Na ilha Graciosa faz falta discutir o futuro, propor alternativas, opinar, ouvir, exigir e procurar alcançar o bem comum. Este espaço pretende dar um contributo. Não teremos sempre razão nem seremos donos da verdade, queremos apenas ser uma pedra no sapato da inércia, da falta de visão e imaginação, do imobilismo estratégico e da cultura do "yes man". Temos uma tarefa difícil, temos de partir muita pedra mas não nos importamos, o burgalhau é sempre útil!
segunda-feira, outubro 25, 2010
sábado, outubro 23, 2010
quinta-feira, outubro 21, 2010
Governo faz “publicidade enganosa” com as passagens a menos de cem euros
quarta-feira, outubro 20, 2010
terça-feira, outubro 19, 2010
6 meses
Curiosamente, ou não, um Graciosense que queira ir, por exemplo, 5 dias a S. Miguel, com hotel incluído (um dos hotéis aderentes ao programa visitazores) paga à volta de 470 euros.
Quase que dá para ir a Lisboa e comprar lá o pacote promocional para os Açores.
sábado, outubro 16, 2010
sexta-feira, outubro 15, 2010
Escolas dos Açores figuram entre as piores do país - Notícias - RTP Açores
As escolas açorianas destacam-se pela negativa nos rankings nacionais.
Por exames: na prova de matemática, a secundária das Lajes do Pico é uma das piores do pais, com media de 5,97 pontos.
No português, a escola da Graciosa regista um dos piores desempenhos.
Com 16 provas realizadas alcança média de 6,76.
Pior só mesmo os alunos da Guiné Bissau que realizaram a mesma prova.
Os dados aqui apresentados, disponibilizados pela agência Lusa, são relativos à media dos exames nacionais do 12º ano.
No ranking da TSF a Graciosa está no lugar 574 de 580 ( a pior classificada dos Açores).
No ranking do Diário de Notícias a Graciosa aparece em 588º de 599 escolas, à frente da escola do Corvo.
quinta-feira, outubro 14, 2010
60 cêntimos de aumento do complemento solidário
Ora, o actual montante máximo do "cheque pequenino" é de 43,10€.
O dobro da inflação é de 1,4%.
Resultado: Quem recebe o máximo do complemento de pensão vai ter um aumento de...... 60 cêntimos.
Os que recebem o valor mais baixo do complemento solidário que é de 21,55€, terão um aumento de..... 30 cêntimos.
Graciosa fica de fora
Afinal.... não houve correcção nenhuma!!!
Disse-o a responsável pelo portal e a representante da ATA.
Hoje, a party de 196 mil euros voltou a constar no portal dos ajustes directos sem qualquer correcção (link para o portal) conforme se prova aqui (documento disponibilizado à imprensa pelo PSD antes da retirada do site).
Tratou-se, ao que parece, de uma tentativa falhada de esconder o sol com a peneira.
Este Governo Regional atingiu a total irracionalidade democrática.
Barcos em perigo - Graciosa Online
"Este será um porto de pesca-modelo, dos melhores dos Açores, se não do País", afirmou Marcelo Pamplona durante uma visita do presidente do Governo regional às obras de construção na nova lota.
Graciosa 06/04/10
Contratos de ajuste directo desaparecem do site do Governo
p.s. - Esta notícia escapou à RTP Açores?
quarta-feira, outubro 13, 2010
Vamos ser invadidos por Holandeses(as)
Dados de contratos públicos apagados temporariamente do site oficial do Governo - Sociedade - PUBLICO.PT
Governo pediu para os dados serem retirados!!!
"Alexandra Ribeiro, directora de Iniciativas Estratégicas do Instituto da Construção e do Imobiliário (InCI), que gere o Base, explicou ao PÚBLICO que quem coloca os dados de forma electrónica são entidades adjudicantes. Quando essas entidades detectam erros, pedem uma alteração ao InCI, que, depois de analisado o pedido, o autoriza ou não. Se for dada autorização, as entidades têm dez dias para fazer a alteração. Se não a fizerem, voltam os dados anteriores."
terça-feira, outubro 12, 2010
Acordados pelo mau tempo 2
Comunicado Conselho do Governo na Graciosa - 2006:
18. Mandar elaborar o projecto de consolidação do porto de pescas de Santa Cruz.
Programa eleitoral do PS regionais 2008:
. Executar as obras de beneficiação do Porto de Santa Cruz e beneficiar o Porto da Folga e outros pequenos portos;
Comunicado Conselho do Governo 2010 Graciosa:
27. Desenvolver o projecto e lançar o concurso público a obra de redução da agitação marítima no interior do Porto de Pescas da Praia.
28. Autorizar a Lotaçor a adquirir no presente ano um pórtico de varagem para o Porto de Pescas da Praia.
24. Executar o projecto de protecção costeira da Rua do Mar, em Santa Cruz.
E, já agora:
Programa eleitoral do PS para a Câmara Municipal - 2009:
. Participar na reabilitação dos pequenos portos de apoio às pescas da ilha, nomeadamente os do Carapacho, Folga, Porto Afonso, Calheta e Barra.
segunda-feira, outubro 11, 2010
domingo, outubro 10, 2010
Publicidade justificada?
Destaque para os 74 mil e 900 euros para promoção das 5 maravilhas dos Açores!!!
Esta empresa é proprietária de um site da internet que não consta nos mais visitados de Portugal.
Parte destes Ajustes parece que se destina à produção de conteúdos e não apenas à sua difusão no site da empresa.



P.S. - Já agora, se alguém encontrar os spots ou filmes em questão é favor avisar!p.s.2 - o Site Açores 5 maravilhas está aqui: http://acores5maravilhas.com/
Factura de flores
sábado, outubro 09, 2010
sexta-feira, outubro 08, 2010
quinta-feira, outubro 07, 2010
quarta-feira, outubro 06, 2010
Um Coreto com (outra) utilização
23.05.09
(Na cidade de Loulé o Coreto já não tem a utilização de outros tempos.)
O Coreto de Loulé trata-se de uma obra do século XX, construída entre 1901 e 1926, ou seja, apenas entre 30 a 50 anos mais antigo que o da Praça de Santa Cruz da Graciosa.
