Na ilha Graciosa faz falta discutir o futuro, propor alternativas, opinar, ouvir, exigir e procurar alcançar o bem comum. Este espaço pretende dar um contributo. Não teremos sempre razão nem seremos donos da verdade, queremos apenas ser uma pedra no sapato da inércia, da falta de visão e imaginação, do imobilismo estratégico e da cultura do "yes man". Temos uma tarefa difícil, temos de partir muita pedra mas não nos importamos, o burgalhau é sempre útil!
terça-feira, dezembro 06, 2011
Gastam primeiro, perguntam depois!
Mas veja-se até onde vai o disparate: Perante uma proposta de redução de gorduras nos gastos do Estado, em que o PSD apresentou, pelo seu líder parlamentar, um exemplo de uma fatura telefónica de milhares de euros, o PS entendeu fazer um escândalo por causa dessa fatura. Veio então, de forma teatral, o Secretário da Economia Vasco Cordeiro confirmar que só numa viagem que fez à Alemanha gastou 3330,96 euros de telemóvel. Mas se este gasto surpreende pelo excesso que representa, então o que dizer do facto do Secretário Regional ter afirmado que mandou rever o contrato com a operadora telefónica? Então não sabia qual o custo das chamadas feitas do estrangeiro?
Só se preocupou com isso depois de gastar o dinheiro?
Por outro lado, também é de realçar que o Governo dos Açores gastou em comunicações nos anos de 2009 e 2010 mais de 8 milhões de euros!!! Será que se preocuparam com o tarifário ou foi sempre a gastar?
Nestas coisas de gastos excessivos é sempre útil que se façam comparações com a vida real dos Açorianos. No ano de 2010, a média anual das pensões de mais de 50 mil açorianos foi de 3974 euros. Quer isto dizer que em apenas um mês, o Secretário Regional da Economia gastou quase tanto de telemóvel quanto os pensionistas dos Açores auferem em média durante um ano inteiro! E fê-lo sem cuidar sequer de saber quanto é que custava a utilização do telemóvel quando se desloca ao estrangeiro!
Era de bom tom que o Secretário Regional, ao invés de querer justificar o injustificável, pedisse desculpa aos Açorianos pelo tempo que já leva de governo regional em que fez este tipo de gastos com a leviandade de quem já exerce o poder há tempo demais. Mas já sabemos que isso não irá acontecer. O que lhe interessa é atacar quem alerta para este tipo de esbanjamentos e quem se apresenta como alternativa a este tipo de governação. Foram governos como este, que gastam primeiro e perguntam depois, que levaram Portugal, já por três vezes, à condição de pedinte. É bom que não esqueçamos isso!
Publicado no Diário Insular e Rádio Graciosa
quinta-feira, dezembro 01, 2011
terça-feira, novembro 29, 2011
Um novo modelo de desenvolvimento
terça-feira, novembro 22, 2011
Horários da SATA com a Graciosa
Dois meses depois, já em plena execução dos actuais horários de inverno, o Governo veio responder às perguntas formuladas dizendo, em síntese, que os horários são o que são e a grande medida é que quem chega de Lisboa tem sempre ligação diária para a Graciosa!
Mais, diz o Governo que as Câmaras Municipais dão a sua opinião com antecedência.
Não conheço o teor do parecer da Câmara Graciosense mas não me admiro que, das duas uma, ou acham que está tudo bem. o que não quero acreditar, ou deram um parecer que não foi minimamente atendido, o que espero tenha sido o caso para, pelo menos, termos a consolação de ver a Câmara Municipal a defender os interesses da ilha.
Parece que o Governo Regional ainda não percebeu, e não parece que venha a perceber, que as ligações aéreas com a Graciosa, em especial no inverno, não se bastam com um consolo de saber que quem vem de Lisboa chega no mesmo dia à Graciosa. É que, quem sai da Graciosa para muitas outras ilhas não chega no mesmo dia e quem vem de algumas ilhas para a Graciosa também tem de pernoitar.
Também é importante que não se percam horas intermináveis nos aeroportos regionais para chegar à Graciosa.
As consequências de uma política de mobilidade interna e externa que já deixámos de tentar perceber vão-se sentindo na Graciosa. Vão-se conhecendo notícias de grupos que cancelam fins-de-semana na Graciosa e vão aumentando os custos indirectos com as ligações que os Graciosenses fazem.
Com voos às sextas e segundas, ao final da manhã, aos sábados ao final da tarde e domingos depois do almoço não há opções que resistam! Há muito menos oportunidades de fazer chegar quem queira passar um fim-de-semana na Graciosa ou permitir que um Graciosense se possa deslocar a outra ilha dos Açores sem perder dias de trabalho.
A opinião é quase unânime: estes horários não servem para o nosso desenvolvimento e mobilidade. Resta esperar por um Governo que compreenda essa realidade!
