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quinta-feira, abril 05, 2012

Todos Com Berta Cabral II

De há largos meses para cá, o PSD tem vindo a ouvir os Açorianos, realizando encontros, reuniões, seminários, workshops, visitas, jornadas e outros eventos em que muitos deram o seu contributo para a formação de um novo ciclo de desenvolvimento dos Açores.


Também na ilha Graciosa isso aconteceu, com a colaboração do Gabinete de Estudos do PSD fez-se um trabalho para melhor conhecer a realidade da ilha, os seus problemas, as suas especificidades, as suas ambições e anseios.

O primeiro corolário desse trabalho terá lugar no próximo Congresso Regional do PSD que ocorrerá nos próximos dias 13 a 15 de Abril.

Depois da eleição da sua Presidente em eleições directas e democráticas, o PSD reúne em Congresso para definir a sua orientação estratégica, propondo aos Açores uma alternativa de Governo, com ideias consolidadas e estruturadas sobre o rumo das políticas que trarão novas oportunidades para os Açorianos.

Esse caminho começa a ganhar forma de programa, através da apresentação pela Presidente Berta Cabral da sua moção global de estratégia. Sob o título "CRIAR OPORTUNIDADES PARA TODAS AS ILHAS", a Presidente do PSD apresenta aos Açorianos a base do futuro programa de Governo, que dará aos Açores um novo fôlego, num novo ciclo de desenvolvimento, de criação de emprego e de riqueza, materializado numa Autonomia Regional que não seja apenas político-administrativa, mas também económica.

O estabelecimento dos Açores enquanto Região Económica é um desígnio de todos os Açorianos, e assume-se como bandeira da Presidente do PSD, que com a determinação e competência que lhe é reconhecida, propõe que todos a acompanhem neste projecto, com a convicção própria de quem sabe ouvir, e sabe decidir.

É a pensar no desenvolvimento sustentado de todas as ilhas dos Açores que a Presidente do PSD tem vindo a recolher as mais diversas opiniões, a ouvir a sociedade Açoriana: da agricultura aos serviços, das pescas à juventude, das empresas às instituições, com todos Berta Cabral tem falado sobre o futuro de cada uma das ilhas na consolidação de um projecto que é de todos.

Ainda recentemente foi isso que aconteceu na Graciosa, mantendo encontros e reuniões, ouvindo e apresentando o seu projecto para o futuro dos Açores. Neste trabalho tem sempre tido a receptividade e o apoio da população, em contraste com a crítica quase doentia do PS e do Governo. Se Berta Cabral fala, logo aparece alguém do Governo a mostrar o seu incómodo. São escritos e opiniões repetidos, sempre a falar mal, sempre a criticar! Isso só prova o que já muitos sentem: a chegada de um novo ciclo, com Berta Cabral como Presidente dos Açores.

sábado, março 31, 2012

PSD isenta 56 municípios da reforma das freguesias



PSD isenta 56 municípios da reforma das freguesias

http://www.jornaldenegocios.pt/home.php?template=SHOWNEWS_V2&id=548435

Os social-democratas vão alterar o número mínimo de freguesias em que não é obrigatória a agregação. A mudança vai ser introduzida no diploma do Governo que prevê a redução de freguesias. Reduções aplicam-se, assim, a 252 municípios.

Até agora, a proposta inicial do Governo previa isentar da reforma das freguesias todos os municípios que tivessem menos de quatro freguesias. De acordo com o Governo, em causa estavam 29 municípios. Agora, o PSD quer que a referência sejam cinco freguesias: abaixo disso, o município fica isento da reforma. No total, são 56 municípios, quase 20% das 308 autarquias.

Nas 14 alterações que o PSD vai introduzir na proposta de Lei do Governo vai haver maior flexibilidade para as Assembleias Municipais. Caso estes órgãos municipais enviem a sua proposta de reforma, poderão reduzir 20% a menos do que as percentagens obrigatórias definidas pelo Governo.

