobre promessa de tarifas aéreas a 100 euros
O PSD/Açores denunciou ontem que o PS "desmentiu" o presidente do governo regional a propósito da promessa de criação de tarifas aéreas a menos de 100 euros entre a Região e o continente, alegando que tal apenas se aplica às tarifas promocionais.
"Hoje o PS desmentiu Carlos César relativamente ao assunto das passagens aéreas a menos de 100 euros. O presidente do governo afirmou aos açorianos que as passagens aéreas a 100 euros eram em regime regular e promocional. Hoje o PS disse que eram apenas tarifas promocionais", afirmou o deputado social-democrata Jorge Macedo, em declarações aos jornalistas, à margem dos trabalhos da Assembleia Legislativa dos Açores.
O parlamentar do PSD/Açores salientou que "já não bastava José Sócrates anunciar uma coisa num dia e fazer o contrário passado pouco tempo e agora temos Carlos César a aprender com más companhias".
Segundo Jorge Macedo, "o único que vai acontecer é os açorianos verem eventualmente reduzido em 20 euros o preço das tarifas promocionais, que é atualmente de 120 euros".
"Na prática, os açorianos vão continuar à procura de uma agulha num palheiro. Ou seja, relativamente ao assunto das passagens a 100 euros, a montanha pariu um rato", frisou.
quarta-feira, junho 16, 2010
Respeito por quem partiu
Duas matérias foram abordadas: a manutenção da casa mortuária de Santa Cruz da Graciosa como centro de atendimento da Gripe A e a realização de autópsias na ilha Graciosa.
Quanto à realização de autópsias tem sido recorrente um excessivo atraso na sua concretização, levando a um desnecessário e inaceitável aumento do sofrimento das famílias e amigos de quem, subitamente, partiu.
Claro que o Conselho de Ilha não podia ficar indiferente a uma situação que necessita de ser urgentemente corrigida e deliberou oficiar, quer ao Representante da República quer ao Governo Regional, para que algo seja feito.
Já relativamente à manutenção da utilização da única casa mortuária da freguesia de Santa Cruz como Centro de Atendimento da Gripe A, claro que o Conselho de Ilha não podia dar ouvidos a quem acha que assim é que está bem, até porque, sabe-se lá, pode vir a ser preciso, vá-se lá saber quando.
Convém lembrar que esta transformação da casa mortuária do Centro de Saúde previa-se temporária e transitória.
Bom, temporária já não o é, e transitória também não será, até porque o novo Centro de Saúde projectado para a Ilha Graciosa nem sequer tem uma casa mortuária!
Ainda houve quem alegasse que o Centro de Saúde decidiu bem em manter a sua casa mortuária como Centro de Atendimento da Gripe durante todo este tempo, mas a estes o Conselho de Ilha respondeu com uma clara deliberação, solicitando o imediato retorno daquele local à sua função.
Bem se sabe porque alguns apenas se pronunciam em assuntos do seu próprio interesse. Mas isso fica para a sua justificação e não para o interesse geral de todos os habitantes desta ilha.
Não deixa de ser curioso que já só se ouve falar de pandemia para fazer grandes críticas à Organização Mundial de Saúde (OMS) como fez o Presidente da Comissão de Saúde da Assembleia Parlamentar do Conselho da Europa, que encara a gripe A como uma falsa pandemia e diz que este é um dos maiores escândalos médicos do século, ou, ainda, o reputado British Medical Journal (BMJ) que publica, na sua edição de 3 de Junho, um editorial que intitula "Conflito de interesses e pandemia da Gripe", apelando à OMS - para actuar rapidamente a fim de restaurar a sua credibilidade - e à Europa para que legisle sobre esta matéria.
Na Graciosa, ainda se está à espera, como sempre! À espera de tomar atitudes, de ser coerente e de ter mais humanidade.
Felizmente, o Conselho de Ilha tenta dar um empurrão.
domingo, junho 13, 2010
Porto de Pescas: inaugurado há menos de um ano
sábado, junho 12, 2010
Voto de Congratulação
Mitomania?
Fonte: Graciosa Online
sexta-feira, junho 11, 2010
Antiga Casa da Lavoura em risco de “ruir por completo”
Em requerimento enviado à Assembleia Legislativa dos Açores, o deputado social-democrata João Costa referiu que o caso “necessita de urgente solução”, dado que o imóvel “fica situado em frente à escola básica do primeiro ciclo e jardim de infância de Santa Cruz da Graciosa”.
O parlamentar do PSD/Açores lembrou que a antiga Casa da Lavoura foi cedida pelo governo regional à Santa Casa da Misericórdia de Santa Cruz da Graciosa, que “tem demonstrado interesse em receber o imóvel a título definitivo, desde que sejam encontradas as formas de apoio à sua recuperação”.
“Apesar da respetiva cedência implicar a realização de obras por parte da beneficiária, bem sabia o governo regional que aquele edifício se encontrava em elevado estado de degradação e que a beneficiária, só por si, não podia fazer face às despesas de recuperação do imóvel”, afirmou.
Notícia Rádio Horizonte:
quinta-feira, junho 10, 2010
Diz que é uma espécie de democracia II
Compare-se com o que disse António Costa na Sic notícias.
