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terça-feira, fevereiro 15, 2011

O PS vale pouco... o Governo tenta ajudar!

A cada dia que passa nota-se um maior frenesim no PS Açores e no Governo Regional.
É já notório que o grande objectivo é começar, desde já, uma campanha para as eleições de 2012.
Por todas as ilhas os membros do Governo desdobram-se em visitas a obras em curso, justificando tudo o que corre mal como uma aparente normalidade e lançando primeiras pedras a cada ocasião.
Até um incêndio em Ponta Delgada é logo motivo para aparecer no local, em entrevistas e declarações.
Este Governo maximiza o seu tempo de antena com a desgraça alheia e auto-promove-se com o dinheiro dos açorianos.
Como se isso não lhe bastasse, chegamos ao cúmulo de assistir a um insistente colocar do Governo, dos seus membros e dos meios do estado ao serviço do Partido Socialista. Vale tudo desde que seja para promover os dirigentes do partido, nomeadamente os deputados das diferentes ilhas onde se deslocam nessas visitas de propaganda, que nada trazem de novo e apenas servem interesses menos democráticos.
Exemplo disso foi a propaganda a que recentemente assisti, feita pelos deputados do PS eleitos por Santa Maria, promovendo assim actividade partidária, acompanhados pelo Director Regional da Cultura que se deslocou àquela ilha em serviço oficial, devidamente noticiada pelo gabinete de propaganda do Governo, e portanto, recebendo ajudas de custo pagas por todos nós.
Quem acha isto normal não tem nada a aprender com algumas práticas pouco democráticas próprias de regimes de partido único.
Nas restantes ilhas não é diferente. Os secretários regionais andam em roda viva, passeando-se na companhia dos dirigentes do Partido Socialista como se tudo fosse perfeitamente natural.
E por sinal, até é normal nesta região em que o Presidente do Governo, em processo de despedida do poder, usa e abusa de todas as ocasiões para atacar a líder do PSD.
2012 assusta cada vez mais os socialistas dos Açores que se acotovelam uns aos outros a ver se aparecem ao lado de quem possa estar na frente, sem contudo saber quem seja essa personalidade.
A 20 meses de eleições para o Governo Regional, o PS não tem candidato e tudo o que move o actual Presidente é fazer a campanha do seu partido, tentando que existam condições para afirmar o seu partido como alternativa de si mesmo.
Ironicamente, essa circunstância apenas revela que sem o actual Presidente do Governo o PS Açores vale pouco mais do que 20%.
Há claramente um desígnio eleitoralista de promoção do Partido Socialista por conta do Governo Regional. Pena é que quem tem competência para moralizar a vida pública e para sancionar este tipo de atitudes se entretenha com outros fados!

Publicado no Diário Insular e Rádio Graciosa

Causa Pública - Hoje - Graciosa


O programa Causa Pública de hoje é sobre a Graciosa - Na RTP Açores cerca das 20H45

sexta-feira, fevereiro 04, 2011

Deolinda - Parva que Sou



Sou da geração sem remuneração
e não me incomoda esta condição.
Que parva que eu sou!
Porque isto está mal e vai continuar,
já é uma sorte eu poder estagiar.
Que parva que eu sou!
E fico a pensar,
que mundo tão parvo
onde para ser escravo é preciso estudar.

Sou da geração ‘casinha dos pais’,
se já tenho tudo, pra quê querer mais?
Que parva que eu sou
Filhos, maridos, estou sempre a adiar
e ainda me falta o carro pagar
Que parva que eu sou!
E fico a pensar,
que mundo tão parvo
onde para ser escravo é preciso estudar.

Sou da geração ‘vou queixar-me pra quê?’
Há alguém bem pior do que eu na TV.
Que parva que eu sou!
Sou da geração ‘eu já não posso mais!’
que esta situação dura há tempo demais
E parva não sou!
E fico a pensar,
que mundo tão parvo
onde para ser escravo é preciso estudar.

João Costa questiona governo sobre instalação de pórtico de varagem no porto de pescas da Graciosa. ~ Rádio Graciosa

João Costa questiona governo sobre instalação de pórtico de varagem no porto de pescas da Graciosa. ~ Rádio Graciosa

O deputado do PSD/Açores, João Costa, pediu explicações ao governo regional sobre a instalação de um pórtico de varagem no porto de pescas da Graciosa, alegando que o executivo já prometeu a aquisição do equipamento “por diversas vezes”.Em requerimento enviado à Assembleia Legislativa dos Açores, o deputado graciosense referiu que, nos últimos anos, “dadas as condições de pouca segurança no interior do porto de pescas, ainda mais urgente se tornou a existência desse pórtico de varagem” e vai mais longe afirmando que “por certo que o Governo Regional não ignora que no último ano diversas têm sido as situações de aflição dentro do Porto de Pescas devido à falta deste equipamento.”“Este tem sido um inverno bastante rigoroso que, não só tem levado os pescadores da Graciosa a temer pela segurança das embarcações, assim como tem impossibilitado mais saídas para o mar”, e citamos.O parlamentar do PSD/Açores pretende também que o governo regional explique o motivo pelo qual “ainda não foi accionado o mecanismo do FUNDOPESCA” para os pescadores graciosenses, salientando que o reduzido volume de capturas e o baixo número de saídas para o mar registados entre Outubro e Dezembro “já justificavam uma atenção especial por parte do governo”.Para João Costa tratam-se de “situações que importa dar a atenção devida e que o Governo Regional tem obrigação, através do FUNDOPESCA de salvaguardar, não só no interesse dos pescadores Graciosenses e das suas famílias, mas também com reflexo na economia, já de si frágil, da ilha Graciosa”, e citamos.
No requerimento o deputado diz ainda ter conhecimento de existirem situações em que se constata o direito a beneficiar deste apoio, mas tal ainda não se verificou na presente safra.
Perante estas situações, o deputado laranja quer saber para quando a aquisição de um Pórtico de Varagem (travelift), se está o Governo Regional ciente da quebra acentuada de rendimentos dos profissionais da Pesca da Graciosa e porque razão ainda não foi accionado o mecanismo do FUNDOPESCA para os pescadores Graciosenses que dele devam beneficiar?

terça-feira, fevereiro 01, 2011

Uma Coelho está garantida, falta um Coelho

Na semana em que a indigestão dos resultados da eleição presidencial atormentava o PS Açores e o Governo, a solução para descentralizar o debate político foi a de uma recauchutagem governamental levando ao sacrifício da titular com menos peso político e na hora em que esta se encontrava mais fragilizada.
A saída de Lina Mendes da pasta da educação serviu para cumprir os objectivos imediatos de um Governo nitidamente cabisbaixo e sem saída para a tremenda derrota que sofrera Domingo.
Essa substituição, há muito reclamada pelos parceiros sociais, foi pensada ao nível do momento político de rescaldo de uma derrota do PS Açores, que se envolveu ao mais alto grau na alegre campanha do seu candidato, o candidato "amigo" como os próprios dirigentes socialistas o definiram, e também ao nível do momento conturbado que se vive no plano das políticas educativas e da esperada convulsão com a classe docente por causa dos concursos de professores.
Por outro lado, foi com extrema deselegância que o Presidente do Governo comentou a substituição de Lina Mendes, afirmando que era um processo esgotado (a passagem da governante pela pasta) e que esperava muito melhor desempenho por parte da nova Secretária, Cláudia Coelho Cardoso.
Deselegante na abordagem e contraditório nos propósitos da saída da anterior titular.
É que, se a anterior Secretária Regional saiu dizendo que o fazia por vontade própria, já o Presidente do Governo, ao ver fugir-lhe por entre os dedos a ideia de que quem manda é ele, logo tornou o caso como uma opção do próprio, ao qual só faltou dizer que tinha despedido a Secretária Regional.
A última semana trouxe também o fim de jogo no PS Açores sobre a eventualidade de ter na Presidência da República um amigo que ignorasse a regra estatutária que impede o actual Presidente do Governo de se candidatar a novo mandato.
O PS Açores necessitava desta solução como de pão para a boca, e o Presidente do PS, mesmo contrariado, aceitava que o tabu se pudesse prolongar por mais um ano, podendo assim evitar a implosão interna em que agora se encontra o Partido Socialista Regional.
Na verdade, Cavaco Silva cumprirá o que diz o Estatuto dos Açores e respeitará a vontade dos que fizeram constar da lei a impossibilidade de Carlos César se candidatar a Presidente do Governo, na senda, diga-se, do que pensa o próprio Presidente do Governo.
Neste desencanto eleitoral que arruinou as esperanças dos Socialistas regionais, o PS vê-se perante a cruel realidade de procurar outro líder. O PS Madeira parece que aposta em José Manuel Coelho. Os Socialistas dos Açores talvez o queiram disputar.

