Na ilha Graciosa faz falta discutir o futuro, propor alternativas, opinar, ouvir, exigir e procurar alcançar o bem comum. Este espaço pretende dar um contributo. Não teremos sempre razão nem seremos donos da verdade, queremos apenas ser uma pedra no sapato da inércia, da falta de visão e imaginação, do imobilismo estratégico e da cultura do "yes man". Temos uma tarefa difícil, temos de partir muita pedra mas não nos importamos, o burgalhau é sempre útil!
terça-feira, outubro 04, 2011
Coerência?
contribuintes Graciosenses, dizendo que isso "descapitalizava" a
autarquia (?!?!), o Presidente da Câmara Municipal está na América em
visita oficial!
sexta-feira, setembro 30, 2011
terça-feira, setembro 27, 2011
Fwd: SABER RECEBER UM PRESIDENTE
A visita do Presidente da República aos Açores revelou a falta de sentido de Estado de alguns senhores que, desde sempre, destilaram um veneno pouco democrático pelo Professor Cavaco Silva.Ainda nem tinha aterrado nos Açores e já o líder do PS Açores dava o recado interno para os serviçais do costume, dizendo que era uma visita de uma pessoa como outra qualquer.Depois disso bastou ver o comportamento daqueles que nem respiram sem ordem do chefe para se perceber que havia uma clara orientação interna para fazer o mínimo possível, e afastar o mais possível o contacto de Cavaco com as manifestações populares ou culturais das nossas ilhas.Na Graciosa, foi o cúmulo da incompetência por parte do Presidente da Câmara, que não se limitou a fazer o mínimo: fez muito menos do que seria normal perante uma visita presidencial. Nisto, o líder do PS Graciosa foi acompanhado pelos seus seguidores e deputados regionais que, no mesmo tom, fizeram de conta que não era o Presidente da República que desembarcava na Graciosa para pernoitar duas noites e embarcava dois dias depois.Para quem já assistiu a recepções do Presidente do Governo Regional com charrete para transporte e escolta a condizer, estamos conversados.E nem era isso que se exigia para receber o mais alto magistrado da nação. Bastava a cortesia de uma presença notada e alguma demonstração cultural a condizer para dar uma sóbria, mas essencial, solenidade à visita do Presidente de todos os Portugueses.E se olharmos para as ofertas com que a Câmara Municipal brindou o Chefe de Estado (um livro, uma medalha e umas queijadas) então temos mais um factor que dá uma perfeita noção da falta de preparação do presidente da autarquia para o cargo que ocupa.Podia lembrar o Presidente da Câmara que os bordados da Graciosa são uma manifestação cultural da ilha ou que um pequeno cabaz de produtos locais daria publicidade de um importante elemento da economia local, mas não valia a pena, pois as orientações do chefe não permitiam estes gestos, pequenos mas com grande significado.Podia também lembrar o edil que existem filarmónicas, coros e rancho folclórico na ilha, mas isso nem pensar, não fosse o seu líder socialista ter alguma indisposição.Ao terminar a visita, e ainda antes de regressar a Lisboa, o Presidente da República ainda teve de ouvir o presidente do Governo a dizer que o povo não aderiu e que os empresários não tiveram destaque na visita de Cavaco.Felizmente, e com grande sentido do dever, a Presidência da República fez uma declaração esclarecedora: A visita foi toda coordenada em conjunto com o Governo Regional.Publicado no Diário Insular e Rádio Graciosa
domingo, setembro 25, 2011
PSD quer explicações sobre rotunda com 16 sinais de trânsito na Graciosa
O PSD/Açores questionou hoje o governo regional sobre a construção, no local das Pedras Brancas, na Graciosa, de duas rotundas separadas por cem metros e a colocação de 16 sinais de trânsito numa delas, alegando que se trata de um "esbanjamento" de dinheiros públicos.
"A criação de duas rotundas, em pouco mais de 100 metros, é já motivo de indignação e mesmo espanto perante o que se está a executar. Aquilo que era um caminho com largura considerável, passará a ser um caminho atamancado, que oferece maiores riscos de acidentes. Sucede ainda que a referida obra das duas rotundas entrará diretamente para o anedotário nacional, tal a proliferação de sinais de trânsito que ali se encontram", afirmou o deputado social-democrata João Costa, em requerimento enviado à Assembleia Legislativa dos Açores.
O parlamentar do PSD/Açores salientou que foram colocados "sinais de aproximação de rotunda acompanhados por cedência de prioridade e até sinais de indicação de localidade colocados a tapar a entrada de uma residência em clara violação da lei e contra quaisquer regras de bom senso".