Diz que é uma espécie de democracia
O PS está é preocupado com o PSD.
As recusas dos seus dirigentes em cumprir com os seus deveres de esclarecimento, respondendo pelos actos praticados como membros do governo de Carlos César, não merecem a menor censura.
Para o PS, mais importante que saber toda a verdade é apontar o dedo ao PSD por procurar conhecê-la.
quarta-feira, junho 09, 2010
O Governo ajusta (leia-se AUMENTA) os preços dos combustíveis
Digno de nota é esta meia verdade: "O gasóleo rodoviário terá o seu preço máximo de venda ao público fixado em €1,06 por litro, ou seja menos 12,2 por cento em relação ao continente, onde o seu preço por litro se encontra fixado em €1,18."
Ora, ou o Governo dos Açores só mete gasóleo nos postos mais caros, o que não admira pois estão a usar dinheiro dos contribuintes, ou não disse a verdade.
É que basta um clique no endereço http://www.precoscombustiveis.dgge.pt/ para sabermos que o gasóleo rodoviário se está a vender a 1,039 € e não a 1,18 €
terça-feira, junho 08, 2010
Esclarecimento sobre declarações do Deputado José Ávila na Rádio Graciosa
Ouvi na Rádio Graciosa o Sr. Deputado José Ávila falar sobre os assuntos tratados no Conselho de Ilha.
Nas suas declarações, o Sr. Deputado deu a entender que fui apenas eu que mostrei preocupação relativamente à questão de reabertura da casa mortuária e ao excessivo tempo que demoram as autópsias a serem realizadas na Graciosa.
De facto, fui eu quem levantei essas questões. No entanto, convém esclarecer que o Conselho de ilha deliberou, por unanimidade, diligenciar ao centro de saúde para que reabra rapidamente a casa mortuária. Deliberou ainda diligenciar junto do Governo para que seja construída uma casa mortuária na freguesia de Santa Cruz.
Quanto à questão da demora em realizar autópsias o Conselho de Ilha deliberou, também por unanimidade, diligenciar junto do Governo Regional e junto do Representante da República nos Açores para que as situações verificadas não se repitam.
Enquanto deputado, eu próprio só posso fazer os possíveis para que os assuntos importantes para a população Graciosense sejam discutidos. Foi com esse intuito quer levei estas preocupações ao Conselho de Ilha, sem me preocupar com as habituais politiquices. O Conselho de Ilha achou por bem adoptar as preocupações que ali levei e assim parece-me que cumpri com a minha obrigação.
Porque é importante que os políticos digam a verdade, tenho a lamentar que o Sr. Deputado José Ávila tenha querido fazer passar uma mensagem que não retratava o que se passou no Conselho de Ilha, esquecendo as legítimas deliberações daquele órgão.
Penso que assim fica reposta a verdade.
Estas são as declarações:
Navios e Cavalheiros

Este "acordo de cavalheiros" é profusamente referido por vários responsáveis dos Estaleiros de Viana do Castelo como tendo surgido aquando da negociação com a Região.
E para avolumar de tudo o que é dito para justificar um "acordo de cavalheiros" surge a decisão, apenas 21 dias depois de assinado o negócio, de efectuar um primeiro aditamento ao navio "Atlântida". Aditamento esse assinado dois meses mais tarde!
Estranhamente, aquele preocupado e magnânimo Presidente do Governo ainda não proferiu uma única palavra sobre esta situação, que, a par da recusa de alguns titulares de cargos públicos em comparecer perante a Comissão de Inquérito ao respectivo negócio, atira todo este negócio para um conjunto de dúvidas insustentáveis em democracia e inadmissíveis num quadro de responsabilidade e de prestação de contas sobre o que, de verdade, se passou.
De um lado há quem, repetidas vezes, alegue acordos não escritos para caracterizar um negócio que, mesmo com a eventual venda do "Atlântida" a um qualquer governo latino-americano por 35 milhões de euros, implicará prejuízos directos de mais de 15 milhões de euros. Do outro lado há um silêncio absoluto sobre os estranhos contornos de tudo isto.
Mas se César nada disse sobre esta situação e este suposto acordo à porta fechada, menos ainda disseram os restantes responsáveis do Partido Socialista.
O PS, que ouviu o seu líder apelar ao reporte de tudo o que seja menos claro ou pouco profissional, fica calado perante alegações de um negócio feito nas costas dos Açorianos e que até leva a Região a pagar, anualmente, 6 milhões de euros pelo fretamento de Navios.
Pelo meio da fuga em abordar o assunto, procuram-se distracções com passivos camarários, invocando números mas escondendo a realidade .
Impõe-se que a verdade se saiba, custe o que custar, doa a quem doer!
Publicado no Diário Insular & Rádio Graciosa 08/06/2010
sábado, junho 05, 2010
sexta-feira, junho 04, 2010
Zona Balnear (?) do Barro Vermelho
Um passeio e duas escadas não transformaram em zona balnear coisa nenhuma!!!
quinta-feira, junho 03, 2010
Porto de Pescas - o projectado vs. o executado
As fotos em baixo ilustram as diferenças!!!