Coreto da Praça Fontes Pereira de Melo em Santa Cruz da Graciosa - fotos retiradas do blogue: http://www.canadadasxixaras.blogspot.com/
(esta foto é de 1959)terça-feira, outubro 05, 2010
Um Presidente que não gosta...
A primeira, de redução em 4,5% do IRS pago pelos contribuintes Graciosenses que reverte para o município, passando essa percentagem de imposto a funcionar como dedução à colecta a favor dos Graciosenses.
No dia em que Sócrates anunciava mais austeridade, o PSD actuou, aliviando um pouco a carga fiscal dos Graciosenses.
A segunda proposta foi a da realização de um referendo local para que a população se possa pronunciar sobre a intenção do Presidente da Câmara em demolir o Coreto da Praça da Santa Cruz.
Estas propostas irritaram o edil que não apreciou a atenção dada aos problemas e às questões que marcam o dia-a-dia dos Graciosenses.
O Presidente da Câmara não apreciou a proposta de redução do IRS. Não que isso implique qualquer rombo nas finanças da autarquia, afinal estamos a falar de cerca de 70 mil euros e a Câmara não se queixa da sua situação financeira, facto até bem demonstrado nos gastos que se vão vendo por aí. Mas a inicia
tiva Social-Democrata levou a uma generalizada aprovação das pessoas e à censura da insensibilidade do Presidente, e isso é insuportável para quem se acha acima de qualquer crítica.Mas o que mais irritou os socialistas foi a hipótese que o PSD quer dar à população para dizer o que quer relativamente ao Coreto do centro da sua Vila classificada.
O Presidente da Câmara fez, e faz, de tudo para que isso não aconteça. Já decidiu que o Coreto é para demolir e, do alto da sua autoridade, finge que ouve alguém e faz de conta que aceita a crítica como forma de mudar de opinião. Mas já decidiu, e a simples hipótese da população se manifestar em contrário é motivo de irritação.
Começa a ser notória a inabilidade autárquica de um Presidente que só ouve quem lhe dá razão.
Estamos perante um Presidente que acha que tudo está mal. Desde as árvores que ladeiam algumas artérias da Ilha (como no caso do caminho do cemitério no Guadalupe) passando pelo centro de Santa Cruz.
Para o Presidente da Câmara tudo deve ter um "ar" moderno, e apresenta-se como alguém que apenas se motiva por esse impulso. Essa modernidade leva a que confunda a renovação com modernice, e fica patente a revolta popular perante tanta insensibilidade.
Começa-se a descobrir que, afinal, o Presidente da Câmara não gosta da Graciosa. Não gosta do aspecto e da história dos lugares, e não gosta do povo, sendo relutante em devolver um pouco do imposto que estes pagam. É um Presidente em processo de isolamento pessoal. No final todos seremos vítimas.
Até quando?
(publicado no Diário Insular de 5/10/2010)
sexta-feira, outubro 01, 2010
Ligações aéreas entre os Açores e o Continente podem vir a perder interesse para as companhias de aviação - Notícias - RTP Açores
Afinal, pergunto, quem é que paga os Administradores destas empresas?
quinta-feira, setembro 30, 2010
PSD aprovou "vantagens fiscais" em Santa Cruz da Graciosa
“O PSD entende que todas as medidas que visem auxiliar as famílias, ainda mais numa altura de grande austeridade e de aumento da carga fiscal, são benéficas. E ainda mais tratando-se de uma localidade onde, a título de exemplo, o poder de compra é sensivelmente metade do verificado em Ponta Delgada, dai a nossa proposta”, explicou.
Segundo o social-democrata, “infelizmente a reacção do PS foi a pior, referindo que os valores em causa eram insignificantes e que a nossa proposta não passava de propaganda política, esquecendo que se trata de uma forma de auxiliar quem trabalha e desconta, e que permite uma discriminação positiva dos cidadãos de Santa Cruz da Graciosa, que verão agora ser-lhes devolvidos 4,5% do valor de IRS que dizia respeito à autarquia”, afirmou.
João Bruto da Costa acrescentou que “tendo a câmara uma situação financeira estável, esta iniciativa não põe em causa qualquer projecto municipal, pelo que esta era a altura certa para tentar melhorar as condições de vida dos graciosenses”, concluiu o líder da bancada laranja na assembleia municipal de Santa Cruz da Graciosa.
terça-feira, setembro 28, 2010
segunda-feira, setembro 27, 2010
Um retrato social
Mentira de perna curtíssima
Nesse dia encontrava-me de férias aqui:

Ou seja.... !!!
(A)cerca de …
Segundo nota pública do Governo Regional, este contrato destina-se a recuperar várias habitações em diversas freguesias da ilha Graciosa.
O referido contrato ascende a 600.000 euros e será executado entre a presente data e o final de 2011.
Várias conclusões se podem retirar desta nova abordagem do problema da habitação degradada na Graciosa.
Desde logo, o Governo Regional vem reconhecer a sua incapacidade para, ao longo de vários anos, e depois de ter retirado as competências em matéria de habitação degradada das autarquias, vem reconhecer, dizia, que não foi capaz de por um ponto final nesse problema da habitação degradada de famílias de fracos recursos.
Ou não foi capaz de resolver esse problema ou não lhe interessava que deixasse de haver quem precisasse de mais uma porta de alumínio ou umas persianas novas.
Mas se podemos estar de acordo com esta nova abordagem em transferir para as autarquias a resolução destes casos, não se pode deixar de notar algo que parece ser verdadeiramente extraordinário em termos de planeamento executivo quando estão em causa 600 mil euros.
É que o contrato agora celebrado diz que estamos perante a recuperação de “cerca de” trinta habitações.
Cerca de?!?, então Governo e Câmara Municipal celebram um contrato em que o objecto não está claramente definido? Pode lá ser!
Se a Câmara Municipal e o Governo Regional entendem que deve ser a autarquia a proceder a estas obras de recuperação, executando uma competência do Governo, o mínimo que se exige em negócios desta natureza é que sejam claros e transparentes. O mínimo que se pode exigir é que se saiba concretamente para que finalidade se destina o dinheiro transferido, e para cumprir tal desiderato, antecipadamente, deve ter ocorrido um levantamento das necessidades do Concelho, uma análise dos agregados e dos seus rendimentos para, assim, haver equidade nos apoios na recuperação e melhoria das suas habitações degradadas.