Nos Açores ficam isentos da reforma os concelhos de Santa Cruz da Graciosa e Santa Cruz das Flores.

quinta-feira, março 29, 2012

Todos com Berta Cabral

No passado fim-de-semana decorreu o XXXIV Congresso Nacional do PSD.

No actual contexto de grave crise, com Portugal forçado a viver sob grande austeridade, o Congresso do Partido que lidera o Governo assume uma importância redobrada, não só pelo contexto, mas, também, pela forma como o Partido se apresenta ao País.

O PSD, enquanto partido que assume essa liderança necessitava de se adaptar às exigências e à responsabilidade que lhe recai nos ombros, mas também de se preparar para os tempos que aí vêm, de novos embates eleitorais, em que o Partido se empenha para corresponder a uma génese de vitória.

Neste âmbito, o PSD está determinado em ajudar o PSD dos Açores a ganhar as eleições de Outubro.

Foi o próprio Passos Coelho a, logo no discurso de abertura, assumir esse desígnio e a convicção de que o PSD Açores tem a pessoa certa para apresentar aos Açorianos.

Nas palavras do Primeiro-ministro, Berta Cabral tem "qualidades muito conhecidas: é uma boa gestora, é uma pessoa com uma grande experiência política, que conhece bem a sua terra que é também os Açores, não é apenas São Miguel, e que tem feito um caminho de união do partido e das principais forças sociais dos Açores, (...) Os Açorianos irão escolher, mas eu sei que eles terão uma escolha facilitada, porque terão, seguramente, uma grande Presidente do Governo Regional, num novo ciclo que, nós esperamos, se vai abrir na Região Autónoma dos Açores."

Foram palavras carregadas de simbolismo, que materializam uma narrativa de mudança segura, tendo ao leme uma mulher preparada para assumir os destinos da região, colocando em primeiro lugar os interesses dos Açores e dos Açorianos. Aliás, Berta Cabral, não deixou de vincar bem essa sua forma de estar na política: Primeiro os Açores e os Açorianos.

Na reunião magna do PSD, vincaram-se bem os propósitos e as convicções. E é assim que deve ser: promovendo a discussão pelos militantes, ouvindo todas as opiniões e exercendo legitimamente os mandatos para que se é eleito.

Citando uma declaração política feita em 2003 por Vasco Cordeiro, podia dizer-se que "num sistema político como o nosso, em que a participação política se processa de forma organizada através dos partidos, a realização de um Congresso assume-se como um facto de grande importância no posicionamento e na definição da forma e das propostas como essas organizações se apresentam perante um conjunto de matérias.

Ora, se assim é em relação a qualquer partido, em relação ao PS/Açores, como partido com maior implantação regional e com responsabilidades governativas, essa circunstância, mais do que uma possibilidade, assume o carácter de um verdadeiro dever."