João Costa acrescentou que foram também colocados "triângulos de entrada na rotunda, sem qualquer utilidade e que só servem para plantar sinais de trânsito que se amontoam uns em cima dos outros, e ainda um sinal de rotunda sem que a respetiva rotunda esteja executada".
"Já a rotunda entretanto a funcionar com o pavimento por concluir conta já com 16 sinais de trânsito", disse.
Para o deputado social-democrata, esta obra "demonstra o desperdício de dinheiros públicos, é mal concebida e de duvidosa utilidade".
sábado, setembro 24, 2011
sexta-feira, setembro 23, 2011
Açorianidade e Autonomia - Para onde caminhamos? (Expresso das Nove)
terça-feira, setembro 20, 2011
Coesão só no papel
No último ano, a Graciosa expressou o seu descontentamento acerca da frequência e horários dos aviões da SATA durante o inverno IATA.E não passou disso mesmo, de uma desculpa que revela um total alheamento sobre os entraves que a falta de acessibilidades e de mobilidade colocam ao desenvolvimento da ilha Graciosa.
Ao lermos as ufanas declarações de membros do governo e deputados do PS sobre o seu plano eleitoral para a coesão dos Açores, que para o governo é apenas um plano de estratégia eleitoral, não podemos deixar de ficar preocupados com o confronto entre as intenções declaradas e a realidade praticada.
Há fatos que são indesmentíveis: A Graciosa foi a ilha que mais população perdeu de acordo com os dados do censos de 2011. A ilha tinha em 1991, 5152 residentes, passando em vinte anos para 4384.
Esta verdade condiciona as perspetivas de futuro da ilha, o que tem sido ignorado pelo atual governo que, em 15 anos de poder já devia ter agido para inverter esta situação.
E não se diga que 4 mil habitantes é um número que fica bem à Graciosa ou que a ilha não tem condições para suportar mais. Basta ver que em 1940 a ilha tinha 9 mil residentes e em 1950 contava com mais 500, ou seja, um aumento de cerca de 6%. A explicação para estes números estará intrinsecamente ligada com as potencialidades produtivas da ilha que, em tempos, foi o celeiro e a adega dos Açores.
Mas se hoje as realidades são distintas, a graciosa não deixou de ter grandes potencialidades produtivas que, aliadas a um bom sistema de transportes e a um virar de página no isolamento, certamente significariam um caminho seguro para atrair gentes e juventude à ilha.
Mas assim não o entendem a SATA e o governo regional, porque, caso contrário não massacrariam a ilha com invernos de dificuldade em acessibilidades e mobilidade.
No fundo, como em muitas outras coisas, quando se fala na ilha Graciosa a propaganda esconde o insucesso das políticas seguidas. Fala-se de coesão, escreve-se a favor da coesão, até se apresentam estratégias de coesão. Mas o resultado fica longe do que seria exigível, e então lá vem mais do mesmo.
Os velhos e recauchutados horários da SATA não são um pormenor para a verdadeira coesão e para a aposta que se exige no combate à desertificação.
Algo terá de mudar para que a coesão saia do papel.
Publicado no Diário Insular e Rádio Graciosa
segunda-feira, setembro 19, 2011
quarta-feira, setembro 14, 2011
Entregues à sorte?
Publicado no Diário Insular e Rádio Graciosa
domingo, setembro 11, 2011
terça-feira, setembro 06, 2011
PECAdos e penitência
terça-feira, julho 26, 2011
domingo, julho 24, 2011
sábado, julho 23, 2011
quarta-feira, julho 20, 2011
Tirem as vossas conclusões!
Este Fundo, até à data, foi alvo de uma resolução aprovada por unanimidade no Parlamento para acudir às famílias desempregadas no pagamento do crédito à habitação.
De resto, não são ainda conhecidas intervenções deste Fundo no apoio às tais situações de pobreza ou desprotecção súbita de que falava o líder parlamentar socialista.
Por ocasião do debate, aquando da votação do referido orçamento regional, apelidei o referido Fundo de "saco azul" a fazer lembrar um certo "Fundo de Socorro Social" que deu brado pela sua aplicação caciqueira.
Talvez não me tenha enganado muito nos objectivos por detrás da aprovação daqueles 7 milhões, até porque não parece que se vá esgotar a verba no tal apoio a famílias em que o desemprego bateu à porta e que têm crédito à habitação por liquidar.
