Na ilha Graciosa faz falta discutir o futuro, propor alternativas, opinar, ouvir, exigir e procurar alcançar o bem comum. Este espaço pretende dar um contributo. Não teremos sempre razão nem seremos donos da verdade, queremos apenas ser uma pedra no sapato da inércia, da falta de visão e imaginação, do imobilismo estratégico e da cultura do "yes man". Temos uma tarefa difícil, temos de partir muita pedra mas não nos importamos, o burgalhau é sempre útil!
quarta-feira, março 21, 2012
Desconhecimento!
quinta-feira, março 08, 2012
GRACIOSA - VIRAR AO FUTURO II
Também é facilmente aceite que a consolidação dos Açores como região económica, assente na concretização de um verdadeiro mercado interno, depende das políticas de transportes e na percepção de que este é um desafio no qual não podemos ceder para tornar ilhas como a Graciosa, não só um atractivo para investimentos, mas sobretudo potenciar a produção de bens que criem emprego e riqueza.
Nos transportes marítimos a relação comercial da ilha Graciosa com as ilhas do grupo central é essencial para alargar os seus horizontes de mercado. O modelo de transportes marítimos terá de se modernizar em termos do modelo de cargas, e sou tentado a concordar que a aposta em porta contentores/ferrys, a navegar o ano inteiro, e fazendo a ligação de oriente a ocidente dos Açores é aquela que melhor responde às exigências de mobilidade no transporte marítimo nos Açores, como é referido no blogue "O Porto da Graciosa" do Graciosense Manuel Bettencourt.
Mas se nos transportes marítimos as mudanças exigem o empenho do futuro Governo dos Açores, nos transportes aéreos essa questão também exige um trabalho sério na sua resolução.
O preço das passagens aéreas é uma questão que não deixa ninguém indiferente. Pagar € 199,50 por uma viagem entre a Graciosa e o Pico, como recentemente referiu um Graciosense, é algo que não pode continuar. De igual modo, os preços entre os Açores e o exterior são um verdadeiro escândalo. Ainda recentemente, um Graciosense imigrado nos Estados Unidos pagou, em época baixa, mais de 800 dólares para chegar à Graciosa, e nem vou mencionar a questão do peso da bagagem porque esta terá, certamente, o tratamento que se exige no respeito pelos nossos imigrantes.
Nesta questão do preço das passagens aéreas, o PSD pela iniciativa e empenho da Dr.ª Berta Cabral já propôs ao Presidente da Comissão Europeia a criação de um programa POSEI para os transportes, tendo em perspectiva baixar o preço das passagens aéreas. A proposta foi bem acolhida por Durão Barroso e, mais recentemente, a líder do PSD anunciou a apresentação de alterações ao relatório sobre a política de coesão das Regiões Ultra Periféricas, para que se inclua a criação desse programa POSEI para os transportes.
Só assim, com trabalho e apresentando soluções, se podem mudar os Açores para melhor.
Outros dirão que também o vão fazer, mas depois de 16 anos a Governar a pergunta que se impõe é: Por que é que ainda não o fizeram?
Publicado no Diário Insular e Rádio Graciosa
segunda-feira, março 05, 2012
Presidente do governo “fez afirmações desfasadas da realidade agrícola regional”
Angra do Heroísmo, 5 de março de 2012
Presidente do governo "fez afirmações desfasadas da realidade agrícola regional"
O PSD/Açores considerou hoje que o presidente do governo regional fez "afirmações desfasadas da realidade", ao referir recentemente que "no setor agrícola se regista maior estabilidade do ponto de vista da sua atividade e do seu rendimento", esquecendo que "os agravados aumentos dos preços dos fatores de produção, em oposição à estagnação dos preços de venda dos produtos agrícolas, tornam a vida dos agricultores muito difícil", disse o deputado António Ventura.
"Trata-se de uma afirmação desfasada da realidade, porque são os próprios agricultores a afirmar uma diminuição dos seus rendimentos, por via do esmagamento das margens de lucro da atividade agrícola", referiu o social-democrata, apontando "o preço do gasóleo, das rações alimentares e dos fertilizantes, que subiram nalguns casos mais de 50% nos últimos cinco anos", explicou.
Num requerimento enviado à Assembleia Legislativa, António Ventura questiona mesmo a tutela sobre "o suporte técnico que detém o senhor presidente do governo para fazer tais afirmações", afinal "continuamos sem saber como se formam os preços dos alimentos na região. Continuamos sem saber quanto custa produzir um litro de leite ou de carne nas diversas ilhas, e sem esse conhecimento não se podem construir politicas para o setor", avançou.
Segundo o deputado, "o PSD defende para o efeito a existência de instrumentos de acompanhamento, que possibilitem para toda a agricultura a obtenção de indicadores para perceber o peso analítico dos vários fatores necessários ao processo produtivo das explorações. É crucial saber quanto custa produzir um litro de leite e um quilo de carne nas nossas ilhas, que apresentam especificidades distintas, influindo diferentemente no custo do produto final", especificou.