Publicado no Diário Insular e Rádio Graciosa
terça-feira, novembro 15, 2011
Mais um Plano, o último!
Já, em outras alturas, alertei para o esquecimento a que a ilha Graciosa vem sendo votada nos sucessivos planos regionais.
Naturalmente que, com 16 anos de poder, algumas coisas foram sendo feitas que agradaram aos Graciosenses que, democraticamente têm votado maioritariamente na continuidade de Carlos César.
Mas a verdade é que, com o decorrer dos anos, é cada vez mais notória a insuficiência de políticas e de investimentos que evitem o êxodo de ilhas como a Graciosa, e que não institucionalizem o envelhecimento da população e a desertificação como fatalidade futura.
A realização de algumas obras emblemáticas ao longo de 16 anos não pode continuar a servir de desculpa para o fracasso nos resultados de sustentabilidade das ilhas mais distantes, ou mais vulneráveis aos fenómenos que uma crise económico-social provoca.
Claro que aqueles que suportam o actual Governo Regional atiram sempre com a questão: Então isto não foi bem feito? E aquilo não foi bom?
Claro que sim, claro que houve aspectos que ressaltam pela positiva numa análise direccionada à apreciação do pormenor.
Mas essa análise acaba por ser desmentida por uma apreciação global dos resultados obtidos com esta forma de fazer política e de gerir os Açores. No fundo é uma abordagem que se deslumbra com a árvore mas que esquece a floresta.
Mais uma vez, e por mais um ano, neste caso o último, o Governo apresenta um plano anual para a Graciosa que consagra a teoria política de gestão de expectativas. Limita-se a inscrever algumas promessas eleitorais com verbas irrisórias ou apenas em projecto, como o caso da prometida marina que tem apenas 57 mil euros orçamentados, ou o caso do novo matadouro que não passa de um projecto, ou ainda da estrada Limeira-Porto Afonso que em conjunto com a rotunda do novo Centro de Saúde têm apenas inscritos 380 mil euros!
Por outro lado, ou se quisermos, pelo lado que mais nos interessa em termos de aproximar a Graciosa do resto dos Açores, o Governo já desistiu de inverter o rumo das políticas de mobilidade de pessoas e bens, dependentes em exclusivo dos transportes aéreos e marítimos. E inverter esse rumo significa mudar de estratégia e consagrar também parte das receitas dos impostos de todos os Açorianos em verdadeiras políticas de coesão, que diminuam as assimetrias e possibilitem, à ilha Graciosa, uma nova esperança de fixação de gentes e criação de riqueza.
Não perceber isso é continuar a falar da obra feita, mas esquecendo que ela se dirige às pessoas.
Publicado no Diário Insular e Rádio Graciosa
terça-feira, novembro 08, 2011
E que tal uma SCUT inter-ilhas?
segunda-feira, novembro 07, 2011
terça-feira, novembro 01, 2011
Sem crédito e cheio de vícios
Temos ouvido o Governo Regional adoptar um novo discurso na abordagem da situação socioeconómica. A frase mestra é de que, devido às dificuldades económico-financeiras, várias promessas eleitorais ficarão por cumprir, vários investimentos não deixarão o papel e é tempo de apertar o cinto. Contudo, não podemos deixar de notar que esta nova postura pouco tem de sincera, e não passa de uma forma oportuna de desculpar estratégias erradas. Vejamos: as transferências do Estado não sofrem cortes significativos ou inesperados, e o Governo Regional irá beneficiar de medidas que aumentam a sua receita como é o caso das alterações relativas ao IVA, não havendo, à primeira vista, uma razão objectiva para este discurso de desculpabilização para os acentuados cortes de investimento que algumas ilhas irão sentir, como no caso da Graciosa que terá uma redução na ordem dos 13%.
Aquilo que o Governo Regional não diz e que afecta, de facto, a sua capacidade e disponibilidade financeira, é que o modelo de financiamento que usou e abusou nas últimas legislaturas secou. Ou seja, o Governo, que criou dezenas de empresas públicas para se financiar através de crédito junto da banca, vê agora a contracção do crédito impedi-lo de continuar a governar numa fantasia de que possui fundos para todos os devaneios a que se foi habituando. Não havendo onde pedir dinheiro, resta usar as receitas próprias e as transferências do Estado que terão de suportar uma pesada máquina eleitoral que prejudique o menos possível os objectivos políticos do Partido Socialista.
A somar a esta situação de menor financiamento e de menor crédito para penhorar o futuro dos Açores como se tem feito nos últimos anos, deparamo-nos com uma situação social de graves dificuldades em que, segundo dados recentes, 1 em cada 3 açorianos está em situação de pobreza.