Mas parece que se fez um levantamento em cima do joelho, ou talvez como resultado de uma volta de campanha eleitoral. Pois para não se saber em concreto de quantas habitações se está a falar, é algo só pode gerar dúvidas sobre o que estamos verdadeiramente a discutir.
Este é um assunto que merece ser melhor explicado, para que não restem dúvidas sobre a melhor aplicação dos dinheiros e a justiça da sua distribuição.
Publicado no Diário Insular de 21/09/2010
quinta-feira, setembro 23, 2010
Património | Azores
Santa Cruz destaca-se pelas ruelas de solo empedrado e casas típicas, ramificadas a partir da ampla praça central, onde despontam o coreto, tanques de água e araucárias.
Retirado do site de 1 milhão de euros sobre os Açores.
quarta-feira, setembro 22, 2010
sexta-feira, setembro 17, 2010
São seguidas
Despacho n.º 900/2010 de 17 de Setembro de 2010
1 - Ao abrigo do disposto no artigo 10.º do Decreto Regulamentar Regional n.º 18/99/A, de 21 de Dezembro, autorizo a celebração de um contrato de prestação de serviços, em regime de avença, com Bruno Miguel Duarte Ponte, licenciado em “Comunicação Social e Cultura”, para prestar colaboração no meu Gabinete, no âmbito da área da sua especialidade.
2 - A colaboração referida no número anterior terá início a 1 de Outubro de 2010 e a duração de 12 meses, podendo, no entanto, ser revogada a todo o tempo.
3 - A prestação de serviços objecto do presente despacho será objecto de uma remuneração mensal fixa de €1.200,00 (mil e duzentos euros), acrescidos de IVA à taxa legal em vigor, sendo os encargos decorrentes suportados por conta das dotações afectas ao orçamento da Presidência do Governo Regional.
4 - Nos termos do artigo 35.º e 36.º do Código do Procedimento Administrativo, são delegadas competências no Secretário-Geral da Presidência para aprovar a minuta e outorgar o contrato a celebrar.
9 de Setembro de 2010. - O Presidente do Governo Regional, Carlos Manuel Martins do Vale César.
Governo Regional dos Açores atribui bolsa de estudo de quase 10 mil euros a filho da secretária do Trabalho - Notícias - RTP Açores
O subsídio nada teria de anormal, se o filho da governante não estivesse a tirar um curso de piloto de linha aérea, curso que, só a partir de Outubro do ano passado, passou a fazer parte do regulamento de concessão de bolsas de estudo, modificado e assinado por Ana Paula Marques.
Para a frequência desse curso, foi atribuída uma bolsa muito superior àquela que é atribuida aos restantes bolseiros.
O caso não passou despercebido aos mais atentos: já ontem, na rede social do Facebook, podiam ler-se referências e comentários a esta situação: o Governo dos Açores atribuiu uma bolsa de estudo de 9.500 euros ao filho da secretária regional do Trabalho e Solidariedade Social, Ana Paula Marques.
Miguel Marques Malaquias está a tirar um curso de piloto de linha aéra, em Évora.
Trata-se de um curso que, só a partir de Outubro passado, integrou o regulamento de concessão de bolsas de estudo do Governo.
E, quem foi o autor da alteração ? A propria secretária, Ana Paula Marques. A governante não só introduziu o curso de piloto de linha aérea no regulamento de bolsas, como, também, aumentou o valor dos apoios.
Todas as bolsas de estudo são financiadas com um subsídio equivalente a 65% da remuneração mínima mensal nos Açores, mas a secretária decidiu majorar o curso do filho com um subsídio equivalente a 150% da remuneração mínima mensal.
O apoio é legal, mas fica a ideia de que o fato foi feito à medida.
A secretária regional do Trabalho "recusa a ideia de favorecimento do filho".
Apesar de contactada pela Antena 1/Açores, Ana Paula Marques preferiu responder através de uma nota divulgada pelo Gabinete de Apoio à Comunicação Social, que está publicada na Internet, no portal do Governo, como um esclarecimento da Presidência do Governo.
A nota explica que "os apoios para os cursos de piloto de aviação civil eram atribuídos através de outros programas: numa primeira fase, até 2007, através do PODESA e, a partir dessa altura e até 2009, por Portaria do Governo".
A secretária, Ana Paula Marques, decidiu optar "por integrar esses apoios no regulamento das bolsas de estudo, apenas para tornar a atribuição do subsídio mais transparente" - lê-se na nota do GaCS.
Ricardo Freitas/Carlos Tavares
quarta-feira, setembro 15, 2010
Há lá explicação para isto
compare aqui: http://www.precoscombustiveis.dgge.pt/
com aqui: Gacs
Praça de polémicas
A Praça de Santa Cruz, sala de visitas da Vila, tem sido, ao longo dos tempos, marcada pelos mais variados elogios de quantos aqui aportam e de quantos dela desfrutam. Um espaço amplo e agradável, é por muitos considerada uma das mais bonitas Praças dos Açores.
Este antigo Rossio é um dos ex-líbris da Vila Graciosense que, a par dos Pauis, é postal de um conjunto classificado de interesse público.
As opções de quem gere a autarquia certamente que são legítimas do ponto de vista das competências legais e mais ainda o seriam se, aquando da respectiva eleição, o assunto tivesse sido discutido. Mas quando se opta por alterar de forma tão substancial algo que é parte integrante da memória colectiva de um povo, nunca é demais pedir que ocorra um debate profundo e esclarecedor para que, aparte dos gostos e das polémicas, a população se pronuncie, convenientemente, dando o seu veredicto democrático.

A actual maioria camarária não se cansa de repetir que o projecto do seu presidente foi objecto de uma sessão pública onde foram expostas as intenções e discutidas as decisões.
Essa já afamada sessão de apresentação do projecto de requalificação da Praça contou com cerca de 20 pessoas, incluindo o staff do gabinete do Presidente da Câmara e respectivos vereadores da maioria!