quinta-feira, março 22, 2012

Graciosa - Virar ao futuro IV

A ilha Graciosa tem sido notícia nos últimos anos pela possibilidade de se tornar auto-suficiente em termos energéticos.
Esta possibilidade leva a que a oportunidade não possa ser desperdiçada, ou tão pouco adiada, pelas inúmeras vantagens que essa independência nos pode propiciar.
Há já alguns anos que os graciosenses convivem com a energia eólica e com as possibilidades de produção de uma energia limpa que, por um lado, possa alavancar outras formas de empreendorismo, e, por outro lado, seja sinónimo de excelência ambiental. No entanto, quanto à energia eólica e a outras formas de produção de energias chamadas de "limpas" e/ou renováveis, ainda temos de dar importantes passos para que isso se projecte para além de alguns anúncios e eventualidades.
Todos os lares graciosenses podem verificar que ainda estamos a níveis insipientes em termos de consumo de energias alternativas, basta reparar na factura de electricidade e lá podemos encontrar os valores da percentagem dos variados tipos de energia que consumimos, sendo que ainda dependemos de forma muito significativa das energias fosseis e poluentes.
É necessário que ocorram importantes decisões para que, por um lado, se possam aproveitar as potencialidades que a Graciosa oferece em termos de produção de novas energias, mais limpas e amigas do ambiente, e, por outro lado, se adicione a oferta de conhecimento que existe e vai estando ao dispor de todos os graciosenses, que pode trazer vantagens económicas ás famílias e empresas da Graciosa.
É também necessário que se acentue o elemento de produção de energia pelos próprios Graciosenses. Todos os dias vamos sendo inundados por anúncios de possibilidades de, em cada lar e em cada empresa, poder haver unidades de produção de energia, quer solar quer eólica, que permitem, por um lado, tornar essa família ou essa empresa auto-suficiente em termos de consumo de energia mas, indo mais longe, tornando-as produtoras e, consequentemente, vendedoras de energia obtendo, ao fim de alguns anos, uma nova fonte de rendimento.
Para que tal aconteça o próximo Governo Regional deve olhar para esta realidade Graciosense, e para esta possibilidade da ilha alcançar a sua independência energética, de uma forma séria e com vontade política em possibilitar esta concretização.
É tempo de agir e de dar as mãos ao futuro.
Termino mais esta breve reflexão renovando uma certeza: Outros virão dizer que tudo já foi pensado e logo o irão fazer! Mas a quem governa há já 16 anos continuamos a perguntar: Por que é que ainda não o fizeram?

Publicado no Diário Insular e Rádio Graciosa

quarta-feira, março 21, 2012

Desconhecimento!

Ouvir o Secretário da Economia dizer que a ida de um reumatologista ás Termas do Carapacho não melhora em nada a oferta turística da Graciosa é revelador de um total desconhecimento das potencialidades e da realidade da ilha! Mas foi isso que aconteceu esta manhã na Assembleia Regional! Lamentável!

quinta-feira, março 08, 2012

GRACIOSA - VIRAR AO FUTURO II

Já todos sabemos que o desenvolvimento da ilha Graciosa não será possível sem uma rede de transportes aéreos e marítimos que sejam impulsionadores da mobilidade e das acessibilidades.

Também é facilmente aceite que a consolidação dos Açores como região económica, assente na concretização de um verdadeiro mercado interno, depende das políticas de transportes e na percepção de que este é um desafio no qual não podemos ceder para tornar ilhas como a Graciosa, não só um atractivo para investimentos, mas sobretudo potenciar a produção de bens que criem emprego e riqueza.

Nos transportes marítimos a relação comercial da ilha Graciosa com as ilhas do grupo central é essencial para alargar os seus horizontes de mercado. O modelo de transportes marítimos terá de se modernizar em termos do modelo de cargas, e sou tentado a concordar que a aposta em porta contentores/ferrys, a navegar o ano inteiro, e fazendo a ligação de oriente a ocidente dos Açores é aquela que melhor responde às exigências de mobilidade no transporte marítimo nos Açores, como é referido no blogue "O Porto da Graciosa" do Graciosense Manuel Bettencourt.

Mas se nos transportes marítimos as mudanças exigem o empenho do futuro Governo dos Açores, nos transportes aéreos essa questão também exige um trabalho sério na sua resolução.

O preço das passagens aéreas é uma questão que não deixa ninguém indiferente. Pagar € 199,50 por uma viagem entre a Graciosa e o Pico, como recentemente referiu um Graciosense, é algo que não pode continuar. De igual modo, os preços entre os Açores e o exterior são um verdadeiro escândalo. Ainda recentemente, um Graciosense imigrado nos Estados Unidos pagou, em época baixa, mais de 800 dólares para chegar à Graciosa, e nem vou mencionar a questão do peso da bagagem porque esta terá, certamente, o tratamento que se exige no respeito pelos nossos imigrantes.