Depois de gastos mais de 25 mil milhões de euros, os Açores continuam sem conseguir sair da cauda do país, sendo uma das regiões onde a pobreza mais se acentua, onde o desemprego mais sobe e com o habitual recorde de pessoas a viver do rendimento mínimo.
Serão tempos difíceis que se aproximam, mais difíceis ainda porque não se fizeram as apostas certas, mantiveram-se muitos açorianos na pobreza, incentivou-se o endividamento e a fraca produtividade e promoveu-se a dependência do poder público. Agora a culpa é de outros. Onde é que já vimos este filme?
Publicado no Diário Insular e Rádio Graciosa
segunda-feira, outubro 24, 2011
sábado, outubro 22, 2011
sexta-feira, outubro 21, 2011
Ética ou métrica?
A palavra dada não é algo que possa orgulhar Carlos César, desde logo, porque nestas coisas da política se há coisa que César costuma retirar é, precisamente, a palavra dada.
Mas vamos a essa coisa da ética republicana.
César diz que cumpre com a sua palavra dada, mas andou durante dois anos a marinar na decisão de se candidatar ou não. Primeiro deliciou-se com o atraso na publicação do Estatuto dos Açores, pensando que isso lhe dava algum argumentário jurídico para tentar mais uma candidatura. Depois esmerou-se como ninguém na candidatura de Alegre, num último esforço de ter em Belém quem achasse que essa coisa da limitação de mandatos de um amigo podia ter uma ou outra interpretação, mais dada à conveniência de ambos. Falhadas estas, lembrou-se que não seria fácil convencer que se podia candidatar e se valeria a pena mais uma briga institucional com Cavaco Silva.
E, de facto, não valeria a pena essa discussão. É aqui que a ética se casou com a métrica eleitoral. É que isto de andar um último ano sem dinheiro para os habituais folclores e devaneios eleitoralistas tem o seu preço estratégico muito bem medido!
Para quem invoca um estado de alma refém da ética republicana foram dois anos de intensa luta de valores para tomar uma decisão depois de alimentado um conveniente tabu presidencial.
Na verdade, feitas umas sondagens que nada garantiam numa eventual candidatura, e que, pelo contrário, podiam implicar uma saída pela porta pequena da política regional, César constatou então que o futuro já não lhe pertence e que tem mais gente lá em casa que precisa de um empurrão que garanta uma vida política. É aqui que surge mais uma questão de métrica em lugar da ética. Se alguém nos diz que é da ética republicana nomear um sucessor, percebemos logo que deve haver algo que nos está a escapar. E esse algo é a afirmação do sucessor, não o que foi nomeado, mas o hereditário, que na sombra vai palmilhando protagonismo no partido do progenitor. Nem numa monarquia se respirou semelhante ética travestida de métrica.
Convenhamos, invocar a ética que não conseguimos derrotar em sucessivos suspiros de sobrevivência política e, depois de invocada, aparecer com um sucessor por nomeação não é, de facto, ética, é métrica de sobrevivência política. São as contas de um rosário socialista em que, para salvaguardar o futuro da prole, há que ser imaginativo. Sacrifique-se, pois, o Cordeiro!
(publicado no Diário Insular e Rádio Graciosa)
terça-feira, outubro 18, 2011
Defesa da Autonomia depende de “boa governação
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O PSD/Açores considerou hoje que a melhor forma de defender a Autonomia perante as ameaças centralistas é apresentar uma “boa governação”, salientando que os “maus resultados” obtidos pelos governos regionais socialistas tornam “mais difícil” essa tarefa.
“O que encontramos nos Açores como resultado da aplicação de 25 mil milhões de euros nos últimos 15 anos, são 18 mil açorianos que dependem do rendimento social de inserção, são 12 mil açorianos que estão no desemprego e são 30 mil famílias que vivem no limiar da pobreza”, afirmou o deputado social-democrata João Costa, na Assembleia Legislativa dos Açores, numa debate sobre a estratégia de defesa da Autonomia no atual contexto de crise.
O parlamentar do PSD/Açores frisou que “é esta realidade que não se pode esconder e que o PS tenta sempre ocultar”.
João Costa lamentou que a participação da maioria socialista no debate parlamentar sobre a estratégia de defesa da Autonomia se tenha limitado a revelar a “preocupação constante” do PS com a líder do PSD/Açores, Berta Cabral.
“O PS tem uma preocupação constante com Berta Cabral, o que até se compreende. O PS receia o facto dos açorianos apreciarem a experiência, liderança, capacidade de trabalho e espírito de dever de Berta Cabral “, afirmou.
O deputado social-democrata acrescentou que a defesa do regime autonómico faz-se igualmente “falando a verdade” sobre a situação financeira da Região, dando como exemplo que as dívidas a longo e curto prazo da SPRHI, uma sociedade anónima de capitais públicos, ascendem a 127 milhões e 49 milhões de euros, respetivamente.
terça-feira, outubro 11, 2011
Falhou nas prioridades!