Toda a discussão sobre as intenções apresentadas tem passado pelos habituais locais de encontro dos Graciosenses.
E se a instalação de esplanadas no interior da Praça já era polémica, a sua implantação, em clara dissonância com o conjunto arquitectónico existente e até em dissonância de volume com os desenhos apresentados pelo presidente da edilidade gerou grande descontentamento em muitos graciosenses, a declarada intenção de demolir o actual Coreto, também conhecido por "açucareiro", e a intenção apresentada para sua substituição, tem sido, desde o início desta discussão, o ponto que mais divide opiniões e que maiores paixões alimenta.
Sobre essa intenção de demolição não pode deixar de se devolver a palavra aos Graciosenses, para que a democracia tenha significado prático, e a opinião maioritária possa prevalecer perante quaisquer polémicas entretanto geradas.
terça-feira, setembro 14, 2010
"Silly"
Entrados no mês de Setembro procuramos saber para que Verão prometeu Carlos César passagens a 100 euros nos aviões da Sata.Passaram já quase cinco meses desde que o Presidente do Governo acenou com a confusa promessa, e nem o desmentido do Partido Socialista serviu para esquecer essa intenção.
Se a promessa era de passagens a menos de 100 euros para alguém, para todos, para os que vão ou para os que vêm, o que é certo é que ainda ninguém sabe onde as encontrar.
A caminharmos para meio ano sobre um anúncio que só serviu para dar alguma cor a um congresso de um PS parco em ideias e vazio de soluções, percebemos que a "silly season" do Partido Socialista não é "season" e surge a qualquer necessidade mais apertada de criar mais um alarido em volta de alguma coisa que mexa com os Açorianos.
Em plena crise de desemprego e inimaginável crise económica e social nestes Açores dos milhões da Europa, inventam-se desgarradas frases que enchem o ego colectivo e que apenas servem de distracção geral.
Passou o verão! E sobre passagens aéreas ficámos conversados: Está tudo na mesma!
O que não se encosta a uma "season" estival são as dificuldades por que passam cada vez mais Açorianos.
O rendimento Social de inserção continua a retratar, exageradamente, uma sociedade em assustadora recessão, e em Julho último os Açores foram a região do país com maior aumento homólogo de desemprego.
No Governo, as preocupações são com mais uma festa de arromba para comemorar a nomeação das maravilhas com que a natureza nos brindou. esperando a promoção excepcional que tais reconhecimentos trazem.
Se bem que, só por ingenuidade se pode pensar que estes extras promocionais vão resolver a questão mais importante. O preço de visitar estes locais!
O facto é que todos já sabem o quanto os Açores são extraordinariamente belos e que merecem, pelo menos, uma visita. Mas sabem igualmente que é muito caro viajar para as ilhas!
Por entre as maravilhas que a natureza moldou nestas ilhas passeiam-se os Governantes. Numa versão de entertainers do povo, lá vamos assistindo aos discursos de auto elogios. Em pinceladas de rosa pela realidade, o Governo continua em permanente "season" de negação da realidade, cada vez com menos força por parte de uma liderança que desistiu de arrumar a casa, tal a bagunça que por ali anda.
Persiste-se nos mesmos erros e insiste-se na receita do costume: Os indicadores são maus? O sucesso é uma miragem? Venha de lá mais uma promessa de passagens baratinhas!
Passou o verão.
Volte depressa!
(publicado no Diário Insular de 07/09/2010)
(foto retirada de http://www.azores.gov.pt)
segunda-feira, setembro 13, 2010
Graciosensidade
É também altura de recordar momentos e lugares, há muito deixados e que escondem memórias de um outro tempo.
E depois os Graciosenses recebem como poucos, como se toda uma ilha se envolvesse num abraço de boas vindas, esperando apenas um sorriso de contentamento.
A ilha mostra as suas belezas únicas que deslumbram a cada novo olhar e que conquistam um lugar de especial serenidade na memória daqueles que se deixam levar por esta magnífica conjugação de silêncios, mergulhados na rebentação do imenso mar.
A graciosidade de todo o fervilhar de gentes e acontecimentos, de encontros e despedidas, mistura-se no quotidiano de um povo que mantém viva a chama de uma identidade insular, cuja singularidade não se divide e que aspira sempre poder manter abertos os braços, para um gracioso abraço!
Só visitando a Graciosa se pode participar neste encontro de excepção em que participam a ilha e as gentes, envolvidas pela saudade quebrada pelo reencontro.
São tempos de renovar esperanças e de abrir horizontes.
São também dias em que se refreiam as amarras do isolamento e em que se envia um sorriso às ilhas vizinhas, em que o mar deixa de ser obstáculo e se assume como aliado de um chamamento à descoberta.
Uma graciosa ilha que convida a uns dias de novas sensações, seja pelo sabor daquele momento de encontro com a natureza, interrompido por uma festa popular, seja pela partilha de uma diferente forma de estar.
A vivência desta simbiose de sentimentos e sensações reflecte a Graciosensidade deste tempo e espaço, em que a terra irrompeu sobre o mar e deixou que o homem dela se dispusesse, para que outros a conheçam e em conjunto celebrem do mesmo modo o momento do encontro e o da despedida.
(publicado no Diário Insular de 10/08/2010)
segunda-feira, agosto 30, 2010
Ser criança devia ser bom!
In http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?section_id=12&id_news=466647
Pena que por cá não se pense de igual modo e, mesmo quando, "se calhar", não é preciso nenhum esforço em especial, se tomem as medidas correctas, justas, necessárias...
quinta-feira, agosto 05, 2010
Desafinanços
A Academia Musical da Ilha Graciosa tem vindo, há mais de 20 anos, a ensinar a miúdos e graúdos a arte da música.Desde 1996 a Academia Musical da Graciosa tem paralelismo pedagógico que permite uma relação estreita com o ensino oficial, desconcentrando meios e dando à sociedade civil uma tarefa de instrução alternativa.
O então Secretário Regional da Educação, Dr. Bento Barcelos, deu à Academia da Graciosa a notoriedade reclamada quer pelo trabalho desenvolvido quer pela comunidade em geral.
