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quinta-feira, abril 05, 2012

Todos Com Berta Cabral II

De há largos meses para cá, o PSD tem vindo a ouvir os Açorianos, realizando encontros, reuniões, seminários, workshops, visitas, jornadas e outros eventos em que muitos deram o seu contributo para a formação de um novo ciclo de desenvolvimento dos Açores.


Também na ilha Graciosa isso aconteceu, com a colaboração do Gabinete de Estudos do PSD fez-se um trabalho para melhor conhecer a realidade da ilha, os seus problemas, as suas especificidades, as suas ambições e anseios.

O primeiro corolário desse trabalho terá lugar no próximo Congresso Regional do PSD que ocorrerá nos próximos dias 13 a 15 de Abril.

Depois da eleição da sua Presidente em eleições directas e democráticas, o PSD reúne em Congresso para definir a sua orientação estratégica, propondo aos Açores uma alternativa de Governo, com ideias consolidadas e estruturadas sobre o rumo das políticas que trarão novas oportunidades para os Açorianos.

Esse caminho começa a ganhar forma de programa, através da apresentação pela Presidente Berta Cabral da sua moção global de estratégia. Sob o título "CRIAR OPORTUNIDADES PARA TODAS AS ILHAS", a Presidente do PSD apresenta aos Açorianos a base do futuro programa de Governo, que dará aos Açores um novo fôlego, num novo ciclo de desenvolvimento, de criação de emprego e de riqueza, materializado numa Autonomia Regional que não seja apenas político-administrativa, mas também económica.

O estabelecimento dos Açores enquanto Região Económica é um desígnio de todos os Açorianos, e assume-se como bandeira da Presidente do PSD, que com a determinação e competência que lhe é reconhecida, propõe que todos a acompanhem neste projecto, com a convicção própria de quem sabe ouvir, e sabe decidir.

É a pensar no desenvolvimento sustentado de todas as ilhas dos Açores que a Presidente do PSD tem vindo a recolher as mais diversas opiniões, a ouvir a sociedade Açoriana: da agricultura aos serviços, das pescas à juventude, das empresas às instituições, com todos Berta Cabral tem falado sobre o futuro de cada uma das ilhas na consolidação de um projecto que é de todos.

Ainda recentemente foi isso que aconteceu na Graciosa, mantendo encontros e reuniões, ouvindo e apresentando o seu projecto para o futuro dos Açores. Neste trabalho tem sempre tido a receptividade e o apoio da população, em contraste com a crítica quase doentia do PS e do Governo. Se Berta Cabral fala, logo aparece alguém do Governo a mostrar o seu incómodo. São escritos e opiniões repetidos, sempre a falar mal, sempre a criticar! Isso só prova o que já muitos sentem: a chegada de um novo ciclo, com Berta Cabral como Presidente dos Açores.

sábado, março 31, 2012

PSD isenta 56 municípios da reforma das freguesias



PSD isenta 56 municípios da reforma das freguesias

http://www.jornaldenegocios.pt/home.php?template=SHOWNEWS_V2&id=548435

Os social-democratas vão alterar o número mínimo de freguesias em que não é obrigatória a agregação. A mudança vai ser introduzida no diploma do Governo que prevê a redução de freguesias. Reduções aplicam-se, assim, a 252 municípios.

Até agora, a proposta inicial do Governo previa isentar da reforma das freguesias todos os municípios que tivessem menos de quatro freguesias. De acordo com o Governo, em causa estavam 29 municípios. Agora, o PSD quer que a referência sejam cinco freguesias: abaixo disso, o município fica isento da reforma. No total, são 56 municípios, quase 20% das 308 autarquias.

Nas 14 alterações que o PSD vai introduzir na proposta de Lei do Governo vai haver maior flexibilidade para as Assembleias Municipais. Caso estes órgãos municipais enviem a sua proposta de reforma, poderão reduzir 20% a menos do que as percentagens obrigatórias definidas pelo Governo.

Nos Açores ficam isentos da reforma os concelhos de Santa Cruz da Graciosa e Santa Cruz das Flores.

quinta-feira, março 29, 2012

Todos com Berta Cabral

No passado fim-de-semana decorreu o XXXIV Congresso Nacional do PSD.

No actual contexto de grave crise, com Portugal forçado a viver sob grande austeridade, o Congresso do Partido que lidera o Governo assume uma importância redobrada, não só pelo contexto, mas, também, pela forma como o Partido se apresenta ao País.

O PSD, enquanto partido que assume essa liderança necessitava de se adaptar às exigências e à responsabilidade que lhe recai nos ombros, mas também de se preparar para os tempos que aí vêm, de novos embates eleitorais, em que o Partido se empenha para corresponder a uma génese de vitória.

Neste âmbito, o PSD está determinado em ajudar o PSD dos Açores a ganhar as eleições de Outubro.

Foi o próprio Passos Coelho a, logo no discurso de abertura, assumir esse desígnio e a convicção de que o PSD Açores tem a pessoa certa para apresentar aos Açorianos.

Nas palavras do Primeiro-ministro, Berta Cabral tem "qualidades muito conhecidas: é uma boa gestora, é uma pessoa com uma grande experiência política, que conhece bem a sua terra que é também os Açores, não é apenas São Miguel, e que tem feito um caminho de união do partido e das principais forças sociais dos Açores, (...) Os Açorianos irão escolher, mas eu sei que eles terão uma escolha facilitada, porque terão, seguramente, uma grande Presidente do Governo Regional, num novo ciclo que, nós esperamos, se vai abrir na Região Autónoma dos Açores."

Foram palavras carregadas de simbolismo, que materializam uma narrativa de mudança segura, tendo ao leme uma mulher preparada para assumir os destinos da região, colocando em primeiro lugar os interesses dos Açores e dos Açorianos. Aliás, Berta Cabral, não deixou de vincar bem essa sua forma de estar na política: Primeiro os Açores e os Açorianos.

Na reunião magna do PSD, vincaram-se bem os propósitos e as convicções. E é assim que deve ser: promovendo a discussão pelos militantes, ouvindo todas as opiniões e exercendo legitimamente os mandatos para que se é eleito.

Citando uma declaração política feita em 2003 por Vasco Cordeiro, podia dizer-se que "num sistema político como o nosso, em que a participação política se processa de forma organizada através dos partidos, a realização de um Congresso assume-se como um facto de grande importância no posicionamento e na definição da forma e das propostas como essas organizações se apresentam perante um conjunto de matérias.