António Ventura considera que "governar em agricultura não pode ser atirar continuadamente dinheiro aos problemas", sendo preciso "construir uma política regional que observe a multifuncionalidade do setor em aspetos como a fixação de pessoas, a criação de emprego, a produção de alimentos, a criação de riqueza, o ordenamento do território e também a conservação ambiental", disse o deputado.
"Só assim se poderão identificar os constrangimentos e as potencialidades do processo produtivo, isto é, os parâmetros responsáveis por uma maior ou menor rentabilidade das explorações", acrescenta o social-democrata, que preconiza "condições, através de protocolos de cooperação, às organizações de agricultores para poderem contribuir nesse sentido", querendo ainda ver identificado, "do atual rendimento líquido anual do agricultor açoriano, o peso decorrente das ajudas comunitárias", concluiu.
Passivos
sábado, março 03, 2012
Desemprego - a marca certificada do PS
quinta-feira, março 01, 2012
Berta Cabral defende incentivos a explorações agrícolas para combater desemprego
Ponta Delgada, 1 de março de 2012
Berta Cabral defende incentivos a explorações agrícolas para combater desemprego
A candidata do PSD/Açores a presidente do governo regional propôs hoje a criação de incentivos às explorações de horticultura e fruticultura para que absorvam a mão-de-obra que se encontra no desemprego, alegando que são áreas com "grande potencial de crescimento".
"Entre pagar subsídios de desemprego e apoiar a entrada de mão-de-obra neste setor, deve-se optar pela segunda hipótese e incentivar as explorações agrícolas que apostem na diversificação", afirmou Berta Cabral, em declarações aos jornalistas, após uma reunião com a direção da Associação de Jovens Agricultores Micaelenses.
A líder social-democrata salientou que as áreas da horticultura e fruticultura da Região possuem grandes potencialidades "que têm de ser exploradas", dado que os Açores "não têm autossuficiência alimentar, pois importam-se muitos produtos que podem ser aqui produzidos".
"Desde que haja uma associação entre as estruturas representativas dos agricultores, a Universidade dos Açores e a criação de incentivos para canalizar a mão-de-obra, qualificada e não qualificada, para este setor, vamos conseguir absorver parte da mão-de-obra que agora está no desemprego", explicou.
Berta Cabral considerou que esta proposta deve ser aplicada "no imediato", visto que o setor agrícola, sobretudo nas áreas da horticultura e fruticultura, "consegue facilmente absorver mão-de-obra".
"A vantagem desta proposta é que não só cria emprego, como também substitui importações. E hoje em dia temos que reter todo o nosso dinheiro nos Açores, para que este se multiplique cá dentro. Tudo aquilo que for exportar ou substituir importações é fundamental para aumentar a produção regional e criar riqueza", disse.
A candidata do PSD/Açores a presidente do governo regional acrescentou que a agricultura "é um setor que emprega pessoas de grande e baixa qualificação, que são exatamente as duas faixas da população que registam neste momento maior crescimento de desemprego".
Questionada pelos jornalistas sobre as medidas apresentadas esta semana pelo governo regional para o desemprego, a líder social-democrata afirmou que "são bem-vindas, embora não sejam suficientes para resolver o problema estrutural" dos Açores, cujo modelo de desenvolvimento entrou em "falência".
"O que temos de fazer é pôr em marcha um novo modelo económico. É isso que o PSD se propõe pôr em prática. Os Açores precisam de novo ciclo de desenvolvimento económico, em que as nove ilhas constituam um mercado único. Há um grande mercado de consumidores nas diferentes ilhas que não consumem produtos regionais", defendeu.
Som – Berta Cabral Berta Cabral defende incentivos a explorações agrícolas para combater desemprego
Som – Declaração integral de Berta Cabral
Foto – Berta Cabral 1
Foto – Berta Cabral 2
Foto – Berta Cabral 3
quarta-feira, fevereiro 15, 2012
Folia Graciosense!

terça-feira, fevereiro 07, 2012
Graciosa - virar ao futuro!
Falatório
Segundo a estatística mensal de Dezembro de 2011 relativa ao mercado de emprego: http://www.iefp.pt/estatisticas/MercadoEmprego/EstatisticasMensais/Documents/2011/Estat%C3%ADstica-Mensal-Dezembro11.pdf
No final de Dezembro havia 12869 Açorianos à procura de emprego.
Ofertas.... 9 (nove)!!!
Pois...
quarta-feira, fevereiro 01, 2012
terça-feira, janeiro 31, 2012
Fundo de Maneio Eleitoral
a ajuda a sensibilizar a sociedade para a gravidade da situação, a ausência de estratégias objectivas e transparentes confirmam que quem se arroga de preocupações sociais, acaba por contribuir para o agravamento das dificuldades em enfrentar o problema.terça-feira, janeiro 17, 2012
E a verdade? Ganha eleições?