Esse reconhecimento permitiu à Academia tornar-se mais ambiciosa no trabalho em prol do ensino da música, sendo garantidos meios para assegurar o paralelismo pedagógico.
Actualmente tudo mudou.
No "reinado" do anterior Secretário da Educação, Dr. Álamo de Meneses, começou-se a querer decapitar a Academia do rumo traçado em 1996, com a vontade de a reduzir a um mínimo que, ironicamente, é essencial para todo o resto.
Nos últimos anos só se assegurava paralelismo tarde e a más horas para a boa programação anual.
A Academia "rodava" bons professores mas não estabilizava o quadro dadas as anuais incertezas do Governo.
Este ano, com o leme nas mãos da Dr.ª Lina Mendes, promove-se a machadada e retira-se o paralelismo pedagógico - a par de se retirar os alunos do 5º ao 9º - o que para a Academia corresponde a um terço dos seus alunos.
Ainda assim, a Academia fica com o "encargo" do ensino às crianças até ao 5º ano e para quem queira algo mais da música, a partir do 5º grau.
E pode a Academia fazer isso sem um tostão de apoio?
Quem pensa que a educação musical se faz exclusivamente entre o 5º e o 9º ano de escolaridade está a milhas de ser um mediano governante!
E se com o fim do apoio à Academia de Música, acabarem os coros infantis, os espectáculos de dança, as audições e os espectáculos musicais?
Ficamos melhor?
Quantos serão aqueles que irão começar na música com mais de 10 anos sabendo que só há até ao 5º grau?
O que pode andar na cabeça de um Governo que quer isto para a Graciosa?
Por entre os pingos da chuva anda a autarquia de quem ainda não se ouviu uma palavra, um comentário!
A atitude do Governo deve obedecer a um plano mais específico sobre o ensino da música na Graciosa, de outro modo estamos perante uma asneira, mais uma, de um Governo cada vez mais avesso a tudo o que escapa ao seu poder hierárquico!
A falta desse plano sério para melhorar o ensino da música pode significar um retrocesso impensável para uma ilha onde a música é parte da alma colectiva.
Publicado no Diário Insular e Rádio Graciosa
segunda-feira, agosto 02, 2010
Pergunta de fachada
Fica uma perguntinha para o Sr. Deputado: Já ouviu falar de fachadas laterais?
Se fizer uma pesquisinha na doutrina e jurisprudência decerto que encontra esse conhecimento.
Talvez assim a sua confusão (ou será que gosta é de lançar confusão?) seja dis-fachada!
p.s. - experimente este link: Recomendação do Provedor de Justiça
no press?
Nessa tarde a Atlanticoline anuncia no seu site que já estava a fazê-lo.... diz datas para Agosto e dispõe-se a demonstrar que em Julho o tinha feito.
Esqueceu-se de pôr as datas de Julho e nunca tinha dito nada a ninguém, nem ao seu press site!!
Estranho?
Só depois de um requerimento é que se lembraram que não tinham dito nada?
Claro.... tá-se mesmo a ver!
Bom, mas para ver ficam aqui duas fotos do site da Atlanticoline para suscitar a questão:
Reforçaram as ligações marítimas de Julho e Agosto e só depois de um requerimento ao Governo é que se lembraram de anunciar?

quinta-feira, julho 29, 2010
Graciosenses na Graciosa
Nos Açores, entre 20 a 25 por cento da população vive com menos do que esse rendimento, e ainda que o seu grau de pobreza não seja extremo, são pessoas que necessitam da ajuda do Estado para acertar as contas elementares ao fim do mês.
Depois há os que apesar de ganharem um pouco mais do que esses 400 euros têm de fazer sacrifícios para chegar ao fim do mês.
O pior é quando o sacrifício é na receita da farmácia ou no supermercado!
A situação na Graciosa exige grande atenção.
Trinta por cento da população são pensionistas com um rendimento médio de 280,96 euros em doze meses do ano.
São 1323 pessoas numa população de cerca de 4300 residentes.
Depois há os que necessitam do Rendimento Social de Inserção e que correspondem a 117 agregados familiares (números de Janeiro de 2010).
Estes representam oito por cento da população residente.
O número de desempregados aumentou trinta por cento no último ano.
É uma realidade que deve preocupar quem governa há catorze anos e que recebeu da Europa o triplo da média das regiões mais pobres do espaço comunitário.
E é uma constatação de que o sucesso anunciado não gerou desenvolvimento e de que as medidas para as ilhas de coesão foram insuficientes, marcando a actividade governativa com um enorme fracasso no processo de desenvolvimento e coesão dos Açores.
Enquanto houver ilhas que apresentam uma realidade de tantas preocupações não podemos deixar de responsabilizar este Governo Regional.
Falta estratégia, falta ambição e faltam soluções.
Talvez seja tempo de o Governo ouvir o PSD e de ouvir a população.
Talvez assim reconhecesse que o problema existe em vez de teimar em se esconder ao redor de jogos de palavras.
São necessárias outras abordagens sobre a questão da desertificação de ilhas como a Graciosa. Ilhas onde tem falhado a coesão, onde os socialistas têm fracassado na execução de uma visão para os Açores.
Com a desertificação das ilhas o PS pôs em crise a ideia de "Açores - autonomia, desenvolvimento e coesão.".
E as crises debelam-se tomando medidas.
É urgente que se estanque esta ferida e se dê novo fôlego a uma açorianidade a nove, sem excepções, sem exclusões!
Muito mais importante do que ter Escandinavos na baixa de Ponta Delgada é ter Graciosenses na Graciosa!
terça-feira, julho 27, 2010
100 dias
A gente espera...
in GACS
sexta-feira, julho 23, 2010
Obraram!
Com o Governo Regional até já tivemos espectáculos milionários de inauguração, como no caso das Portas do Mar, ou com fogo de artifício exuberante, não fosse o final da obra motivo de grande comemoração.
Também há os casos de obras que são inauguradas vezes sem conta, após cada acrescento e cada melhoria.
Exemplos disso não faltam na ilha Graciosa. Veja-se o caso do Porto de Pescas, que a qualquer fase de obra concluída leva logo com uma inauguração e desde 2004 já foram algumas, com obras ainda a decorrer, e a esperar mais umas quantas festas de corta-fita.
