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terça-feira, novembro 30, 2010

Planos falhados

Faz hoje um ano que aqui escrevi sobre o Plano Anual do Governo para a ilha Graciosa.
Terminei a minha crónica concluindo que o plano seguinte seria certamente mais volumoso, atendendo à acumulação de verbas não executadas e que o Governo adia sucessivamente.
Não me enganei!
Este ano o Plano volta a crescer, desta feita mais de 1 milhão de euros relativamente ao ano passado.
Mas voltamos à técnica de acumular promessas, inscrevendo verbas que não se executam, levando a que a verba cresça sem que isso signifique grande coisa.
No ano passado o Governo inscreveu cerca de 3 milhões de euros para o novo Centro de Saúde.
Este ano o Governo inscreve mais cerca de 5 milhões para essa mesma obra.
Ora, como não se prevê que o Centro de Saúde custe 8 milhões, na verdade o que temos é a mesma verba reinscrita, pois no ano passado limitaram-se a inflacionar o Plano para demonstrar grandes intenções.
Tem sido assim e, no entretanto, lá vão alguns dizendo que acham tudo isto muito positivo, muito normal e muito bom para todos.
Esta forma de governar, adiando sempre para anos eleitorais novas primeiras pedras e novas promessas, tem atirado a Graciosa para ciclos de execuções que, numa avaliação global, acabam por não ter a repercussão positiva que deveriam.
Este ano o Governo volta a esquecer a desejada marina (ainda é cedo para uma obra dessas dar frutos eleitorais), esquece o novo matadouro (o objectivo é o mesmo), ignora a protecção costeira de Santa Cruz (resta-nos rezar) e faz de conta que nunca prometeu a requalificação da baía da Praia (isso é mais em ano de eleições)!
No Plano, o Governo não dá mostras de querer cumprir com o que prometeu para a presente legislatura, até porque será o penúltimo plano desta e as prometidas obras não se fazem em alguns meses, e mantém a mesmíssima linha de actuação para a Ilha Graciosa.
Quem acha que isto é positivo só pode ter baixado os braços perante o declínio que vamos tendo nas verdadeiras lutas pelo desenvolvimento da Ilha.
Não parece lógico que os sucessivos Planos que assumem sempre as mesmas orientações estratégicas e que, de quatro em quatro anos, adiam a ilha para a legislatura seguinte, possam deixar de ter um olhar crítico e de frontal discordância.
Era tempo de a Graciosa voltar a ter voz de reivindicação no cumprimento de promessas esquecidas, de não se limitar a acenar com a cabeça como se esperasse apenas mais um favor ou uma benesse.
Era tempo dos Planos serem cumpridos e executados na íntegra. De não resultarem sempre num constante falhanço perante o desafio do desenvolvimento e de devolução à ilha de uma nova esperança.

Publicado no Diário Insular de 23/11/2010

quinta-feira, novembro 18, 2010

Agasalhe uma Nova Vida

“Agasalhe uma Nova Vida”

Actualmente, existem muitas famílias carenciadas, que estão a sentir fortemente as consequências geradas pela crise económica que o país atravessa. Há novas vidas que perigosamente estão a ser alvo desta situação. Os produtos considerados indispensáveis ao crescimento e desenvolvimento normal de um bebé têm, muitas vezes, custos elevados.

O serviço de Saúde Materno-Infantil do Centro de Saúde apela à solidariedade social dos graciosenses para que possam ajudar estas famílias a responder, de melhor forma, às necessidades dos seus filhos. Eles são o nosso futuro.

Pode deixar a sua contribuição na:

- Consulta Externa do Centro de Saúde de Santa Cruz da Graciosa

- Casa do Povo da Freguesia do Guadalupe

- Casa do Povo da Freguesia de S. Mateus

- Junta de Freguesia da Luz

Material necessário (pode ser usado):

- Roupa de bebé dos 0 meses aos 6 meses

- Edredão para bebé

- Flanela

- Fraldas descartáveis dos 0 meses aos 6 meses

- Biberão

- Alcofa

- “Ovinho” / Cadeira de transporte

O Serviço de Saúde Materno-Infantil do Centro de Saúde de Santa Cruz da Graciosa agradece o apoio de todos os que contribuírem.

quarta-feira, novembro 17, 2010

Blogue Graciosa Online faz um ano - Notícias - RTP Açores

Blogue Graciosa Online faz um ano - Notícias - RTP Açores

O desespero sucessório

O Presidente do Parlamento Açoriano deu uma entrevista a uma rádio onde defendeu a recandidatura de César a Presidente do Governo.
O Dr. Francisco Coelho fez questão de dizer que era uma opinião "pessoal" e que, pessoalmente, achava que por ser uma "liderança forte" não vinha mal ao mundo de o mesmo se recandidatar pela quinta vez.
Fez bem o Presidente do Parlamento em frisar o afastamento da opinião do cidadão Francisco Coelho da opinião do titular do órgão regional. Mas não o fez inocentemente.
É que o Dr. Francisco Coelho, que é o actual Presidente da Assembleia Legislativa, foi também actor central no processo de Revisão do Estatuto Político dos Açores que consagrou a impossibilidade de um Presidente de Governo fazer mais do que 3 mandatos consecutivos, admitindo-se apenas uma excepção para um 4º mandato de César. E fez bem diferenciar a qualidade "pessoal" da sua opinião porque bem sabia que, institucionalmente, essa opinião é indefensável.
Ou seja, Francisco Coelho, político do PS, pode defender o que muito bem entende. Já o Presidente do Parlamento não pode defender uma violação clara do Estatuto Político dos Açores. E não o pode fazer porque, na verdade, a excepção criada para César se poder candidatar a um "quarto" mandato, esgotou-se com a vitória daquele nas eleições de 2008.
A norma transitória que consagrava a excepção ao exercício de mais do que 3 mandatos, esgotou-se na vitória de César, e o facto da promulgação do Estatuto ter sobrevindo àquela eleição apenas encerra a inexistência de norma transitória para uma nova recandidatura. Isto é, não há qualquer norma que excepcione o actual Presidente do Governo perante a regra geral de não poder fazer mais do que três mandatos consecutivos no cargo.
Acresce que, mesmo que se interpretasse a norma transitória reportando a um sentido de permissão de mais um mandato, essa interpretação esbarra de forma inequívoca quer no texto, quer no espírito, da própria norma que permite um "quarto" mandato, sendo cilindrada pelo espírito, e até pela fonte, do Estatuto, que apenas excepcionou um eventual "quarto" mandato.
Essa é a interpretação do próprio César que sabe, ainda que isso lhe cause ansiedade, não poder recandidatar-se em 2012.
Percebe-se, por outro lado, a opinião pessoal do Dr. Francisco Coelho: O PS não consensualiza a quem confiar a liderança do Partido. É a aflição Socialista que, perante perder uma "liderança forte", a quer segurar a todo o custo. O seu fim é o fim da paz interna e o início de um ciclo de sucessão fratricida de onde muitos fugirão, principalmente eleitores!