Ora, se assim é em relação a qualquer partido, em relação ao PS/Açores, como partido com maior implantação regional e com responsabilidades governativas, essa circunstância, mais do que uma possibilidade, assume o carácter de um verdadeiro dever."

quinta-feira, março 22, 2012

Graciosa - Virar ao futuro IV

A ilha Graciosa tem sido notícia nos últimos anos pela possibilidade de se tornar auto-suficiente em termos energéticos.
Esta possibilidade leva a que a oportunidade não possa ser desperdiçada, ou tão pouco adiada, pelas inúmeras vantagens que essa independência nos pode propiciar.
Há já alguns anos que os graciosenses convivem com a energia eólica e com as possibilidades de produção de uma energia limpa que, por um lado, possa alavancar outras formas de empreendorismo, e, por outro lado, seja sinónimo de excelência ambiental. No entanto, quanto à energia eólica e a outras formas de produção de energias chamadas de "limpas" e/ou renováveis, ainda temos de dar importantes passos para que isso se projecte para além de alguns anúncios e eventualidades.
Todos os lares graciosenses podem verificar que ainda estamos a níveis insipientes em termos de consumo de energias alternativas, basta reparar na factura de electricidade e lá podemos encontrar os valores da percentagem dos variados tipos de energia que consumimos, sendo que ainda dependemos de forma muito significativa das energias fosseis e poluentes.
É necessário que ocorram importantes decisões para que, por um lado, se possam aproveitar as potencialidades que a Graciosa oferece em termos de produção de novas energias, mais limpas e amigas do ambiente, e, por outro lado, se adicione a oferta de conhecimento que existe e vai estando ao dispor de todos os graciosenses, que pode trazer vantagens económicas ás famílias e empresas da Graciosa.
É também necessário que se acentue o elemento de produção de energia pelos próprios Graciosenses. Todos os dias vamos sendo inundados por anúncios de possibilidades de, em cada lar e em cada empresa, poder haver unidades de produção de energia, quer solar quer eólica, que permitem, por um lado, tornar essa família ou essa empresa auto-suficiente em termos de consumo de energia mas, indo mais longe, tornando-as produtoras e, consequentemente, vendedoras de energia obtendo, ao fim de alguns anos, uma nova fonte de rendimento.
Para que tal aconteça o próximo Governo Regional deve olhar para esta realidade Graciosense, e para esta possibilidade da ilha alcançar a sua independência energética, de uma forma séria e com vontade política em possibilitar esta concretização.
É tempo de agir e de dar as mãos ao futuro.
Termino mais esta breve reflexão renovando uma certeza: Outros virão dizer que tudo já foi pensado e logo o irão fazer! Mas a quem governa há já 16 anos continuamos a perguntar: Por que é que ainda não o fizeram?

Publicado no Diário Insular e Rádio Graciosa

quarta-feira, março 21, 2012

Desconhecimento!

Ouvir o Secretário da Economia dizer que a ida de um reumatologista ás Termas do Carapacho não melhora em nada a oferta turística da Graciosa é revelador de um total desconhecimento das potencialidades e da realidade da ilha! Mas foi isso que aconteceu esta manhã na Assembleia Regional! Lamentável!

quinta-feira, março 08, 2012

GRACIOSA - VIRAR AO FUTURO II

Já todos sabemos que o desenvolvimento da ilha Graciosa não será possível sem uma rede de transportes aéreos e marítimos que sejam impulsionadores da mobilidade e das acessibilidades.

Também é facilmente aceite que a consolidação dos Açores como região económica, assente na concretização de um verdadeiro mercado interno, depende das políticas de transportes e na percepção de que este é um desafio no qual não podemos ceder para tornar ilhas como a Graciosa, não só um atractivo para investimentos, mas sobretudo potenciar a produção de bens que criem emprego e riqueza.

Nos transportes marítimos a relação comercial da ilha Graciosa com as ilhas do grupo central é essencial para alargar os seus horizontes de mercado. O modelo de transportes marítimos terá de se modernizar em termos do modelo de cargas, e sou tentado a concordar que a aposta em porta contentores/ferrys, a navegar o ano inteiro, e fazendo a ligação de oriente a ocidente dos Açores é aquela que melhor responde às exigências de mobilidade no transporte marítimo nos Açores, como é referido no blogue "O Porto da Graciosa" do Graciosense Manuel Bettencourt.

Mas se nos transportes marítimos as mudanças exigem o empenho do futuro Governo dos Açores, nos transportes aéreos essa questão também exige um trabalho sério na sua resolução.

O preço das passagens aéreas é uma questão que não deixa ninguém indiferente. Pagar € 199,50 por uma viagem entre a Graciosa e o Pico, como recentemente referiu um Graciosense, é algo que não pode continuar. De igual modo, os preços entre os Açores e o exterior são um verdadeiro escândalo. Ainda recentemente, um Graciosense imigrado nos Estados Unidos pagou, em época baixa, mais de 800 dólares para chegar à Graciosa, e nem vou mencionar a questão do peso da bagagem porque esta terá, certamente, o tratamento que se exige no respeito pelos nossos imigrantes.

Nesta questão do preço das passagens aéreas, o PSD pela iniciativa e empenho da Dr.ª Berta Cabral já propôs ao Presidente da Comissão Europeia a criação de um programa POSEI para os transportes, tendo em perspectiva baixar o preço das passagens aéreas. A proposta foi bem acolhida por Durão Barroso e, mais recentemente, a líder do PSD anunciou a apresentação de alterações ao relatório sobre a política de coesão das Regiões Ultra Periféricas, para que se inclua a criação desse programa POSEI para os transportes.

Só assim, com trabalho e apresentando soluções, se podem mudar os Açores para melhor.

Outros dirão que também o vão fazer, mas depois de 16 anos a Governar a pergunta que se impõe é: Por que é que ainda não o fizeram?


Publicado no Diário Insular e Rádio Graciosa

segunda-feira, março 05, 2012

Debate na Rádio Graciosa

Vaga por ocupar na Escola - Graciosa Online

Vaga por ocupar na Escola - Graciosa Online

Presidente do governo “fez afirmações desfasadas da realidade agrícola regional”



Angra do Heroísmo, 5 de março de 2012

Presidente do governo "fez afirmações desfasadas da realidade agrícola regional"

 

O PSD/Açores considerou hoje que o presidente do governo regional fez "afirmações desfasadas da realidade", ao referir recentemente que "no setor agrícola se regista maior estabilidade do ponto de vista da sua atividade e do seu rendimento", esquecendo que "os agravados aumentos dos preços dos fatores de produção, em oposição à estagnação dos preços de venda dos produtos agrícolas, tornam a vida dos agricultores muito difícil", disse o deputado António Ventura.

 

"Trata-se de uma afirmação desfasada da realidade, porque são os próprios agricultores a afirmar uma diminuição dos seus rendimentos, por via do esmagamento das margens de lucro da atividade agrícola", referiu o social-democrata, apontando "o preço do gasóleo, das rações alimentares e dos fertilizantes, que subiram nalguns casos mais de 50% nos últimos cinco anos", explicou.

 

Num requerimento enviado à Assembleia Legislativa, António Ventura questiona mesmo a tutela sobre "o suporte técnico que detém o senhor presidente do governo para fazer tais afirmações", afinal "continuamos sem saber como se formam os preços dos alimentos na região. Continuamos sem saber quanto custa produzir um litro de leite ou de carne nas diversas ilhas, e sem esse conhecimento não se podem construir politicas para o setor", avançou.