Já assistimos ao descerramento de placas toponímicas em caminhos rurais, não fosse o nome do Governante ser esquecido. E até já assistimos à inauguração de um parque de estacionamento para não mais de 15 veículos, como no caso do estacionamento em frente à Academia Musical da Ilha Graciosa.
Mas se até aqui tem sido esta a forma de actuar, actualmente estamos a assistir a algo completamente novo.
Duas obras recentes na Ilha Graciosa foram já concluídas. As duas inserem-se no âmbito das zonas balneares da ilha e se uma pretendia transformar o lugar intervencionado numa nova zona balnear, a outra propunha-se melhorar significativamente a zona balnear existente.
São estas obras, respectivamente, a da zona balnear (?) do Barro Vermelho e a obra das piscinas do Carapacho.
Nestas obras gastaram-se centenas de milhares de euros mas gastou-se também a paciência dos Graciosenses.
Uma e outra envergonham por não cumprirem os propósitos desejados. Uma e outra parece que envergonham o Governo Regional que, nem tão pouco, se prontificou a fazer a sua inauguração.
No Barro Vermelho fez-se uma espécie de passeio, que não dá a lugar nenhum, com requintes de obra polida a ver pela pedra importada, ao que parece do Vietname, e com outra pedra encastrada mas estranhamente escondida por burgalhau a entulhar as imediações. Se era para transformar o Barro Vermelho em zona balnear ficamos esclarecidos: - Não cumpriu com o pretendido!!!
No Carapacho ninguém se cansa de apelidar aquela "coisa" da pior forma possível. Quem pensava que não era possível ter toda uma ilha contra uma determinada obra desengane-se. A obra das piscinas do Carapacho conseguiu esse feito!!!
Não me surpreende que, agora, se aprestem a fazer a sua inauguração, dando nota que nunca se enganam.
Se assim for fica o recado: Deviam era ter vergonh
Publicado no Diário Insular & Rádio Graciosa em 20/07/2010
quinta-feira, julho 22, 2010
terça-feira, julho 20, 2010
Racionamento

Ao que parece os funcionários do Centro de Saúde, que habitualmente ali almoçam, estão em regime de sopa, pão e fruta..... ah!, e água!
Férias Oblige!
quinta-feira, julho 15, 2010
terça-feira, julho 13, 2010
Férias Ociosas
Ao visitarmos a página da internet do programa OTL-J, encontramos o seguinte propósito: " O Programa OTLJ tem por objectivo proporcionar aos jovens uma forma inovadora de ocupar os seus tempos livres, contribuindo para a sua educação não formal, pela aquisição de novos saberes, normas e valores inerentes a uma cidadania responsável, bem como o acumular de experiências sociais e profissionais decisivas para a formação de cidadãos habilitados e responsáveis". Estes objectivos estão mais extensamente consagrados no Despacho Normativo n.º 25/2010 de 9 de Abril de 2010 do Secretário Regional da Presidência, que também atribui competências para gerir todo o programa à Direcção Regional de Juventude. Este ano foi notícia que 1500 jovens ficaram de fora deste programa!
São motivo dessa exclusão a falta de verbas para apoiar este programa que assume tão nobres e exigentes objectivos.
Fará sentido que assim suceda?
Além de ser uma forma empreendedora de ocupar os jovens em período de férias, proporciona-lhes uma compensação monetária que permite todo um sem número de realizações pessoais e sentido de autonomia, numa transição para a idade adulta que se quer o mais "inserida" possível.
Mas para 1500 jovens que se candidataram ao programa não vai ser assim. Não poderão ver realizado esse seu desejo de ter umas férias, digamos, mais produtivas, com realização pessoal e, também, profissional.
É claro que tudo serve para desculpa por parte da Direcção Regional da Juventude (DRJ), e claro que para a DRJ a culpa é das entidades que se candidataram e, pasme-se, é também porque em determinados sítios não há colocação para os jovens.
E que tal se, durante a preparação de todo o programa, a DRJ fizesse o seu trabalho de casa e proporcionasse que, onde o índice de candidaturas é menor, houvesse medidas que até se poderiam chamar de "coesão", tornando a adesão mais atractiva?
Que tal se, durante o Inverno, a DRJ fizesse um pouco mais do que assistir às participações por parte do seu Director Regional em eventos partidários?
Diga-se em abono da verdade que ninguém dá pela existência desta Direcção Regional, parece que a sua actividade é sazonal e se resume à época estival. Mas se assim é, esperava-se que desse conta do recado e proporcionasse a jovens que pensam no seu futuro, que o querem mais capacitado e empreendedor, uma valiosa ocupação de férias, que também para muitos é um pequeno "pé de meia" para enfrentarem o início de uma nova fase fora da sua terra, numa universidade ou num outro curso que lhes ajude a realizar o sonho da sua vida!
Publicado no Diário Insular & Rádio Graciosa em 13/07/2010
domingo, julho 11, 2010
sexta-feira, julho 09, 2010
quarta-feira, julho 07, 2010
Por mares cada vez menos navegados
Este ano o Governo do PS fez bandeira do novo serviço público no Grupo Central. Um serviço que garantia mobilidade e que possibilitava a muitas ilhas sonhar com mais movimento de pessoas.
Também muitos açorianos queriam aproveitar a melhoria de acessibilidades para dar um saltinho à ilha do lado. Ou a outra que não é habitual visitarem.
Mais uma vez fica tudo só no papel. Nem o serviço público é cumprido nem o Governo tem soluções.
Mais uma vez não há plano "B", e mais uma vez defraudaram-se expectativas, frustraram-se ambições e com isso arruínam-se negócios.
Mas além de tudo isso, também a propaganda de melhores horários da Atlanticoline se ficam por isso mesmo. Por propaganda!
Vejam-se estes cenários, que são reais e reveladores da falta de noção que o Governo tem da realidade: Para ir à Graciosa passar um fim-de-semana vindo da Terceira pode ir na sexta (de manhã!) mas só regressa na terça à tarde. Ou então, o caso de ligações entre a Graciosa e S. Miguel, de onde, quem quiser ir às maiores festas da Graciosa tem se sair na quarta antes, para só chegar na sexta, numa viagem de 1 dia, 20 horas e 30 minutos. Ou então sair no sábado só chegando Domingo à noite à Graciosa, numa viagem de 1 dia, 12 horas e 15 minutos.
