Na ilha Graciosa faz falta discutir o futuro, propor alternativas, opinar, ouvir, exigir e procurar alcançar o bem comum. Este espaço pretende dar um contributo. Não teremos sempre razão nem seremos donos da verdade, queremos apenas ser uma pedra no sapato da inércia, da falta de visão e imaginação, do imobilismo estratégico e da cultura do "yes man". Temos uma tarefa difícil, temos de partir muita pedra mas não nos importamos, o burgalhau é sempre útil!
terça-feira, julho 05, 2011
Açores em mudança
Arregimentam-se "boys and girls" na recta de lançamento de um ano que, para a sua sobrevivência política é de, imagine-se, trabalho!
Os Açores já se habituaram a esta rotina politiqueira em que os seus problemas repentinamente encaminham-se para uma resolução. Uma ilusão criada sempre depois de mais um "toca a reunir", assegurado por quem faz da politica a sua salvação profissional.
Mas os problemas não desaparecem! Pelo contrário, avolumam-se.
Foram já necessários muitos milhões para afastar as ilhas umas das outras, para dar cabo do devir comum e de unidade que se revela no sentir autonómico, e para desvendar o tal ciclo vicioso que se vai anunciando como novo!
A caminho, na segunda década do século XXI, vemos um PS Açores que se mantém igual em tudo, seja nos métodos de confundir o que é publico com o que é do partido, seja nos caciquismos de caça ao voto, seja nos seus protagonistas.
Andamos a convergir com a Europa na pobreza, e as ilhas são cada vez mais periféricas umas das outras. A coesão, que já de si foi uma aldrabice, acabou com a vontade de crescimento harmónico. Passámos a ter ilhas de mão estendida e continuou-se sem se perceber que o verdadeiro desenvolvimento dos Açores passa de Santa Maria ao Corvo, sem duplas periferias e sem triplas insularidades.
Mas lá se vão arregimentando, toldados pela sua profissão de políticos, sem outro objectivo que não o de manter o seu posto de vigia!
Irónicamente, não reparam na mudança que os Açores precisam para que as 9 ilhas tenham o seu destino comum, que se quer de desenvolvimento e fixação de gentes! Estão muito ocupados vigiando o parceiro e prontos para rasteirar quem se atrever a atravessar o seu caminho, ou a esticar demasiadamente o pescoço.
E apesar de esconderem o que diziam quando exaltavam a alternância no poder e o rejuvenescimento das políticas e do políticos, não conseguem deixar de saber que só assim os Açores podem dar o salto qualitativo que, mais do que uma necessidade, é já uma obcessão popular.
E é com um reconhecimento colectivo de que se fechou o ciclo deste modelo de governação socialista, que alguns, mais apegados a que nada mude, se apressam a desviar as atenções para uma semi-assumida confrontação com o novo governo de Portugal.
É importante que ninguém esqueça quem nos trouxe até aqui e o que nos comprometemos cumprir. Não para exaltar a responsabilidade, mas sobretudo para olharmos para o futuro, melhor informados e melhor preparados.
Publicado no Diário Insular e Rádio Graciosa
quinta-feira, junho 30, 2011
Carlos César contesta programa de Passos Coelho (som) - Notícias - RTP Açores
Destaco esta pérola de respeito democrático:
"É um programa sobre o qual existe uma divergência de fundo, de modelo e de programa, que já foi espelhado ao longo da campanha eleitoral", recordou Carlos César, acrescentando que é, só por si, uma "boa razão" para justificar a discordância.
Está já em curso uma guerra sem quartel destinada a esconder as suas próprias responsabilidades!
terça-feira, junho 28, 2011
Da viagem em económica aos que se acham executivos!
A começar temos a decisão em não viajar em classe executiva nos voos para a Europa.
Para os habituais críticos esta medida foi vista como populista, pois o Governo não paga as suas viagens na TAP.
Curioso! Então se o Governo não paga as suas viagens na TAP, quem paga? Ninguém? A ser assim, viajar na TAP é de graça e o combustível, tripulações, aeronave, placas de aeroporto e despesas afins são tudo questões menores que, pelos vistos, nada custam ao Governo!
Ver as coisas desta forma diz bem como temos sido governados por quem pensa que não pagando o uso de empresas do Estado não faz despesa. Esquecem-se que alguém paga essas empresas e o seu funcionamento e esse alguém é o povo português, enterrado em dívidas por esta forma de estar.