Publicado no Diário Insular e Rádio Gaciosa

Aos bocados

Sobre o voto de congratulação pelos 525 anos da Vila de Sta. Cruz

Corta-mato escolar

sexta-feira, janeiro 28, 2011

Tiago Borges contratado

O avançado açoriano Tiago Borges, que passou pelos escalões de base do FC Porto, vai trocar o Anadia, clube inscrito na zona Centro da 2.ª Divisão, pelo Leixões. O novo reforço, de 25 anos, ganhou notoriedade no Anadia, onde marcou 16 golos.

A contratação de um avançado nesta janela de Inverno era prioritária para a equipa de Matosinhos, como assumiu recentemente o seu treinador.

Augusto Inácio ganha, assim, um reforço com boas credenciais, dois dias depois de os leixonenses terem assegurado o concurso do médio Livramento.

Leia mais na edição impressa de A BOLA

quinta-feira, janeiro 27, 2011

Entardecer

Cláudia Cardoso é a nova Secretária Regional de Educação e Formação

O presidente do Governo Regional dos Açores, Carlos César, indigitou hoje Cláudia Cardoso para o cargo de Secretária Regional de Educação e Formação, substituindo Maria Lina Mendes, que abandona as funções “a seu pedido”.

A mudança no executivo regional foi anunciada esta noite numa nota do gabinete de comunicação, já depois de terem terminado os trabalhos do plenário da Assembleia Legislativa Regional.

Cláudia Alexandra Coelho Cardoso Meneses da Costa, 37 anos de idade, licenciada em Português/Inglês pela Universidade dos Açores, é natural da freguesia de Nossa Senhora da Conceição, em Angra do Heroísmo, na Terceira.

Esta é a segunda vez que Cláudia Cardoso assume funções no governo açoriano, depois de ter sido Secretária Regional da Presidência entre 2002 e 2004.

Segundo a nota oficial, o Representante da República para os Açores já assinou o decreto de nomeação de Cláudia Cardoso, que deverá tomar posse ainda esta semana.

Lusa/AO Online

Amanhecer

quarta-feira, janeiro 26, 2011

ALRAA aprova voto de saudação pela reeleição de Cavaco Silva

A Assembleia Legislativa Regional dos Açores aprovou esta quarta-feira, por maioria, uma voto de saudação pela reeleição de Cavaco Silva para a Presidência da República, numa votação em que apenas PSD e CDS/PP votaram a favor.
O voto de saudação, apresentado em conjunto pelo PSD e pelo CDS/PP, não recolheu o voto favorável das forças políticas que apoiaram outros candidatos nas eleições presidenciais de domingo o que fez com que a votação ficasse muito longe da unanimidade registada num voto semelhante aprovado há cinco anos.

Na votação de hoje no parlamento açoriano, PSD e CDS/PP votaram a favor, BE votou contra e PS, PCP e PPM abstiveram-se.

O documento aprovado destaca o “civismo e a normalidade democrática” com que decorreram as eleições de domingo, acrescentando que o Presidente da República eleito recebeu o “apoio significativo e amplo dos portugueses”.

“Os açorianos manifestaram-se expressivamente a favor do candidato vencedor, que recebeu na região um apoio relativo superior à média nacional”, acrescenta o documento, numa referência à votação obtida por Cavaco no arquipélago dos Açores.

Há cinco anos, também na sequência das eleições presidenciais, o parlamento açoriano aprovou dois votos de saudação pela eleição de Cavaco Silva para a Presidência da República.

Um dos votos, da autoria do PSD, com muitos elogios à figura do novo Chefe de Estado, foi aprovado apenas por maioria, com a abstenção do PS, enquanto o outro, da autoria da bancada socialista, redigido de forma quase telegráfica, foi aprovado por unanimidade.

Lusa/AO online

Eleitores-fantasma são 1,25 milhões - Política - Correio da Manhã

Eleitores-fantasma são 1,25 milhões - Política - Correio da Manhã

Se aos 10,6 milhões de cidadãos residentes, dos dados do Instituto Nacional de Estatística (INE), retirarmos os menores de 18 anos, que não podem votar, e dois terços dos estrangeiros em Portugal, que não têm direito de voto (290 mil), chegamos a um total de 8,37 milhões de eleitores no nosso país. A listagem total das freguesias aponta para 9,62 milhões. A diferença revela que há 1,25 milhões de eleitores-fantasma no País. Se tivermos em atenção apenas o universo real de eleitores, a taxa de abstenção das últimas presidenciais desce para 46,4%.

eleitores

Em relação à reeleição de Jorge Sampaio em 2001 votaram na Graciosa na reeleição de Cavaco Silva menos 163 eleitores!

terça-feira, janeiro 25, 2011

A lição do Professor

Nas eleições do passado domingo a esquerda socialista, - a democrática e a outra -, foram claramente postas no lugar pelo povo Português, farto das utópicas ideias de um passado que não se repete.
Essa dita esquerda apresentou todo o tipo de candidatos. Desde o ex-autarca desiludido com a política da máquina do Largo do Rato, ramificada no Terreiro-do-Passo e que tem levado ao actual estado do país, passando pelo poeta de ideais revolucionários do terceiro quartel do século passado, indo até ao habitual comunista da ortodoxia soviética, passando pelo comunista desiludido - nas suas palavras “evoluído”- que depois de lhe cair um bocado do muro de Berlim em cima achou que devia profetizar uma paródia política usando um partido que havia ali à mão! Havia também um Sr. Dr. que prometia nobreza mas revelou-se não como um político da social-democracia, como aparentava querer, mas como desprovido de visão de estadista, que convém ter quando se quer ser presidente desta república.
O Povo disse que nada disto servia, nada disto serve o país e a democracia.
Cavaco Silva encarnou o presidente que Portugal precisa para levar pela frente a difícil tarefa de nos tirar deste pântano que nos meteram.
Nos Açores nem vale a pena apontar derrotados, foram os que usaram de tudo para contrariar o sentimento democrático do povo açoriano, fizeram valer-se dos seus cargos para promover um candidato, usaram de uma campanha de insinuações sobre tudo. E sobretudo meteram a autonomia no meio da campanha, amedrontando e insultando o Presidente de Portugal. Quiseram afrontar mais uma vez as regras do jogo democrático, usando de meios proibidos pela lei eleitoral.
Agora escudam-se com as boas relações institucionais mas a verdade é que usaram mais uma vez os Açores para fazerem jogos políticos de favorecimento partidário. Depois escudam-se no povo dos Açores.
Até podia dar o nome a isto, mas isso já todos sabem!
Cavaco no discurso de vitória manifestou a verdade e o sentimento maioritário do povo português que não se comove com política de vão de escada, de canto de balcão, de demagogia e de insulto permanente, que está farta do caminho seguido e que, também nos Açores, está a por em risco a soberania e o futuro dos mais jovens.
Esta é uma vitória da verdade e um cartão vermelho à política tal como a usam as esquerdas, com campanhas e aliados de ocasião, e para a ocasião.
O país e os Açores merecem também outras políticas, ao serviço dos seus cidadãos, sem que estes sejam usados como escudo de interesses do partido ou de transição pessoal.
A votação de domingo foi um sinal, um bom sinal!

Publicado no Diário Insular e Rádio Graciosa

sábado, janeiro 22, 2011

Resposta do Governo aos horários da SATA de Inverno para a Graciosa

O requerimento era este: http://base.alra.pt:82/Doc_Req/IXreque350.pdf

Finalmente disseram qualquer coisa: http://base.alra.pt:82/Doc_Req/IXrequeresp350.pdf

O assunto já foi descrito aqui: http://ww1.rtp.pt/icmblogs/rtp/graciosa/?k=Horarios-de-Inverno-da-SATA.rtp&post=29229

Tirem as vossas conclusões!!!

Chapa 5 Socialista

Projecto para a Praça de Santa Cruz da Graciosa



Projecto para a Praça Velha de Angra do Heroísmo

sexta-feira, janeiro 21, 2011

Cavaco Silva é “único candidato” que pode assegurar “credibilidade externa”

A líder do PSD/Açores considerou quarta-feira que Cavaco Silva é o “único candidato” a Presidente da República que pode assegurar a “credibilidade externa” do país, lembrando que Portugal atravessa a “maior crise” das últimas décadas.