E querem que alguém acredite que assim vamos a algum lado? Assim não há coesão que resista, nem há investimento que se torne reprodutivo.
E veja-se o que acontece se fizer essa viagem de S. Miguel para a Graciosa: Como a Atlanticoline mantém uma discriminatória política de proibição de pernoitas, os passageiros são postos na rua, levando a gastos exagerados de estadia na ilha de passagem.
Não têm remédio!
Já quanto aos preços das viagens, e para quem acha que são baratas, façam uma comparação: O preço de uma viajem de ida e volta à Graciosa, para quem sai da Terceira, é de 55 euros. Se trouxer viatura paga 83 euros, num total de 138 euros. Ora, uma viagem num ferry entre Las Palmas e Santa Cruz de Tenerife, nas Canárias, e com uma distância igual à que separa a Graciosa da Praia da Vitória, custa, para um casal de residentes com viatura, 49,88 euros.
Ou seja, nas Canárias, com uma tarifa de residente (serviço público à séria), um casal com viatura viaja num ferry moderno e confortável por menos daquilo que um único passageiro paga nos Açores.
Estamos muito longe de ter um transporte marítimo de passageiros em condições e o pouco que se conseguiu nos primeiros anos de operação foi destruído pelos erros de um Governo incapaz de ter soluções.
terça-feira, julho 06, 2010
segunda-feira, julho 05, 2010
Graciosa “mal servida” de transportes marítimos de passageiros
“A título de exemplo veja-se que o governo continua a não perceber, ou a não querer perceber, as deficiências nos horários da Atlânticoline. Com navios a vir da Terceira ao sábado e a regressar para a Terceira à terça-feira. Bem como com uma má ligação com ilhas como São Miguel, de onde, por exemplo, quem quiser vir às maiores festas da Graciosa tem se sair na quarta antes, para só chegar na sexta, numa viagem de um dia, 20 horas e 30 minutos, ou então sair no sábado, só chegando domingo à noite à Graciosa, numa viagem de um dia, 12 horas e 15 minutos”, afirmou João Costa, presidente da comissão política de ilha do partido, em conferência de imprensa.
O dirigente social-democrata acrescentou que a Atlânticoline “mantém uma discriminatória política de proibição de pernoitas” nos navios que “prejudica” a Graciosa, “levando a gastos exagerados de estadia na ilha de passagem, pois os passageiros são postos na rua do navio”.
João Costa salientou que as tarifas da empresa “também não correspondem às necessidades” da ilha e comparou os preços com os que são praticados no arquipélago espanhol das Canárias.
“O preço de uma viajem de ida e volta à Graciosa, para quem sai da Terceira, é de 55 euros. Se trouxer viatura paga 83 euros, num total de 138 euros. Para quem acha que este é um bom preço diga-se que uma viagem num ferry entre Las Palmas e Santa Cruz de Tenerife, nas Canárias, e com uma distância igual à que separa a Graciosa da Praia da Vitória, custa, para um casal de residentes com viatura, 49,88 euros”, sublinhou.
O presidente do PSD/Graciosa lembrou ainda a promessa feita pelo secretário regional da Economia, Vasco Cordeiro, de que a ilha passaria a contar com quatro ligações semanais durante junho, julho e setembro e com cinco em agosto, tendo para tal contratado a empresa Transmaçor.
“Estamos já a 5 de julho e ainda não atracou nenhum navio da Transmaçor na Graciosa para cumprir esse serviço. A somar a isto, ainda ninguém sabe se haverá serviço público de transportes marítimos para a Graciosa. Quem quiser comprar bilhete não sabe onde se dirigir e nem a RIAC é capaz de vender um único bilhete para essas viagens”, afirmou.
Notícia TSF:
Notícia Rádio Clube de Angra:
Exemplo de reserva na Atlanticoline
Reservas sto cristo
Faça a sua simulação aqui:
http://www.atlanticoline.pt/
domingo, julho 04, 2010
quinta-feira, julho 01, 2010
quarta-feira, junho 30, 2010
Casa da Lavoura de Santa Cruz da Graciosa
Em Maio de 2004, o Governo deliberou ceder à Santa Casa da Misericórdia de Santa Cruz da Graciosa, a título precário, a antiga "Casa da Lavoura".Mas aquela declaração de cedência só ganhou contornos de legalidade em 2007, ano em que se publicou em Jornal Oficial a resolução de cedência, complementada pelos direitos e obrigações das partes.
Entre 2004 e 2007 o referido imóvel acelerou a sua degradação e é hoje um edifício na eminência de ruir, resultando um perigo para pessoas e bens.
Quando aquele imóvel foi pedido pela Santa Casa para ali desenvolver actividades de interesse público na área social, quantas vezes substituindo-se ao Estado, ainda se apresentava com cobertura, mas exigindo intervenção urgente.
De qualquer modo, seria sempre uma intervenção rodeada de elevados custos.
É aqui que o Governo falha! A cedência daquele edifício, a título precário, e com um interregno de 3 anos entre a decisão e a sua consumação, impediu a Santa Casa de actuar rapidamente e de poder socorrer-se de formas de financiamento para recuperar o imóvel.
Esta falha governamental nem sequer parece inocente. Ou então estamos perante mais uma actuação repleta de incompetência.
E mesmo depois de notada a falha e publicada a respectiva resolução de cedência, cabia ao Governo reavaliar as condições que impunha à Santa Casa adaptando-as à nova realidade do estado de degradação do imóvel, e procurar formas daquele património vir, verdadeiramente, a ser recuperado e reutilizado.
Mas é claro que nada disso aconteceu. Limitaram-se a passar para o papel uma cedência, mesmo sabendo que quem beneficiava dessa benesse não podia dar-lhe o uso pretendido.
Até parece que a intenção era, tão só, libertar-se da responsabilidade de possuir um imóvel que está à beira da ruína e que é património, também afectivo, de todos os açorianos.