Publicado no Diário Insular.

terça-feira, novembro 09, 2010

Comentários às notícias - Rádio Graciosa

Justo e Solidário?

O candidato Manuel Alegre escolheu como lema de campanha o slogan "Justo e Solidário".
Nada mais a propósito das contradições de um candidato que, até nos seus apoios políticos, encerra uma coisa e o seu contrário (PS e Bloco de Esquerda).
O candidato Alegre tem mostrado tudo o que nos leva a fugir da sua eleição, como se um desígnio nacional se tratasse. Torna-se quase obrigatório não eleger o poeta para Presidente de todos os Portugueses, creio mesmo que, se tal viesse a acontecer, não nos salvaríamos de uma maior crise financeira. Pense-se só no que fariam os mercados perante a eleição de alguém apoiado pela estrema esquerda. Seria a emissão de bilhete para a entrada do FMI, se até lá Sócrates não escancarar as portas para que tal aconteça.
O candidato Alegre não podia ser mais lírico no contra-senso do seu slogan de campanha. Na verdade, Alegre tem sido justo e solidário com o PS. Tal como o seu maior apoiante regional, Carlos César, Alegre tem grande parte da responsabilidade na situação do país, ou não fosse ele um dos mais antigos deputados socialistas (ou mesmo o mais antigo), estando sentado na cadeira de deputado desde Abril de 1974.
A Alegre ninguém ouviu senão palavras solidárias para com Sócrates, revelando uma atitude de subserviência à lógica partidária, com umas pitadinhas de "enfant terrible", mas sempre inserido no jogo de poder interno do PS e solidarizando-se sempre com o líder nos momentos de mais intensa luta política.
É tal a dependência de Alegre relativamente ao PS que veio já lamentar-se de não haver mais dirigentes do partido na sua campanha eleitoral.
Numa atitude reveladora do incómodo que lhe causa o apoio ideológico do Bloco de Esquerda, Alegre tem dado mostras de autênticos pedidos de socorro ao PS e a Sócrates. Não que Alegre queira Sócrates a aparecer, cruzes credo, mas que mande alguns dos seus "boys" para dar um ar de apoio do PS a este candidato.
A presença da família Soares na campanha de outro candidato está a melindrar Alegre na sua mostra de que está com o PS e sempre defenderá o PS.
No plano da sua campanha anti-Cavaco, Alegre desdobra-se em críticas avulsas e contraditórias. Se por um lado quer que Cavaco faça coisas e diga mais coisas ainda, por outro lado insurge-se por Cavaco existir, por falar, por aparecer, por ser e por estar.
O poeta está perdido na prosa de uma campanha perdida. Não sabe o que quer e não quer o que sabe.
Nesta caminhada até 23 de Janeiro salva-se a lucidez de Cavaco, que não embarca em slogans que tentem mostrar aquilo que não é e que, mantém uma atitude de Estado, fulcral para o futuro de todos nós.


Publicado no Diário Insular

quinta-feira, novembro 04, 2010

Culpados!

No próximo ano os Açorianos irão sentir em força uma crise que nos tornará mais pobres e mais distantes do prometido desenvolvimento a níveis europeus.

O Presidente do Governo Regional já veio dar nota dos paliativos que pretende aprovar para reduzir a pobreza dos mais pobres, mas são pequenas quantias que até no orçamento regional são uma migalha se atendermos ao esbanjamento de dinheiros públicos que é já uma marca socialista na governação.

O anunciado aumento de 60 cêntimos mensais no complemento regional de pensão é o resultado da máxima que o PS pratica e que se resume em fazer uma grande festança para comemorar a miséria e com isso dar uma imagem de preocupação social.

Vivemos uma inversão dos mais nobres valores democráticos e não será com a mesma receita de sempre que conseguiremos dar a volta. Aliás, o futuro que o PS prepara para os Açorianos não augura nada de bom. Em breve teremos que lidar com a escassez de recursos comunitários, cansados de sustentar uma governação saloia e marcada pela irresponsabilidade e despesismo.

No fundo, e chegados ao final de muitos milhões investidos pela Europa, conclui-se que não investimos onde deveríamos ter investido. Na verdade, limitámo-nos a gastar onde não deveríamos ter gasto.

Há apenas um ano, em plena crise mundial, os socialistas na República prometiam o fim da crise e gastavam recursos de uma forma que nos coloca na bancarrota. Nos Açores prometia-se que não haveria crise e que estávamos a salvo da austeridade.

Estão à vista os resultados de tanta insensatez e irresponsabilidade só justificadas pela extrema incompetência de quem continua a gastar recursos do Estado como se fossem inesgotáveis. E para os socialistas são mesmo inesgotáveis enquanto houver impostos para cobrar.

Após mais um ano de governação de Sócrates não podíamos estar pior. Não podemos, por isso, deixar de responsabilizar todos aqueles que, com a sua retórica de demagogia, tudo fizeram para eleger o actual primeiro-ministro.

Nos Açores essa responsabilidade é total por parte do PS e do seu presidente Carlos César, a par de todos os responsáveis políticos socialistas que tudo fizeram para eleger o pior Primeiro-Ministro que a democracia portuguesa conheceu. Carlos César usou de todos os meios ao seu dispor para convencer os Açorianos.

É altura de assumirem as suas responsabilidades, é altura de fazerem o "mea culpa" por contribuírem para o actual estado das coisas. Mas mais do que isso, é altura de, democraticamente, apontar o dedo aos culpados para que a memória não se esvaneça e os Açorianos não esqueçam.


Publicado no Diário Insular e Rádio Graciosa

terça-feira, novembro 02, 2010

Razão no tempo certo

No início de Outubro questionei o Governo (que ainda não respondeu) sobre os horários de inverno da SATA para a Graciosa.





Entretanto, perante as evidências e rendida ao óbvio, a senhora deputada do PS, Vera Bettencourt, acabou hoje por reconhecer a razão das minhas preocupações.
Pena que quando levantei a questão não tivesse feito o comentário que se segue e que, com tantos rodeios, parece que engoliu um grande sapo!



p.s. dois recados:Não fica mal reconhecer a razão a quem a tem & Não devemos esconder o sol com a peneira!
Ah, e já agora, com aviões maiores é natural que haja mais oferta de lugares e mais capacidade de carga!

terça-feira, outubro 19, 2010

sexta-feira, outubro 15, 2010

Escolas dos Açores figuram entre as piores do país - Notícias - RTP Açores

Escolas dos Açores figuram entre as piores do país - Notícias - RTP Açores

As escolas açorianas destacam-se pela negativa nos rankings nacionais.