 

Segundo o deputado, "o PSD defende para o efeito a existência de instrumentos de acompanhamento, que possibilitem para toda a agricultura a obtenção de indicadores para perceber o peso analítico dos vários fatores necessários ao processo produtivo das explorações. É crucial saber quanto custa produzir um litro de leite e um quilo de carne nas nossas ilhas, que apresentam especificidades distintas, influindo diferentemente no custo do produto final", especificou.

 

António Ventura considera que "governar em agricultura não pode ser atirar continuadamente dinheiro aos problemas", sendo preciso "construir uma política regional que observe a multifuncionalidade do setor em aspetos como a fixação de pessoas, a criação de emprego, a produção de alimentos, a criação de riqueza, o ordenamento do território e também a conservação ambiental", disse o deputado.

 

"Só assim se poderão identificar os constrangimentos e as potencialidades do processo produtivo, isto é, os parâmetros responsáveis por uma maior ou menor rentabilidade das explorações", acrescenta o social-democrata, que preconiza "condições, através de protocolos de cooperação, às organizações de agricultores para poderem contribuir nesse sentido", querendo ainda ver identificado, "do atual rendimento líquido anual do agricultor açoriano, o peso decorrente das ajudas comunitárias", concluiu.
 
 
 


Passivos

O passivo exigível por habitante da Câmara de Santa Cruz da Graciosa passou de 341 em 2009 para 564,3 em 2010 

Quanto ao índice de dividas a fornecedores, passou de 0,9% para 3,8%!

Por outro lado, Ponta Delgada é a Câmara Municipal do país com menor passivo líquido exigível por habitante.


sábado, março 03, 2012

Desemprego - a marca certificada do PS


No 4º trimestre de 2010, a taxa de desemprego nos Açores era de 7%.
Passado um ano, no 4º trimestre de 2011, os Açores têm um desemprego de 15,1%, atingindo mais de 18 mil açorianos e ultrapassando os valores do continente.
Em Abril de 2011 Carlos César dizia à agência Lusa que "Outro factor a ilustrar o desempenho da economia da região é a taxa de desemprego que é inferior à de Portugal e uma das mais baixas no seio da União Europeia". E
acrescentava: "Há aqui uma diferença substancial [entre o arquipélago e o continente] que permite que os Açores também tenham alguma folga para fazer com que os efeitos (da crise) nas famílias e nas empresas possam ser compensados mediante apoios públicos para minimizar essas consequências."
Esta palavras, ditas há menos de um ano, ilustram bem as ilusões que se tentam sistematicamente vender aos Açorianos. É um hábito e uma forma recorrente fazer uso das palavras para tentar esconder os factos.
Desde há muito que se vem assistindo ao crescimento do desemprego nos Açores. Desde 2006 que o aumento do desemprego é sistemático passando de 3,8% para os atuais 15,1%.
No caso dos jovens os actuais níveis de desemprego são igualmente dramáticos. Nos Açores, o desemprego jovem também já ultrapassou os valores do continente com valores na ordem dos 36%.
Mais uma vez, devemos questionar aqueles que tiveram a responsabilidade governativa para procurar respostas para tamanho insucesso. O que foi feito da folga de que falava Carlos César há menos de um ano?
Com assuntos desta seriedade é importante que os responsáveis políticos falem verdade e não andem apenas em campanhas de desinformação que procuram somente obter simpatias eleitorais mas que não resolvem problema algum.
Veja-se o caso dos sucessivos anúncios do PS no combate ao desemprego jovem e os repetidos anúncios de planos e propostas que continuam a não ter qualquer consequência positiva.
Quem quiser pode fazer a experiência de pesquisar na internet os anúncios que o PS fez nos últimos anos de combate ao desemprego jovem e de planos para o enfrentar. Chegamos ao cúmulo de encontrar registos com vários anos, e, no caso do anunciado plano regional de emprego jovem, então ainda é mais caricato.
Este plano foi anunciado em Junho do ano passado, entretanto o desemprego vai subindo e o líder parlamentar do PS continua a anunciar sempre o mesmo plano!
Estamos perante mais um plano de emprego para levar até bem perto das eleições, procurando enganar mais uns quantos!
Assim será nos próximos tempos, e quanto a isso apenas posso alertar: Não se deixe enganar!


(Publicado no Diário Insular e Rádio Graciosa)

quinta-feira, março 01, 2012

Berta Cabral defende incentivos a explorações agrícolas para combater desemprego



Ponta Delgada, 1 de março de 2012

Berta Cabral defende incentivos a explorações agrícolas para combater desemprego

A candidata do PSD/Açores a presidente do governo regional propôs hoje a criação de incentivos às explorações de horticultura e fruticultura para que absorvam a mão-de-obra que se encontra no desemprego, alegando que são áreas com "grande potencial de crescimento".

"Entre pagar subsídios de desemprego e apoiar a entrada de mão-de-obra neste setor, deve-se optar pela segunda hipótese e incentivar as explorações agrícolas que apostem na diversificação", afirmou Berta Cabral, em declarações aos jornalistas, após uma reunião com a direção da Associação de Jovens Agricultores Micaelenses.

A líder social-democrata salientou que as áreas da horticultura e fruticultura da Região possuem grandes potencialidades "que têm de ser exploradas", dado que os Açores "não têm autossuficiência alimentar, pois importam-se muitos produtos que podem ser aqui produzidos".

"Desde que haja uma associação entre as estruturas representativas dos agricultores, a Universidade dos Açores e a criação de incentivos para canalizar a mão-de-obra, qualificada e não qualificada, para este setor, vamos conseguir absorver parte da mão-de-obra que agora está no desemprego", explicou.

Berta Cabral considerou que esta proposta deve ser aplicada "no imediato", visto que o setor agrícola, sobretudo nas áreas da horticultura e fruticultura, "consegue facilmente absorver mão-de-obra".

"A vantagem desta proposta é que não só cria emprego, como também substitui importações. E hoje em dia temos que reter todo o nosso dinheiro nos Açores, para que este se multiplique cá dentro. Tudo aquilo que for exportar ou substituir importações é fundamental para aumentar a produção regional e criar riqueza", disse.

A candidata do PSD/Açores a presidente do governo regional acrescentou que a agricultura "é um setor que emprega pessoas de grande e baixa qualificação, que são exatamente as duas faixas da população que registam neste momento maior crescimento de desemprego".

Questionada pelos jornalistas sobre as medidas apresentadas esta semana pelo governo regional para o desemprego, a líder social-democrata afirmou que "são bem-vindas, embora não sejam suficientes para resolver o problema estrutural" dos Açores, cujo modelo de desenvolvimento entrou em "falência".

"O que temos de fazer é pôr em marcha um novo modelo económico. É isso que o PSD se propõe pôr em prática. Os Açores precisam de novo ciclo de desenvolvimento económico, em que as nove ilhas constituam um mercado único. Há um grande mercado de consumidores nas diferentes ilhas que não consumem produtos regionais", defendeu.


Som – Berta Cabral Berta Cabral defende incentivos a explorações agrícolas para combater desemprego
Som – Declaração integral de Berta Cabral

Foto – Berta Cabral 1
Foto – Berta Cabral 2
Foto – Berta Cabral 3


quarta-feira, fevereiro 15, 2012

Folia Graciosense!