quarta-feira, junho 02, 2010
terça-feira, junho 01, 2010
Época Balnear: Está de chuva!
ela e que agora não nos larga. Haverá ainda alguém a pedir mau tempo?Infelizmente parece que sim.
Iniciou-se a época balnear; mas na ilha Graciosa os lugares mais conhecidos e mais falados para ir a banhos estão uma lástima.
Se no Carapacho se espera por acabamentos numas obras nas piscinas que envergonham os Graciosenses e indignam quem se habituou a venerar aquele local, na praia, o areal mantém-se num qualquer lugar à espera de ser embarcado para a ambicionada viagem para a Graciosa.
Aliás, não deixa de ser curioso que a reposição do areal tenha sido anunciada para o decorrer do passado mês de Maio. Fazia sentido que assim fosse pois, com tempo e programação, nas primeiras abertas de sol já podiam os graciosenses e em particular os praienses deleitar-se com a sua bela praia.
E como foi bela a praia da Graciosa! Atraindo gentes de toda a ilha e de quem, propositadamente, escolhia a Graciosa para desfrutar do bom ambiente e qualidade do areal que ali havia.

Agora espera-se por areia vinda de barco, sabendo os graciosenses que se entulharam toneladas de areia da Graciosa debaixo do Porto de Pescas. E não me refiro ao facto de ter sido feito o Porto de Pescas em cima de um areal, refiro-me à areia extraída para assentimento do molhe e que, ao invés de ter tido bom aproveitamento, serviu de entulho!
Felizmente não há sol, pensarão alguns menos diligentes governantes que se escondem por detrás de uns pingos de chuva para camuflar a já tradicional falta de programação e empenho na reposição do areal e na ambicionada obra de consolidação da baia da Praia para que não se repita a mesma cena todos os anos.
Pode até ser que neste dia 1 de Junho esteja a acontecer o início da reposição do areal da praia. Se assim for fico satisfeito em que possam dizer que mesmo com atraso está a ser feito.
Areia também é o que não há, ainda, na piscina pequena do Carapacho.
E até dói na alma só de pensar naquele monte de betão ali metido sem benefícios visíveis e até com algum prejuízo para as piscinas.
Muitos já dizem que o mar se encarregará de repor as coisas no seu devido lugar. No caso do Carapacho é mais retirar dali o que está em excesso.
Infelizmente, também na praia, é o mar que se encarrega anualmente de retirar dali, não o que está a mais, mas o que vai faltando.
Pelo caminho encontro responsáveis a assobiar para cima. Procuram disfarçar? Não, procuram um pouco mais de chuva!
Publicado no Diário Insular & Rádio Graciosa 01/06/2010
segunda-feira, maio 31, 2010
terça-feira, maio 25, 2010
Comissão de Inquérito dos Navios: de que tem medo o PS?
Iniciam-se, esta semana, as inquirições no âmbito da Comissão de Inquérito à Construção dos Navios "Atlântida" e "Anticiclone".Ao contrário do que foi afirmado pelo porta-voz do PS neste processo, o Deputado Francisco César, o PSD não pretendia ouvir mecânicos e bate-chapas. E mesmo que o quisesse, nada de mal viria ao mundo se a sua intervenção no processo pudesse ajudar a esclarecer o que, de facto, se passou.
Na verdade, algumas das personalidades que não foram aprovadas para serem ouvidas pela Comissão de Inquérito, são, para o PSD, imprescindíveis para se perceber o que terá falhado.
Se pensarmos que foi reprovada a inquirição do vogal do Conselho de Administração dos Estaleiros, mandatado para negociar o contrato com a Atlanticoline, ou também o procurador dessa mesma entidade no processo de construção dos Navios, facilmente se conclui que não se queria inquirir pessoas aleatórias mas sim quem, de facto e de Direito, teve um papel fulcral em tudo o que levou a não termos navios próprios a navegar nos mares dos Açores.
Mas se também incluirmos quem foi elo de ligação entre o início do processo em termos de ante-projecto e que depois se manteve interveniente e que é alguém que pode esclarecer onde se pode ter falhado e quem pode ter sustentado essas eventuais falhas, então ficamos esclarecidos do móbil das posições assumidas pelo PS em todo este processo.
Esse mesmo PS tem andado verdadeiramente à deriva em todo este processo. Primeiro dizia nada ter a esconder, para logo de seguida acenar com a falta de regulamentação jurídica das comissões de inquérito ao nível da Assembleia Regional, numa tentativa de matar à nascença a sua constituição.
Não contente com isso, assim que deu entrada uma proposta de um novo Regime Jurídico para as Comissões de Inquérito Regionais, logo assumiram a tentativa de atrapalhar a sua aprovação propondo uma nova Comissão Eventual para, entre outros, fazer esse mesmo Regime Jurídico.
Ao actuar desta forma o PS tenta por todas as vias, e desde logo pela via da maioria absoluta, boicotar o trabalho da Comissão de Inquérito à Construção dos Navios. Um boicote cada vez mais evidente pelas palavras e pelos actos.