Por exames: na prova de matemática, a secundária das Lajes do Pico é uma das piores do pais, com media de 5,97 pontos.

No português, a escola da Graciosa regista um dos piores desempenhos.

Com 16 provas realizadas alcança média de 6,76.

Pior só mesmo os alunos da Guiné Bissau que realizaram a mesma prova.

Os dados aqui apresentados, disponibilizados pela agência Lusa, são relativos à media dos exames nacionais do 12º ano.



No ranking da TSF a Graciosa está no lugar 574 de 580 ( a pior classificada dos Açores).

No ranking do Diário de Notícias a Graciosa aparece em 588º de 599 escolas, à frente da escola do Corvo.

quinta-feira, outubro 14, 2010

60 cêntimos de aumento do complemento solidário

Carlos César anunciou com grande pompa que o complemento regional de pensão, o chamado "cheque pequenino", será, este ano, aumentado no dobro da inflação, constituindo uma das medidas que o Governo vai incluir no Orçamento para 2011

Ora, o actual montante máximo do "cheque pequenino" é de 43,10€.
O dobro da inflação é de 1,4%.
Resultado: Quem recebe o máximo do complemento de pensão vai ter um aumento de...... 60 cêntimos.

Os que recebem o valor mais baixo do complemento solidário que é de 21,55€, terão um aumento de..... 30 cêntimos.

p.s. - como é que dizia o Scolari?

Graciosa fica de fora

A campanha visit azores.com/ voo incluído é válida apenas para as ilhas S. Miguel, Terceira, Sta. Maria e Faial.

Ao sabor das contradições

Afinal.... não houve correcção nenhuma!!!

A retirada do site dos ajustes directos por parte da Associação de Turismo dos Açores era para proceder a correcções nos dados.
Disse-o a responsável pelo portal e a representante da ATA.
Hoje, a party de 196 mil euros voltou a constar no portal dos ajustes directos sem qualquer correcção (link para o portal) conforme se prova aqui (documento disponibilizado à imprensa pelo PSD antes da retirada do site).

Tratou-se, ao que parece, de uma tentativa falhada de esconder o sol com a peneira.

Este Governo Regional atingiu a total irracionalidade democrática.

Barcos em perigo - Graciosa Online


"Este será um porto de pesca-modelo, dos melhores dos Açores, se não do País", afirmou Marcelo Pamplona durante uma visita do presidente do Governo regional às obras de construção na nova lota.

Graciosa 06/04/10

Contratos de ajuste directo desaparecem do site do Governo




p.s. - Esta notícia escapou à RTP Açores?

quarta-feira, outubro 13, 2010

Vamos ser invadidos por Holandeses(as)

Todos os contratos têm a mesma data!! (10/05/2010)
Total= 650 mil euros






Dados de contratos públicos apagados temporariamente do site oficial do Governo - Sociedade - PUBLICO.PT

Dados de contratos públicos apagados temporariamente do site oficial do Governo - Sociedade - PUBLICO.PT


Governo pediu para os dados serem retirados!!!

"Alexandra Ribeiro, directora de Iniciativas Estratégicas do Instituto da Construção e do Imobiliário (InCI), que gere o Base, explicou ao PÚBLICO que quem coloca os dados de forma electrónica são entidades adjudicantes. Quando essas entidades detectam erros, pedem uma alteração ao InCI, que, depois de analisado o pedido, o autoriza ou não. Se for dada autorização, as entidades têm dez dias para fazer a alteração. Se não a fizerem, voltam os dados anteriores."

terça-feira, outubro 12, 2010

Acordados pelo mau tempo 2

Deve ser sobre isto que os deputados do PS fazem o alerta:

Comunicado Conselho do Governo na Graciosa - 2006:

18. Mandar elaborar o projecto de consolidação do porto de pescas de Santa Cruz.

Programa eleitoral do PS regionais 2008:

. Executar as obras de beneficiação do Porto de Santa Cruz e beneficiar o Porto da Folga e outros pequenos portos;

Comunicado Conselho do Governo 2010 Graciosa:

27. Desenvolver o projecto e lançar o concurso público a obra de redução da agitação marítima no interior do Porto de Pescas da Praia.
28. Autorizar a Lotaçor a adquirir no presente ano um pórtico de varagem para o Porto de Pescas da Praia.
24. Executar o projecto de protecção costeira da Rua do Mar, em Santa Cruz.

E, já agora:

Programa eleitoral do PS para a Câmara Municipal - 2009:

. Participar na reabilitação dos pequenos portos de apoio às pescas da ilha, nomeadamente os do Carapacho, Folga, Porto Afonso, Calheta e Barra.

Acordados pelo mau tempo

Deputados do PS alertam Governo para estragos provocados pelo mau tempo.

Cara lavada?

Siga a música... 46.564,00 Euros

domingo, outubro 10, 2010

Esta não entendi - Arquitecto - serviços jurídicos

O prometido é devido

Publicidade justificada?

Alguns ajustes directos feitos com uma empresa que, aparentemente, pertence a um ex deputado do PS
Destaque para os 74 mil e 900 euros para promoção das 5 maravilhas dos Açores!!!
Esta empresa é proprietária de um site da internet que não consta nos mais visitados de Portugal.
Parte destes Ajustes parece que se destina à produção de conteúdos e não apenas à sua difusão no site da empresa.





P.S. - Já agora, se alguém encontrar os spots ou filmes em questão é favor avisar!
p.s.2 - o Site Açores 5 maravilhas está aqui: http://acores5maravilhas.com/

Cocktail Party - 196 mil euros

20 fotos - 962,12€ cada

André Bradford patrocinou Lisa Ekdhal

Crise Deputado esfomeado reivindica jantar na cantina da AR - Expresso.pt

Crise Deputado esfomeado reivindica jantar na cantina da AR - Expresso.pt

Factura de flores

quarta-feira, outubro 06, 2010

Um Coreto com (outra) utilização

HOMENAGEM ÀS BANDAS FILARMÓNICAS NO CORETO DE LOULÉ:
23.05.09

Foi inaugurada esta sexta-feira, data em que se assinalou mais um Dia do Município de Loulé e também o 133º aniversário dos Artistas de Minerva, um conjunto escultórico no Coreto de Loulé, que pretende constituir-se como uma homenagem às bandas filarmónicas.