Nesta questão de utilização de verbas do orçamento o Governo Regional tem sido useiro e vezeiro em surpreender pela negativa. Ninguém esquece as festas de cocktail ou as viagens sumptuosas que se vão realizando à custa do dinheiro dos Açorianos. Nessa medida também não surpreendeu que o Governo se tenha conformado cedo de mais com o brutal aumento de impostos de que os Açorianos serão alvo por força do acordo com a Troika que impõe a revisão da Lei de Finanças Regionais para cortar na discriminação positiva do IVA, do IRS e do IRC. É que, com este aumento de impostos, aumenta também a receita governamental que passa a contar com mais verba ao dispor para os gastos a que já nos habituou, ainda para mais em ano eleitoral como é 2012.
Acresce que, veio, agora também, o Presidente do Governo dizer que quer que reverta para a região o imposto extraordinário sobre o subsídio de Natal para, segundo César, reforçar uma tal de "agenda compensatória". Ou seja, Carlos César concorda com os aumentos de impostos que iremos ser obrigados a suportar pela incompetência Socialista desde que isso lhe dê receita para, ao belo prazer da maioria, distribuir numa agenda compensatória de duvidosa aplicação e insondáveis resultados no combate à pobreza.
Pelo meio, já nada surpreende nesta política de "big brother" sobre a vida dos Açorianos quando, nem de propósito, este governo coloca nas mãos do seu Vice-Presidente a responsabilidade de gerir 1300 milhões de euros. A ver pelos comportamentos recentes estamos bem entregues.
Publicado no Diário Insular e Rádio Graciosa
Berta Cabral propõe incentivos diferenciados para combater desertificação das ilhas pequenas.
Ponta Delgada, 17 jul (Lusa) - A presidente do PSD/Açores defendeu hoje a criação de incentivos financeiros e fiscais diferenciados para as empresas e...

A presidente do PSD/Açores sublinhou que as especiais dificuldades das ilhas de menor dimensão ficaram comprovadas pela redução do seu número de habitantes, confirmada pelos Censos 2011, e destacou, no caso das Flores, a necessidade de reformulação do transporte aéreo.
"Há um problema grave nos transportes, sobretudo ao nível do escoamento de alguns locais, em particular do peixe", alegou Berta Cabral, realçando ser preciso garantir "mais capacidade de carga" para colocação de peixe fresco no exterior.
Para ser colocado nos mercados externos, o peixe descarregado na ilha terá de ser primeiro transportado para S. Miguel, acrescentou Berta Cabral, realçando tratar-se de um produto que perde qualidade se não for escoado rapidamente.
API.
Lusa/fim
quarta-feira, julho 13, 2011
O fim está próximo!
Este exemplo serve para reflectir sobre a política e a forma de estar no exercício de cargos executivos. Na verdade, passar o tempo a lembrar o passado não nos motiva para o futuro. O passado serve, certamente, para não repetir erros. Mas passar a vida a falar do tempo em que outros governaram só se justifica quando há medidas que obrigam a uma melhor explicação ou a uma mais aturada compreensão. De resto, quando um governo tem de recorrer sistematicamente ao discurso da desculpabilização com os que o antecederam apenas demonstra que não encontra soluções para o futuro.
E quando essa desculpabilização se reporta a períodos de governação ocorridos há mais de 15 anos, então temos um caso grave de falta de seriedade democrática e autêntica desfaçatez.

É assim nos Açores, onde o Governo Regional, que está no poder há já 15 anos, passa a vida a desculpar a sua falta de resultados com os governos que o antecederam há já 4 legislaturas.
Para que conste, quando falo na falta de resultados não estou a falar das obras feitas com os 20 mil milhões de euros gastos nos últimos 15 anos pelo actual Governo Regional. Falo sim, do facto de continuarmos tragicamente a constar no fim da tabela do desenvolvimento económico e social, falo do facto de termos 25% da população a viver abaixo do limiar da pobreza, falo da desertificação das ilhas mais pequenas, falo do baixo nível de rendimentos de uma larga maioria da população e dos maiores níveis de desemprego da autonomia, falo do fracasso do desenvolvimento harmónico e da contínua ausência de um modelo de desenvolvimento que aproxime as ilhas umas das outras, ao invés das afastar e isolar entre si.
Mais revelador de que os Açores exigem uma mudança é também a confissão de incapacidade para dar a volta a estes indicadores.
Quando o partido do governo sistematicamente recorre à pergunta de como deve ser feito, como aconteceu na passada semana no parlamento regional, quando perante os insucessos de 15 anos no poder nos perguntam como devem fazer para inverter os maus resultados e se desculpam com um governo que cessou funções em 1996, só podemos concluir uma coisa: o fim está próximo!
Publicado no Diário Insular e Rádio Graciosa