“O país está a atravessar a maior crise económica dos últimos 35 anos. É preciso que Portugal tenha credibilidade nos mercados externos, porque é essencial conseguir financiamento para a nossa economia. E só há um político que pode garantir essa credibilidade externa, que é o professor Cavaco Silva”, afirmou Berta Cabral, em declarações aos jornalistas, à entrada de uma reunião com dirigentes e militantes do partido da ilha do Faial.

A líder social-democrata salientou que Portugal vive uma situação económica e social “muito complicada a que este governo do PS nos conduziu”, acrescentando que a crise está a ter um “reflexo muito penoso” nos Açores e se vai “agravar” em 2011.

Berta Cabral defendeu que a Região necessita de um novo modelo de desenvolvimento, de forma a combater o crescimento do desemprego, bem como para ultrapassar a crise nos setores da construção civil e do turismo.

A presidente do PSD/Açores acrescentou que, devido à situação “difícil” do país e da Região, as eleições presidenciais são “determinantes e decisivas”.

“Ninguém se pode demitir dessa grande responsabilidade que é votar e emitir a sua opinião, sendo parte na escolha do nosso futuro”, disse Berta Cabral.


Som – Berta Cabral afirma que Cavaco Silva é único candidato que pode assegurar credibilidade externa

Polémica em Angra sobre a Praça Velha

A requalificação da Praça Velha em Angra do Heroísmo está a dar polémica.
Percebem agora os Angrenses por que a demolição do coreto da Praça de Santa Cruz deu tanto que falar?

Cavaco Silva vence logo à primeira volta - Portugal - DN

Cavaco Silva vence logo à primeira volta - Portugal - DN
Cavaco Silva 59%, Manuel Alegre 22%, Fernando Nobre 10%, Francisco Lopes 6%, José Manuel Coelho 2% e Defensor Moura 1%, são os resultados da sondagem da Universidade Católica.

quinta-feira, janeiro 20, 2011

A escolha do presidente - Graciosa Online

A escolha do presidente - Graciosa Online

PSD Graciosa apela ao voto em Cavaco





A Comissão Politica de Ilha do PSD/Graciosa apoia a candidatura de Aníbal Cavaco Silva às eleições para a Presidência da Republica que decorrem este domingo, dia 23 de Janeiro.

Em comunicado, a estrutura social-democrata defende que Cavaco Silva é o candidato melhor preparado para exercer a mais alta magistratura do Estado e chama a atenção dos graciosenses para "as calunias e insinuações" lançadas pelos restantes candidatos.

O PSD/Graciosa lembra ainda ao eleitorado graciosense que foi com Cavaco Silva, então primeiro-ministro, que os Açores viram consagrado o estatuto de região ultraperiférica da Europa, ao abrigo do qual tem vindo a beneficiar de muitos milhões de euros.

quarta-feira, janeiro 19, 2011

Orgulho de Portugal

Cavaco ganha à primeira volta e Alegre empata com Nobre | Económico

Cavaco ganha à primeira volta e Alegre empata com Nobre | Económico

Cavaco consegue 62% das intenções de voto. Alegre com 15% e Nobre com 13% disputam segundo lugar.

Cavaco Silva vence as eleições presidenciais à primeira volta, deixando Manuel Alegre com apenas 15% dos votos e tecnicamente empatado com Fernando Nobre.

É esta a antevisão da sondagem da Marktest para o Económico e TSF que dá ao candidato apoiado pelo PSD e pelo CDS uma vantagem confortável de 62% das intenções de voto e aponta o presidente da AMI como a grande novidade das presidenciais do próximo domingo, alcançando os 13%. Praticamente o mesmo valor que o candidato apoiado pelo PS e pelo Bloco de Esquerda, Manuel Alegre, que tem contado com a presença de destacadas figuras dos dois partidos nas suas acções de campanha.

Com o trabalho de campo a ser realizado ainda antes da última semana de campanha (entre os dias 14 e 16 de Janeiro) mas já incorporando algumas das críticas severas de Cavaco ao Governo e os casos BPN e BPP, os dados da Marktest espelham uma abstenção de 35% (25% de indecisos, 5% não respondem e 4% não votam). A confirmar-se seria o segundo valor mais baixo de sempre em eleições presidenciais que contam com um presidente recandidato. Apenas 4% garantem que votarão em branco.

terça-feira, janeiro 18, 2011

Por que voto Cavaco Silva

Se alguma coisa boa tem resultado desta campanha eleitoral é a circunstância de confirmarmos que, de entre os candidatos, apenas Cavaco Silva tem demonstrado ter as condições, já para não dizer as qualidades, necessárias para desempenhar a função presidencial.
A Campanha tem primado por apenas Cavaco Silva se afirmar com uma ideia de Portugal e uma noção exacta do sentido de Estado necessário para o desempenho das funções presidenciais.
Os restantes candidatos revelam tão só as repetitivas frases de críticas desgarradas e de ataques descabidos a Cavaco Silva.
Por mim, não embarco nesses argumentos de baixa política e de insinuações sobre quem tem demonstrado ser o único com conhecimentos e condições para influenciar positivamente os destinos de Portugal.
É por isso que irei votar Cavaco Silva no próximo Domingo.
Por isso e por muitas outras razões que, de facto, interessam nestas eleições.
Porque é o candidato que, na sua vida, mais provas deu de competência.
Porque é o candidato que se revela como o mais conhecedor da situação do País e dos passos que devemos dar para ultrapassar a grave situação em que Sócrates nos colocou.
Porque Cavaco nunca deixou de marcar presença quando confrontado com condições difíceis, nunca cedendo a facilitismos nem a pressões de outros para que servisse qualquer outro interesse que não o interesse do País.
Porque sempre falou verdade, ainda que esse não fosse o caminho mais fácil, demonstrando que não embarca em discursos de ilusões e de demagogia.
Porque, ao contrário de outros, não chegou agora ao clube dos que promovem as autonomias regionais, aliás, sempre deu provas de respeito, promovendo a dinâmica das autonomias como conceito para o seu desenvolvimento.
Porque é o candidato que mais se faz respeitar nos grandes fóruns internacionais, junto dos decisores políticos europeus e influenciando decisivamente a tomada de posições com influência directa no País e nas regiões autónomas.
Nunca é demais lembrar que a sua influência e determinação levou a que exista o conceito de regiões ultraperiféricas da Europa, levando a que regiões como os Açores tivessem uma atenção especial da Europa e um reforço exponencial das transferências de verbas da União Europeia.
Por estas e outras razões o meu voto será para o candidato Cavaco Silva.
Não porque ele irá servir os interesses dos partidos, porque isso ele já provou que não fará.
Mas porque Portugal e os Açores precisam de um Presidente com os pés bem assentes na terra, um Presidente que seja referencial de estabilidade, de verdade e de seriedade no exercício da função.
Com Cavaco temos essas garantias.

Publicado no Diário Insular e Rádio Graciosa

sexta-feira, janeiro 14, 2011

PSD lamenta “conformismo” do presidente do governo sobre economia regional

PSD lamenta “conformismo” do presidente do governo sobre economia regional

Data: 2011-01-13

O PSD/Açores lamentou hoje o “conformismo” manifestado pelo presidente do governo acerca dos dados sobre a evolução da economia regional, alegando que Carlos César mostrou “inusitada satisfação” por a Região ter um desempenho “menos mau” que outras regiões portuguesas.

“Neste país de Sócrates e César, este último responsável político revela uma inusitada satisfação por os Açores terem um desempenho menos mau do que algumas outras regiões portuguesas”, afirmou, em comunicado, a comissão política regional dos social-democratas.

O PSD/Açores salientou que, de acordo com os dados divulgados ontem pelo Instituto Nacional de Estatística sobre as contas regionais, a Região “tinha, em 2008, um PIB per capita de 15200 euros e, em 2009, descemos para 15100”.

“O problema de crescimento é evidente, face aos recursos disponíveis e à execução antecipada por via de desorçamentações e de endividamentos vários. Por tudo isto é estranho que o Presidente do Governo venha falar de 'desempenho notável'”, referiram os social-democratas.

A comissão política regional do partido sublinhou que, entre 1995 e 2006, os Açores “receberam de 7616 euros per capita da União Europeia, mais 2300 do que a Madeira e mais do dobro de todas as outras regiões ultraperiféricas”, considerando que “com tanto dinheiro teríamos necessariamente de crescer”.