É caso para perguntar: de que tem medo o PS?
sexta-feira, maio 21, 2010
quinta-feira, maio 20, 2010
quarta-feira, maio 19, 2010
terça-feira, maio 18, 2010
O PECado Socialista
Passados dois meses, e perante um plano de severa austeridade anunciado na sequência de seis anos de Governos de Sócrates no País, a reacção do Presidente do Governo Regional volta a ser de varrer para debaixo do tapete a verdade sobre as duras medidas que todos iremos suportar.
Quando, perante o aumento do IVA e do IRS, a reacção do Presidente do Governo é o discurso da solidariedade perante uma redução das transferências de verbas para a região, logo se percebe que para os Socialistas pouco importa que estas medidas venham atingir de forma severa as famílias açorianas. O que os move é a importância de ter mais ou menos dinheiro para manter acesa a paixão pela betoneira do regime, tão necessária a uma governação mais interessada em manter aparências do que em enfrentar os problemas antes que eles nos caiam ao colo, como agora sucede.
Não é a primeira vez que um governo, liderado pelo Partido Socialista, empurra o país para uma situação de grave crise económica. Aliás, parece que é sina ideológica que, ciclicamente, temos de suportar e que, infelizmente, quando o país melhora um pouco a sua situação económica, apodera-se de uma espécie de deslumbramento colectivo perante os habituais vendedores de sonhos em que se tornaram especialistas os directórios socialistas.
Já nos idos anos do início da década de 80 do século passado, com Mário Soares a primeiro-ministro, o país foi forçado a convidar o FMI a tomar conta da vida dos Portugueses.
Ainda que simplistas, os paralelismos e as comparações são inevitáveis, sempre tendo como denominador comum governos liderados pelo partido socialista.
Naquela altura surgiu quem, além de ter arrumado a casa e levado a cabo importantes reformas, devolveu Portugal ao trilho certo.
Curiosamente, esse alguém é hoje quem consegue transmitir alguma solidez e seriedade ao topo dos políticos portugueses, e falo do Presidente da República, Cavaco Silva.
É inevitável que lembremos coisas do passado que nos ajudam a perceber o presente. Naquela década de 80, o PS acabou por se ver obrigado a meter o Marxismo na gaveta, tendo por oposição interna o agora autonomista de ocasião, Manuel Alegre.
Os Açorianos vão pagar os erros do socialismo na governação. Esperemos que não saia mais cara a factura pela ânsia de afirmação nacional do Presidente do Governo Regional.
Publicado no Diário Insular de 18-05-2010
sábado, maio 15, 2010
sexta-feira, maio 14, 2010
terça-feira, maio 11, 2010
Vende-se Navio, estado: NOVO!
Ficou-se a saber que, segundo António Raposo, a região vai comprar dois navios novos em 2012, ano em que termina o contrato agora celebrado com a empresa proprietária do "Express Santorini" e "Hellenic Wind".
Este anúncio é deveras surpreendente e pouco rigoroso para ser feito assim, como quem atira para o ar mais um chavão de publicidade.
É surpreendente porque, em Dezembro último, era anunciado um estudo para o transporte marítimo de passageiros. E há pouco mais de 15 dias o próprio Secretário Regional revelava que o estudo ainda estava a ser elaborado.
O pouco rigor deste anúncio resulta do gosto pela confusão nestas coisas do transporte marítimo de passageiros. Confusão essa lançada pela incoerência entre o que diz a Secretaria da Economia (patrão) e a Atlanticoline (empregado).
É que, de navios novos, sabe-se pelo patrão que estão a ser elaborados os cadernos para a construção de navios para substituir os cruzeiros das ilhas e do canal. Mas o empregado vem anunciar que haverá navios novos para efectuar a operação que agora se iniciou. Das duas uma, ou os substitutos dos cruzeiros irão efectuar toda a operação de Santa Maria às Flores, ou a Atlanticoline, mais uma vez, quer confundir tudo e todos com declarações que, afinal, apenas demonstram a sua própria confusão.
Achei cómico que se anunciasse que se vai comprar dois navios novos em 2012. E o humor resulta de que, para se comprarem navios novos estes têm primeiro de ser construídos. Não sei se o Presidente da Atlanticoline tem visitado alguns "stands" de navios por esse mundo fora para afirmar que vai comprar dois novos navios, como se estivesse a falar de automóveis e como se os navios deste género se vendessem assim, num qualquer salão da especialidade, em exposição itinerante!
Agora que as coisas até parecem ter começado bem para a operação de 2010, logo recordamos que continuamos a ter a debitar protagonismo quem, no passado recente, já dizia tudo e o seu contrário.
E se esta operação de 2010 se quer um sucesso, já são várias as críticas que me vão chegando sobre os preços elevados e a dificuldade em fazer itinerários dentro do grupo central, por exemplo, entre a Graciosa e o Pico.
Esperava-se mais sensatez, que diga-se, até foi perceptível nas declarações de Vasco Cordeiro, qual "gato escaldado", pugnando por alguma descrição. Ao invés, há quem não resista a um holofote mediático e, sempre que aparece, tem necessidade de dizer algo que possa ser primeira página.