Com a sua atitude, Passos Coelho enviou uma séria mensagem a toda a administração e para os que não olham para a despesa que fazem, apenas e só, porque não são os próprios a pagar! Para além disso, enviou uma séria mensagem a todos os portugueses, para que olhem à forma como fazem as suas despesas e ponderem antes de gastar aquilo que não se tem!
Outra medida que marcou o início da governação foi a decisão de acabar com os Governos Civis. E, também aqui, houve uns quantos que encontraram grandes defeitos e problemas.
A começar pelos próprios Governadores Civis, curiosamente, em larga maioria pertencentes aos quadros do PS e alguns nomeados depois de perderem eleições autárquicas (coincidência por certo), logo vieram dar nota da sua importância para a democracia e o regular funcionamento das instituições.
Curiosamente, só os próprios repararam nessa importância e alguns até já dizem que só saem do cargo depois de ser publicada no Diário da República a sua exoneração.
Santa paciência para lidar com estes resquícios de falta de humildade democrática e de falta de noção do ridículo.
Ao invés das atitudes positivas de uma nova forma de estar no exercício do poder foi a revelação de que a anterior ministra da cultura, por sinal iniciada em lides governativas como directora regional da cultura (não secretária regional mas directora regional) se recusou a entregar a pasta ao sucessor no cargo, alegando que "Ministra não entrega pasta a Secretário de Estado". Passa fora!
Percebe-se o pânico que sentem alguns instalados que temem pelo seu futuro político, são os mesmos que destilam fel em ditos e escritos e que, sem o lugarzinho na política, sabe-se lá o que farão na vida.
Publicado no Diário Insular e Rádio Graciosa
quinta-feira, junho 23, 2011
quarta-feira, junho 22, 2011
Núcleo Empresarial teme que não sigamos o ritmo de desenvolvimento das restantes ilhas. ~ Rádio Graciosa
Sobre os apoios aos empresários, na ilha Graciosa continua-se a sentir dificuldades na elaboração das candidaturas, pois nesta ilha não existem gabinetes de projectistas, nem de outras áreas necessárias para a elaboração das candidaturas. No entanto tem havido melhorias, conforme nos disse Carlos Brum.
terça-feira, junho 21, 2011
Guerrilha
Tem piada, em 2005 na tomada de posse de Sócrates não houve qualquer referência às Regiões e em 2009 também não.....
César estava lá?
Claro que estava, César já assistiu como Presidente do Governo Regional a 5 tomadas de posse de Primeiros-Ministros!!!
Um governo cansado - Graciosa Online
PSD Graciosa faz análise à visita do governo

A visita da semana passada à Graciosa revelou "um governo cansado" e sem ideias, na opinião do PSD Graciosa expressa em comunicado.
A comissão política social-democrata congratula-se com os aspectos positivos anunciados, designadamente, a contratação de um médico e de um piloto de barra ou da inauguração do Centro de Saúde em 2012, mas lamenta que não sejam passos suficientes para garantir o progresso da Graciosa.
O PSD acusa mesmo o governo de trazer à ilha "uma mão cheia de nada", quando adia para as próximas eleições obras essenciais como a marina e o matadouro. Por outro lado, a CPI do PSD Graciosa entende que a economia da ilha não se desenvolve sem uma aposta clara no sistema de transportes e nas acessibilidades.
Neste sentido, o maior partido da oposição sustenta que esta vista demostrou a necessidade que a Graciosa tem de mudar para o seu desenvolvimento não estar sujeito ao calendário eleitoral do PS.
por: Luís Costa
segunda-feira, junho 20, 2011
IRS - dedução autárquica
domingo, junho 19, 2011
sábado, junho 18, 2011
quinta-feira, junho 16, 2011
terça-feira, junho 14, 2011
Açores agrícolas
O Presidente da República dedicou parte do seu discurso do dia de Portugal, e um artigo no "Expresso", à agricultura, em especial aos jovens agricultores.É um desígnio e uma obrigação nacional!
É, também, uma incontornável necessidade se nos concentrarmos nos Açores e nas suas especificidades, tradição, e vocação.
Os Açores agrícolas são a melhor aposta para um futuro sustentável, onde a terra não é só alimento e paisagem, mas constitui um embrião de desenvolvimento, de economia e de criação de riqueza.
Os jovens agricultores, nas palavras de Cavaco Silva, "ocuparão a linha da frente de um vasto e patriótico movimento nacional que coloque a agricultura como um sector fundamental para a sustentabilidade futura do nosso país",
Existem já bons exemplos de uma interessada inclusão dos jovens no mundo rural, incrementando o sector e constituindo factor de esperança para o futuro.