Mas, também aqui, o Governo volta a falhar. E a falha é de incúria e de evidente falta de fiscalização dos actos por si praticados.
É público que a Santa Casa já se mostrou disponível para receber aquele edifício no seu actual estado, desde que se encontrem as formas consentâneas para um efectivo apoio na sua recuperação, podendo, então, ser dado um uso de melhoria nas actividades de apoio social que aquela entidade presta a todos os Graciosenses.
Assim o queira e melhor o faça o nosso desatento Governo. E que se apresse, antes que o tempo dê conta do que sobra daquele lugar!
(foto de 24/03/2008)
Publicado no Diário Insular e Rádio Graciosa em 29/06/2010
segunda-feira, junho 28, 2010
sábado, junho 26, 2010
terça-feira, junho 22, 2010
Cavaco promove os Açores
O Presidente da República, Cavaco Silva, afinal, parece que gosta mais dos Açores do que muitos por aí dizem.Em termos de promoção turística dos Açores no continente português, parece-me que esta actuação presidencial se reveste como sendo uma das melhores promoções feitas do arquipélago açoriano, e nem sequer se gastaram os habituais milhões em publicidade.
Estranhamente, ou talvez não, o Partido Socialista, pela voz do seu líder parlamentar Hélder Silva, entendeu que a melhor forma de receber o Presidente da República era com a acolhedora frase "Os Açores não precisam deste Presidente da República"
Só visto!!!
Ao ponto a que chega o Partido Socialista quando se trata de fazer valer os interesses do partido.
Quantas vezes anda Carlos César com a boca cheia de argumentos sobre o trabalho em prol dos Açores sem olhar à partidarite? Mas sempre que aparece uma oportunidade de colocar os Açores primeiro, logo cai a máscara e sempre se desvenda a faceta de "tudo pelo PS, nada contra o PS!".
Enfim! Nada a que não nos tivéssemos já habituado.
Não admira pois, que os milhões gastos com promoções e com telenovelas se revelem pouco eficazes.
Quando o lema é "só serve se servir o partido", claro que fica tudo numa grande caldeirada e não aparecem os resultados.
Nisto, como em muitas outras coisas, era bom que se aprendesse alguma coisa com o líder do Governo da Madeira. Quando está em causa a Madeira e o seu futuro, não há cá partidos nem inimigos políticos.
Maior exemplo do que o comportamento recente de Alberto João para com José Sócrates nunca se poderia encontrar nos Açores.
Por cá, o PS e os seus responsáveis são os primeiros a saudar autonomistas de ocasião, sobre quem nunca se ouviu sequer um poema sobre as virtudes autonómicas, desde que isso seja do agrado de César e tendo por pressuposto que o PS tem algo a ganhar.
Para quem diz por aí que quer os "Açores Primeiro", ficamos esclarecidos!
Cavaco Silva pediu aos Portugueses para aqui passarem as suas férias. Deu o exemplo sem ninguém lhe pedir nada. Não veio fazer jogo de poder interno socialista nem contar espingardas internas de apoio a uma qualquer candidatura política. Veio, simplesmente, promover os Açores e as suas belezas naturais.
César não gostou. Deve ter férias marcadas para a Venezuela.... de boleia no "Atlântida"!!!
Publicado no Diário Insular e Rádio Graciosa em 22/06/2010
Foto: Correio da Manhã
segunda-feira, junho 21, 2010
PS “prejudica” jovens estagiários ao chumbar pausa formativa nos programas ESTAGIAR

“Mais uma vez, o PS e a JS prejudicaram os jovens açorianos. É importante que esses jovens saibam que o PS não quis implementar uma pausa formativa para os estagiários, que trabalham durante dois anos nas ilhas da Coesão e um ano nas restantes ilhas”, afirmou o deputado social-democrata Cláudio Almeida, na Assembleia Legislativa dos Açores.
O parlamentar do PSD/Açores salientou que a maioria socialista “recusou dar a esses jovens uma pausa para estarem com as suas famílias, descansarem ou terem férias no Natal”.
Cláudio Almeida acrescentou que “ficou patente a intransigência do PS nesta matéria”.
O projeto de decreto legislativo regional do PSD/Açores, que recebeu o voto favorável de todos os partidos da oposição e foi chumbado pelo PS, visava a implementação de uma “pausa formativa de 15 dias úteis, em cada ano de duração do estágio, e sem perda da compensação pecuniária devida” nos programas ESTAGIAR L e T.
Som – Cláudio Almeida afirma que PS prejudicou jovens estagiários ao chumbar pausa formativa
domingo, junho 20, 2010
Intervenções ALRAA - Debate - RSI
Sobre a criação de uma Comissão Eventual para melhorar a fiscalização do RSI:
sábado, junho 19, 2010
Fórum- Radio Graciosa
sexta-feira, junho 18, 2010
quinta-feira, junho 17, 2010
Presidente do governo "desmentido" sobre promessa de tarifas aéreas a 100 euros
O PSD/Açores denunciou ontem que o PS "desmentiu" o presidente do governo regional a propósito da promessa de criação de tarifas aéreas a menos de 100 euros entre a Região e o continente, alegando que tal apenas se aplica às tarifas promocionais.
"Hoje o PS desmentiu Carlos César relativamente ao assunto das passagens aéreas a menos de 100 euros. O presidente do governo afirmou aos açorianos que as passagens aéreas a 100 euros eram em regime regular e promocional. Hoje o PS disse que eram apenas tarifas promocionais", afirmou o deputado social-democrata Jorge Macedo, em declarações aos jornalistas, à margem dos trabalhos da Assembleia Legislativa dos Açores.
O parlamentar do PSD/Açores salientou que "já não bastava José Sócrates anunciar uma coisa num dia e fazer o contrário passado pouco tempo e agora temos Carlos César a aprender com más companhias".
Segundo Jorge Macedo, "o único que vai acontecer é os açorianos verem eventualmente reduzido em 20 euros o preço das tarifas promocionais, que é atualmente de 120 euros".
"Na prática, os açorianos vão continuar à procura de uma agulha num palheiro. Ou seja, relativamente ao assunto das passagens a 100 euros, a montanha pariu um rato", frisou.

