Publicado no Diáro nsular de 11-05-2010
segunda-feira, maio 10, 2010
sexta-feira, maio 07, 2010
A mentira com perna curta
Em Maio de 2010 desmente-se a si próprio:
Apesar do bigode, a pessoa a falar é exactamente a mesma!
quinta-feira, maio 06, 2010
A confirmação - com áudio
Não é que me restassem dúvidas sobre a impossibilidade legal de Carlos César se recandidatar a novo mandato, mas acabo de ouvir Maria de Belém Roseira na SIC Notícias, falando na qualidade de amiga e próxima de Ricardo Rodrigues, confirmar que Carlos César não será recandidato “até porque já ultrapassou o limite legal de mandatos”!!!Áudio retirado do site do Açoriano Oriental
quarta-feira, maio 05, 2010
terça-feira, maio 04, 2010
Magalhães por "el cano"
Fernão de Magalhães foi o navegador Português que planeou e comandou a expedição marítima da primeira viagem de circum-navegação da Terra.Exactamente nesse dia, 489 anos depois, o Governo dos Açores põe termo à fábula informática despoletada pelo afã propagandístico de Sócrates e César, associada ao nome do excelso navegador e que levou milhares a adquirir uma máquina que nunca poderia cumprir com a odisseia a que se propunha.
E nunca o poderia cumprir porque não é expectável que o computador Magalhães possa completar 4 anos de escolaridade em condições de uso e de utilidade.
A decisão de não voltar a adquirir os ditos portáteis resolve uma série de problemas que se anteviam mas que, na ânsia do populismo fácil e de um eleitoralismo primário, foram menorizados ou ignorados.
Desde logo, toda a distribuição e entrega foi um fracasso pedagógico vertido em autêntico "bullying" oficial para com crianças que viam alguns receber a prenda eleitoral, mas que não chegava a todos.
Depois, a pseudo assistência técnica nunca poderia funcionar nos Açores pois não é expectável que perante a necessidade de remeter a máquina para arranjos para um qualquer local no continente se gaste mais em portes de correio do que o preço do produto.
Além disso, e atendendo ao enorme número de crianças de fracos recursos que receberam um computador grátis, já se esperava que o descaminho e o "mercado negro" fosse uma opção por mais uns cobres para necessidades imediatas.
O Governo veio agora afirmar que haverá portáteis nas escolas para "rodarem" pelas turmas, tentando levar as novas tecnologias a todas as crianças.
Mas esta opção não parece assentar em critérios verdadeiramente ponderados, levantando várias questões.
À cabeça, e fruto do desnorte socialista, constata-se a insuficiência das escolas açorianas em proporcionar ambientes adequados à aprendizagem das novas tecnologias e ao seu uso para o aprofundamento de conhecimentos, em oposição ao uso envolto em riscos e pouco cuidado.
Afunda-se o "e-escolinha" sem honra nem glória!
O nobilíssimo Fernão cumpriu a sua missão. Programou e executou o seu projecto e, não o tendo acompanhado até final, tal não impediu o sucesso da missão que acabou por completar-se sob o comando de Juan Sebastián del Cano.
Por "el cano" abaixo seguem o magalhães e o "e-escolinha".
Qualquer semelhança histórica fica-se pela pura e simples coincidência.
Pubicado no Diário Insular de 04/05/2010
segunda-feira, maio 03, 2010
Parlamento - Programas - RTP Açores
3 de Maio:
O PARLAMENTO DESTA 2º FEIRA VAI ANALISAR AS POLITICAS DE APOIO SOCIAL.
SÃO CONVIDADOS DO JORNALISTA ROBERTO MORAIS OS DEPUTADOS ANÍBAL PIRES DO PCP, JOÃO COSTA DO PSD E PIEDADE LALANDA DO PS.
sábado, maio 01, 2010
quarta-feira, abril 28, 2010
Não estraguem o Carapacho!
Com o anúncio e decorrer de obras nas Termas, todos se alegraram com a valorização de um inegável bem público, de enorme potencial turístico e económico.
Nunca percebi muito bem o porquê de não haver uma maior aposta nesta vertente turística: a melhor que a Graciosa pode desejar.
Mas se assim é, muito aquém ficamos nessa aposta ambiciosa que alguns mais próximos do discurso oficial gostam de citar.
Esperemos que a utilização desta valia possa realmente trazer mais riqueza à Graciosa.
Nesta obra de ampliação das termas do Carapacho, o Governo decidiu, e bem, avançar com a protecção costeira e arranjos na Zona Balnear.
Mas se decidiu bem, pior o executou!
A obra que está a ser executada nas piscinas do Carapacho, a ficar como está, é lastimável, é uma asneira, para dizer o mínimo.
É a completa descaracterização daquele local, sem ganhos que o justifiquem!
É mais um caso em que a teimosia governamental levará a danos irreparáveis em símbolos da Graciosa, como o eram a praia ou o centro da Vila.
Na Praia, já tarda a verdadeira requalificação costeira e do areal para devolver àquele lugar a harmonia quebrada com obras atabalhoadas como o caso do Porto de Pescas.