A decisão foi tomada na última Assembleia Municipal e mereceu os votos favoráveis do PSD e a abstenção do PS.
Apesar dessa abstenção, foi notório que o PS até gostaria de votar a favor dessa medida que, quanto mais não seja por uma questão de justiça, aliviará os graciosenses de uma carga fiscal que cada vez pesa mais nos orçamentos familiares. Mas a teimosia do líder do PS Graciosa, que não gosta de reconhecer a razão de outros, não permitiu o voto unânime de toda a Assembleia Municipal, tendo até a falta de argumentos levado o Presidente da autarquia a dizer que a Câmara ficava descapitalizada quando se está a falar de menos de 70 mil euros.
Esse mesmo Presidente da Câmara, que se aflige em devolver aos Graciosenses uma pequena parte do orçamento anual da Câmara(cerca de 1%), não se importou minimamente de, logo na semana seguinte, embarcar para a América do Norte para participar num jantar convívio e, ao que consta, fazer umas pequenas férias! Certamente que fica mais caro dos que as prendas e almoço oferecido ao Presidente da República!
Por outro lado, ainda na passada semana a Câmara levou por diante um contrato para a requalificação da Praça e Centro de Santa Cruz, numa obra que nunca soube explicar, e que não tráz qualquer efeito reprodutivo à ilha Graciosa. Depois de já ter gasto mais de 200 mil euros naquela obra, e estando inicialmente previsto esta ser feita por cerca de 400 mil euros, vem agora a Câmara a gastar mais 1,170 milhões de euros. Fica, como única nota positiva, o facto da obra ser executada por uma empresa Graciosense.
São pois, como disse na referida Assembleia Municipal, opções de gestão do Presidente da Câmara, que opta por gastar os recursos da autarquia como bem entende.
Nestes casos, optou por gastar em acções que se esgotam com o gasto em si, ou seja, não trazem qualquer efeito multiplicador que se registe.
Quando se aproxima a passos largos o final do ano, verificamos que passou mais um ano sobre a gestão socialista da Câmara Municipal sem que haja qualquer acção que se possa destacar pela positiva. Pelo contrário, continua a Graciosa à espera de ver quando serão executadas as prioridades que o Presidente da autarquia elegia para o início do seu mandato, como sejam a Marina da Barra, o Parque Industrial, a estrada Rochela-Lagoa ou o Parque de Campismo de Santa Cruz!
quarta-feira, outubro 05, 2011
Censurável!
Esses comissários ficam sujeitos aos critérios nacionais de classificação etária mas terão uma singular competência para atribuir, ou não, um rótulo de qualidade aos espectáculos. Esse rótulo, quando atribuído, isenta o promotor das taxas relativas ao processo de classificação.
Por outro lado, quem não obtiver classificação fica sujeito a uma multa até 2 mil euros, cujo valor é de escolha subjectiva do Governo.
Qualquer semelhança entre esta situação e o visto prévio (de má memória) não é, infelizmente, uma coincidência.
De futuro, os comissários governamentais zelarão pela qualidade dos espectáculos que o público açoriano irá assistir, sempre com essa nuance, nada inocente, da isenção de taxas para quem se apresente dentro do que o Governo entende ter qualidade.
Terá qualidade uma peça de teatro em que o Governo é satirizado ou ridicularizado? O Governo é que sabe! E quando se tecem loas ao Governo? Terá isso qualidade? Novamente, o Governo é que sabe!
Além disso, quem sabe se uma palavrinha amiga, de um amigo do partido do Governo, não leva a que o Governo atribua a bondosa classificação de qualidade, que leve à isenção de taxas?
Quem assiste, por esses Açores, ao zelo com que alguns actuam para que nada belisque a actuação do poder, deve ficar seriamente preocupado com o futuro da liberdade de expressão e com a pressão dos caciques de serviço sobre a criação artística!
Acresce que, será esta mais uma forma de financiar um fundo regional que, na recente auditoria do Tribunal de Contas, revelava um défice crónico, ou seja, um fundo falido que precisa, urgentemente, de novas formas de financiamento. Por opção do Governo, irá financiar-se à custa da cultura produzida nos Açores!
Na mesma medida, fica mais taxada a exibição pública de espectáculos de natureza artística, encarecendo ainda mais a produção cultural. Nem de propósito; taxar mais a criatividade e a cultura, burocratizando o seu processo de exibição pública e fazendo depender esse pagamento da subjectividade governamental, é também algo que faz lembrar um tempo em que a liberdade era vista como uma ameaça à segurança interna.