“Em 1995 distávamos sete pontos da Madeira em relação à aproximação do PIB médio da União Europeia. Em 2009 distamos 27 por cento”, afirmaram.

O PSD/Açores lembrou que a Região “tem quase 20 mil beneficiários do Rendimento Social de Inserção, mais de 20 por cento de desemprego jovem, dez por cento das famílias açorianas atingidas pelo desemprego e empresas a fechar”.

“Não podemos deixar de valorizar o que atingimos, não podemos perder a esperança de dias melhores, mas temos de exigir mais de quem nos governa. Com tantos meios e com tantas necessidades não podemos capitular na vontade de fazer mais”, disseram os social-democratas.


quarta-feira, janeiro 12, 2011

Venham a mim que são autonomistas!

Em plena campanha eleitoral somos brindados com um sem número de aleivosias sobre os candidatos. Não se discutem ideias, não se debate o país, não se fala para o eleitor.
Mais do que servir o verdadeiro interesse da democracia, os caciques do costume andam numa roda viva à procura de mais um mexerico, de mais uma polémica e de mais uma distracção para denegrir a imagem e o bom nome de quem se dispõe a servir o Estado.
Nos Açores somos brindados com uma espécie de termómetro autonomista dos candidatos, onde a temperatura é medida pela vassalagem prestada a esse ícone autonomista com pés de barro que é o Presidente do Governo.
A campanha Socialista para as presidenciais mede-se, nos Açores, por saber se os candidatos pedem ou não audiências à majestosa personalidade de Sant'Ana, como se para aferir se alguém é mais ou menos defensor do modelo autonómico bastasse um pedido para aparecer ao lado de César.
Não deixa de ser caricato verificar que para os socialistas regionais, tanto faz o que o candidato comunista ou o candidato socialista pensam sobre o Estado Autonómico, desde que peçam a César um foto de ocasião e uma audiência de oportunidade.
E a oportunidade é sempre a mesma: atacar o candidato Cavaco Silva e o facto de este ter provocado a frustração Cesarista por não ter proporcionado uma presença ao seu lado.
Para o PS regional quem não vai à presença do Presidente do Governo não revela espírito autonómico. Contudo, esquecem que, por exemplo, Jorge Sampaio também não o fez e isso não impediu César de apelar ao voto no Presidente que ficará na história como o responsável pela ascensão de Sócrates.
Parecendo que é pecado não visitar um Presidente de Governo Regional quando em campanha nas regiões autónomas, os Socialistas facilmente esquecem que Alegre não pediu audiências ao Presidente do Governo Regional da Madeira quando ali se deslocou em campanha, e esquecem o que este recandidato disse em 2006, quando confrontado com essa circunstância. Na altura, Alegre dizia que pedira a César para o receber porque são amigos e que não fez o mesmo na Madeira porque não tem qualquer relação de proximidade com Alberto João.
Ver nestas situações medidores do carácter autonomista dos candidatos deixa os Socialistas em terríveis contradições sobre o verdadeiro sentido autonomista que deveriam colocar quando falam de defesa e luta autonómica. Mas nós já estamos habituados a isto, aliás, outra coisa não seria de esperar da parte de quem nunca percebeu, e parece que nunca perceberá, o que é a verdadeira luta pelas autonomias regionais e pelas suas progressivas conquistas.

Publicado no Diário Insular e Rádio Graciosa

sexta-feira, dezembro 17, 2010

máquina de lavar: €88,50 e o resto é conversa...fiada entre a SATA e o Governo

máquina de lavar: €88,50 e o resto é conversa...fiada entre a SATA e o Governo

Açores: alerta de erupção vulcânica no mar

Açores: alerta de erupção vulcânica no mar

O presidente do Serviço Regional de Protecção Civil dos Açores (SRPCBA) afastou qualquer risco para as populações associado à possibilidade de estar a ocorrer uma erupção vulcânica submarina entre as ilhas dos grupos Central e Ocidental do arquipélago.

Apesar disso, e face ao alerta recebido do Centro de Informação e Vigilância Sismológica dos Açores (CIVISA) de que uma erupção poderia estar a ocorrer nessa área desde o início de Dezembro, a Protecção Civil acompanha o «fenómeno com atenção», garantiu Pedro Carvalho à agência Lusa.

O presidente do SRPCBA adiantou que a situação foi também comunicada às autoridades marítimas para diligenciarem a possibilidade de recolha de informações por embarcações que naveguem na zona em que eventualmente se estará a registar a erupção.

Teresa Ferreira, do CIVISA, justificou a suspeita de uma erupção entre as ilhas dos grupos Central e Ocidental, numa zona da Crista Média Atlântica, com o registou de mais de uma centena de sismos nos últimos 10 dias.

A investigadora adiantou à Lusa que a zona em causa se localiza a mais de 100 quilómetros ilhas mais próximas ¿ Flores, Corvo, Faial e Graciosa ¿ e a profundidades que vão dos 800 aos 2 000 metros.

A última erupção marítima documentada ocorrida nos mares dos Açores ocorreu em 1998 ao largo da Serreta, ilha Terceira.

Pescadores em sobressalto!

quinta-feira, dezembro 16, 2010

Voto de congratulação - Graciosa Online

Voto de congratulação - Graciosa Online

A Câmara Municipal de Santa Cruz da Graciosa aprovou esta quinta-feira, por unanimidade, um voto de congratulação pela vitória do Team Graciosa na Taça de Ralis Além Mar do Grupo Central.

Este voto proposto pelos vereadores do PSD dá os parabéns aos pilotos Cláudio Bettencourt e Luís Silva.

Relatório da ERC mostra falta de pluralismo partidário na RTP - Media - PUBLICO.PT

Relatório da ERC mostra falta de pluralismo partidário na RTP - Media - PUBLICO.PT


Já no caso da RTP Açores, cujo Governo Regional é socialista, o PSD, neste caso através do seu “braço” açoriano, volta a estar sub-representado: em vez dos quase 32 por cento que deveria ocupar, fica-se pelos 12. A oposição no seu todo, em vez dos 48 por cento só tem 35. E o Governo em conjunto com o PS chega aos 65 por cento, quando idealmente deveria ter 50 por cento.

quarta-feira, dezembro 15, 2010

Veto do Rep. da República

1. Dirijo-me à Assembleia Legislativa a que Vossa Excelência superiormente preside para, no exercício da competência atribuída ao Representante da República pelo nº. 2 do artigo 233º. da Constituição, solicitar uma nova apreciação do Decreto Legislativo Regional nº. 33/2010, recebido no meu Gabinete para assinatura no dia 7 do corrente mês de Dezembro, que contém o Orçamento da Região Autónoma dos Açores para o Ano 2011, dando conta aos digníssimos Deputados da Região das razões que motivam esta minha decisão.

2. Antes de mais, quero fazer a precisão de que a minha discordância, expressa neste veto, não se dirige ao Orçamento, qua tale, que esse não discuto, mas apenas à norma do artigo 7º. do diploma que o aprovou e que cria uma … “remuneração compensatória igual ao montante da redução remuneratória total ilíquida efectuada, por via do diploma do Orçamento do Estado, em relação aos trabalhadores da Administração Regional e dos Hospitais EPE, cujas
remunerações totais ilíquidas mensais, nos termos previstos naquele diploma orçamental, se situem entre €1.500 e €2.000.” E tanto se circunscreve rigorosamente a essa norma que o sentido deste veto ficará inteiramente cumprido com a sua eliminação pura e simples.

3. Na verdade, esta norma é criticável a vários títulos. Desde logo, na sua conformidade constitucional, ou seja, da violação dos princípios constitucionais da igualdade, da solidariedade e da coesão nacionais.
Mas, independentemente deste juízo de desconformidade com a Constituição, que não foi por mim exercitado pelo meio disponível da fiscalização preventiva (mas poderá a todo o tempo ser desencadeado pela via da fiscalização abstracta sucessiva) sobram sempre razões de carácter ético, ou ético-político, que desabonam e condenam uma tal medida.

4. Será bom começar por dizer, o que às vezes tem sido esquecido, que foram considerações de carácter social, humanitário, de solidariedade e de compreensão das debilidades salariais de uma certa faixa de funcionários públicos regionais que estiveram na base e serviram de fundamento a esta medida de excepção. Os órgãos de Governo Regional agiram aqui no desenvolvimento e na efectivação de um compreensível impulso de protecção dos seus funcionários mais carenciados e afectados pelo corte salarial decretado no Orçamento Nacional.
Só que isso é uma parte da realidade, que sendo relevante, silencia ou despreza a outra parte da realidade nacional envolvente.
Na verdade, afronta injustificadamente as situações paralelas e similares dos funcionários atingidos pelo rigor do orçamento nacional, alguns dos quais a prestar serviço na Região, e bem assim, muitos dos funcionários da Administração Local.
Enquanto a medida discriminatória e profundamente injusta, se não mesmo de incompreensível egoísmo.