Disto não resulta, obviamente, que não entendo como boas as decisões e os investimentos. Mas se esse, que é o passo mais difícil de dar no processo para executar uma obra, já está dado, para quê fazer obras impensáveis e que em vez de trazer mais valias, trazem desilusão e revolta.
Tem havido quem, na Graciosa, goste de ver em determinados alertas e apelos apenas maledicência e espírito de contradição.
Se assim fosse talvez tivessem razões para aplaudir o actual estado da baía da Praia, o desgaste da muralha e a redução da qualidade e extensão da zona balnear.
Não são casos perdidos. Avançar com o projecto de construção de um molhe de protecção da praia, que é a solução prevista e a que urge dar execução, antes que ninguém tenha razões para voltar a querer ter um bom areal na Praia da Graciosa.
A terminar deixo um apelo que me têm feito com insistência: "Não deixe que estraguem também o Carapacho!"
Publicado no Diário Insular de 27/04/2010
terça-feira, abril 27, 2010
sábado, abril 24, 2010
quarta-feira, abril 21, 2010
O discurso da oposição
Não deixa, certamente, de ser um grande incómodo para o Presidente do PS ter de apresentar as propostas que vem negando quando apresentadas pela oposição.
A virtude do renovado discurso de Carlos César é o reconhecimento de que o seu tempo passou, o próprio assinala isso com a redobrada vontade de mudar tudo o que fez e passar, agora e a correr, a fazer o que o PSD tem proposto.
Mas é uma virtude perene se atendermos a que não se sustenta num pensamento consolidado sobre o modelo de desenvolvimento dos Açores, apenas e só, vai reconhecendo amiúde as virtudes do defendido pelos outros ao longo dos anos.
É uma obvia constatação de insucesso, apesar de estar recheado de pequenas histórias de feitos que, afinal, servem para comprovar a excepção.
De entre a encapotada tentativa de apresentar problemas graves em embrulho rosa e renovado, escapam dois momentos de pura demagogia.
Desde logo, César acha que a pobreza dos Açores é saudável e procura a inclusão. É saudável porque apoiada e inclusiva, porque há a noção de apoiar quem carece. E critica quem, na oposição, diz que temos pobreza a mais e apoiamos pobres a mais. Então e não é isso mesmo? Numa região com tanto sucesso, onde é que se falhou para termos necessidade de apoiar tantos pobres numa lógica previdencial em contradição com a propalada lógica inclusiva? Na verdade, César sabe que temos muitos pobres, porque não conseguiu combater a permanência dos pobres na pobreza.
Foi pura demagogia querer diferenciar a pobreza e o apoio social para a combater!
Assim como o foi quando se quis transmitir um resultado altamente positivo de uma governação de 14 anos e ao mesmo tempo se declara a necessidade de alargar a sete das nove ilhas dos Açores os mecanismos de apoio excepcional para uma maior coesão.
As eloquentes e nada inocentes citações poéticas marcaram um discurso inventivo o bastante para esconder uma realidade. A de que o PS procura na oposição as ideias e as orientações para um futuro mais promissor.
É a ironia geral! A sucessão para o novo ciclo é o projecto político do PSD e das propostas que apresenta e que, nos sucessivos governos do PS, não foram acolhidas.
A acrescer resulta, também, num hino à demagogia apresentar uma subida do PIB que, afinal, é menos de um por cento ao ano, se pensarmos nos milhões que chegam a toda a hora dessa Europa solidária e que apenas pede que se gaste onde se diz que vai gastar!
Publicado no Diário Insular em 20/04/2010
domingo, abril 18, 2010
Filarmónica Recreio dos Artistas de Santa Cruz da Graciosa
Assim foi no passado Domingo de Páscoa, dia em que se comemoraram os 19 anos da reactivação da banda da Filarmónica Recreio dos Artistas de Santa Cruz da Graciosa.
Este ano deu-se a feliz coincidência de comemorar este renascimento em dia de Páscoa.
Foi, pois, dia de festa e de regozijo pela árdua tarefa que é manter de pé uma instituição com actividade relevante na área da música, como é a FRA com a sua banda de música, orquestra ligeira, quarteto de saxofones e escola de música.
Nos quase 100 anos de actividade da FRA muitos foram aqueles que a ela se dedicaram, para gáudio dos Graciosenses abrilhantando serões e eventos na Ilha e fora dela.
Mas, como em muitas organizações, nem sempre as coisas correm bem e nem sempre há sucesso da actividade desenvolvida.
Foi assim nos idos anos de 1990 quando as perspectivas eram de ter uma porta fechada e uma casa em graves dificuldades para prosseguir a sua actividade.
Foi nessa altura que o Presidente da Direcção assumiu, pela primeira vez, a missão de devolver à Graciosa uma Filarmónica que não podia continuar a desaparecer.
No Domingo da ressurreição comemorou-se também a vintena de anos desde a tomada de posse, pela primeira vez, do Sr. José da Cunha Bettencourt como Presidente da Direcção da FRA.
Desde então, aquela passou a ser a segunda família deste Graciosense, dedicado e empenhado em devolver vida à banda da FRA, ainda que isso custasse muito sacrifício pessoal e familiar.