Publicado no Diário Insular e Rádio Graciosa
terça-feira, outubro 04, 2011
Coerência?
contribuintes Graciosenses, dizendo que isso "descapitalizava" a
autarquia (?!?!), o Presidente da Câmara Municipal está na América em
visita oficial!
sexta-feira, setembro 30, 2011
terça-feira, setembro 27, 2011
Fwd: SABER RECEBER UM PRESIDENTE
A visita do Presidente da República aos Açores revelou a falta de sentido de Estado de alguns senhores que, desde sempre, destilaram um veneno pouco democrático pelo Professor Cavaco Silva.Ainda nem tinha aterrado nos Açores e já o líder do PS Açores dava o recado interno para os serviçais do costume, dizendo que era uma visita de uma pessoa como outra qualquer.Depois disso bastou ver o comportamento daqueles que nem respiram sem ordem do chefe para se perceber que havia uma clara orientação interna para fazer o mínimo possível, e afastar o mais possível o contacto de Cavaco com as manifestações populares ou culturais das nossas ilhas.Na Graciosa, foi o cúmulo da incompetência por parte do Presidente da Câmara, que não se limitou a fazer o mínimo: fez muito menos do que seria normal perante uma visita presidencial. Nisto, o líder do PS Graciosa foi acompanhado pelos seus seguidores e deputados regionais que, no mesmo tom, fizeram de conta que não era o Presidente da República que desembarcava na Graciosa para pernoitar duas noites e embarcava dois dias depois.Para quem já assistiu a recepções do Presidente do Governo Regional com charrete para transporte e escolta a condizer, estamos conversados.E nem era isso que se exigia para receber o mais alto magistrado da nação. Bastava a cortesia de uma presença notada e alguma demonstração cultural a condizer para dar uma sóbria, mas essencial, solenidade à visita do Presidente de todos os Portugueses.E se olharmos para as ofertas com que a Câmara Municipal brindou o Chefe de Estado (um livro, uma medalha e umas queijadas) então temos mais um factor que dá uma perfeita noção da falta de preparação do presidente da autarquia para o cargo que ocupa.Podia lembrar o Presidente da Câmara que os bordados da Graciosa são uma manifestação cultural da ilha ou que um pequeno cabaz de produtos locais daria publicidade de um importante elemento da economia local, mas não valia a pena, pois as orientações do chefe não permitiam estes gestos, pequenos mas com grande significado.Podia também lembrar o edil que existem filarmónicas, coros e rancho folclórico na ilha, mas isso nem pensar, não fosse o seu líder socialista ter alguma indisposição.Ao terminar a visita, e ainda antes de regressar a Lisboa, o Presidente da República ainda teve de ouvir o presidente do Governo a dizer que o povo não aderiu e que os empresários não tiveram destaque na visita de Cavaco.Felizmente, e com grande sentido do dever, a Presidência da República fez uma declaração esclarecedora: A visita foi toda coordenada em conjunto com o Governo Regional.Publicado no Diário Insular e Rádio Graciosa
domingo, setembro 25, 2011
PSD quer explicações sobre rotunda com 16 sinais de trânsito na Graciosa
O PSD/Açores questionou hoje o governo regional sobre a construção, no local das Pedras Brancas, na Graciosa, de duas rotundas separadas por cem metros e a colocação de 16 sinais de trânsito numa delas, alegando que se trata de um "esbanjamento" de dinheiros públicos.
"A criação de duas rotundas, em pouco mais de 100 metros, é já motivo de indignação e mesmo espanto perante o que se está a executar. Aquilo que era um caminho com largura considerável, passará a ser um caminho atamancado, que oferece maiores riscos de acidentes. Sucede ainda que a referida obra das duas rotundas entrará diretamente para o anedotário nacional, tal a proliferação de sinais de trânsito que ali se encontram", afirmou o deputado social-democrata João Costa, em requerimento enviado à Assembleia Legislativa dos Açores.
O parlamentar do PSD/Açores salientou que foram colocados "sinais de aproximação de rotunda acompanhados por cedência de prioridade e até sinais de indicação de localidade colocados a tapar a entrada de uma residência em clara violação da lei e contra quaisquer regras de bom senso".
João Costa acrescentou que foram também colocados "triângulos de entrada na rotunda, sem qualquer utilidade e que só servem para plantar sinais de trânsito que se amontoam uns em cima dos outros, e ainda um sinal de rotunda sem que a respetiva rotunda esteja executada".
"Já a rotunda entretanto a funcionar com o pavimento por concluir conta já com 16 sinais de trânsito", disse.
Para o deputado social-democrata, esta obra "demonstra o desperdício de dinheiros públicos, é mal concebida e de duvidosa utilidade".
sábado, setembro 24, 2011
sexta-feira, setembro 23, 2011
Açorianidade e Autonomia - Para onde caminhamos? (Expresso das Nove)
terça-feira, setembro 20, 2011
Coesão só no papel
No último ano, a Graciosa expressou o seu descontentamento acerca da frequência e horários dos aviões da SATA durante o inverno IATA.E não passou disso mesmo, de uma desculpa que revela um total alheamento sobre os entraves que a falta de acessibilidades e de mobilidade colocam ao desenvolvimento da ilha Graciosa.