5. E não vale argumentar com a penosidade do trabalho nos Açores, pelo isolamento, pela onerosidade que a distância agrava, enfim por aquilo a que vulgar e repetidamente se chamam os preços, os custos e os sacrifícios da insularidade.
Tudo isso é exacto, mas aceitável e atendível noutros planos, onde, aliás há muito se vêm praticando efectivamente medidas de compensação, protecção, apoio e incentivo de efeitos mais generalizados e abrangentes.

6. Nem se diga que a remuneração compensatória não custa um cêntimo ao Orçamento Nacional ou ao contribuinte continental.
É uma afirmação superficial e de validade apenas formal.
Na verdade, é evidente que só pode sair do Orçamento da Região Autónoma dos Açores.
Mas será razoável lembrar que desde sempre uma parte significativa das receitas (correntes e de capital) desse Orçamento é constituída por transferências do Orçamento Nacional.
E bem. E muito justamente, como sempre entendemos, porque não pactuamos com aqueles que, em tom levianamente brejeiro, vão já gracejando que a discriminação positiva começa a ser demasiado positiva.
Mas também não pactuamos com a queixa e o lamento de séculos, que, por isso mesmo já entrou no imaginário político açoriano, de que tudo o que de nefasto acontece nos Açores é fruto de um centralismo cego e anacrónico.
Não se nega a existência esporádica de motivações centralistas e preconceituosas.
O centralismo existe, efectivamente.
E curiosamente, e por ironia, alimenta-se de situações como esta.
Mas não é regra. Nem sequer a excepção frequente.
Há muito que as Autonomias Regionais entraram no património adquirido de Portugal e, particularmente os Açores e os Açorianos, no património afectivo-cultural, quase afectivo-romântico, dos continentais.
Sei do que falo, porque sou metade de cada lado.
Mas, até por isso, me sinto à vontade para expressar a minha discordância profunda das razões, do sentido e dos objectivos desta medida que considero injusta e discriminatória.

7. Por outro lado, colocando-se fora do alcance dos sacrifícios nacionais pode assacar-se-lhe um desprezo e uma dessolidarização da gravíssima situação que o País atravessa.
É preciso recuar quase um século para encontrar cortes salariais desta natureza e dimensão.
Não é uma mera situação de dificuldade conjuntural e transitória que podia consentir ou justificar tratamentos e soluções diferenciados que a própria dimensão da Autonomia legitimaria.
Não é disso que se trata.
Trata-se antes de uma situação de catástrofe nacional, da responsabilidade de muitos – ou de todos – ao longo dos tempos que pode arrastar Portugal para o descrédito, a miséria, a bancarrota.
Ninguém pode eximir-se aos sacrifícios decididos, com generalizada aceitação, como necessários e adequados.

8. E não está na tradição do Povo Açoriano esconder-se atrás da bruma para não sentir as dores dos vizinhos.
O sentimento de fraternidade, de entre-ajuda e de solidariedade está no ADN dos Açorianos.
E, por isso, tenho a intuição de que o desejo de bem fazer e proteger, ditado pelo instinto e tacto político não interpretou o profundo sentir deste povo sereno, sensível, fraterno e solidário.
E, assim, a eliminação da norma em causa pela reconsideração da sua justeza por parte de Vossas Excelências, Senhores Deputados, representará um acto de reencontro com o mandante – o Povo Açoriano – e uma louvável atitude de humildade e de correcto exercício democrático do mandato parlamentar que do Povo receberam.
Demais que, e não será despiciendo, será sempre e ainda um acto de vontade do Parlamento Açoriano, sem interferências externas, no desenvolvimento total e profundo dos valores da Autonomia.
Com os mais cordiais cumprimentos do maior apreço e da mais elevada consideração, saúdo, na pessoa de Vossa Excelência, todos os Senhores Deputados.

Angra do Heroísmo, 15 de Dezembro de 2010

terça-feira, dezembro 14, 2010

Chicos-espertos

Continua a dar que falar a remuneração compensatória.
Já aqui disse que a questão é de se ter feito uma discriminação negativa de alguns açorianos, apoiando 3700 funcionários públicos com ordenados entre os 1500 e os 2 mil e qualquer coisa de euros, deixando outros de fora bem como a verdadeira classe média baixa que vai sofrer as agruras da austeridade socialista.
Entretanto a questão evoluiu, a contento dos socialistas regionais, para uma pseudo-afirmação autonómica contra centralistas e os que não entendem as dificuldades insulares. Mas essa é uma falsa questão que possibilita o asnear de quem se entretém com o acessório, esquecendo a questão central.
Na verdade, esta medida criou a noção de que existem Açorianos que devem ser compensados havendo outros, também cidadãos destas ilhas, que irão ver os seus salários reduzidos por força dos cortes aos que ganham mais de 1500 euros.
César e os socialistas regionais bem que tentam justificar esta medida como um apoio social, como se apenas uma parte dos que ganham mais de 1500 euros justificassem esse conceito aplicado à sua condição económica.
Depois dizem que abdicaram de um estádio de futebol para investir este dinheiro nas famílias, como se tais investimentos dispensáveis tivessem visto o seu adiamento por preocupações sociais com os que mais necessitam.
Chegam mesmo a querer fazer passar por ignorantes todos quantos ouvem as suas estafadas justificações como o fez o líder da bancada do PS na ALRA ao dizer que este apoio remuneratório era investimento reprodutivo, porque os que dele beneficiavam iriam gastar essa verba em comes e bebes no mercado local!
Mas quem assim fala e actua esquece que o seu chico-espertismo apenas confere às suas palavras a idiotice de quem não vê como justificar a avalanche de críticas a que a medida tem sido sujeita.
Se este socialismo insular quisesse actuar na sociedade não podia ignorar os que mais necessitam e os que mais sofrerão com esta crise. E essa actuação passaria, sem dúvida, por abdicar de certos investimentos para apoiar as classes de Açorianos que sentem como nunca as dificuldades da sua baixa condição económica. Mas este socialismo esquece os mais fracos, e se abdica de um estádio de futebol, não se coíbe de gastar, por exemplo, 6,6 milhões de euros num novo Centro de Arte Contemporânea.
Convenhamos que o raciocínio do dispensável em favor do necessário fica ferido de morte neste exemplo que significa o dobro da verba que agora se gasta com esta remuneração compensatória.
Para uma região em que 1/4 da população vive abaixo do limiar da pobreza, ficamos esclarecidos.

Publicado no Diário Insular e Rádio Graciosa

segunda-feira, dezembro 13, 2010

Graciosenses na Primeira Página do DI

PS tenta “instrumentalizar” Assembleia Legislativa dos Açores

PSD Açores - Partido Social Democrata dos Açores

O líder parlamentar do PSD/Açores considerou hoje que o PS fez uma “tentativa de instrumentalização” da Assembleia Legislativa, alegando que a convocação da conferência de líderes sobre a remuneração compensatória apenas visava “servir os interesses” dos socialistas e do presidente do governo.

“O grupo parlamentar do PSD entende que o pedido de reunião da conferência de líderes feito pelo PS é apenas uma tentativa de instrumentalização da Assembleia Regional, que visa servir os interesses do PS e os do presidente do governo regional”, afirmou António Marinho, em conferência de imprensa.

O líder da bancada social-democrata salientou que a conferência de líderes parlamentares “não tem qualquer competência” para se pronunciar sobre a remuneração compensatória, referindo que lhe compete apenas “apreciar os assuntos previstos no Regimento”.

“Em termos gerais, a conferência de líderes tem por atribuições pronunciar-se sobre o funcionamento das reuniões e da organização dos processos legislativos, nomeadamente a convocação das reuniões plenárias, a respetiva agenda, a organização e tempo de debate, bem como outros de natureza idêntica”, disse.

António Marinho acrescentou que “não existe qualquer fundamento legal, estatutário ou regimental que habilite a conferência de líderes a pronunciar-se sobre o objeto da convocatória”.

O presidente do grupo parlamentar do PSD/Açores reafirmou também a posição do partido sobre a remuneração compensatória, sublinhando que é uma medida “discriminatória” e “injusta”, dado que só abrange 3700 trabalhadores, além de ser “um fator de criação de desigualdades”.