Se hoje a FRA está em pleno, com jovens a despontar para a música e para o convívio saudável em sociedade, muito o deve a este homem e à sua perseverança.
É pois de elementar justiça que se evoque este feito de, apenas com o voluntarismo desinteressado, conseguir reerguer uma sociedade que ameaçava fechar portas.
Cada vez mais o associativismo encontra dificuldades em cativar quem se disponibilize para sacrificar o seu tempo e o seu conforto para se dedicar a uma causa social ou cultural.
Cada vez mais devemos dar nota da excelência na condução dos destinos das organizações da sociedade civil, que a enriquecem, e não permitem que nos tornemos acríticos perante a vida comunitária.
Não podia por isso deixar de dar esta nota de satisfação e, desta tribuna, enviar à Filarmónica Recreio dos Artistas de Santa Cruz da Graciosa os sinceros parabéns pela data festiva e, sobretudo, pelo excelente presidente da direcção do qual se orgulha.
Publicado no Diário Insular de 13/02/2010
segunda-feira, abril 12, 2010
Sem comentário?
quinta-feira, abril 08, 2010
Concursos de Pessoal passaram a ser "eminentemente políticos"
Ainda o concurso de técnico superior
A Câmara ratificou ainda um despacho do presidente que autorizou o transporte de alunos da Escola Básica de Santa Cruz. No entanto, os vereadores do PSD voltaram a lembrar que há 15 dias a maioria do PS recusou-se a ratificar o despacho para abertura do concurso de técnico superior.
Manuel Avelar afirmou que "em relação a essa não ratificação", não foi aprovada "porque se tratava de uma situação eminentemente politica".
(retirado do site: Graciosa Online)
Ficou mais do que demonstrado que agora, na Graciosa, os concursos de pessoal são de carácter político.
A Sra. Deputada Regional do PS também já o tinha dito aos microfones da Rádio Graciosa.
Esta declaração do Sr. Presidente da Câmara é a comprovação de que a instituição que preside passou a estar ao serviço do seu Partido e não ao serviço de todos os Graciosenses.
É lamentável!!!
A velha questão
Uma visita marcada pela inauguração do Centro de Visitação da Furna do Enxofre, e que se espera poder contribuir para a promoção da ilha num contexto de turismo de natureza, e pela assinatura do contrato de adjudicação do novo centro de saúde, que se apronta como a obra da legislatura na Ilha.
E se estes são bons exemplos de medidas que visam o aumento da qualidade de vida dos Graciosenses, nesta visita fica igualmente exposta uma realidade que teima em não obter respostas satisfatórias por parte de um Governo que denota cansaço e incapacidade para implementar uma visão regional sobre o desenvolvimento dos Açores.
14 anos depois de vir à ilha Graciosa em visita obrigatória, o Governo continua a não perceber que toda a ilha, toda a sua economia e todo o seu desenvolvimento estão dependentes da eficácia no combate à desertificação e nas ligações de e com o exterior.
Por mais que o Governo se dedique a visitar a Graciosa para o distribuir de medidas e apresentar mais algum betão, a ilha teima em ser dependente de uma rede de transportes, aéreos e marítimos, de carga e de passageiros, que a ajudem a ser produtiva, competitiva e de progresso.
Invariavelmente, a resposta socialista à velha questão dos transportes é de que faz tudo o possível e que digam os Graciosenses, ou as oposições, como pode o Governo fazer melhor.
Invariavelmente o resultado desta dialéctica é a necessidade de se fazer mais e a constatação de que é o Governo quem tem os instrumentos e a obrigação de responder positivamente aos desafios do futuro e que, neste caso, até são os desafios de sempre.
A Graciosa é uma ilha que pode produzir, mas não tem competitividade no mercado. Se por um lado produzir é mais caro, as más ligações com potenciais mercados levam ao não investimento e a produções sem capacidade de penetração e de afirmação competitiva.
De forma transversal, a desertificação humana é o resultado do insucesso que é este modelo de desenvolvimento que, para modelo, já se comprovou errado.
Uma ilha que não produza riqueza e que, por via disso, não crie emprego e incentivos à fixação de jovens, é uma ilha em que a população envelhece e o futuro não se revela promissor.
"A Graciosa tem grandes potencialidades" é uma frase comum e repetida pelos responsáveis governativos. E é verdade! Mas a contínua batalha para que o isolamento deixe de ser o grande desafio que enfrenta, apenas tem encontrado nas sucessivas 14 visitas de governos do PS à Graciosa, uma deprimente e habitual ausência de respostas!
Publicado no Diário Insular de Terça-feira 6/04/2010
quarta-feira, abril 07, 2010
quarta-feira, março 31, 2010
Para Lamentocracia
E nem sequer vou "esmiuçar" a cena para lamentar por parte do Deputado Francisco César, que, à vista, não demonstra qualquer arrependimento de que me tenha apercebido. Esperei em vão!
Por tal não me surpreendo, pois tem o incondicional apoio de uma bancada que, nos actos e nos ditos, assume a tese da imprescindibilidade, vertida nessa máxima de bolso que é o "quem manda aqui sou eu!".