Nesta questão do preço das passagens aéreas, o PSD pela iniciativa e empenho da Dr.ª Berta Cabral já propôs ao Presidente da Comissão Europeia a criação de um programa POSEI para os transportes, tendo em perspectiva baixar o preço das passagens aéreas. A proposta foi bem acolhida por Durão Barroso e, mais recentemente, a líder do PSD anunciou a apresentação de alterações ao relatório sobre a política de coesão das Regiões Ultra Periféricas, para que se inclua a criação desse programa POSEI para os transportes.

Só assim, com trabalho e apresentando soluções, se podem mudar os Açores para melhor.

Outros dirão que também o vão fazer, mas depois de 16 anos a Governar a pergunta que se impõe é: Por que é que ainda não o fizeram?


Publicado no Diário Insular e Rádio Graciosa

segunda-feira, março 05, 2012

Debate na Rádio Graciosa

Vaga por ocupar na Escola - Graciosa Online

Vaga por ocupar na Escola - Graciosa Online

Presidente do governo “fez afirmações desfasadas da realidade agrícola regional”



Angra do Heroísmo, 5 de março de 2012

Presidente do governo "fez afirmações desfasadas da realidade agrícola regional"

 

O PSD/Açores considerou hoje que o presidente do governo regional fez "afirmações desfasadas da realidade", ao referir recentemente que "no setor agrícola se regista maior estabilidade do ponto de vista da sua atividade e do seu rendimento", esquecendo que "os agravados aumentos dos preços dos fatores de produção, em oposição à estagnação dos preços de venda dos produtos agrícolas, tornam a vida dos agricultores muito difícil", disse o deputado António Ventura.

 

"Trata-se de uma afirmação desfasada da realidade, porque são os próprios agricultores a afirmar uma diminuição dos seus rendimentos, por via do esmagamento das margens de lucro da atividade agrícola", referiu o social-democrata, apontando "o preço do gasóleo, das rações alimentares e dos fertilizantes, que subiram nalguns casos mais de 50% nos últimos cinco anos", explicou.

 

Num requerimento enviado à Assembleia Legislativa, António Ventura questiona mesmo a tutela sobre "o suporte técnico que detém o senhor presidente do governo para fazer tais afirmações", afinal "continuamos sem saber como se formam os preços dos alimentos na região. Continuamos sem saber quanto custa produzir um litro de leite ou de carne nas diversas ilhas, e sem esse conhecimento não se podem construir politicas para o setor", avançou.

 

Segundo o deputado, "o PSD defende para o efeito a existência de instrumentos de acompanhamento, que possibilitem para toda a agricultura a obtenção de indicadores para perceber o peso analítico dos vários fatores necessários ao processo produtivo das explorações. É crucial saber quanto custa produzir um litro de leite e um quilo de carne nas nossas ilhas, que apresentam especificidades distintas, influindo diferentemente no custo do produto final", especificou.

 

António Ventura considera que "governar em agricultura não pode ser atirar continuadamente dinheiro aos problemas", sendo preciso "construir uma política regional que observe a multifuncionalidade do setor em aspetos como a fixação de pessoas, a criação de emprego, a produção de alimentos, a criação de riqueza, o ordenamento do território e também a conservação ambiental", disse o deputado.

 

"Só assim se poderão identificar os constrangimentos e as potencialidades do processo produtivo, isto é, os parâmetros responsáveis por uma maior ou menor rentabilidade das explorações", acrescenta o social-democrata, que preconiza "condições, através de protocolos de cooperação, às organizações de agricultores para poderem contribuir nesse sentido", querendo ainda ver identificado, "do atual rendimento líquido anual do agricultor açoriano, o peso decorrente das ajudas comunitárias", concluiu.
 
 
 


Passivos

O passivo exigível por habitante da Câmara de Santa Cruz da Graciosa passou de 341 em 2009 para 564,3 em 2010 

Quanto ao índice de dividas a fornecedores, passou de 0,9% para 3,8%!