(Na cidade de Loulé o Coreto já não tem a utilização de outros tempos.)
O Coreto de Loulé trata-se de uma obra do século XX, construída entre 1901 e 1926, ou seja, apenas entre 30 a 50 anos mais antigo que o da Praça de Santa Cruz da Graciosa.

Coreto da Praça Fontes Pereira de Melo em Santa Cruz da Graciosa - fotos retiradas do blogue: http://www.canadadasxixaras.blogspot.com/

(esta foto é de 1959)

Ligações aéreas com a Graciosa - Graciosa Online

Ligações aéreas com a Graciosa - Graciosa Online

Habituem-se


terça-feira, outubro 05, 2010

Um Presidente que não gosta...

Na passada semana o PSD aprovou na Assembleia Municipal da Graciosa duas propostas claramente em benefício da população da ilha.
A primeira, de redução em 4,5% do IRS pago pelos contribuintes Graciosenses que reverte para o município, passando essa percentagem de imposto a funcionar como dedução à colecta a favor dos Graciosenses.
No dia em que Sócrates anunciava mais austeridade, o PSD actuou, aliviando um pouco a carga fiscal dos Graciosenses.
A segunda proposta foi a da realização de um referendo local para que a população se possa pronunciar sobre a intenção do Presidente da Câmara em demolir o Coreto da Praça da Santa Cruz.
Estas propostas irritaram o edil que não apreciou a atenção dada aos problemas e às questões que marcam o dia-a-dia dos Graciosenses.
O Presidente da Câmara não apreciou a proposta de redução do IRS. Não que isso implique qualquer rombo nas finanças da autarquia, afinal estamos a falar de cerca de 70 mil euros e a Câmara não se queixa da sua situação financeira, facto até bem demonstrado nos gastos que se vão vendo por aí. Mas a iniciativa Social-Democrata levou a uma generalizada aprovação das pessoas e à censura da insensibilidade do Presidente, e isso é insuportável para quem se acha acima de qualquer crítica.
Mas o que mais irritou os socialistas foi a hipótese que o PSD quer dar à população para dizer o que quer relativamente ao Coreto do centro da sua Vila classificada.
O Presidente da Câmara fez, e faz, de tudo para que isso não aconteça. Já decidiu que o Coreto é para demolir e, do alto da sua autoridade, finge que ouve alguém e faz de conta que aceita a crítica como forma de mudar de opinião. Mas já decidiu, e a simples hipótese da população se manifestar em contrário é motivo de irritação.
Começa a ser notória a inabilidade autárquica de um Presidente que só ouve quem lhe dá razão.
Estamos perante um Presidente que acha que tudo está mal. Desde as árvores que ladeiam algumas artérias da Ilha (como no caso do caminho do cemitério no Guadalupe) passando pelo centro de Santa Cruz.
Para o Presidente da Câmara tudo deve ter um "ar" moderno, e apresenta-se como alguém que apenas se motiva por esse impulso. Essa modernidade leva a que confunda a renovação com modernice, e fica patente a revolta popular perante tanta insensibilidade.
Começa-se a descobrir que, afinal, o Presidente da Câmara não gosta da Graciosa. Não gosta do aspecto e da história dos lugares, e não gosta do povo, sendo relutante em devolver um pouco do imposto que estes pagam. É um Presidente em processo de isolamento pessoal. No final todos seremos vítimas.
Até quando?


(publicado no Diário Insular de 5/10/2010)

quinta-feira, setembro 30, 2010

Jornal da Tarde RTP

PSD aprovou "vantagens fiscais" em Santa Cruz da Graciosa

O PSD fez aprovar ontem, na assembleia municipal de Santa Cruz da Graciosa, e mediante a abstenção da bancada do PS, “uma redução da comparticipação da câmara no IRS, fixando em 0,5% a percentagem da participação variável, e passando para 4,5% a dedução à colecta em favor dos contribuintes”, disse o deputado municipal João Bruto da Costa.

“O PSD entende que todas as medidas que visem auxiliar as famílias, ainda mais numa altura de grande austeridade e de aumento da carga fiscal, são benéficas. E ainda mais tratando-se de uma localidade onde, a título de exemplo, o poder de compra é sensivelmente metade do verificado em Ponta Delgada, dai a nossa proposta”, explicou.

Segundo o social-democrata, “infelizmente a reacção do PS foi a pior, referindo que os valores em causa eram insignificantes e que a nossa proposta não passava de propaganda política, esquecendo que se trata de uma forma de auxiliar quem trabalha e desconta, e que permite uma discriminação positiva dos cidadãos de Santa Cruz da Graciosa, que verão agora ser-lhes devolvidos 4,5% do valor de IRS que dizia respeito à autarquia”, afirmou.

João Bruto da Costa acrescentou que “tendo a câmara uma situação financeira estável, esta iniciativa não põe em causa qualquer projecto municipal, pelo que esta era a altura certa para tentar melhorar as condições de vida dos graciosenses”, concluiu o líder da bancada laranja na assembleia municipal de Santa Cruz da Graciosa.

Assembleia aprova proposta de referendo

segunda-feira, setembro 27, 2010

Um retrato social

Numa média de 12 meses cada pensionista recebe 280,96 euros por mês!!!
São 1/3 da população da Graciosa.

Estes dados estão numa resposta a um requerimento dirigido ao Governo em Fevereiro de 2010 e respondido em Junho de 2010.

Quem o viu...




E quem o vê...



Mentira de perna curtíssima

No plenário de Setembro de 2010 o deputado José Ávila acusou-me de ter ido para o cais satisfeito com o encalhe do "Ilha Azul"



O "Ilha Azul" encalhou a 23 de Agosto de 2007.

Nesse dia encontrava-me de férias aqui:



Ou seja.... !!!