O líder da bancada social-democrata recordou que o PSD/Açores votou contra a medida, tendo proposto, em alternativa, a redução do IRS em 30 por cento até ao quarto escalão.

“Com a proposta do PSD, seriam beneficiadas, por igual, as famílias açorianas. Ao mesmo tempo, num momento de crise da economia açoriana, seria dado um contributo para aumentar o rendimento disponível das famílias, estimulando o consumo e a dinamizando a economia regional. Essa proposta foi rejeitada pela maioria absoluta do PS”, afirmou.


Som – António Marinho afirma que PS tentou instrumentalizar Assembleia Legislativa
Som – António Marinho reafirma que redução do IRS beneficiaria, por igual, as famílias açorianas

Os campeões somos nós - Graciosa Online

Os campeões somos nós - Graciosa Online

Taça de ralis do grupo central fica na Graciosa



O Team Graciosa segurou o primeiro lugar da Taça de Ralis Além-mar do Grupo Central, no rali do natal disputado na ilha Terceira.

Cláudio Bettencourt e Luís Silva, ao volante de um Mitsubishi Lancer EVO9, ficaram em 2º lugar nesta ultima prova do troféu, a apenas duas décimas de segundo do vencedor Fernando Meneses.

sexta-feira, dezembro 10, 2010

Carlos César põe “açorianos contra açorianos”

O PSD/Açores considerou hoje que o presidente do governo está a pôr “açorianos contra açorianos” ao defender a remuneração compensatória para 3700 funcionários públicos, além de “dar oportunidade aos centralistas” para atacar a Autonomia.

“Com esta situação, Carlos César põe açorianos contra açorianos e dá oportunidade aos centralistas e às desconfianças de Lisboa para atacar a Autonomia a quem, deste modo, o próprio presidente do governo presta um péssimo serviço”, afirmou, em comunicado, a comissão política regional dos social-democratas.

O PSD/Açores salientou que “não é dividindo os açorianos que se defende a Autonomia”, alegando que “não é compensando uns e esquecendo os outros que se é mais açoriano ou que se defende os interesses da Região”.

“Na realidade, por muito que se afirme o contrário, com este tipo de postura está, apenas, a fragilizar-se a Autonomia. Por tudo isto, o PSD não pode deixar de lamentar que se instrumentalize a Autonomia e os seus órgãos para meros exercícios de afirmação pessoal que só prejudicam os Açores e os açorianos”, referiram.

Segundo a comissão política regional do partido, a “agitação política” criada pelo presidente do governo regional acerca da remuneração compensatória “está a prejudicar a Autonomia, a sua afirmação e credibilidade”.

“O PSD, com o sentido de responsabilidade democrática e autonómica que sempre afirma em todas as suas posições, apela à contenção e sensatez do presidente do governo e à necessidade de colocar à frente de quaisquer necessidades de afirmação pessoal e política os superiores interesses dos Açores e os legítimos direitos dos açorianos que devem ser, todos eles, tratados de forma justa e sem discriminações”, afirmaram.

Os social-democratas sublinharam que Carlos César implementou uma medida que “só protege uma parte pequena dos açorianos, esquecendo todos os outros que vêm os seus rendimentos baixar ora com a diminuição de salários, ora com a diminuição de prestações sociais, ora com o genérico aumento de impostos que afeta todos”.

O PSD/Açores recordou que o partido apresentou uma proposta alternativa à remuneração complementar, que passava pela redução em 30 por cento do IRS até ao quarto escalão, o que permitiria “compensar e proteger todos os açorianos independentemente das profissões e entidades patronais”

“O PS votou contra e quis, apenas, beneficiar uma parte dos funcionários públicos açorianos”, referiram os social-democratas.


Comunicado aqui: http://www.scribd.com/doc/45050869/Comunicado-CPR-10DEZ2010

Debate na AR

Dia Internacional dos Direitos Humanos









Speak Up, Stop Discrimination, Human Rights Day 2010

Na íntegra

As declarações do Presidente da República quando confrontado com a notícia da remuneração compensatória dos Açores.

Por uma questão de sanidade e imparcialidade os OCS dos Açores deviam publicar/mostrar na íntegra estas declarações!



Questionado sobre a inconstitucionalidade da medida a resposta foi: "não me quero pronunciar sobre isso"

terça-feira, dezembro 07, 2010

Quem não quer ser lobo...

A convulsão política desencadeada pela remuneração compensatória decidida pelo PS nos Açores, com o acordo de PCP, CDS e PPM, é uma machadada política no processo de afirmação da autonomia perante a necessária solidariedade que sempre se reclamou perante a República.
Se muitos comentários primam pela ignorância, num e noutro sentido, a verdade é só uma: a remuneração compensatória para quem trabalha na administração pública regional e ganha entre 1500 e 2200 euros é uma medida que gera desigualdades e assume certos Açorianos como de primeira e outros de segunda.
É bom recordar que os Açorianos que trabalham nas finanças, nas autarquias, na polícia e na GNR, nos tribunais e nas conservatórias, são Açorianos, vivem a Açorianidade, aqui nasceram e cresceram, aqui têm raízes e aqui criam os seus filhos, aqui pagam impostos e aqui vivem com as mesmas dificuldades dos demais. Mas, na verdade, não gozam desta remuneração compensatória que apenas se aplica aos que estão na alçada da administração regional.
Por essa razão o PSD não podia apoiar esta medida e propôs, como alternativa e verdadeiro apoio às famílias (a todas), que a região fizesse uso das prerrogativas que tem na lei de finanças regionais, estabelecendo em 30% a redução do IRS até ao 4º escalão.
Significaria isso que quem ganha menos do que 41 mil euros por ano veria as medidas de austeridade serem menos severas, isso sim, fazendo justiça para com uma região que, por via das circunstâncias, merece o tratamento especial que está consagrado na legislação.
Tratava-se de defender os Açorianos por igual, e na medida do possível, do preço a pagar pelos erros da (des)governação socialista.
Ao preferir o caminho da discriminação negativa de muitos Açorianos, ao afrontar a solidariedade nacional e ao pôr em causa esses conceitos, os Socialistas dos Açores e o seu insubstituível líder geraram a incompreensão do país.
De nada servirá a justificação dos poderes autonómicos, porque não é disso que se trata. De nada servirá o desfraldar do anti-centralismo, porque os Açorianos que não beneficiarão desta remuneração compensatória não podem ser ignorados nem discriminados perante os seus pares.
Mais uma vez, fica a descoberto que um Governo e uma maioria arrogantes não servem o interesse geral. Mais uma vez fica demonstrado que essa arrogância só serve para censurar a razão a quem a tem, apenas e só porque essa razão é a do maior partido da oposição. Mais uma vez, fica demonstrado que através da proposta de melhoria do sistema fiscal se podia, de facto, apoiar as famílias e os Açorianos por igual.

Publicado no Diário Insular e Rádio Graciosa 07/12/2010

segunda-feira, dezembro 06, 2010

Remuneração compensatória

No Parlamento dos Açores, na discussão do Orçamento para 2011, o PSD propôs a eliminação do artigo que previa a remuneração compensatória para vencimentos na administração pública regional entre os 1500 e os 2200 euros por a mesma criar desigualdades. Não estivemos impávidos e assumimos com coragem a nossa alternativa!



Horários de Inverno da SATA - Graciosa Online

Horários de Inverno da SATA - Graciosa Online

O governo regional deixou esgotar o prazo de 60 dias e ainda não respondeu ao requerimento do grupo parlamentar do PSD, entregue no dia 4 de Outubro, sobre os horários da SATA para a Graciosa durante o inverno IATA.

Em comunicado hoje divulgado, o deputado graciosense do PSD classifica esta atitude de desrespeito quer pela Assembleia Legislativa quer pela população da Graciosa.

João Costa lembra que também o Conselho de Ilha da Graciosa, a 28 de Outubro, reconheceu que os actuais horários não defendem o desenvolvimento da Graciosa. Para o deputado social-democrata esta "situação decorre ao arrepio das promessas do PS e do presidente do governo" aquando da compra dos novos aviões.

O comunicado recorda que quem viajar para a Graciosa ou desta sair no fim de semana tem um voo à sexta-feira pelas 13h30, ao sábado às 15h45, ao domingo às 11h30 e à segunda-feira às 11h30.