Ao lermos as ufanas declarações de membros do governo e deputados do PS sobre o seu plano eleitoral para a coesão dos Açores, que para o governo é apenas um plano de estratégia eleitoral, não podemos deixar de ficar preocupados com o confronto entre as intenções declaradas e a realidade praticada.
Há fatos que são indesmentíveis: A Graciosa foi a ilha que mais população perdeu de acordo com os dados do censos de 2011. A ilha tinha em 1991, 5152 residentes, passando em vinte anos para 4384.
Esta verdade condiciona as perspetivas de futuro da ilha, o que tem sido ignorado pelo atual governo que, em 15 anos de poder já devia ter agido para inverter esta situação.
E não se diga que 4 mil habitantes é um número que fica bem à Graciosa ou que a ilha não tem condições para suportar mais. Basta ver que em 1940 a ilha tinha 9 mil residentes e em 1950 contava com mais 500, ou seja, um aumento de cerca de 6%. A explicação para estes números estará intrinsecamente ligada com as potencialidades produtivas da ilha que, em tempos, foi o celeiro e a adega dos Açores.
Mas se hoje as realidades são distintas, a graciosa não deixou de ter grandes potencialidades produtivas que, aliadas a um bom sistema de transportes e a um virar de página no isolamento, certamente significariam um caminho seguro para atrair gentes e juventude à ilha.
Mas assim não o entendem a SATA e o governo regional, porque, caso contrário não massacrariam a ilha com invernos de dificuldade em acessibilidades e mobilidade.
No fundo, como em muitas outras coisas, quando se fala na ilha Graciosa a propaganda esconde o insucesso das políticas seguidas. Fala-se de coesão, escreve-se a favor da coesão, até se apresentam estratégias de coesão. Mas o resultado fica longe do que seria exigível, e então lá vem mais do mesmo.
Os velhos e recauchutados horários da SATA não são um pormenor para a verdadeira coesão e para a aposta que se exige no combate à desertificação.
Algo terá de mudar para que a coesão saia do papel.
Publicado no Diário Insular e Rádio Graciosa
segunda-feira, setembro 19, 2011
quarta-feira, setembro 14, 2011
Entregues à sorte?
Publicado no Diário Insular e Rádio Graciosa
domingo, setembro 11, 2011
terça-feira, setembro 06, 2011
PECAdos e penitência
terça-feira, julho 26, 2011
domingo, julho 24, 2011
sábado, julho 23, 2011
quarta-feira, julho 20, 2011
Tirem as vossas conclusões!
Este Fundo, até à data, foi alvo de uma resolução aprovada por unanimidade no Parlamento para acudir às famílias desempregadas no pagamento do crédito à habitação.
De resto, não são ainda conhecidas intervenções deste Fundo no apoio às tais situações de pobreza ou desprotecção súbita de que falava o líder parlamentar socialista.
Por ocasião do debate, aquando da votação do referido orçamento regional, apelidei o referido Fundo de "saco azul" a fazer lembrar um certo "Fundo de Socorro Social" que deu brado pela sua aplicação caciqueira.
Talvez não me tenha enganado muito nos objectivos por detrás da aprovação daqueles 7 milhões, até porque não parece que se vá esgotar a verba no tal apoio a famílias em que o desemprego bateu à porta e que têm crédito à habitação por liquidar.
Nesta questão de utilização de verbas do orçamento o Governo Regional tem sido useiro e vezeiro em surpreender pela negativa. Ninguém esquece as festas de cocktail ou as viagens sumptuosas que se vão realizando à custa do dinheiro dos Açorianos. Nessa medida também não surpreendeu que o Governo se tenha conformado cedo de mais com o brutal aumento de impostos de que os Açorianos serão alvo por força do acordo com a Troika que impõe a revisão da Lei de Finanças Regionais para cortar na discriminação positiva do IVA, do IRS e do IRC. É que, com este aumento de impostos, aumenta também a receita governamental que passa a contar com mais verba ao dispor para os gastos a que já nos habituou, ainda para mais em ano eleitoral como é 2012.
Acresce que, veio, agora também, o Presidente do Governo dizer que quer que reverta para a região o imposto extraordinário sobre o subsídio de Natal para, segundo César, reforçar uma tal de "agenda compensatória". Ou seja, Carlos César concorda com os aumentos de impostos que iremos ser obrigados a suportar pela incompetência Socialista desde que isso lhe dê receita para, ao belo prazer da maioria, distribuir numa agenda compensatória de duvidosa aplicação e insondáveis resultados no combate à pobreza.