É o caso da ilha Graciosa, em que existe uma importante adesão de jovens ao empreendedorismo agrícola, em especial na lavoura.
É essencial que se percorra o restante do caminho para que possamos voltar à terra e tirar dela o que ela tem para nos dar, numa perspectiva de sustentabilidade económica, ambiental e até social.
A inovação, a deversificação, o apoio técnico no terreno, a correcta política de apoios e a desburocratizaçao são vertentes que devem deixar de ser conceitos para passar a ser práticas sem mais perda de tempo e indefinições.
Para isso não se pode dificultar o acesso à profissão, como acontece com o recentemente aplicado regime do código contributivo que, também aqui, merece uma revisão e um aperfeiçoamento.
Aliada esta a outras medidas que possibilitem um encontro entre a técnica, o conhecimento e a inovação, contribuindo para uma relação de custos na produção compatível com as especificidades de vivermos em ilhas, podemos ambicionar um regresso à terra pautado pelo progresso, pelo desenvolvimento económico e pela coesão social.
Sábias palavras de um Presidente com os olhos postos no futuro e apostado em ser motor de vontades políticas que assumam esta nossa vocação natural pela imprescindibilidade que representa, tal como o mar que os rodeia!
Os açores agrícolas são o passo que pode ser dado, que já devia ter sido dado, e que não se pode deixar de dar, sob pena de não termos outras oportunidades para assegurar um melhor futuro!
É necessário ainda percorrer um longo caminho, só possível com um correcto olhar para esta realidade, um olhar semelhante ao que nos dá o Presidente dos portugueses, sem receios, sem entraves, sem ideologias e sem interesses sobrepostos.
segunda-feira, junho 13, 2011
quarta-feira, junho 08, 2011
Rescaldo eleitoral
Sopraram ventos de mudança no país e nos Açores.
Finalmente podemos ter esperança de que se siga um rumo de reforma do Estado para tornar Portugal num país capaz de sair da crise em que nos meteram.
Nos Açores, a derrota do PS local é por demais evidente e digna de registo se quisermos ver as coisas como elas são.
Para o PS Açores, o dia a seguir a uma grande derrota parece ficar esquecido com o reconhecimento da derrota. E, como é já costume, essa derrota tem sempre factores externos e imponderáveis.
Mas a verdade é bem diferente, excepto sefizermos de conta que não fizeram a campanha que fizeram e não disseram o que disseram.
Podemos nós ignorar que foi César que pediu para se votar em Sócrates como se se estivesse a votar no próprio César?
Podemos nós fazer de conta que o corrupio de membros do Governo em iniciativas várias os puseram em roda viva pelas ilhas, às vezes, coincidindo com a passagem do seu cabeça de lista por essas paragens?
Podemos nós fazer de conta que não andaram a dizer que o PSD ia acabar com a escola pública, retirar reformas e liquidar o RSI?
Será possível que queiram que já ninguém se lembre do que disseram da RTP Açores e de que o PSD ia acabar com este canal?
E quererão que ninguém mais fale na campanha sobre os aeroportos dos Açores em que, sempre com meias verdades, lá vinham insinuar o mal que era eleger os candidatos do PSD?
Claro que é escusado responder a tudo isto, porque será essa a dialéctica de sempre após mais um acto eleitoral.
O PS quer que se faça, agora, de conta que nada disto foi dito e feito. Quer que se pense apenas que o responsável foram as políticas impopulares de Sócrates e os grandes sacrifícios que fez pelo país.
Mas não é assim!
Esta derrota do PS só não foi maior porque o CDS/PP não conseguiu, por uma unha negra, retirar o segundo deputado eleito pelos socialistas. Mas fica a certeza de que os Açorianos estão fartos de mentiras e de comportamentos paternalistas de quem pensa que os outros não sabem o que se passa.
Com os resultados de Domingo os Açorianos mostraram que sabem o que fazem, que estão informados e não se deixam enganar. Mas mostraram, também, que estão fartos do Socialismo de gastar o que não se tem, à custa dos impostos e engordando um Estado que se vai governando mas que não ajuda ao desenvolvimento da sociedade!
terça-feira, junho 07, 2011
quinta-feira, junho 02, 2011
Prioridades
hoje, 2 de Junho, ainda estão fechadas (!!!) o aspecto do Paúl é este:

