Na ilha Graciosa faz falta discutir o futuro, propor alternativas, opinar, ouvir, exigir e procurar alcançar o bem comum. Este espaço pretende dar um contributo. Não teremos sempre razão nem seremos donos da verdade, queremos apenas ser uma pedra no sapato da inércia, da falta de visão e imaginação, do imobilismo estratégico e da cultura do "yes man". Temos uma tarefa difícil, temos de partir muita pedra mas não nos importamos, o burgalhau é sempre útil!
domingo, julho 24, 2011
sábado, julho 23, 2011
quarta-feira, julho 20, 2011
Tirem as vossas conclusões!
Este Fundo, até à data, foi alvo de uma resolução aprovada por unanimidade no Parlamento para acudir às famílias desempregadas no pagamento do crédito à habitação.
De resto, não são ainda conhecidas intervenções deste Fundo no apoio às tais situações de pobreza ou desprotecção súbita de que falava o líder parlamentar socialista.
Por ocasião do debate, aquando da votação do referido orçamento regional, apelidei o referido Fundo de "saco azul" a fazer lembrar um certo "Fundo de Socorro Social" que deu brado pela sua aplicação caciqueira.
Talvez não me tenha enganado muito nos objectivos por detrás da aprovação daqueles 7 milhões, até porque não parece que se vá esgotar a verba no tal apoio a famílias em que o desemprego bateu à porta e que têm crédito à habitação por liquidar.
Nesta questão de utilização de verbas do orçamento o Governo Regional tem sido useiro e vezeiro em surpreender pela negativa. Ninguém esquece as festas de cocktail ou as viagens sumptuosas que se vão realizando à custa do dinheiro dos Açorianos. Nessa medida também não surpreendeu que o Governo se tenha conformado cedo de mais com o brutal aumento de impostos de que os Açorianos serão alvo por força do acordo com a Troika que impõe a revisão da Lei de Finanças Regionais para cortar na discriminação positiva do IVA, do IRS e do IRC. É que, com este aumento de impostos, aumenta também a receita governamental que passa a contar com mais verba ao dispor para os gastos a que já nos habituou, ainda para mais em ano eleitoral como é 2012.
Acresce que, veio, agora também, o Presidente do Governo dizer que quer que reverta para a região o imposto extraordinário sobre o subsídio de Natal para, segundo César, reforçar uma tal de "agenda compensatória". Ou seja, Carlos César concorda com os aumentos de impostos que iremos ser obrigados a suportar pela incompetência Socialista desde que isso lhe dê receita para, ao belo prazer da maioria, distribuir numa agenda compensatória de duvidosa aplicação e insondáveis resultados no combate à pobreza.
Pelo meio, já nada surpreende nesta política de "big brother" sobre a vida dos Açorianos quando, nem de propósito, este governo coloca nas mãos do seu Vice-Presidente a responsabilidade de gerir 1300 milhões de euros. A ver pelos comportamentos recentes estamos bem entregues.
Publicado no Diário Insular e Rádio Graciosa
Berta Cabral propõe incentivos diferenciados para combater desertificação das ilhas pequenas.
Ponta Delgada, 17 jul (Lusa) - A presidente do PSD/Açores defendeu hoje a criação de incentivos financeiros e fiscais diferenciados para as empresas e...

A presidente do PSD/Açores sublinhou que as especiais dificuldades das ilhas de menor dimensão ficaram comprovadas pela redução do seu número de habitantes, confirmada pelos Censos 2011, e destacou, no caso das Flores, a necessidade de reformulação do transporte aéreo.
"Há um problema grave nos transportes, sobretudo ao nível do escoamento de alguns locais, em particular do peixe", alegou Berta Cabral, realçando ser preciso garantir "mais capacidade de carga" para colocação de peixe fresco no exterior.
Para ser colocado nos mercados externos, o peixe descarregado na ilha terá de ser primeiro transportado para S. Miguel, acrescentou Berta Cabral, realçando tratar-se de um produto que perde qualidade se não for escoado rapidamente.
API.
Lusa/fim
quarta-feira, julho 13, 2011
O fim está próximo!
Este exemplo serve para reflectir sobre a política e a forma de estar no exercício de cargos executivos. Na verdade, passar o tempo a lembrar o passado não nos motiva para o futuro. O passado serve, certamente, para não repetir erros. Mas passar a vida a falar do tempo em que outros governaram só se justifica quando há medidas que obrigam a uma melhor explicação ou a uma mais aturada compreensão. De resto, quando um governo tem de recorrer sistematicamente ao discurso da desculpabilização com os que o antecederam apenas demonstra que não encontra soluções para o futuro.
E quando essa desculpabilização se reporta a períodos de governação ocorridos há mais de 15 anos, então temos um caso grave de falta de seriedade democrática e autêntica desfaçatez.

É assim nos Açores, onde o Governo Regional, que está no poder há já 15 anos, passa a vida a desculpar a sua falta de resultados com os governos que o antecederam há já 4 legislaturas.
Para que conste, quando falo na falta de resultados não estou a falar das obras feitas com os 20 mil milhões de euros gastos nos últimos 15 anos pelo actual Governo Regional. Falo sim, do facto de continuarmos tragicamente a constar no fim da tabela do desenvolvimento económico e social, falo do facto de termos 25% da população a viver abaixo do limiar da pobreza, falo da desertificação das ilhas mais pequenas, falo do baixo nível de rendimentos de uma larga maioria da população e dos maiores níveis de desemprego da autonomia, falo do fracasso do desenvolvimento harmónico e da contínua ausência de um modelo de desenvolvimento que aproxime as ilhas umas das outras, ao invés das afastar e isolar entre si.
Mais revelador de que os Açores exigem uma mudança é também a confissão de incapacidade para dar a volta a estes indicadores.
Quando o partido do governo sistematicamente recorre à pergunta de como deve ser feito, como aconteceu na passada semana no parlamento regional, quando perante os insucessos de 15 anos no poder nos perguntam como devem fazer para inverter os maus resultados e se desculpam com um governo que cessou funções em 1996, só podemos concluir uma coisa: o fim está próximo!
Publicado no Diário Insular e Rádio Graciosa
segunda-feira, julho 11, 2011
quinta-feira, julho 07, 2011
terça-feira, julho 05, 2011
Açores em mudança
Arregimentam-se "boys and girls" na recta de lançamento de um ano que, para a sua sobrevivência política é de, imagine-se, trabalho!
Os Açores já se habituaram a esta rotina politiqueira em que os seus problemas repentinamente encaminham-se para uma resolução. Uma ilusão criada sempre depois de mais um "toca a reunir", assegurado por quem faz da politica a sua salvação profissional.
Mas os problemas não desaparecem! Pelo contrário, avolumam-se.
Foram já necessários muitos milhões para afastar as ilhas umas das outras, para dar cabo do devir comum e de unidade que se revela no sentir autonómico, e para desvendar o tal ciclo vicioso que se vai anunciando como novo!
A caminho, na segunda década do século XXI, vemos um PS Açores que se mantém igual em tudo, seja nos métodos de confundir o que é publico com o que é do partido, seja nos caciquismos de caça ao voto, seja nos seus protagonistas.
Andamos a convergir com a Europa na pobreza, e as ilhas são cada vez mais periféricas umas das outras. A coesão, que já de si foi uma aldrabice, acabou com a vontade de crescimento harmónico. Passámos a ter ilhas de mão estendida e continuou-se sem se perceber que o verdadeiro desenvolvimento dos Açores passa de Santa Maria ao Corvo, sem duplas periferias e sem triplas insularidades.
Mas lá se vão arregimentando, toldados pela sua profissão de políticos, sem outro objectivo que não o de manter o seu posto de vigia!
Irónicamente, não reparam na mudança que os Açores precisam para que as 9 ilhas tenham o seu destino comum, que se quer de desenvolvimento e fixação de gentes! Estão muito ocupados vigiando o parceiro e prontos para rasteirar quem se atrever a atravessar o seu caminho, ou a esticar demasiadamente o pescoço.
E apesar de esconderem o que diziam quando exaltavam a alternância no poder e o rejuvenescimento das políticas e do políticos, não conseguem deixar de saber que só assim os Açores podem dar o salto qualitativo que, mais do que uma necessidade, é já uma obcessão popular.
E é com um reconhecimento colectivo de que se fechou o ciclo deste modelo de governação socialista, que alguns, mais apegados a que nada mude, se apressam a desviar as atenções para uma semi-assumida confrontação com o novo governo de Portugal.
É importante que ninguém esqueça quem nos trouxe até aqui e o que nos comprometemos cumprir. Não para exaltar a responsabilidade, mas sobretudo para olharmos para o futuro, melhor informados e melhor preparados.
Publicado no Diário Insular e Rádio Graciosa
quinta-feira, junho 30, 2011
Carlos César contesta programa de Passos Coelho (som) - Notícias - RTP Açores
Destaco esta pérola de respeito democrático:
"É um programa sobre o qual existe uma divergência de fundo, de modelo e de programa, que já foi espelhado ao longo da campanha eleitoral", recordou Carlos César, acrescentando que é, só por si, uma "boa razão" para justificar a discordância.
Está já em curso uma guerra sem quartel destinada a esconder as suas próprias responsabilidades!
terça-feira, junho 28, 2011
Da viagem em económica aos que se acham executivos!
A começar temos a decisão em não viajar em classe executiva nos voos para a Europa.
Para os habituais críticos esta medida foi vista como populista, pois o Governo não paga as suas viagens na TAP.
Curioso! Então se o Governo não paga as suas viagens na TAP, quem paga? Ninguém? A ser assim, viajar na TAP é de graça e o combustível, tripulações, aeronave, placas de aeroporto e despesas afins são tudo questões menores que, pelos vistos, nada custam ao Governo!
Ver as coisas desta forma diz bem como temos sido governados por quem pensa que não pagando o uso de empresas do Estado não faz despesa. Esquecem-se que alguém paga essas empresas e o seu funcionamento e esse alguém é o povo português, enterrado em dívidas por esta forma de estar.
Com a sua atitude, Passos Coelho enviou uma séria mensagem a toda a administração e para os que não olham para a despesa que fazem, apenas e só, porque não são os próprios a pagar! Para além disso, enviou uma séria mensagem a todos os portugueses, para que olhem à forma como fazem as suas despesas e ponderem antes de gastar aquilo que não se tem!
Outra medida que marcou o início da governação foi a decisão de acabar com os Governos Civis. E, também aqui, houve uns quantos que encontraram grandes defeitos e problemas.
A começar pelos próprios Governadores Civis, curiosamente, em larga maioria pertencentes aos quadros do PS e alguns nomeados depois de perderem eleições autárquicas (coincidência por certo), logo vieram dar nota da sua importância para a democracia e o regular funcionamento das instituições.
Curiosamente, só os próprios repararam nessa importância e alguns até já dizem que só saem do cargo depois de ser publicada no Diário da República a sua exoneração.
Santa paciência para lidar com estes resquícios de falta de humildade democrática e de falta de noção do ridículo.
Ao invés das atitudes positivas de uma nova forma de estar no exercício do poder foi a revelação de que a anterior ministra da cultura, por sinal iniciada em lides governativas como directora regional da cultura (não secretária regional mas directora regional) se recusou a entregar a pasta ao sucessor no cargo, alegando que "Ministra não entrega pasta a Secretário de Estado". Passa fora!
Percebe-se o pânico que sentem alguns instalados que temem pelo seu futuro político, são os mesmos que destilam fel em ditos e escritos e que, sem o lugarzinho na política, sabe-se lá o que farão na vida.
Publicado no Diário Insular e Rádio Graciosa
quinta-feira, junho 23, 2011
quarta-feira, junho 22, 2011
Núcleo Empresarial teme que não sigamos o ritmo de desenvolvimento das restantes ilhas. ~ Rádio Graciosa
Sobre os apoios aos empresários, na ilha Graciosa continua-se a sentir dificuldades na elaboração das candidaturas, pois nesta ilha não existem gabinetes de projectistas, nem de outras áreas necessárias para a elaboração das candidaturas. No entanto tem havido melhorias, conforme nos disse Carlos Brum.
terça-feira, junho 21, 2011
Guerrilha
Tem piada, em 2005 na tomada de posse de Sócrates não houve qualquer referência às Regiões e em 2009 também não.....
César estava lá?
Claro que estava, César já assistiu como Presidente do Governo Regional a 5 tomadas de posse de Primeiros-Ministros!!!
Um governo cansado - Graciosa Online
PSD Graciosa faz análise à visita do governo

A visita da semana passada à Graciosa revelou "um governo cansado" e sem ideias, na opinião do PSD Graciosa expressa em comunicado.
A comissão política social-democrata congratula-se com os aspectos positivos anunciados, designadamente, a contratação de um médico e de um piloto de barra ou da inauguração do Centro de Saúde em 2012, mas lamenta que não sejam passos suficientes para garantir o progresso da Graciosa.
O PSD acusa mesmo o governo de trazer à ilha "uma mão cheia de nada", quando adia para as próximas eleições obras essenciais como a marina e o matadouro. Por outro lado, a CPI do PSD Graciosa entende que a economia da ilha não se desenvolve sem uma aposta clara no sistema de transportes e nas acessibilidades.
Neste sentido, o maior partido da oposição sustenta que esta vista demostrou a necessidade que a Graciosa tem de mudar para o seu desenvolvimento não estar sujeito ao calendário eleitoral do PS.
por: Luís Costa