Pelo meio, já nada surpreende nesta política de "big brother" sobre a vida dos Açorianos quando, nem de propósito, este governo coloca nas mãos do seu Vice-Presidente a responsabilidade de gerir 1300 milhões de euros. A ver pelos comportamentos recentes estamos bem entregues.
Publicado no Diário Insular e Rádio Graciosa
Berta Cabral propõe incentivos diferenciados para combater desertificação das ilhas pequenas.
Ponta Delgada, 17 jul (Lusa) - A presidente do PSD/Açores defendeu hoje a criação de incentivos financeiros e fiscais diferenciados para as empresas e...

A presidente do PSD/Açores sublinhou que as especiais dificuldades das ilhas de menor dimensão ficaram comprovadas pela redução do seu número de habitantes, confirmada pelos Censos 2011, e destacou, no caso das Flores, a necessidade de reformulação do transporte aéreo.
"Há um problema grave nos transportes, sobretudo ao nível do escoamento de alguns locais, em particular do peixe", alegou Berta Cabral, realçando ser preciso garantir "mais capacidade de carga" para colocação de peixe fresco no exterior.
Para ser colocado nos mercados externos, o peixe descarregado na ilha terá de ser primeiro transportado para S. Miguel, acrescentou Berta Cabral, realçando tratar-se de um produto que perde qualidade se não for escoado rapidamente.
API.
Lusa/fim
quarta-feira, julho 13, 2011
O fim está próximo!
Este exemplo serve para reflectir sobre a política e a forma de estar no exercício de cargos executivos. Na verdade, passar o tempo a lembrar o passado não nos motiva para o futuro. O passado serve, certamente, para não repetir erros. Mas passar a vida a falar do tempo em que outros governaram só se justifica quando há medidas que obrigam a uma melhor explicação ou a uma mais aturada compreensão. De resto, quando um governo tem de recorrer sistematicamente ao discurso da desculpabilização com os que o antecederam apenas demonstra que não encontra soluções para o futuro.
E quando essa desculpabilização se reporta a períodos de governação ocorridos há mais de 15 anos, então temos um caso grave de falta de seriedade democrática e autêntica desfaçatez.

É assim nos Açores, onde o Governo Regional, que está no poder há já 15 anos, passa a vida a desculpar a sua falta de resultados com os governos que o antecederam há já 4 legislaturas.
Para que conste, quando falo na falta de resultados não estou a falar das obras feitas com os 20 mil milhões de euros gastos nos últimos 15 anos pelo actual Governo Regional. Falo sim, do facto de continuarmos tragicamente a constar no fim da tabela do desenvolvimento económico e social, falo do facto de termos 25% da população a viver abaixo do limiar da pobreza, falo da desertificação das ilhas mais pequenas, falo do baixo nível de rendimentos de uma larga maioria da população e dos maiores níveis de desemprego da autonomia, falo do fracasso do desenvolvimento harmónico e da contínua ausência de um modelo de desenvolvimento que aproxime as ilhas umas das outras, ao invés das afastar e isolar entre si.
Mais revelador de que os Açores exigem uma mudança é também a confissão de incapacidade para dar a volta a estes indicadores.
Quando o partido do governo sistematicamente recorre à pergunta de como deve ser feito, como aconteceu na passada semana no parlamento regional, quando perante os insucessos de 15 anos no poder nos perguntam como devem fazer para inverter os maus resultados e se desculpam com um governo que cessou funções em 1996, só podemos concluir uma coisa: o fim está próximo!
Publicado no Diário Insular e Rádio Graciosa
segunda-feira, julho 11, 2011
quinta-feira, julho 07, 2011
terça-feira, julho 05, 2011
Açores em mudança
Arregimentam-se "boys and girls" na recta de lançamento de um ano que, para a sua sobrevivência política é de, imagine-se, trabalho!
Os Açores já se habituaram a esta rotina politiqueira em que os seus problemas repentinamente encaminham-se para uma resolução. Uma ilusão criada sempre depois de mais um "toca a reunir", assegurado por quem faz da politica a sua salvação profissional.
Mas os problemas não desaparecem! Pelo contrário, avolumam-se.
Foram já necessários muitos milhões para afastar as ilhas umas das outras, para dar cabo do devir comum e de unidade que se revela no sentir autonómico, e para desvendar o tal ciclo vicioso que se vai anunciando como novo!
A caminho, na segunda década do século XXI, vemos um PS Açores que se mantém igual em tudo, seja nos métodos de confundir o que é publico com o que é do partido, seja nos caciquismos de caça ao voto, seja nos seus protagonistas.
Andamos a convergir com a Europa na pobreza, e as ilhas são cada vez mais periféricas umas das outras. A coesão, que já de si foi uma aldrabice, acabou com a vontade de crescimento harmónico. Passámos a ter ilhas de mão estendida e continuou-se sem se perceber que o verdadeiro desenvolvimento dos Açores passa de Santa Maria ao Corvo, sem duplas periferias e sem triplas insularidades.