Por outro lado, Ponta Delgada é a Câmara Municipal do país com menor passivo líquido exigível por habitante.


sábado, março 03, 2012

Desemprego - a marca certificada do PS


No 4º trimestre de 2010, a taxa de desemprego nos Açores era de 7%.
Passado um ano, no 4º trimestre de 2011, os Açores têm um desemprego de 15,1%, atingindo mais de 18 mil açorianos e ultrapassando os valores do continente.
Em Abril de 2011 Carlos César dizia à agência Lusa que "Outro factor a ilustrar o desempenho da economia da região é a taxa de desemprego que é inferior à de Portugal e uma das mais baixas no seio da União Europeia". E
acrescentava: "Há aqui uma diferença substancial [entre o arquipélago e o continente] que permite que os Açores também tenham alguma folga para fazer com que os efeitos (da crise) nas famílias e nas empresas possam ser compensados mediante apoios públicos para minimizar essas consequências."
Esta palavras, ditas há menos de um ano, ilustram bem as ilusões que se tentam sistematicamente vender aos Açorianos. É um hábito e uma forma recorrente fazer uso das palavras para tentar esconder os factos.
Desde há muito que se vem assistindo ao crescimento do desemprego nos Açores. Desde 2006 que o aumento do desemprego é sistemático passando de 3,8% para os atuais 15,1%.
No caso dos jovens os actuais níveis de desemprego são igualmente dramáticos. Nos Açores, o desemprego jovem também já ultrapassou os valores do continente com valores na ordem dos 36%.
Mais uma vez, devemos questionar aqueles que tiveram a responsabilidade governativa para procurar respostas para tamanho insucesso. O que foi feito da folga de que falava Carlos César há menos de um ano?
Com assuntos desta seriedade é importante que os responsáveis políticos falem verdade e não andem apenas em campanhas de desinformação que procuram somente obter simpatias eleitorais mas que não resolvem problema algum.
Veja-se o caso dos sucessivos anúncios do PS no combate ao desemprego jovem e os repetidos anúncios de planos e propostas que continuam a não ter qualquer consequência positiva.
Quem quiser pode fazer a experiência de pesquisar na internet os anúncios que o PS fez nos últimos anos de combate ao desemprego jovem e de planos para o enfrentar. Chegamos ao cúmulo de encontrar registos com vários anos, e, no caso do anunciado plano regional de emprego jovem, então ainda é mais caricato.
Este plano foi anunciado em Junho do ano passado, entretanto o desemprego vai subindo e o líder parlamentar do PS continua a anunciar sempre o mesmo plano!
Estamos perante mais um plano de emprego para levar até bem perto das eleições, procurando enganar mais uns quantos!
Assim será nos próximos tempos, e quanto a isso apenas posso alertar: Não se deixe enganar!


(Publicado no Diário Insular e Rádio Graciosa)

quinta-feira, março 01, 2012

Berta Cabral defende incentivos a explorações agrícolas para combater desemprego



Ponta Delgada, 1 de março de 2012

Berta Cabral defende incentivos a explorações agrícolas para combater desemprego

A candidata do PSD/Açores a presidente do governo regional propôs hoje a criação de incentivos às explorações de horticultura e fruticultura para que absorvam a mão-de-obra que se encontra no desemprego, alegando que são áreas com "grande potencial de crescimento".

"Entre pagar subsídios de desemprego e apoiar a entrada de mão-de-obra neste setor, deve-se optar pela segunda hipótese e incentivar as explorações agrícolas que apostem na diversificação", afirmou Berta Cabral, em declarações aos jornalistas, após uma reunião com a direção da Associação de Jovens Agricultores Micaelenses.

A líder social-democrata salientou que as áreas da horticultura e fruticultura da Região possuem grandes potencialidades "que têm de ser exploradas", dado que os Açores "não têm autossuficiência alimentar, pois importam-se muitos produtos que podem ser aqui produzidos".