(A)cerca de …

Foi publicado na passada semana em Jornal Oficial da Região, um contrato ARAAL celebrado entre o Governo Regional e a Câmara Municipal de Santa Cruz da Graciosa, com o objectivo de proceder à recuperação de habitação degradada na ilha Graciosa.
Segundo nota pública do Governo Regional, este contrato destina-se a recuperar várias habitações em diversas freguesias da ilha Graciosa.
O referido contrato ascende a 600.000 euros e será executado entre a presente data e o final de 2011.
Várias conclusões se podem retirar desta nova abordagem do problema da habitação degradada na Graciosa.
Desde logo, o Governo Regional vem reconhecer a sua incapacidade para, ao longo de vários anos, e depois de ter retirado as competências em matéria de habitação degradada das autarquias, vem reconhecer, dizia, que não foi capaz de por um ponto final nesse problema da habitação degradada de famílias de fracos recursos.
Ou não foi capaz de resolver esse problema ou não lhe interessava que deixasse de haver quem precisasse de mais uma porta de alumínio ou umas persianas novas.
Mas se podemos estar de acordo com esta nova abordagem em transferir para as autarquias a resolução destes casos, não se pode deixar de notar algo que parece ser verdadeiramente extraordinário em termos de planeamento executivo quando estão em causa 600 mil euros.
É que o contrato agora celebrado diz que estamos perante a recuperação de “cerca de” trinta habitações.
Cerca de?!?, então Governo e Câmara Municipal celebram um contrato em que o objecto não está claramente definido? Pode lá ser!
Se a Câmara Municipal e o Governo Regional entendem que deve ser a autarquia a proceder a estas obras de recuperação, executando uma competência do Governo, o mínimo que se exige em negócios desta natureza é que sejam claros e transparentes. O mínimo que se pode exigir é que se saiba concretamente para que finalidade se destina o dinheiro transferido, e para cumprir tal desiderato, antecipadamente, deve ter ocorrido um levantamento das necessidades do Concelho, uma análise dos agregados e dos seus rendimentos para, assim, haver equidade nos apoios na recuperação e melhoria das suas habitações degradadas.
Mas parece que se fez um levantamento em cima do joelho, ou talvez como resultado de uma volta de campanha eleitoral. Pois para não se saber em concreto de quantas habitações se está a falar, é algo só pode gerar dúvidas sobre o que estamos verdadeiramente a discutir.
Este é um assunto que merece ser melhor explicado, para que não restem dúvidas sobre a melhor aplicação dos dinheiros e a justiça da sua distribuição.

Publicado no Diário Insular de 21/09/2010

Crise? Qual crise?


Retirado daqui: http://transparencia-pt.org/?search_str=nif:512076278

quinta-feira, setembro 23, 2010

Debate na ALRA

Património | Azores

Património | Azores

Santa Cruz destaca-se pelas ruelas de solo empedrado e casas típicas, ramificadas a partir da ampla praça central, onde despontam o coreto, tanques de água e araucárias.

Retirado do site de 1 milhão de euros sobre os Açores.

sexta-feira, setembro 17, 2010

São seguidas

PRESIDÊNCIA DO GOVERNO REGIONAL

Despacho n.º 900/2010 de 17 de Setembro de 2010


1 - Ao abrigo do disposto no artigo 10.º do Decreto Regulamentar Regional n.º 18/99/A, de 21 de Dezembro, autorizo a celebração de um contrato de prestação de serviços, em regime de avença, com Bruno Miguel Duarte Ponte, licenciado em “Comunicação Social e Cultura”, para prestar colaboração no meu Gabinete, no âmbito da área da sua especialidade.
2 - A colaboração referida no número anterior terá início a 1 de Outubro de 2010 e a duração de 12 meses, podendo, no entanto, ser revogada a todo o tempo.
3 - A prestação de serviços objecto do presente despacho será objecto de uma remuneração mensal fixa de €1.200,00 (mil e duzentos euros), acrescidos de IVA à taxa legal em vigor, sendo os encargos decorrentes suportados por conta das dotações afectas ao orçamento da Presidência do Governo Regional.
4 - Nos termos do artigo 35.º e 36.º do Código do Procedimento Administrativo, são delegadas competências no Secretário-Geral da Presidência para aprovar a minuta e outorgar o contrato a celebrar.

9 de Setembro de 2010. - O Presidente do Governo Regional, Carlos Manuel Martins do Vale César.

Referendo vai mesmo para a frente

Referendo vai mesmo para a frente - Rádio Graciosa

Governo Regional dos Açores atribui bolsa de estudo de quase 10 mil euros a filho da secretária do Trabalho - Notícias - RTP Açores

Governo Regional dos Açores atribui bolsa de estudo de quase 10 mil euros a filho da secretária do Trabalho - Notícias - RTP Açores

O subsídio nada teria de anormal, se o filho da governante não estivesse a tirar um curso de piloto de linha aérea, curso que, só a partir de Outubro do ano passado, passou a fazer parte do regulamento de concessão de bolsas de estudo, modificado e assinado por Ana Paula Marques.


Para a frequência desse curso, foi atribuída uma bolsa muito superior àquela que é atribuida aos restantes bolseiros.

O caso não passou despercebido aos mais atentos: já ontem, na rede social do Facebook, podiam ler-se referências e comentários a esta situação: o Governo dos Açores atribuiu uma bolsa de estudo de 9.500 euros ao filho da secretária regional do Trabalho e Solidariedade Social, Ana Paula Marques.


Miguel Marques Malaquias está a tirar um curso de piloto de linha aéra, em Évora.


Trata-se de um curso que, só a partir de Outubro passado, integrou o regulamento de concessão de bolsas de estudo do Governo.


E, quem foi o autor da alteração ? A propria secretária, Ana Paula Marques. A governante não só introduziu o curso de piloto de linha aérea no regulamento de bolsas, como, também, aumentou o valor dos apoios.


Todas as bolsas de estudo são financiadas com um subsídio equivalente a 65% da remuneração mínima mensal nos Açores, mas a secretária decidiu majorar o curso do filho com um subsídio equivalente a 150% da remuneração mínima mensal.


O apoio é legal, mas fica a ideia de que o fato foi feito à medida.


A secretária regional do Trabalho "recusa a ideia de favorecimento do filho".


Apesar de contactada pela Antena 1/Açores, Ana Paula Marques preferiu responder através de uma nota divulgada pelo Gabinete de Apoio à Comunicação Social, que está publicada na Internet, no portal do Governo, como um esclarecimento da Presidência do Governo.


A nota explica que "os apoios para os cursos de piloto de aviação civil eram atribuídos através de outros programas: numa primeira fase, até 2007, através do PODESA e, a partir dessa altura e até 2009, por Portaria do Governo".


A secretária, Ana Paula Marques, decidiu optar "por integrar esses apoios no regulamento das bolsas de estudo, apenas para tornar a atribuição do subsídio mais transparente" - lê-se na nota do GaCS.