Mas lá se vão arregimentando, toldados pela sua profissão de políticos, sem outro objectivo que não o de manter o seu posto de vigia!
Irónicamente, não reparam na mudança que os Açores precisam para que as 9 ilhas tenham o seu destino comum, que se quer de desenvolvimento e fixação de gentes! Estão muito ocupados vigiando o parceiro e prontos para rasteirar quem se atrever a atravessar o seu caminho, ou a esticar demasiadamente o pescoço.
E apesar de esconderem o que diziam quando exaltavam a alternância no poder e o rejuvenescimento das políticas e do políticos, não conseguem deixar de saber que só assim os Açores podem dar o salto qualitativo que, mais do que uma necessidade, é já uma obcessão popular.
E é com um reconhecimento colectivo de que se fechou o ciclo deste modelo de governação socialista, que alguns, mais apegados a que nada mude, se apressam a desviar as atenções para uma semi-assumida confrontação com o novo governo de Portugal.
É importante que ninguém esqueça quem nos trouxe até aqui e o que nos comprometemos cumprir. Não para exaltar a responsabilidade, mas sobretudo para olharmos para o futuro, melhor informados e melhor preparados.
Publicado no Diário Insular e Rádio Graciosa
quinta-feira, junho 30, 2011
Carlos César contesta programa de Passos Coelho (som) - Notícias - RTP Açores
Destaco esta pérola de respeito democrático:
"É um programa sobre o qual existe uma divergência de fundo, de modelo e de programa, que já foi espelhado ao longo da campanha eleitoral", recordou Carlos César, acrescentando que é, só por si, uma "boa razão" para justificar a discordância.
Está já em curso uma guerra sem quartel destinada a esconder as suas próprias responsabilidades!
terça-feira, junho 28, 2011
Da viagem em económica aos que se acham executivos!
A começar temos a decisão em não viajar em classe executiva nos voos para a Europa.
Para os habituais críticos esta medida foi vista como populista, pois o Governo não paga as suas viagens na TAP.
Curioso! Então se o Governo não paga as suas viagens na TAP, quem paga? Ninguém? A ser assim, viajar na TAP é de graça e o combustível, tripulações, aeronave, placas de aeroporto e despesas afins são tudo questões menores que, pelos vistos, nada custam ao Governo!
Ver as coisas desta forma diz bem como temos sido governados por quem pensa que não pagando o uso de empresas do Estado não faz despesa. Esquecem-se que alguém paga essas empresas e o seu funcionamento e esse alguém é o povo português, enterrado em dívidas por esta forma de estar.
Com a sua atitude, Passos Coelho enviou uma séria mensagem a toda a administração e para os que não olham para a despesa que fazem, apenas e só, porque não são os próprios a pagar! Para além disso, enviou uma séria mensagem a todos os portugueses, para que olhem à forma como fazem as suas despesas e ponderem antes de gastar aquilo que não se tem!
Outra medida que marcou o início da governação foi a decisão de acabar com os Governos Civis. E, também aqui, houve uns quantos que encontraram grandes defeitos e problemas.
A começar pelos próprios Governadores Civis, curiosamente, em larga maioria pertencentes aos quadros do PS e alguns nomeados depois de perderem eleições autárquicas (coincidência por certo), logo vieram dar nota da sua importância para a democracia e o regular funcionamento das instituições.
Curiosamente, só os próprios repararam nessa importância e alguns até já dizem que só saem do cargo depois de ser publicada no Diário da República a sua exoneração.
Santa paciência para lidar com estes resquícios de falta de humildade democrática e de falta de noção do ridículo.
Ao invés das atitudes positivas de uma nova forma de estar no exercício do poder foi a revelação de que a anterior ministra da cultura, por sinal iniciada em lides governativas como directora regional da cultura (não secretária regional mas directora regional) se recusou a entregar a pasta ao sucessor no cargo, alegando que "Ministra não entrega pasta a Secretário de Estado". Passa fora!
Percebe-se o pânico que sentem alguns instalados que temem pelo seu futuro político, são os mesmos que destilam fel em ditos e escritos e que, sem o lugarzinho na política, sabe-se lá o que farão na vida.
Publicado no Diário Insular e Rádio Graciosa
quinta-feira, junho 23, 2011
quarta-feira, junho 22, 2011
Núcleo Empresarial teme que não sigamos o ritmo de desenvolvimento das restantes ilhas. ~ Rádio Graciosa
Sobre os apoios aos empresários, na ilha Graciosa continua-se a sentir dificuldades na elaboração das candidaturas, pois nesta ilha não existem gabinetes de projectistas, nem de outras áreas necessárias para a elaboração das candidaturas. No entanto tem havido melhorias, conforme nos disse Carlos Brum.