"Desde que haja uma associação entre as estruturas representativas dos agricultores, a Universidade dos Açores e a criação de incentivos para canalizar a mão-de-obra, qualificada e não qualificada, para este setor, vamos conseguir absorver parte da mão-de-obra que agora está no desemprego", explicou.

Berta Cabral considerou que esta proposta deve ser aplicada "no imediato", visto que o setor agrícola, sobretudo nas áreas da horticultura e fruticultura, "consegue facilmente absorver mão-de-obra".

"A vantagem desta proposta é que não só cria emprego, como também substitui importações. E hoje em dia temos que reter todo o nosso dinheiro nos Açores, para que este se multiplique cá dentro. Tudo aquilo que for exportar ou substituir importações é fundamental para aumentar a produção regional e criar riqueza", disse.

A candidata do PSD/Açores a presidente do governo regional acrescentou que a agricultura "é um setor que emprega pessoas de grande e baixa qualificação, que são exatamente as duas faixas da população que registam neste momento maior crescimento de desemprego".

Questionada pelos jornalistas sobre as medidas apresentadas esta semana pelo governo regional para o desemprego, a líder social-democrata afirmou que "são bem-vindas, embora não sejam suficientes para resolver o problema estrutural" dos Açores, cujo modelo de desenvolvimento entrou em "falência".

"O que temos de fazer é pôr em marcha um novo modelo económico. É isso que o PSD se propõe pôr em prática. Os Açores precisam de novo ciclo de desenvolvimento económico, em que as nove ilhas constituam um mercado único. Há um grande mercado de consumidores nas diferentes ilhas que não consumem produtos regionais", defendeu.


Som – Berta Cabral Berta Cabral defende incentivos a explorações agrícolas para combater desemprego
Som – Declaração integral de Berta Cabral

Foto – Berta Cabral 1
Foto – Berta Cabral 2
Foto – Berta Cabral 3


quarta-feira, fevereiro 15, 2012

Folia Graciosense!

Este ano, em figurantes, o carnaval da Graciosa movimenta mais de 12% da população residente. Depois há todos aqueles que abrem e fecham os clubes e as sociedades, que depois limpam, cozinham, recebem e divertem-se. Há também os que transportam, os que tocam, os que acompanham os seus filhos, os que decoram e se organizam. Há as visitas de sociedade em sociedade, dando alegria e folia, sempre com um pezinho de dança e um bem receber!
Toda uma ilha se empenha, na diversão e na alegria, transmitindo um viver único e uma tradição secular, em que a partilha e a entrega ao bem estar de todos se revela na folia com que o carnaval é vivido em todos os lares.
Organizam-se os bailes e preparam-se as fantasias, com coreografias e animação para levar boa disposição por toda a ilha.
É sem dúvida um cartaz turístico a merecer a atenção e o cuidado de olhar para esta singularidade de toda uma população se empenhar, de uma ou de outra forma, numa festa colectiva, nesta ilha que é "graciosa"!
Mas é também uma mola na economia local, que cada vez mais deve ser olhada nas suas características únicas. E isso implica ter em conta estas razões que a ilha apresenta para exigir melhores horários de transportes, e a preços que não seja impossível para aqueles que nos querem visitar, poderem sequer pensar em dar um "saltinho" à Graciosa!
Há todas as razões para querer passar um fim-de-semana na Graciosa, onde se conjugam a diversão e o sossego, de uma ilha que tem o condão de proporcionar uma redescoberta de nós próprios e que nos oferece dias inesquecíveis.
Para os graciosenses nada disto é novo. E estou certo que muito mais e melhor se pode dizer deste viver graciosense, que vai do Natal à Terça-feira gorda e que a ninguém deixa indiferente.
Saber aproveitar e elevar aquilo que tem muito de nosso e de único demonstra o prazer que temos em viver a nossa cultura e tradição, sem termos de comparação e sem notas qualitativas, porque aquilo que celebramos é um momento comunitário, por natureza receptivo e sempre voluntarioso.
O Carnaval graciosense é digno de destaque por todos quantos nele se empenham para tornar a nossa vida muito menos aborrecida.
Se ficou curioso ou saudoso de participar no carnaval graciosense, não deixe de nos visitar. Bem sei que não deve ser fácil arranjar um voo em condições, mas sempre fica o desafio e a promoção. É que isto de promover a Graciosa não é para um dia destes, era para ontem!