Para lamentar, também, é a constante investidura na tese de Partido Único, em que tudo é um reflexo da vontade e da iniciativa próprias, principalmente a iniciativa alheia!
A democracia do PS Açores é a permanente demonstração de força perante a sociedade, a economia e o Parlamento.
A pressão sobre a liberdade traduz-se num claro: "só vale a pena se o PS quiser!".
Pelo meio, as propostas do PSD, quase exclusivamente, são reprovadas mesmo que mereçam o total assentimento de todos os outros.
Quem acaba por perder, ironicamente, é o próprio PS, que nada oferece ao sucesso da Governação, que deixou de o ser.
A sua inexcedível vontade de eliminar possibilidades de alternância no poder leva a que se abdique dos valores mais importantes. Tudo é menos importante do que ser o partido único no exercício de poder e na vontade de que as coisas aconteçam.
Para retrato do regime democrático estamos muito bem servidos. Faz lembrar um então ministro que dizia "quem se mete com o PS leva!" a que se junta o Socialismo Açoriano do: "só "apanha" quem é do PS!".
Ao empobrecimento económico fazem seguir o empobrecimento democrático. Talvez por isso continuamos nos 3/5 da percentagem média do PIB da Europa.
Após 35 anos de democracia, o regime dos Açores conseguiu adquirir vícios tais, que o seu destino só pode ser um; a oposição!
A evolução das sociedades ultrapassou o PS, que é hoje um obstáculo ao desenvolvimento. A sua lógica de partido único, de constante contrariedade perante os insucessos de um modelo que nunca chegou a ser... pensado, esgotam a sanidade política e age-se em manifestações de novo riquismo, a roçar a imbecilidade, muito para além do bom senso.
A mudança será para breve e será uma inevitabilidade, é, num título célebre: "a causa das coisas"! Em alternativa a um definhar de tiques de vontade única, com expressões inaudíveis ou indignas no ser, no querer ou no mandar!
Publicado no Diário Insular de 30/03/2010
domingo, março 28, 2010
sábado, março 27, 2010
quinta-feira, março 25, 2010
Concerto da Primavera - Duo de Acordeões
CONCERTO DA PRIMAVERA 2010
DUO DE ACORDEÕES com
Paulo Ferreira e Pedro Santos
27 de Março de 2010 (SÁBADO), Centro Cultural Graciosa, 21.00 horas
Paulo Ferreira e Pedro Santos são dois acordeonistas que se apresentam em duo, divulgando o acordeão na vertente concerto. Têm participado em concursos e festivais nacionais e internacionais, como músicos convidados de músicos conceituados, como a pianista Maria João Pires e o Maestrio Victorino d´Almeida e com diversas Orquestras, como a de Pequim, Gulbenkian, entre outras.
terça-feira, março 23, 2010
Alargamento do FUNDOPESCA
Este projecto de resolução, foi acompanhado de um pedido de urgência, pois atendendo à situação económico-social que atravessam muitos profissionais da pesca, torna-se urgente adoptar medidas de excepção.
Muitos pescadores, homens e mulheres com família, têm encontrado grandes dificuldades para exercer a sua actividade. O rigoroso Inverno levou a quebras acentuadas no seu rendimento e estes reclamam, justamente, serem abrangidos por aquele mecanismo de protecção social.
É bom não esquecer que todos os pescadores em actividade descontam para aquele organismo, o que, à partida, revela um direito a ser apoiado na impossibilidade de exercer a actividade.
Afinal, é para isso que serve aquele instituto.
Sem ninguém saber muito bem como, o FUNDOPESCA atribui um apoio aos pescadores impossibilitados de exercer a sua actividade. Esse apoio é graduado de acordo com a actividade exercida no ano anterior e com base num mínimo de saídas para o mar e/ou valor descarregado em lota.
No entanto, nos últimos meses todos os homens do mar foram confrontados com a impossibilidade de trabalhar. Quer tenham ido as vezes necessárias para serem abrangidos pelo FUNDOPESCA no ano passado quer não, todos estão a passar dificuldades.
Ora, o Governo entendeu, e bem, accionar o mecanismo do FUNDOPESCA para compensar a situação excepcional vivida neste período, contudo decidiu, mal, apenas considerar beneficiários alguns.
Aqui é que urge actuar, sob pena de agravamento de uma crise social junto destas famílias.
Se estamos perante profissionais em actividade, que fazem descontos para o FUNDOPESCA, não podemos à partida dizer, com a necessária certeza, que estes homens e mulheres não são pescadores.
Isso é o que o Governo faz e urgia recomendar diferente atitude.
É, de facto, urgente ajudar estes Açorianos que passam dificuldades, que se sentem injustiçados e que devem ter um apoio excepcional para fazer face à inusitada perda de rendimentos.
Para o PS essa urgência não se justifica e, entre dentes, sempre vai dizendo que o FUNDOPESCA não pode ajudar indiscriminadamente.
É aqui que o PS demonstra não compreender que não se trata de tratar tudo por igual, trata-se de não deixar de fora quem está impossibilitado e quer exercer a sua arte.
Publicado no Diário Insular de 23/03/2010


