Este ano, em figurantes, o carnaval da Graciosa movimenta mais de 12% da população residente. Depois há todos aqueles que abrem e fecham os clubes e as sociedades, que depois limpam, cozinham, recebem e divertem-se. Há também os que transportam, os que tocam, os que acompanham os seus filhos, os que decoram e se organizam. Há as visitas de sociedade em sociedade, dando alegria e folia, sempre com um pezinho de dança e um bem receber!
Toda uma ilha se empenha, na diversão e na alegria, transmitindo um viver único e uma tradição secular, em que a partilha e a entrega ao bem estar de todos se revela na folia com que o carnaval é vivido em todos os lares.
Organizam-se os bailes e preparam-se as fantasias, com coreografias e animação para levar boa disposição por toda a ilha.
É sem dúvida um cartaz turístico a merecer a atenção e o cuidado de olhar para esta singularidade de toda uma população se empenhar, de uma ou de outra forma, numa festa colectiva, nesta ilha que é "graciosa"!
Mas é também uma mola na economia local, que cada vez mais deve ser olhada nas suas características únicas. E isso implica ter em conta estas razões que a ilha apresenta para exigir melhores horários de transportes, e a preços que não seja impossível para aqueles que nos querem visitar, poderem sequer pensar em dar um "saltinho" à Graciosa!
Há todas as razões para querer passar um fim-de-semana na Graciosa, onde se conjugam a diversão e o sossego, de uma ilha que tem o condão de proporcionar uma redescoberta de nós próprios e que nos oferece dias inesquecíveis.
Para os graciosenses nada disto é novo. E estou certo que muito mais e melhor se pode dizer deste viver graciosense, que vai do Natal à Terça-feira gorda e que a ninguém deixa indiferente.
Saber aproveitar e elevar aquilo que tem muito de nosso e de único demonstra o prazer que temos em viver a nossa cultura e tradição, sem termos de comparação e sem notas qualitativas, porque aquilo que celebramos é um momento comunitário, por natureza receptivo e sempre voluntarioso.
O Carnaval graciosense é digno de destaque por todos quantos nele se empenham para tornar a nossa vida muito menos aborrecida.
Se ficou curioso ou saudoso de participar no carnaval graciosense, não deixe de nos visitar. Bem sei que não deve ser fácil arranjar um voo em condições, mas sempre fica o desafio e a promoção. É que isto de promover a Graciosa não é para um dia destes, era para ontem!

terça-feira, fevereiro 07, 2012

Graciosa - virar ao futuro!

A constante saída de jovens da ilha Graciosa tem vindo, ao longo dos anos, a provocar a desertificação da ilha que vê, assim, o seu futuro tornar-se menos animador.
Se é certo que sem pessoas não podemos ambicionar um melhor futuro, é também certo que só se podem cativar os nossos jovens a permanecer na ilha, ou a ela voltar, se estes tiverem condições para empreender e trabalhar.
São sobejamente conhecidas as características da ilha Graciosa para produzir com qualidade. Características essas que, num contexto em que é cada vez mais urgente aproveitar aquilo que de melhor se tem, podem potenciar a criação de riqueza e de emprego.
O futuro, para ser o encontro entre o que os graciosenses desejam e o que a ilha tem para oferecer, deve ser marcado por quebrar as barreiras do isolamento, favorecendo a mobilidade e criando condições para que os produtos da Graciosa forneçam um mercado mais vasto, a preços competitivos.
Por vezes, as palavras assumem significados que não passam de intenções e de promessas de concretizações. Os graciosenses estão habituados a isso e a que se renovem compromissos a cada quatro anos.
Assistimos a esses momentos com a esperança de que algo verdadeiramente mude, mas, Infelizmente, voltamos sempre ao ponto de partida.
Mobilidade e transportes são sempre o tema presente para fazer voltar a esperança à Graciosa. Uma esperança que não se desvanece, mas que igualmente não vê concretizados os seus pressupostos.
Muito se tem falado na criação de um verdadeiro mercado interno. Para os Graciosenses não é uma ideia nova, pois sempre se têm batido por ela.
Aqueles que querem fazer crer que esta motivação assumida pela Dr.ª Berta Cabral teve outra origem que não o consolidar do projecto político que o PSD quer ver implementado nos Açores, são os mesmos que andaram durante muitos anos a ignorar que o desenvolvimento desta ilha passa pela concretização desta ideia.
Não é sério dizer, depois de tantos anos a exercer o poder, que agora é que se vão resolver os problemas da mobilidade e dos transportes em relação à ilha Graciosa. E não é sério, porque essa sempre foi a maior e mais veemente reivindicação dos Graciosenses.
A ilha Graciosa sente como poucos a forma como o isolamento retira hipóteses de desenvolvimento e provoca a desertificação da ilha. Torna mais caro o custo de vida, aumenta o custo dos factores de produção, estrangula o empreendedorismo e limita as potencialidades da ilha.
Transformar os Açores numa região económica, com um mercado interno que valoriza as produções locais pode significar a diferença e o salto qualitativo de que a ilha precisa.

Assim não!!!

Falatório

Vasco Cordeiro afirmou em S. Jorge "a necessidade das entidades públicas regionais “continuarem a desenvolver uma aposta muito forte na criação de emprego..."

Segundo a estatística mensal de Dezembro de 2011 relativa ao mercado de emprego: http://www.iefp.pt/estatisticas/MercadoEmprego/EstatisticasMensais/Documents/2011/Estat%C3%ADstica-Mensal-Dezembro11.pdf

No final de Dezembro havia 12869 Açorianos à procura de emprego.

Ofertas.... 9 (nove)!!!

Pois...

terça-feira, janeiro 31, 2012

Fundo de Maneio Eleitoral

A pobreza tem vindo a aumentar nos Açores. De nada serve negar ou jogar com números para tentar confundir. Além de ser um problema grave que deve merecer a atenção de cada um de nós, trata-se de um flagelo que impõe maior empenho e determinação por parte das autoridades governativas.
Sabendo-se que o desemprego aumenta a cada dia que passa, atingindo valores nunca vistos nos Açores, abrangendo, por vezes, a totalidade de agregados familiares que, de um dia para o outro, se vêem sem meios para sustentar a família e fazer face às obrigações assumidas.
Também a persistência de valores elevados de beneficiários de rendimento social de inserção, apesar do facto de muitos beneficiários abandonarem a medida, mas com outros tantos a necessitarem dela, deveriam ser razões suficientes para que o problema da pobreza fosse visto pelo Governo como uma realidade a necessitar de profunda reflexão e articulação com as diversas instituições da sociedade civil que se dedicam a minimizar os seus efeitos.
Se a negação de um problema, como aconteceu na passada semana com a Secretária Regional da Segurança Social a afirmar que não há mais pobres nos Açores, nada ajuda a sensibilizar a sociedade para a gravidade da situação, a ausência de estratégias objectivas e transparentes confirmam que quem se arroga de preocupações sociais, acaba por contribuir para o agravamento das dificuldades em enfrentar o problema.
O Governo dispõe de 12 milhões de euros num Fundo a que chamou de Compensação Social e que, a ver pela abordagem que se faz desta complexa realidade de pobreza por que passam muitas famílias, corre-se o risco de uma utilização eleitoralista e injusta, se não se procurar de facto ajudar quem necessita.
O referido Fundo deu já origem a um despacho conjunto da Vice-Presidência do Governo e Secretaria Regional do Trabalho e Segurança Social (Despacho n.º 1282/2011 de 15 de Dezembro de 2011) tendo sido criadas medidas para ajudar em situações de emergência social.
O dito Despacho levanta as maiores dúvidas sobre os critérios para a sua utilização e respectiva fiscalização, sendo lícito questionar se não surgirão situações como as de um célebre Fundo de Socorro Social que deixou má memória sobre a sua verdadeira utilidade no combate à pobreza.
Transformar este Fundo de Compensação Social numa espécie de Fundo de Maneio Eleitoral levará ao agravamento de muitas situações e a uma inaceitável injustiça social.
Não se pode atacar a pobreza sem reconhecer a gravidade com que ela se vai revelando nos Açores ou utilizando os meios ao dispor apenas a pensar nas eleições.

PSD GRACIOSA: COMUNICADO

PSD GRACIOSA: COMUNICADO

terça-feira, janeiro 17, 2012

E a verdade? Ganha eleições?

Com o inicio do último ano da legislatura, assistimos a um exercício de governação baseado na mais pura propaganda, e em actos que pretendem demonstrar acções positivas por parte do Governo Regional.
Já sabemos que o candidato socialista fará por aparecer ligado a esses actos, anunciando sempre mais qualquer coisa que, na opinião pública, tenha uma repercussão positiva, ou assumindo orientações que devam ser seguidas para a melhoria das condições de vida dos Açorianos.
Em contraste com as encenações cor-de-rosa em que participa o candidato do PS, os Açores vão assistindo a notícias que revelam o insucesso da sua prática governativa, especialmente no que respeita às politicas adoptadas para enfrentar os momentos difíceis que atravessamos.
Na verdade, a postura oficial do governo caracteriza-se pela intenção esmerada em não deixar que a verdade estrague uma boa notícia. É a velha e estafada forma de governar apostando na ilusão e na negação dos problemas e que levou o país a uma pré-bancarrota e a recorrer ao auxílio externo.
No fundo trata-se de fazer aparecer a imagem do governo associada a tudo o que eventualmente de bom surja na actual conjuntura, e não havendo nada de bom para revelar, passam os dias a reforçar recauchutadas promessas.
A estratégia é simples: tudo o que de mal existe é culpa dos outros, tudo o que de menos mau possa ser anunciado, prometido ou simplesmente notado tem, invariavelmente, a presença e o anúncio por parte do governo socialista.
Se o desemprego aumenta a um ritmo assustador, a culpa é da conjuntura! Tentando o governo lavar as mãos das suas responsabilidades e fazendo por não se notar que o ritmo desse aumento é muito superior ao do resto do país.
Se assistimos a notícias de responsáveis pelas empresas a alertar para os riscos de falências, o governo nada diz, não se vá notar que não se adoptaram as medidas adequadas para prevenir esses problemas.
Se as populações das ilhas mais frágeis continuam a sair dessas ilhas à procura de melhor futuro, não vemos o governo a tomar a dianteira no reconhecimento do problema e na procura de estratégias para evitar essa desertificação. O que se vai assistindo é um faz de conta que está tudo bem e lá vai mais uma promessa de uma obra desejada mas sempre adiada!
Quando os Açores mais precisam de um governo actuante e decisivo, o que temos é um governo em permanente campanha eleitoral, embuçado nos dotes de oratória e na retórica da ilusão do seu candidato, empenhado em estar longe dos problemas que afectam os açorianos para estar perto do folclore que caracteriza o exercício de poder eleitoralista.


Publicado no Diário Insular e Rádio Graciosa.

terça-feira, janeiro 10, 2012

O anunciador

O ano começou com a azáfama do candidato socialista, Vasco Cordeiro, herdeiro de um modelo de governação que o próprio ajudou a criar e sustentou nos últimos 16 anos.

Apesar de haver quem insista em apresentar Vasco Cordeiro como "renovação", o facto é que estamos perante alguém que foi membro do Governo nos últimos 12 anos, e antes disso líder parlamentar do PS.

Estamos, portanto, perante alguém que foi protagonista em 16 anos de governo e é produto político da estratégia do líder, e seu mentor, Carlos César.

Aliás, essa relação entre os dois políticos acaba por levar a que tenhamos assistido a algo que não se pensava possível num regime que se diz democrático. Falo, naturalmente, do facto de Vasco Cordeiro ter sido indigitado candidato sem se submeter a um verdadeiro processo democrático. Tratou-se de um processo nada abonatório das eventuais capacidades daquele sobre quem recaiu a escolha do poderoso líder, que assim pretende manter-se a comandar, talvez garantindo que as futuras escolhas partidárias que o seu sucessor terá de fazer não esqueçam alguém que da política faz exclusiva profissão.

Tem sido um corre corre por parte do candidato do PS, tentando fazer esquecer a sua célebre conta de telemóvel em que, num único dia, gastou 3300 euros a usar o telemóvel no estrangeiro.

Vasco Cordeiro descobriu uma nova forma de governar: faz anúncios! Ao visitarmos a página oficial da propaganda do Governo, a frase que mais se lia este início de ano era: "Vasco Cordeiro anuncia..."!

Mas o mais caricato nos anúncios de Vasco Cordeiro é o facto de anunciar coisas que nada têm a ver com a sua área de Governação. Aliás, Vasco Cordeiro especializou-se nos últimos tempos a falar de tudo menos das matérias que tem para resolver na sua Secretaria. Pudera, Vasco Cordeiro não tem nada de bom para dizer sobre a sua prestação enquanto governante e vai tentando passar o tempo a anunciar coisas que só irão ver a luz do dia lá para 2013, e de preferência que não seja nada sobre barcos ou passagens aéreas, porque nessas matérias, os anúncios celebrizaram-se pelo fracasso. Foi o anúncio da chegada do navio Atlântida para um 13 de Maio, talvez esperando uma aparição que nunca chegou a acontecer, ou os anúncios de que as passagens aéreas vão baixar mas que teima em não ter concretização.

Vasco Cordeiro vai-se especializando em anunciar! Anuncia o que as pessoas querem ouvir na esperança de conquistar mais umas simpatias, só anuncia coisas boas que permanecem sem concretização, ironicamente porque o seu Governo não as executou. Na falta de conseguir governar, fazem-se anúncios.

terça-feira, dezembro 13, 2011

Equidade Intergeracional

O Tribunal de Contas apresentou o seu parecer sobre a conta da Região relativa ao ano de 2010, tendo dado nota das suas preocupações e dos números que, afinal, não são bem o que dizia o Governo Regional.
Se para alguns a troca de argumentos no seio partidário, sobre as contas e os números dos gastos passados e futuros, pode levar à dúvida, a verdade é que quando se trata de um Tribunal, reputadamente independente das questões partidárias, a dizer o que diz o Tribunal de Contas, torna-se mais fácil perceber o que se passa de facto nos Açores quanto aos gastos e aos compromissos assumidos que a Região terá de pagar.
Das preocupações e dos números declarados pelo tribunal há algumas coisas que não podem deixar de ser ressaltadas pelo impacto geracional que representam: Ficou-se a saber que os Hospitais da Região estão em falência técnica, com a saúde a disseminar dívidas e tendo por consequência a dificuldade em receber confiança dos fornecedores. Igualmente no Sector Público Empresarial Regional (SPER), a preocupação do Tribunal é grande com as dívidas e os compromissos assumidos, tendo a Região crescido enormemente em número de empresas públicas e agravando-se de forma preocupante o seu endividamento.
Mas se isto nos espanta por significar que no futuro teremos mais encargos a pagar o que se deve, e menos recursos para fazer o que se exige, ficamos a saber que, afinal, a SCUT na Ilha de S. Miguel não vai custar nem os 325 milhões inicialmente anunciados, nem os 500 milhões recentemente assumidos, mas sim mais de 1200 milhões de euros. Uma pesada factura e uma herança que nos condicionará durante as próximas 3 décadas.
Também o Hospital da Ilha Terceira afinal não irá implicar um esforço de 139, mas sim de 378 milhões de euros.
Estas revelações feitas pelo Tribunal de Contas devem preocupar todos e cada um dos Açorianos que não querem que os Açores de hoje se tornem um encargo cada vez maior para os Açorianos da próxima geração.
Há um princípio que devia ser regra de ouro para qualquer Governo e que, a ver pelo que aconteceu no nosso país e pelo que está a acontecer à nossa Região, continua longe de ter expressão prática. É o Princípio da Equidade Intergeracional que, basicamente, propõe uma responsabilidade e um oportuno sentido de justiça entre gerações. Segundo este princípio, o que se deve prosseguir é uma situação em que a actual geração deixe para as gerações futuras uma igual oportunidade de desenvolvimento socioeconómico. Urge que os nossos governantes tenham em mente esse desígnio, sob pena da história não lhes perdoar a dívida que deixam aos nossos filhos.


Publicado no Diário Insular e Rádio Graciosa

terça-feira, dezembro 06, 2011

Gastam primeiro, perguntam depois!

Ao ler um artigo de opinião do líder parlamentar do PS na Assembleia Regional, publicado no Diário Insular do passado sábado, fiquei perplexo com a grosseria da linguagem e o despropósito dos lamentos públicos! Se é grave chamar cobarde a um opositor no calor do debate político em plenário da Assembleia, é de uma absoluta falta de nível fazê-lo na frieza de um artigo de opinião que só mancha o seu autor. Depois admiram-se das pessoas acharem que os políticos não servem para nada. E na verdade, se é para andarem apenas a ofender os adversários, não servem mesmo.

Mas veja-se até onde vai o disparate: Perante uma proposta de redução de gorduras nos gastos do Estado, em que o PSD apresentou, pelo seu líder parlamentar, um exemplo de uma fatura telefónica de milhares de euros, o PS entendeu fazer um escândalo por causa dessa fatura. Veio então, de forma teatral, o Secretário da Economia Vasco Cordeiro confirmar que só numa viagem que fez à Alemanha gastou 3330,96 euros de telemóvel. Mas se este gasto surpreende pelo excesso que representa, então o que dizer do facto do Secretário Regional ter afirmado que mandou rever o contrato com a operadora telefónica? Então não sabia qual o custo das chamadas feitas do estrangeiro?

Só se preocupou com isso depois de gastar o dinheiro?

Por outro lado, também é de realçar que o Governo dos Açores gastou em comunicações nos anos de 2009 e 2010 mais de 8 milhões de euros!!! Será que se preocuparam com o tarifário ou foi sempre a gastar?

Nestas coisas de gastos excessivos é sempre útil que se façam comparações com a vida real dos Açorianos. No ano de 2010, a média anual das pensões de mais de 50 mil açorianos foi de 3974 euros. Quer isto dizer que em apenas um mês, o Secretário Regional da Economia gastou quase tanto de telemóvel quanto os pensionistas dos Açores auferem em média durante um ano inteiro! E fê-lo sem cuidar sequer de saber quanto é que custava a utilização do telemóvel quando se desloca ao estrangeiro!

Era de bom tom que o Secretário Regional, ao invés de querer justificar o injustificável, pedisse desculpa aos Açorianos pelo tempo que já leva de governo regional em que fez este tipo de gastos com a leviandade de quem já exerce o poder há tempo demais. Mas já sabemos que isso não irá acontecer. O que lhe interessa é atacar quem alerta para este tipo de esbanjamentos e quem se apresenta como alternativa a este tipo de governação. Foram governos como este, que gastam primeiro e perguntam depois, que levaram Portugal, já por três vezes, à condição de pedinte. É bom que não esqueçamos isso!


Publicado no Diário Insular e Rádio Graciosa

terça-feira, novembro 29, 2011

Um novo modelo de desenvolvimento

Todos sabemos bem que o verdadeiro desenvolvimento dos Açores passa por reduzir a nossa dependência externa, equilibrando a nossa balança comercial, produzindo os nossos alimentos, importando menos e exportando os nossos produtos.

Essa vertente do nosso desenvolvimento assenta numa rede de transportes que sejam veículo de mobilidade de produtos e de pessoas, apostando num mercado interno que valorize e diversifique a oferta de cada uma das ilhas, para que a cada uma das outras seja dada a oportunidade de consumir o que é nosso.

Quem conhece a realidade das ilhas mais pequenas, com mercados menos competitivos, sabe bem que só com a existência de um alargamento desses mercados se pode ambicionar que na agricultura, nas pescas ou na industria, se possa apostar na produção, valorizando a respectiva cadeia de valor, permitindo a criação de riqueza e de emprego, que são a locomotiva para a fixação de pessoas e o regresso dos nossos jovens á sua ilha.

Este processo e esta visão de um futuro de sucesso para os Açores foi exposto com clareza por Berta Cabral na sua recente visita à ilha Graciosa.

Como é que podemos aceitar que seja mais fácil e barato adquirir em S. Jorge produtos do Continente ou da América do Sul, do que idênticos produtos provenientes das Flores ou da Graciosa? Como é que se explica que seja mais barato comercializar na Graciosa frutas e legumes vindos do exterior quando a ilha tem inegáveis condições para os produzir? Onde que que se falhou para que isto aconteça?

A resposta está no modelo de desenvolvimento que não foi capaz de criar um mercado interno com suficiente dimensão para tornar possível o investimento na produção e na transformação dos nossos produtos.

No futuro esse caminho terá de ser percorrido com a visão de quem vai dando sólidas provas de ter um verdadeiro projecto de desenvolvimento sustentável para os Açores.

É claro que quem nos vem governando há já 15 anos vive na ânsia de se afirmar como alternativa dos seus próprios erros. Mas não basta copiar as boas ideias e os bons projectos para o futuro dos Açores! Aqueles que sempre souberam que o caminho nunca poderia passar ao lado da mobilidade e da proximidade nas relações comerciais entre as diferentes ilhas, mas que falharam nesse objectivo, não serão parte da solução, sendo, isso sim, parte do problema.

A mudança protagonizada por Berta Cabral assegura que a próxima Presidente do Governo tem o conhecimento e a visão necessárias para inverter o processo de desertificação que atormenta o futuro das ilhas mais pequenas.

Publicado no Diário Insular e Rádio Graciosa

terça-feira, novembro 22, 2011

Horários da SATA com a Graciosa

Que os horários de inverno da SATA para a ilha Graciosa não servem as necessidades da ilha e são entrave à mobilidade e ao desenvolvimento já ninguém tem dúvidas. São inúmeras as queixas que vamos ouvindo e não há quem consiga fazer um único elogio, nem envergonhado, à frequência e horários neste inverno. Ninguém, excepto o Governo Regional!
No passado dia 19 de Setembro, bem antes do início da operação de inverno da SATA, enquanto deputado regional, fiz um requerimento em que questionei o Governo sobre os horários da SATA de e para a ilha Graciosa e se o Governo ponderava dar orientações para que a situação fosse corrigida.
Dois meses depois, já em plena execução dos actuais horários de inverno, o Governo veio responder às perguntas formuladas dizendo, em síntese, que os horários são o que são e a grande medida é que quem chega de Lisboa tem sempre ligação diária para a Graciosa!
Mais, diz o Governo que as Câmaras Municipais dão a sua opinião com antecedência.
Não conheço o teor do parecer da Câmara Graciosense mas não me admiro que, das duas uma, ou acham que está tudo bem. o que não quero acreditar, ou deram um parecer que não foi minimamente atendido, o que espero tenha sido o caso para, pelo menos, termos a consolação de ver a Câmara Municipal a defender os interesses da ilha.
Parece que o Governo Regional ainda não percebeu, e não parece que venha a perceber, que as ligações aéreas com a Graciosa, em especial no inverno, não se bastam com um consolo de saber que quem vem de Lisboa chega no mesmo dia à Graciosa. É que, quem sai da Graciosa para muitas outras ilhas não chega no mesmo dia e quem vem de algumas ilhas para a Graciosa também tem de pernoitar.
Também é importante que não se percam horas intermináveis nos aeroportos regionais para chegar à Graciosa.
As consequências de uma política de mobilidade interna e externa que já deixámos de tentar perceber vão-se sentindo na Graciosa. Vão-se conhecendo notícias de grupos que cancelam fins-de-semana na Graciosa e vão aumentando os custos indirectos com as ligações que os Graciosenses fazem.
Com voos às sextas e segundas, ao final da manhã, aos sábados ao final da tarde e domingos depois do almoço não há opções que resistam! Há muito menos oportunidades de fazer chegar quem queira passar um fim-de-semana na Graciosa ou permitir que um Graciosense se possa deslocar a outra ilha dos Açores sem perder dias de trabalho.
A opinião é quase unânime: estes horários não servem para o nosso desenvolvimento e mobilidade. Resta esperar por um Governo que compreenda essa realidade!

Publicado no Diário Insular e Rádio Graciosa

terça-feira, novembro 15, 2011

Mais um Plano, o último!

O Governo Regional e o Partido Socialista preparam-se para aprovar o seu último orçamento e plano anual regional.
Já, em outras alturas, alertei para o esquecimento a que a ilha Graciosa vem sendo votada nos sucessivos planos regionais.
Naturalmente que, com 16 anos de poder, algumas coisas foram sendo feitas que agradaram aos Graciosenses que, democraticamente têm votado maioritariamente na continuidade de Carlos César.
Mas a verdade é que, com o decorrer dos anos, é cada vez mais notória a insuficiência de políticas e de investimentos que evitem o êxodo de ilhas como a Graciosa, e que não institucionalizem o envelhecimento da população e a desertificação como fatalidade futura.
A realização de algumas obras emblemáticas ao longo de 16 anos não pode continuar a servir de desculpa para o fracasso nos resultados de sustentabilidade das ilhas mais distantes, ou mais vulneráveis aos fenómenos que uma crise económico-social provoca.
Claro que aqueles que suportam o actual Governo Regional atiram sempre com a questão: Então isto não foi bem feito? E aquilo não foi bom?
Claro que sim, claro que houve aspectos que ressaltam pela positiva numa análise direccionada à apreciação do pormenor.
Mas essa análise acaba por ser desmentida por uma apreciação global dos resultados obtidos com esta forma de fazer política e de gerir os Açores. No fundo é uma abordagem que se deslumbra com a árvore mas que esquece a floresta.
Mais uma vez, e por mais um ano, neste caso o último, o Governo apresenta um plano anual para a Graciosa que consagra a teoria política de gestão de expectativas. Limita-se a inscrever algumas promessas eleitorais com verbas irrisórias ou apenas em projecto, como o caso da prometida marina que tem apenas 57 mil euros orçamentados, ou o caso do novo matadouro que não passa de um projecto, ou ainda da estrada Limeira-Porto Afonso que em conjunto com a rotunda do novo Centro de Saúde têm apenas inscritos 380 mil euros!
Por outro lado, ou se quisermos, pelo lado que mais nos interessa em termos de aproximar a Graciosa do resto dos Açores, o Governo já desistiu de inverter o rumo das políticas de mobilidade de pessoas e bens, dependentes em exclusivo dos transportes aéreos e marítimos. E inverter esse rumo significa mudar de estratégia e consagrar também parte das receitas dos impostos de todos os Açorianos em verdadeiras políticas de coesão, que diminuam as assimetrias e possibilitem, à ilha Graciosa, uma nova esperança de fixação de gentes e criação de riqueza.
Não perceber isso é continuar a falar da obra feita, mas esquecendo que ela se dirige às pessoas.


Publicado no Diário Insular e Rádio Graciosa

terça-feira, novembro 08, 2011

E que tal uma SCUT inter-ilhas?


Afinal a obra da SCUT na ilha de S. Miguel vai custar mais 150 milhões de euros do que o Governo andou a anunciar.

Na verdade, esta obra vai custar, às próximas gerações, perto de 500 milhões de euros, em rendas anuais de cerca de 22 milhões de euros.

Confesso que quando ouço falar de SCUTs vem-me logo à memória o descalabro nas contas públicas a que assistimos com este tipo de negócios e o seu contributo para a austeridade imposta aos portugueses.

Mas também devo dizer que não alinho ao lado daqueles que dizem que não deviam ter de pagar uma obra que não irão utilizar. Esse espírito de egoísmo um tanto ou quanto provinciano não tem lugar, muito em especial nos Açores, pois bem sabemos que a solidariedade regional é um dos maiores pilares da Autonomia e da coesão regionais.

Contudo, não posso deixar de comparar esta renda de uma obra de uma estrada, com aquilo que os Açores pagam, por exemplo, à SATA, como indemnização anual pelo serviço público de transporte aéreo de residentes. E essa comparação já não me agrada e já não me satisfaz.

Na realidade, os Açores irão pagar mais uns milhões de euros todos os anos pela renda de uma SCUT do que pelo transporte aéreo de todos os Açorianos.

Este facto constitui um verdadeiro escândalo e uma autêntica revelação sobre o modelo político seguido pelo Governo Regional.

Então andamos há largos anos a reivindicar passagens aéreas mais baratas para favorecer a mobilidade dos açorianos, sabendo que essa questão é o maior entrave ao desenvolvimento e à coesão económico-social dos Açores e, assim de repente, somos acordados para o facto do Governo gastar menos com o subsídio ao bilhete de avião dos residentes do que gasta com uma renda de uma estrada?

Bastou chegar o ano eleitoral e a existência de um Governo da República de cor política diferente para o Secretário Regional da Economia e candidato a Presidente do Governo, aparecer cheio de vontade em reduzir o preço das passagens aéreas com o continente. Bem, ou acordou agora ou está a tentar sacudir a água do capote! Então e nas viagens inter-ilhas? O senhor candidato também tem andado a dormir? Não lhe parece sem justificação que se possa pagar mais pela renda de uma estrada do que pelas passagens inter-ilhas de todos os Açorianos?

Percebe-se bem a azáfama de Vasco Cordeiro a tentar impor ao Governo da República o ónus de baixar o preço das viagens com o continente. Percebe-se, pois tenta desresponsabilizar-se do seu insucesso como governante. Já não pode é deixar de explicar o preço das viagens nos Açores que sairão mais baratas ao governo do que uma estrada em regime de SCUT.


Publicado no Diário Insular e Rádio Graciosa

terça-feira, novembro 01, 2011

Sem crédito e cheio de vícios

O próximo ano será de mais dificuldades para famílias e empresas dos Açores. A austeridade e os sacrifícios pedidos aos Açorianos serão, infelizmente, uma dura realidade.
Temos ouvido o Governo Regional adoptar um novo discurso na abordagem da situação socioeconómica. A frase mestra é de que, devido às dificuldades económico-financeiras, várias promessas eleitorais ficarão por cumprir, vários investimentos não deixarão o papel e é tempo de apertar o cinto. Contudo, não podemos deixar de notar que esta nova postura pouco tem de sincera, e não passa de uma forma oportuna de desculpar estratégias erradas. Vejamos: as transferências do Estado não sofrem cortes significativos ou inesperados, e o Governo Regional irá beneficiar de medidas que aumentam a sua receita como é o caso das alterações relativas ao IVA, não havendo, à primeira vista, uma razão objectiva para este discurso de desculpabilização para os acentuados cortes de investimento que algumas ilhas irão sentir, como no caso da Graciosa que terá uma redução na ordem dos 13%.
Aquilo que o Governo Regional não diz e que afecta, de facto, a sua capacidade e disponibilidade financeira, é que o modelo de financiamento que usou e abusou nas últimas legislaturas secou. Ou seja, o Governo, que criou dezenas de empresas públicas para se financiar através de crédito junto da banca, vê agora a contracção do crédito impedi-lo de continuar a governar numa fantasia de que possui fundos para todos os devaneios a que se foi habituando. Não havendo onde pedir dinheiro, resta usar as receitas próprias e as transferências do Estado que terão de suportar uma pesada máquina eleitoral que prejudique o menos possível os objectivos políticos do Partido Socialista.
A somar a esta situação de menor financiamento e de menor crédito para penhorar o futuro dos Açores como se tem feito nos últimos anos, deparamo-nos com uma situação social de graves dificuldades em que, segundo dados recentes, 1 em cada 3 açorianos está em situação de pobreza.
Depois de gastos mais de 25 mil milhões de euros, os Açores continuam sem conseguir sair da cauda do país, sendo uma das regiões onde a pobreza mais se acentua, onde o desemprego mais sobe e com o habitual recorde de pessoas a viver do rendimento mínimo.
Serão tempos difíceis que se aproximam, mais difíceis ainda porque não se fizeram as apostas certas, mantiveram-se muitos açorianos na pobreza, incentivou-se o endividamento e a fraca produtividade e promoveu-se a dependência do poder público. Agora a culpa é de outros. Onde é que já vimos este filme?


Publicado no Diário Insular e Rádio Graciosa

sexta-feira, outubro 21, 2011

Ética ou métrica?

Carlos César anunciou a sua decisão de não se recandidatar a um novo mandato em 2012, alegando que o fazia por uma questão de ética republicana e por estrito cumprimento da palavra dada.
A palavra dada não é algo que possa orgulhar Carlos César, desde logo, porque nestas coisas da política se há coisa que César costuma retirar é, precisamente, a palavra dada.
Mas vamos a essa coisa da ética republicana.
César diz que cumpre com a sua palavra dada, mas andou durante dois anos a marinar na decisão de se candidatar ou não. Primeiro deliciou-se com o atraso na publicação do Estatuto dos Açores, pensando que isso lhe dava algum argumentário jurídico para tentar mais uma candidatura. Depois esmerou-se como ninguém na candidatura de Alegre, num último esforço de ter em Belém quem achasse que essa coisa da limitação de mandatos de um amigo podia ter uma ou outra interpretação, mais dada à conveniência de ambos. Falhadas estas, lembrou-se que não seria fácil convencer que se podia candidatar e se valeria a pena mais uma briga institucional com Cavaco Silva.
E, de facto, não valeria a pena essa discussão. É aqui que a ética se casou com a métrica eleitoral. É que isto de andar um último ano sem dinheiro para os habituais folclores e devaneios eleitoralistas tem o seu preço estratégico muito bem medido!
Para quem invoca um estado de alma refém da ética republicana foram dois anos de intensa luta de valores para tomar uma decisão depois de alimentado um conveniente tabu presidencial.
Na verdade, feitas umas sondagens que nada garantiam numa eventual candidatura, e que, pelo contrário, podiam implicar uma saída pela porta pequena da política regional, César constatou então que o futuro já não lhe pertence e que tem mais gente lá em casa que precisa de um empurrão que garanta uma vida política. É aqui que surge mais uma questão de métrica em lugar da ética. Se alguém nos diz que é da ética republicana nomear um sucessor, percebemos logo que deve haver algo que nos está a escapar. E esse algo é a afirmação do sucessor, não o que foi nomeado, mas o hereditário, que na sombra vai palmilhando protagonismo no partido do progenitor. Nem numa monarquia se respirou semelhante ética travestida de métrica.
Convenhamos, invocar a ética que não conseguimos derrotar em sucessivos suspiros de sobrevivência política e, depois de invocada, aparecer com um sucessor por nomeação não é, de facto, ética, é métrica de sobrevivência política. São as contas de um rosário socialista em que, para salvaguardar o futuro da prole, há que ser imaginativo. Sacrifique-se, pois, o Cordeiro!

(publicado no Diário Insular e Rádio Graciosa)