terça-feira, fevereiro 07, 2012

Graciosa - virar ao futuro!

A constante saída de jovens da ilha Graciosa tem vindo, ao longo dos anos, a provocar a desertificação da ilha que vê, assim, o seu futuro tornar-se menos animador.
Se é certo que sem pessoas não podemos ambicionar um melhor futuro, é também certo que só se podem cativar os nossos jovens a permanecer na ilha, ou a ela voltar, se estes tiverem condições para empreender e trabalhar.
São sobejamente conhecidas as características da ilha Graciosa para produzir com qualidade. Características essas que, num contexto em que é cada vez mais urgente aproveitar aquilo que de melhor se tem, podem potenciar a criação de riqueza e de emprego.
O futuro, para ser o encontro entre o que os graciosenses desejam e o que a ilha tem para oferecer, deve ser marcado por quebrar as barreiras do isolamento, favorecendo a mobilidade e criando condições para que os produtos da Graciosa forneçam um mercado mais vasto, a preços competitivos.
Por vezes, as palavras assumem significados que não passam de intenções e de promessas de concretizações. Os graciosenses estão habituados a isso e a que se renovem compromissos a cada quatro anos.
Assistimos a esses momentos com a esperança de que algo verdadeiramente mude, mas, Infelizmente, voltamos sempre ao ponto de partida.
Mobilidade e transportes são sempre o tema presente para fazer voltar a esperança à Graciosa. Uma esperança que não se desvanece, mas que igualmente não vê concretizados os seus pressupostos.
Muito se tem falado na criação de um verdadeiro mercado interno. Para os Graciosenses não é uma ideia nova, pois sempre se têm batido por ela.
Aqueles que querem fazer crer que esta motivação assumida pela Dr.ª Berta Cabral teve outra origem que não o consolidar do projecto político que o PSD quer ver implementado nos Açores, são os mesmos que andaram durante muitos anos a ignorar que o desenvolvimento desta ilha passa pela concretização desta ideia.
Não é sério dizer, depois de tantos anos a exercer o poder, que agora é que se vão resolver os problemas da mobilidade e dos transportes em relação à ilha Graciosa. E não é sério, porque essa sempre foi a maior e mais veemente reivindicação dos Graciosenses.
A ilha Graciosa sente como poucos a forma como o isolamento retira hipóteses de desenvolvimento e provoca a desertificação da ilha. Torna mais caro o custo de vida, aumenta o custo dos factores de produção, estrangula o empreendedorismo e limita as potencialidades da ilha.
Transformar os Açores numa região económica, com um mercado interno que valoriza as produções locais pode significar a diferença e o salto qualitativo de que a ilha precisa.

Assim não!!!

Falatório

Vasco Cordeiro afirmou em S. Jorge "a necessidade das entidades públicas regionais “continuarem a desenvolver uma aposta muito forte na criação de emprego..."

Segundo a estatística mensal de Dezembro de 2011 relativa ao mercado de emprego: http://www.iefp.pt/estatisticas/MercadoEmprego/EstatisticasMensais/Documents/2011/Estat%C3%ADstica-Mensal-Dezembro11.pdf

No final de Dezembro havia 12869 Açorianos à procura de emprego.

Ofertas.... 9 (nove)!!!

Pois...