Ricardo Freitas/Carlos Tavares


quarta-feira, setembro 15, 2010

Há lá explicação para isto

A partir de amanhã a gasolina 95 e 98 e o gasóleo rodoviário são mais caros nos Açores do que no continente!!!

compare aqui: http://www.precoscombustiveis.dgge.pt/

com aqui: Gacs

Praça de polémicas

Na ilha Graciosa, o verão ficou marcado pela polémica em torno das alterações realizadas na Praça de Santa Cruz.
A colocação de esplanadas (3) no seu interior foi assunto de discussões e opiniões várias. E se era mais consensual a necessidade de retirar as esplanadas existentes das vias públicas, a construção das novas esplanadas exacerbou paixões e levou a que muitos se mostrem descontentes pelas soluções encontradas.
A Praça de Santa Cruz, sala de visitas da Vila, tem sido, ao longo dos tempos, marcada pelos mais variados elogios de quantos aqui aportam e de quantos dela desfrutam. Um espaço amplo e agradável, é por muitos considerada uma das mais bonitas Praças dos Açores.
Este antigo Rossio é um dos ex-líbris da Vila Graciosense que, a par dos Pauis, é postal de um conjunto classificado de interesse público.
As opções de quem gere a autarquia certamente que são legítimas do ponto de vista das competências legais e mais ainda o seriam se, aquando da respectiva eleição, o assunto tivesse sido discutido. Mas quando se opta por alterar de forma tão substancial algo que é parte integrante da memória colectiva de um povo, nunca é demais pedir que ocorra um debate profundo e esclarecedor para que, aparte dos gostos e das polémicas, a população se pronuncie, convenientemente, dando o seu veredicto democrático.
A actual maioria camarária não se cansa de repetir que o projecto do seu presidente foi objecto de uma sessão pública onde foram expostas as intenções e discutidas as decisões.
Essa já afamada sessão de apresentação do projecto de requalificação da Praça contou com cerca de 20 pessoas, incluindo o staff do gabinete do Presidente da Câmara e respectivos vereadores da maioria!
Toda a discussão sobre as intenções apresentadas tem passado pelos habituais locais de encontro dos Graciosenses.
E se a instalação de esplanadas no interior da Praça já era polémica, a sua implantação, em clara dissonância com o conjunto arquitectónico existente e até em dissonância de volume com os desenhos apresentados pelo presidente da edilidade gerou grande descontentamento em muitos graciosenses, a declarada intenção de demolir o actual Coreto, também conhecido por "açucareiro", e a intenção apresentada para sua substituição, tem sido, desde o início desta discussão, o ponto que mais divide opiniões e que maiores paixões alimenta.
Sobre essa intenção de demolição não pode deixar de se devolver a palavra aos Graciosenses, para que a democracia tenha significado prático, e a opinião maioritária possa prevalecer perante quaisquer polémicas entretanto geradas.

terça-feira, setembro 14, 2010

"Silly"

Entrados no mês de Setembro procuramos saber para que Verão prometeu Carlos César passagens a 100 euros nos aviões da Sata.
Passaram já quase cinco meses desde que o Presidente do Governo acenou com a confusa promessa, e nem o desmentido do Partido Socialista serviu para esquecer essa intenção.
Se a promessa era de passagens a menos de 100 euros para alguém, para todos, para os que vão ou para os que vêm, o que é certo é que ainda ninguém sabe onde as encontrar.
A caminharmos para meio ano sobre um anúncio que só serviu para dar alguma cor a um congresso de um PS parco em ideias e vazio de soluções, percebemos que a "silly season" do Partido Socialista não é "season" e surge a qualquer necessidade mais apertada de criar mais um alarido em volta de alguma coisa que mexa com os Açorianos.
Em plena crise de desemprego e inimaginável crise económica e social nestes Açores dos milhões da Europa, inventam-se desgarradas frases que enchem o ego colectivo e que apenas servem de distracção geral.
Passou o verão! E sobre passagens aéreas ficámos conversados: Está tudo na mesma!
O que não se encosta a uma "season" estival são as dificuldades por que passam cada vez mais Açorianos.
O rendimento Social de inserção continua a retratar, exageradamente, uma sociedade em assustadora recessão, e em Julho último os Açores foram a região do país com maior aumento homólogo de desemprego.
No Governo, as preocupações são com mais uma festa de arromba para comemorar a nomeação das maravilhas com que a natureza nos brindou. esperando a promoção excepcional que tais reconhecimentos trazem.
Se bem que, só por ingenuidade se pode pensar que estes extras promocionais vão resolver a questão mais importante. O preço de visitar estes locais!
O facto é que todos já sabem o quanto os Açores são extraordinariamente belos e que merecem, pelo menos, uma visita. Mas sabem igualmente que é muito caro viajar para as ilhas!
Por entre as maravilhas que a natureza moldou nestas ilhas passeiam-se os Governantes. Numa versão de entertainers do povo, lá vamos assistindo aos discursos de auto elogios. Em pinceladas de rosa pela realidade, o Governo continua em permanente "season" de negação da realidade, cada vez com menos força por parte de uma liderança que desistiu de arrumar a casa, tal a bagunça que por ali anda.
Persiste-se nos mesmos erros e insiste-se na receita do costume: Os indicadores são maus? O sucesso é uma miragem? Venha de lá mais uma promessa de passagens baratinhas!
Passou o verão.
Volte depressa!

(publicado no Diário Insular de 07/09/2010)

(foto retirada de http://www.azores.gov.pt)

segunda-feira, setembro 13, 2010

Graciosensidade

É por altura das férias que a Graciosa assiste a um corrupio de gentes que aqui aportam para uns dias de descanso ou de convívio, ou ambos!
É nesta altura que todos os Graciosenses se animam com as visitas chegadas ou enviadas por algum mensageiro amigo.
É também altura de recordar momentos e lugares, há muito deixados e que escondem memórias de um outro tempo.
E depois os Graciosenses recebem como poucos, como se toda uma ilha se envolvesse num abraço de boas vindas, esperando apenas um sorriso de contentamento.
A ilha mostra as suas belezas únicas que deslumbram a cada novo olhar e que conquistam um lugar de especial serenidade na memória daqueles que se deixam levar por esta magnífica conjugação de silêncios, mergulhados na rebentação do imenso mar.
A graciosidade de todo o fervilhar de gentes e acontecimentos, de encontros e despedidas, mistura-se no quotidiano de um povo que mantém viva a chama de uma identidade insular, cuja singularidade não se divide e que aspira sempre poder manter abertos os braços, para um gracioso abraço!
Só visitando a Graciosa se pode participar neste encontro de excepção em que participam a ilha e as gentes, envolvidas pela saudade quebrada pelo reencontro.
São tempos de renovar esperanças e de abrir horizontes.
São também dias em que se refreiam as amarras do isolamento e em que se envia um sorriso às ilhas vizinhas, em que o mar deixa de ser obstáculo e se assume como aliado de um chamamento à descoberta.
Uma graciosa ilha que convida a uns dias de novas sensações, seja pelo sabor daquele momento de encontro com a natureza, interrompido por uma festa popular, seja pela partilha de uma diferente forma de estar.
A vivência desta simbiose de sentimentos e sensações reflecte a Graciosensidade deste tempo e espaço, em que a terra irrompeu sobre o mar e deixou que o homem dela se dispusesse, para que outros a conheçam e em conjunto celebrem do mesmo modo o momento do encontro e o da despedida.

(publicado no Diário Insular de 10/08/2010)

segunda-feira, agosto 30, 2010

Ser criança devia ser bom!

O Presidente da República afirmou hoje em Faro que as crianças justificam que se faça um esforço «no domínio orçamental» já que o risco a que muitas estão expostas «não é bom para o futuro do país».
In http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?section_id=12&id_news=466647

Pena que por cá não se pense de igual modo e, mesmo quando, "se calhar", não é preciso nenhum esforço em especial, se tomem as medidas correctas, justas, necessárias...

quinta-feira, agosto 05, 2010

Desafinanços

A Academia Musical da Ilha Graciosa tem vindo, há mais de 20 anos, a ensinar a miúdos e graúdos a arte da música.
É uma instituição de referência na Graciosa que assume uma boa parte da despesa do ensino da música, a par das filarmónicas.
Desde 1996 a Academia Musical da Graciosa tem paralelismo pedagógico que permite uma relação estreita com o ensino oficial, desconcentrando meios e dando à sociedade civil uma tarefa de instrução alternativa.
O então Secretário Regional da Educação, Dr. Bento Barcelos, deu à Academia da Graciosa a notoriedade reclamada quer pelo trabalho desenvolvido quer pela comunidade em geral.
Esse reconhecimento permitiu à Academia tornar-se mais ambiciosa no trabalho em prol do ensino da música, sendo garantidos meios para assegurar o paralelismo pedagógico.
Actualmente tudo mudou.
No "reinado" do anterior Secretário da Educação, Dr. Álamo de Meneses, começou-se a querer decapitar a Academia do rumo traçado em 1996, com a vontade de a reduzir a um mínimo que, ironicamente, é essencial para todo o resto.
Nos últimos anos só se assegurava paralelismo tarde e a más horas para a boa programação anual.
A Academia "rodava" bons professores mas não estabilizava o quadro dadas as anuais incertezas do Governo.
Este ano, com o leme nas mãos da Dr.ª Lina Mendes, promove-se a machadada e retira-se o paralelismo pedagógico - a par de se retirar os alunos do 5º ao 9º - o que para a Academia corresponde a um terço dos seus alunos.
Ainda assim, a Academia fica com o "encargo" do ensino às crianças até ao 5º ano e para quem queira algo mais da música, a partir do 5º grau.
E pode a Academia fazer isso sem um tostão de apoio?
Quem pensa que a educação musical se faz exclusivamente entre o 5º e o 9º ano de escolaridade está a milhas de ser um mediano governante!
E se com o fim do apoio à Academia de Música, acabarem os coros infantis, os espectáculos de dança, as audições e os espectáculos musicais?
Ficamos melhor?
Quantos serão aqueles que irão começar na música com mais de 10 anos sabendo que só há até ao 5º grau?
O que pode andar na cabeça de um Governo que quer isto para a Graciosa?
Por entre os pingos da chuva anda a autarquia de quem ainda não se ouviu uma palavra, um comentário!
A atitude do Governo deve obedecer a um plano mais específico sobre o ensino da música na Graciosa, de outro modo estamos perante uma asneira, mais uma, de um Governo cada vez mais avesso a tudo o que escapa ao seu poder hierárquico!
A falta desse plano sério para melhorar o ensino da música pode significar um retrocesso impensável para uma ilha onde a música é parte da alma colectiva.

Publicado no Diário Insular e Rádio Graciosa

segunda-feira, agosto 02, 2010

Pergunta de fachada

Mais uma vez o Sr. Deputado José Ávila vai à Rádio Graciosa com a conversa da pseudo confusão entre fachadas e empenas.

Fica uma perguntinha para o Sr. Deputado: Já ouviu falar de fachadas laterais?
Se fizer uma pesquisinha na doutrina e jurisprudência decerto que encontra esse conhecimento.
Talvez assim a sua confusão (ou será que gosta é de lançar confusão?) seja dis-fachada!

p.s. - experimente este link: Recomendação do Provedor de Justiça

no press?

Na sexta-feira, dia 23 de Julho pela manhã entrou na ALRA um requerimento que denunciava o incumprimento das ligações com a Graciosa na sequência do falhanço do serviço público de transportes marítimos.
Nessa tarde a Atlanticoline anuncia no seu site que já estava a fazê-lo.... diz datas para Agosto e dispõe-se a demonstrar que em Julho o tinha feito.
Esqueceu-se de pôr as datas de Julho e nunca tinha dito nada a ninguém, nem ao seu press site!!
Estranho?
Só depois de um requerimento é que se lembraram que não tinham dito nada?
Claro.... tá-se mesmo a ver!

Bom, mas para ver ficam aqui duas fotos do site da Atlanticoline para suscitar a questão:
Reforçaram as ligações marítimas de Julho e Agosto e só depois de um requerimento ao Governo é que se lembraram de anunciar?

quinta-feira, julho 29, 2010

Graciosenses na Graciosa

O conceito de limiar da pobreza encontrou em Portugal o seu valor próximo dos 400 euros mensais.
É um conceito relativo mas que afere a situação de uma região.
Nos Açores, entre 20 a 25 por cento da população vive com menos do que esse rendimento, e ainda que o seu grau de pobreza não seja extremo, são pessoas que necessitam da ajuda do Estado para acertar as contas elementares ao fim do mês.
Depois há os que apesar de ganharem um pouco mais do que esses 400 euros têm de fazer sacrifícios para chegar ao fim do mês.
O pior é quando o sacrifício é na receita da farmácia ou no supermercado!
A situação na Graciosa exige grande atenção.
Trinta por cento da população são pensionistas com um rendimento médio de 280,96 euros em doze meses do ano.
São 1323 pessoas numa população de cerca de 4300 residentes.
Depois há os que necessitam do Rendimento Social de Inserção e que correspondem a 117 agregados familiares (números de Janeiro de 2010).
Estes representam oito por cento da população residente.
O número de desempregados aumentou trinta por cento no último ano.
É uma realidade que deve preocupar quem governa há catorze anos e que recebeu da Europa o triplo da média das regiões mais pobres do espaço comunitário.
E é uma constatação de que o sucesso anunciado não gerou desenvolvimento e de que as medidas para as ilhas de coesão foram insuficientes, marcando a actividade governativa com um enorme fracasso no processo de desenvolvimento e coesão dos Açores.
Enquanto houver ilhas que apresentam uma realidade de tantas preocupações não podemos deixar de responsabilizar este Governo Regional.
Falta estratégia, falta ambição e faltam soluções.
Talvez seja tempo de o Governo ouvir o PSD e de ouvir a população.
Talvez assim reconhecesse que o problema existe em vez de teimar em se esconder ao redor de jogos de palavras.
São necessárias outras abordagens sobre a questão da desertificação de ilhas como a Graciosa. Ilhas onde tem falhado a coesão, onde os socialistas têm fracassado na execução de uma visão para os Açores.
Com a desertificação das ilhas o PS pôs em crise a ideia de "Açores - autonomia, desenvolvimento e coesão.".
E as crises debelam-se tomando medidas.
É urgente que se estanque esta ferida e se dê novo fôlego a uma açorianidade a nove, sem excepções, sem exclusões!
Muito mais importante do que ter Escandinavos na baixa de Ponta Delgada é ter Graciosenses na Graciosa!

terça-feira, julho 27, 2010

tempus fugit

Nem me dei conta que já se publica o Burgalhau fez dia 24 de Julho 4 anos.

...

100 dias

Completos desde que César disse que ía baixar as passagens para 100 euros e coiso e mais não sei o quê e que afinal já não era bem isso e...... prontos!!!

A gente espera...

Devido ao cancelamento do vôo SP 450, na manhã de hoje, a cerimónia de inauguração da obra de remodelação e requalificação das Termas e da Zona Balnear do Carapacho, prevista para as 11h00, foi adiada para a próxima 5.ª feira, dia 29 de Julho, às 14h30m.

in GACS

sexta-feira, julho 23, 2010

Obraram!

Habitualmente, quando uma qualquer entidade pública termina uma obra logo se apronta a fazer a sua inauguração, com pompa e circunstância, dando disso publicidade e exaltando as suas mais-valias.
Com o Governo Regional até já tivemos espectáculos milionários de inauguração, como no caso das Portas do Mar, ou com fogo de artifício exuberante, não fosse o final da obra motivo de grande comemoração.
Também há os casos de obras que são inauguradas vezes sem conta, após cada acrescento e cada melhoria.
Exemplos disso não faltam na ilha Graciosa. Veja-se o caso do Porto de Pescas, que a qualquer fase de obra concluída leva logo com uma inauguração e desde 2004 já foram algumas, com obras ainda a decorrer, e a esperar mais umas quantas festas de corta-fita.
Já assistimos ao descerramento de placas toponímicas em caminhos rurais, não fosse o nome do Governante ser esquecido. E até já assistimos à inauguração de um parque de estacionamento para não mais de 15 veículos, como no caso do estacionamento em frente à Academia Musical da Ilha Graciosa.
Mas se até aqui tem sido esta a forma de actuar, actualmente estamos a assistir a algo completamente novo.
Duas obras recentes na Ilha Graciosa foram já concluídas. As duas inserem-se no âmbito das zonas balneares da ilha e se uma pretendia transformar o lugar intervencionado numa nova zona balnear, a outra propunha-se melhorar significativamente a zona balnear existente.
São estas obras, respectivamente, a da zona balnear (?) do Barro Vermelho e a obra das piscinas do Carapacho.
Nestas obras gastaram-se centenas de milhares de euros mas gastou-se também a paciência dos Graciosenses.
Uma e outra envergonham por não cumprirem os propósitos desejados. Uma e outra parece que envergonham o Governo Regional que, nem tão pouco, se prontificou a fazer a sua inauguração.
No Barro Vermelho fez-se uma espécie de passeio, que não dá a lugar nenhum, com requintes de obra polida a ver pela pedra importada, ao que parece do Vietname, e com outra pedra encastrada mas estranhamente escondida por burgalhau a entulhar as imediações. Se era para transformar o Barro Vermelho em zona balnear ficamos esclarecidos: - Não cumpriu com o pretendido!!!
No Carapacho ninguém se cansa de apelidar aquela "coisa" da pior forma possível. Quem pensava que não era possível ter toda uma ilha contra uma determinada obra desengane-se. A obra das piscinas do Carapacho conseguiu esse feito!!!
Não me surpreende que, agora, se aprestem a fazer a sua inauguração, dando nota que nunca se enganam.
Se assim for fica o recado: Deviam era ter vergonh

Publicado no Diário Insular & Rádio Graciosa em 20/07/2010

terça-feira, julho 13, 2010

Férias Ociosas

Ao visitarmos a página da internet do programa OTL-J, encontramos o seguinte propósito: " O Programa OTLJ tem por objectivo proporcionar aos jovens uma forma inovadora de ocupar os seus tempos livres, contribuindo para a sua educação não formal, pela aquisição de novos saberes, normas e valores inerentes a uma cidadania responsável, bem como o acumular de experiências sociais e profissionais decisivas para a formação de cidadãos habilitados e responsáveis". Estes objectivos estão mais extensamente consagrados no Despacho Normativo n.º 25/2010 de 9 de Abril de 2010 do Secretário Regional da Presidência, que também atribui competências para gerir todo o programa à Direcção Regional de Juventude.

Este ano foi notícia que 1500 jovens ficaram de fora deste programa!

São motivo dessa exclusão a falta de verbas para apoiar este programa que assume tão nobres e exigentes objectivos.

Fará sentido que assim suceda?

Além de ser uma forma empreendedora de ocupar os jovens em período de férias, proporciona-lhes uma compensação monetária que permite todo um sem número de realizações pessoais e sentido de autonomia, numa transição para a idade adulta que se quer o mais "inserida" possível.

Mas para 1500 jovens que se candidataram ao programa não vai ser assim. Não poderão ver realizado esse seu desejo de ter umas férias, digamos, mais produtivas, com realização pessoal e, também, profissional.

É claro que tudo serve para desculpa por parte da Direcção Regional da Juventude (DRJ), e claro que para a DRJ a culpa é das entidades que se candidataram e, pasme-se, é também porque em determinados sítios não há colocação para os jovens.

E que tal se, durante a preparação de todo o programa, a DRJ fizesse o seu trabalho de casa e proporcionasse que, onde o índice de candidaturas é menor, houvesse medidas que até se poderiam chamar de "coesão", tornando a adesão mais atractiva?

Que tal se, durante o Inverno, a DRJ fizesse um pouco mais do que assistir às participações por parte do seu Director Regional em eventos partidários?

Diga-se em abono da verdade que ninguém dá pela existência desta Direcção Regional, parece que a sua actividade é sazonal e se resume à época estival. Mas se assim é, esperava-se que desse conta do recado e proporcionasse a jovens que pensam no seu futuro, que o querem mais capacitado e empreendedor, uma valiosa ocupação de férias, que também para muitos é um pequeno "pé de meia" para enfrentarem o início de uma nova fase fora da sua terra, numa universidade ou num outro curso que lhes ajude a realizar o sonho da sua vida!

Publicado no Diário Insular & Rádio Graciosa em 13/07/2010