Já sabemos que o candidato socialista fará por aparecer ligado a esses actos, anunciando sempre mais qualquer coisa que, na opinião pública, tenha uma repercussão positiva, ou assumindo orientações que devam ser seguidas para a melhoria das condições de vida dos Açorianos.
Em contraste com as encenações cor-de-rosa em que participa o candidato do PS, os Açores vão assistindo a notícias que revelam o insucesso da sua prática governativa, especialmente no que respeita às politicas adoptadas para enfrentar os momentos difíceis que atravessamos.
Na verdade, a postura oficial do governo caracteriza-se pela intenção esmerada em não deixar que a verdade estrague uma boa notícia. É a velha e estafada forma de governar apostando na ilusão e na negação dos problemas e que levou o país a uma pré-bancarrota e a recorrer ao auxílio externo.
No fundo trata-se de fazer aparecer a imagem do governo associada a tudo o que eventualmente de bom surja na actual conjuntura, e não havendo nada de bom para revelar, passam os dias a reforçar recauchutadas promessas.
A estratégia é simples: tudo o que de mal existe é culpa dos outros, tudo o que de menos mau possa ser anunciado, prometido ou simplesmente notado tem, invariavelmente, a presença e o anúncio por parte do governo socialista.
Se o desemprego aumenta a um ritmo assustador, a culpa é da conjuntura! Tentando o governo lavar as mãos das suas responsabilidades e fazendo por não se notar que o ritmo desse aumento é muito superior ao do resto do país.
Se assistimos a notícias de responsáveis pelas empresas a alertar para os riscos de falências, o governo nada diz, não se vá notar que não se adoptaram as medidas adequadas para prevenir esses problemas.
Se as populações das ilhas mais frágeis continuam a sair dessas ilhas à procura de melhor futuro, não vemos o governo a tomar a dianteira no reconhecimento do problema e na procura de estratégias para evitar essa desertificação. O que se vai assistindo é um faz de conta que está tudo bem e lá vai mais uma promessa de uma obra desejada mas sempre adiada!
Quando os Açores mais precisam de um governo actuante e decisivo, o que temos é um governo em permanente campanha eleitoral, embuçado nos dotes de oratória e na retórica da ilusão do seu candidato, empenhado em estar longe dos problemas que afectam os açorianos para estar perto do folclore que caracteriza o exercício de poder eleitoralista.
Publicado no Diário Insular e Rádio Graciosa.
terça-feira, janeiro 10, 2012
O anunciador
sexta-feira, dezembro 23, 2011
terça-feira, dezembro 13, 2011
Equidade Intergeracional
Se para alguns a troca de argumentos no seio partidário, sobre as contas e os números dos gastos passados e futuros, pode levar à dúvida, a verdade é que quando se trata de um Tribunal, reputadamente independente das questões partidárias, a dizer o que diz o Tribunal de Contas, torna-se mais fácil perceber o que se passa de facto nos Açores quanto aos gastos e aos compromissos assumidos que a Região terá de pagar.
Das preocupações e dos números declarados pelo tribunal há algumas coisas que não podem deixar de ser ressaltadas pelo impacto geracional que representam: Ficou-se a saber que os Hospitais da Região estão em falência técnica, com a saúde a disseminar dívidas e tendo por consequência a dificuldade em receber confiança dos fornecedores. Igualmente no Sector Público Empresarial Regional (SPER), a preocupação do Tribunal é grande com as dívidas e os compromissos assumidos, tendo a Região crescido enormemente em número de empresas públicas e agravando-se de forma preocupante o seu endividamento.
Mas se isto nos espanta por significar que no futuro teremos mais encargos a pagar o que se deve, e menos recursos para fazer o que se exige, ficamos a saber que, afinal, a SCUT na Ilha de S. Miguel não vai custar nem os 325 milhões inicialmente anunciados, nem os 500 milhões recentemente assumidos, mas sim mais de 1200 milhões de euros. Uma pesada factura e uma herança que nos condicionará durante as próximas 3 décadas.
Também o Hospital da Ilha Terceira afinal não irá implicar um esforço de 139, mas sim de 378 milhões de euros.
Estas revelações feitas pelo Tribunal de Contas devem preocupar todos e cada um dos Açorianos que não querem que os Açores de hoje se tornem um encargo cada vez maior para os Açorianos da próxima geração.
Há um princípio que devia ser regra de ouro para qualquer Governo e que, a ver pelo que aconteceu no nosso país e pelo que está a acontecer à nossa Região, continua longe de ter expressão prática. É o Princípio da Equidade Intergeracional que, basicamente, propõe uma responsabilidade e um oportuno sentido de justiça entre gerações. Segundo este princípio, o que se deve prosseguir é uma situação em que a actual geração deixe para as gerações futuras uma igual oportunidade de desenvolvimento socioeconómico. Urge que os nossos governantes tenham em mente esse desígnio, sob pena da história não lhes perdoar a dívida que deixam aos nossos filhos.
Publicado no Diário Insular e Rádio Graciosa