Quanto às ligações para Lisboa apenas à quarta-feira existe uma ligação que chega à capital durante o dia (13h55). Nos restantes dias da semana a chegada a Lisboa é de madrugada e o tempo entre a partida e a chegada varia entre as 8 e as 13 horas. João Costa lembra também, para quem viaja de Lisboa para a Graciosa, que deve estar no aeroporto às 04h00 ou 06h00 da madrugada. Sobre a proximidade dos dois voos à quarta-feira, denuncia ainda que impedem a deslocação à Terceira e a Ponta Delgada no mesmo dia.

"Por outro lado, a ligação entre a Graciosa e Ponta Delgada praticamente deixou de ter voos directos (ainda que com escala na Terceira)" - afirma João Costa.

Na opinião do deputado do PSD " esta situação exige imediata alteração, conforme vincou o Conselho de Ilha, e exige imediata resposta do governo". - conclui o comunicado.

por: Luís Costa

quarta-feira, dezembro 01, 2010

O embuste orçamental

O PS apresentou-se no parlamento como o partido que sustenta o único governo capaz de aumentar apoios sociais em tempo de austeridade, quando todos pela Europa fora fazem o contrário.

Essa circunstância faria do PS Açores o campeão do Estado Social, mas a verdade dos números e a crueza da realidade desmentem por completo uma ideia que só vinga porque é dita vezes sem conta, com a complacência de quem ouve e faz fé nas repetidas afirmações.

Na verdade, conforme tive oportunidade de dizer na ALRA, o total de aumento do complemento regional de pensão não chega a 1 milhão de euros, concretamente 943 078 €, para distribuir num ano por 35 mil idosos, resultando em menos de 2 euros por mês a cada um!

O governo esforçou-se por demonstrar que este apoio era feito com grande esforço, que era inédito, e repetiu à exaustão que era um aumento de mais de 4%.

Mas a realidade é que o Governo enganou todos quantos o ouviram. O esforço governamental é apenas de 1% do aumento da verba para campanhas publicitárias e resume-se a 0,09% do total do orçamento.

Ou seja, para a verba que o governo usa para dar festas em discotecas de Lisboa ou jantaradas com requinte a seguir a espectáculos de televisão, o PS inscreveu mais de 21 milhões de euros, um aumento de mais de 100% comparativamente ao ano de 2010, tendo o deputado Francisco César inclusivamente referido que a verba para esses eventos era mesmo para reforçar!!!

Já para os pobres que vivem 1/4 abaixo do limiar da pobreza, que têm menos de 300 euros por mês de pensão, o PS aumenta a verba do apoio complementar em menos de 0,09% do total orçamentado.

Só não é um escândalo porque já ninguém se impressiona com a forma como este governo age.

E, de facto, não impressiona saber que o caminho dos Socialistas não é diferente nos Açores do que tem sido seguido no continente.

De facto, os socialistas liderados por Sócrates, com o incondicional apoio de César, endividaram o país de tal forma que nos colocam à beira da bancarrota, virando-se depois para os cidadãos pedindo sacrifícios.

Nos Açores de Carlos César e do PS o caminho seguido é o mesmo, a região tem uma factura para apresentar aos nossos filhos de 2 mil e 500 milhões de euros.

Vendo as coisas de forma crua, é uma região pobre, com muitos pobres, e enterrada em dívidas.

O compromisso geracional da dívida que os socialistas deixam nos Açores acaba, por sinal, por ser um clone do percurso seguido por Sócrates.

E, ao invés de assumirem a realidade e inverterem o rumo, o PS mantém-se agarrado ao vício da arrogância e às habituais mitomanias.

É mesmo caso para dizer: Juntos Conseguiram!!!



Publicado no Diàrio Insular e Rádio Graciosa - 30/11/2010

O Bebé Martim - reportagem RTP Açores




Parabéns aos pais e Felicidades para a família!!

terça-feira, novembro 30, 2010

Criança nasce a bordo de helicóptero da Força Aérea > Sociedade > TVI24

Criança nasce a bordo de helicóptero da Força Aérea; TVI24

Planos falhados

Faz hoje um ano que aqui escrevi sobre o Plano Anual do Governo para a ilha Graciosa.
Terminei a minha crónica concluindo que o plano seguinte seria certamente mais volumoso, atendendo à acumulação de verbas não executadas e que o Governo adia sucessivamente.
Não me enganei!
Este ano o Plano volta a crescer, desta feita mais de 1 milhão de euros relativamente ao ano passado.
Mas voltamos à técnica de acumular promessas, inscrevendo verbas que não se executam, levando a que a verba cresça sem que isso signifique grande coisa.
No ano passado o Governo inscreveu cerca de 3 milhões de euros para o novo Centro de Saúde.
Este ano o Governo inscreve mais cerca de 5 milhões para essa mesma obra.
Ora, como não se prevê que o Centro de Saúde custe 8 milhões, na verdade o que temos é a mesma verba reinscrita, pois no ano passado limitaram-se a inflacionar o Plano para demonstrar grandes intenções.
Tem sido assim e, no entretanto, lá vão alguns dizendo que acham tudo isto muito positivo, muito normal e muito bom para todos.
Esta forma de governar, adiando sempre para anos eleitorais novas primeiras pedras e novas promessas, tem atirado a Graciosa para ciclos de execuções que, numa avaliação global, acabam por não ter a repercussão positiva que deveriam.
Este ano o Governo volta a esquecer a desejada marina (ainda é cedo para uma obra dessas dar frutos eleitorais), esquece o novo matadouro (o objectivo é o mesmo), ignora a protecção costeira de Santa Cruz (resta-nos rezar) e faz de conta que nunca prometeu a requalificação da baía da Praia (isso é mais em ano de eleições)!
No Plano, o Governo não dá mostras de querer cumprir com o que prometeu para a presente legislatura, até porque será o penúltimo plano desta e as prometidas obras não se fazem em alguns meses, e mantém a mesmíssima linha de actuação para a Ilha Graciosa.
Quem acha que isto é positivo só pode ter baixado os braços perante o declínio que vamos tendo nas verdadeiras lutas pelo desenvolvimento da Ilha.
Não parece lógico que os sucessivos Planos que assumem sempre as mesmas orientações estratégicas e que, de quatro em quatro anos, adiam a ilha para a legislatura seguinte, possam deixar de ter um olhar crítico e de frontal discordância.
Era tempo de a Graciosa voltar a ter voz de reivindicação no cumprimento de promessas esquecidas, de não se limitar a acenar com a cabeça como se esperasse apenas mais um favor ou uma benesse.
Era tempo dos Planos serem cumpridos e executados na íntegra. De não resultarem sempre num constante falhanço perante o desafio do desenvolvimento e de devolução à ilha de uma nova esperança.

Publicado no Diário Insular de 23/11/2010

quinta-feira, novembro 18, 2010

Agasalhe uma Nova Vida

“Agasalhe uma Nova Vida”

Actualmente, existem muitas famílias carenciadas, que estão a sentir fortemente as consequências geradas pela crise económica que o país atravessa. Há novas vidas que perigosamente estão a ser alvo desta situação. Os produtos considerados indispensáveis ao crescimento e desenvolvimento normal de um bebé têm, muitas vezes, custos elevados.

O serviço de Saúde Materno-Infantil do Centro de Saúde apela à solidariedade social dos graciosenses para que possam ajudar estas famílias a responder, de melhor forma, às necessidades dos seus filhos. Eles são o nosso futuro.

Pode deixar a sua contribuição na:

- Consulta Externa do Centro de Saúde de Santa Cruz da Graciosa

- Casa do Povo da Freguesia do Guadalupe

- Casa do Povo da Freguesia de S. Mateus

- Junta de Freguesia da Luz

Material necessário (pode ser usado):

- Roupa de bebé dos 0 meses aos 6 meses

- Edredão para bebé

- Flanela

- Fraldas descartáveis dos 0 meses aos 6 meses

- Biberão

- Alcofa

- “Ovinho” / Cadeira de transporte

O Serviço de Saúde Materno-Infantil do Centro de Saúde de Santa Cruz da Graciosa agradece o apoio de todos os que contribuírem.

quarta-feira, novembro 17, 2010

Blogue Graciosa Online faz um ano - Notícias - RTP Açores

Blogue Graciosa Online faz um ano - Notícias - RTP Açores

O desespero sucessório

O Presidente do Parlamento Açoriano deu uma entrevista a uma rádio onde defendeu a recandidatura de César a Presidente do Governo.
O Dr. Francisco Coelho fez questão de dizer que era uma opinião "pessoal" e que, pessoalmente, achava que por ser uma "liderança forte" não vinha mal ao mundo de o mesmo se recandidatar pela quinta vez.
Fez bem o Presidente do Parlamento em frisar o afastamento da opinião do cidadão Francisco Coelho da opinião do titular do órgão regional. Mas não o fez inocentemente.
É que o Dr. Francisco Coelho, que é o actual Presidente da Assembleia Legislativa, foi também actor central no processo de Revisão do Estatuto Político dos Açores que consagrou a impossibilidade de um Presidente de Governo fazer mais do que 3 mandatos consecutivos, admitindo-se apenas uma excepção para um 4º mandato de César. E fez bem diferenciar a qualidade "pessoal" da sua opinião porque bem sabia que, institucionalmente, essa opinião é indefensável.
Ou seja, Francisco Coelho, político do PS, pode defender o que muito bem entende. Já o Presidente do Parlamento não pode defender uma violação clara do Estatuto Político dos Açores. E não o pode fazer porque, na verdade, a excepção criada para César se poder candidatar a um "quarto" mandato, esgotou-se com a vitória daquele nas eleições de 2008.
A norma transitória que consagrava a excepção ao exercício de mais do que 3 mandatos, esgotou-se na vitória de César, e o facto da promulgação do Estatuto ter sobrevindo àquela eleição apenas encerra a inexistência de norma transitória para uma nova recandidatura. Isto é, não há qualquer norma que excepcione o actual Presidente do Governo perante a regra geral de não poder fazer mais do que três mandatos consecutivos no cargo.
Acresce que, mesmo que se interpretasse a norma transitória reportando a um sentido de permissão de mais um mandato, essa interpretação esbarra de forma inequívoca quer no texto, quer no espírito, da própria norma que permite um "quarto" mandato, sendo cilindrada pelo espírito, e até pela fonte, do Estatuto, que apenas excepcionou um eventual "quarto" mandato.
Essa é a interpretação do próprio César que sabe, ainda que isso lhe cause ansiedade, não poder recandidatar-se em 2012.
Percebe-se, por outro lado, a opinião pessoal do Dr. Francisco Coelho: O PS não consensualiza a quem confiar a liderança do Partido. É a aflição Socialista que, perante perder uma "liderança forte", a quer segurar a todo o custo. O seu fim é o fim da paz interna e o início de um ciclo de sucessão fratricida de onde muitos fugirão, principalmente eleitores!


Publicado no Diário Insular.

terça-feira, novembro 09, 2010

Comentários às notícias - Rádio Graciosa

Justo e Solidário?

O candidato Manuel Alegre escolheu como lema de campanha o slogan "Justo e Solidário".
Nada mais a propósito das contradições de um candidato que, até nos seus apoios políticos, encerra uma coisa e o seu contrário (PS e Bloco de Esquerda).
O candidato Alegre tem mostrado tudo o que nos leva a fugir da sua eleição, como se um desígnio nacional se tratasse. Torna-se quase obrigatório não eleger o poeta para Presidente de todos os Portugueses, creio mesmo que, se tal viesse a acontecer, não nos salvaríamos de uma maior crise financeira. Pense-se só no que fariam os mercados perante a eleição de alguém apoiado pela estrema esquerda. Seria a emissão de bilhete para a entrada do FMI, se até lá Sócrates não escancarar as portas para que tal aconteça.
O candidato Alegre não podia ser mais lírico no contra-senso do seu slogan de campanha. Na verdade, Alegre tem sido justo e solidário com o PS. Tal como o seu maior apoiante regional, Carlos César, Alegre tem grande parte da responsabilidade na situação do país, ou não fosse ele um dos mais antigos deputados socialistas (ou mesmo o mais antigo), estando sentado na cadeira de deputado desde Abril de 1974.
A Alegre ninguém ouviu senão palavras solidárias para com Sócrates, revelando uma atitude de subserviência à lógica partidária, com umas pitadinhas de "enfant terrible", mas sempre inserido no jogo de poder interno do PS e solidarizando-se sempre com o líder nos momentos de mais intensa luta política.
É tal a dependência de Alegre relativamente ao PS que veio já lamentar-se de não haver mais dirigentes do partido na sua campanha eleitoral.
Numa atitude reveladora do incómodo que lhe causa o apoio ideológico do Bloco de Esquerda, Alegre tem dado mostras de autênticos pedidos de socorro ao PS e a Sócrates. Não que Alegre queira Sócrates a aparecer, cruzes credo, mas que mande alguns dos seus "boys" para dar um ar de apoio do PS a este candidato.
A presença da família Soares na campanha de outro candidato está a melindrar Alegre na sua mostra de que está com o PS e sempre defenderá o PS.
No plano da sua campanha anti-Cavaco, Alegre desdobra-se em críticas avulsas e contraditórias. Se por um lado quer que Cavaco faça coisas e diga mais coisas ainda, por outro lado insurge-se por Cavaco existir, por falar, por aparecer, por ser e por estar.
O poeta está perdido na prosa de uma campanha perdida. Não sabe o que quer e não quer o que sabe.
Nesta caminhada até 23 de Janeiro salva-se a lucidez de Cavaco, que não embarca em slogans que tentem mostrar aquilo que não é e que, mantém uma atitude de Estado, fulcral para o futuro de todos nós.


Publicado no Diário Insular

quinta-feira, novembro 04, 2010

Culpados!

No próximo ano os Açorianos irão sentir em força uma crise que nos tornará mais pobres e mais distantes do prometido desenvolvimento a níveis europeus.

O Presidente do Governo Regional já veio dar nota dos paliativos que pretende aprovar para reduzir a pobreza dos mais pobres, mas são pequenas quantias que até no orçamento regional são uma migalha se atendermos ao esbanjamento de dinheiros públicos que é já uma marca socialista na governação.

O anunciado aumento de 60 cêntimos mensais no complemento regional de pensão é o resultado da máxima que o PS pratica e que se resume em fazer uma grande festança para comemorar a miséria e com isso dar uma imagem de preocupação social.

Vivemos uma inversão dos mais nobres valores democráticos e não será com a mesma receita de sempre que conseguiremos dar a volta. Aliás, o futuro que o PS prepara para os Açorianos não augura nada de bom. Em breve teremos que lidar com a escassez de recursos comunitários, cansados de sustentar uma governação saloia e marcada pela irresponsabilidade e despesismo.

No fundo, e chegados ao final de muitos milhões investidos pela Europa, conclui-se que não investimos onde deveríamos ter investido. Na verdade, limitámo-nos a gastar onde não deveríamos ter gasto.

Há apenas um ano, em plena crise mundial, os socialistas na República prometiam o fim da crise e gastavam recursos de uma forma que nos coloca na bancarrota. Nos Açores prometia-se que não haveria crise e que estávamos a salvo da austeridade.

Estão à vista os resultados de tanta insensatez e irresponsabilidade só justificadas pela extrema incompetência de quem continua a gastar recursos do Estado como se fossem inesgotáveis. E para os socialistas são mesmo inesgotáveis enquanto houver impostos para cobrar.

Após mais um ano de governação de Sócrates não podíamos estar pior. Não podemos, por isso, deixar de responsabilizar todos aqueles que, com a sua retórica de demagogia, tudo fizeram para eleger o actual primeiro-ministro.

Nos Açores essa responsabilidade é total por parte do PS e do seu presidente Carlos César, a par de todos os responsáveis políticos socialistas que tudo fizeram para eleger o pior Primeiro-Ministro que a democracia portuguesa conheceu. Carlos César usou de todos os meios ao seu dispor para convencer os Açorianos.

É altura de assumirem as suas responsabilidades, é altura de fazerem o "mea culpa" por contribuírem para o actual estado das coisas. Mas mais do que isso, é altura de, democraticamente, apontar o dedo aos culpados para que a memória não se esvaneça e os Açorianos não esqueçam.


Publicado no Diário Insular e Rádio Graciosa

terça-feira, novembro 02, 2010

Razão no tempo certo

No início de Outubro questionei o Governo (que ainda não respondeu) sobre os horários de inverno da SATA para a Graciosa.





Entretanto, perante as evidências e rendida ao óbvio, a senhora deputada do PS, Vera Bettencourt, acabou hoje por reconhecer a razão das minhas preocupações.
Pena que quando levantei a questão não tivesse feito o comentário que se segue e que, com tantos rodeios, parece que engoliu um grande sapo!



p.s. dois recados:Não fica mal reconhecer a razão a quem a tem & Não devemos esconder o sol com a peneira!
Ah, e já agora, com aviões maiores é natural que haja mais oferta de lugares e mais capacidade de carga!