expr:class='"loading" + data:blog.mobileClass'>

Live Webcam SPOTAZORES

Live Webcam SPOTAZORES
Santa Cruz da Graciosa

Instagram

terça-feira, maio 15, 2012

Todos com Berta Cabral IV

O PS Açores continua na sua senda de maledicência da presidente do PSD Açores revelando, a cada dia que passa, o seu desespero pela estima que os açorianos nutrem por quem se vai assumindo como tendo a resposta certa para este momento difícil.
A credibilidade de Berta Cabral, a sua experiência e dedicação à causa pública, o seu dinamismo e compreensão dos problemas e da realidade dos Açores, a sua proposta política e o seu projecto para a Governação dos Açores, vão cativando cada vez mais açorianos e isso tem levado ao histerismo do PS Açores que, em cada vez que fala, em cada frase que escreve, acaba sempre por encontrar motivação para maldizer sobre a presidente do PSD.
O facto do PS Açores, dos membros do Governo, do candidato do PS, e demais escribas do regime, andarem há vários meses em constante ataque desenfreado a cada passo que Berta Cabral dá, é a mais clara demonstração do nervosismo que se instalou naqueles que, nos últimos 16 anos, se apegaram ao poder.
Em contra-senso com aquilo que querem demonstrar quando criticam Berta Cabral, aqueles que se agarraram ao poder acabam por revelar a grande diferença que existe entre o projecto protagonizado por Berta Cabral e as ausências de soluções para os Açores que resultam do estado a que o actual Governo deixou chegar a situação.
A somar a esta circunstância, outro facto revelador de como a Presidente do PSD tem todas as condições para ser a próxima Presidente do Governo, é a constante vontade de falar mal de Berta Cabral, associando-a ao Governo da República e às medidas impopulares que, esperam aqueles que se esquecem das suas responsabilidades, possam penalizar a candidata do PSD. Trata-se, na verdade, do reconhecimento de que Berta Cabral tem a dianteira, ou não havia necessidade de encontrar razões externas para procurar puxar para baixo a candidata do PSD. No fundo, também através desta narrativa, acabam por demonstrar que Berta Cabral está bem na frente para se tornar a próxima Presidente dos Açores. Se assim não fosse, não necessitavam de estar sempre à procura de outras razões para convencer os Açorianos a deixar tudo na mesma.
O tempo das decisões aproxima-se. A grandeza que Berta Cabral revela no seu projecto tem obtido o acolhimento de uma larga maioria da população. Berta Cabral consegue reunir condições para promover novas políticas dando novas oportunidades a todas as ilhas. Todos sabem que com Berta Cabral não será uma aposta perdida. Até aqueles que passam a vida a falar mal de Berta Cabral reconhecem, com as suas atitudes, as vantagens da candidata do PSD.

(Publicado no Diário Insular e Rádio Graciosa)

quinta-feira, maio 03, 2012

A informação que faltava sobre o atraso da fibra óptica no Grupo Ocidental

"Segundo informação da FibroGlobal, o Tribunal de Contas já emitiu o visto relativamente ao contrato assinado entre o Estado e aquela empresa, tendo também o respectivo financiamento sido objecto de aprovação pelas instâncias competentes da Comissão Europeia, as quais teriam manifestado a sua opinião favorável ao financiamento do projecto em apreço.

A eficácia deste contrato está dependente cumulativamente do visto do Tribunal de Contas (já emitido) e da assinatura do contrato de financiamento com o Fundo PROCONVERGENCIA — Programa Operacional dos Açores para a Convergência, sendo que somente após disponibilização do financiamento público será possível dar início à instalação do cabo submarino."

Os messias da Ética

Alguns acontecimentos políticos geraram afirmações avulsas sobre a ética da política Açoriana e as atitudes de alguns protagonistas.

Para quem, vulgarmente, invoca a ética para conformar as suas posições políticas e as suas atitudes, o surgimento como messias da ética política tem feito do PS Açores a imagem de um crente laico ou de um republicano dinástico!

Várias são as invocações que levam a esta messiânica caminhada em torno de uma vontade férrea de manter o poder, pelo preço de nada oferecer, a não ser a retórica dos valores!

Vejamos: Sob o sol brasileiro, o Presidente do Governo veio alegrar-se com a demissão do seu delfim, qual Cordeiro sacrificado, invocando a ética de quem se declarou disponível para, não tendo funções executivas, se entreter com a sua promoção pessoal, para tentar ocupar um lugar de volta ao executivo! Mas esta ética demissionária acabou por passar a ser brindada com um vencimento público de categoria, ao nível de deputado regional, para sustentar o exercício, a tempo inteiro, da campanha presidencial do nomeado.

E esta venerada ética do candidato, curiosamente, não teve por exemplo o líder que o escolheu, já que o próprio nunca abandonou o cargo executivo que ocupava quando se candidatou a presidente. E isto não aconteceu por uma, nem por duas, mas por três vezes. Ou seja, foram repetentes ausências de ética por parte de quem aquilata de ético a fuga do seu protegido.

Ficámos a saber ao mesmo tempo que, para o futuro, a mesma pessoa que se desfaz da sua responsabilidade como Governante, em nome desta ética, se dispõe a invocar essa mesma ética em futuras nomeações. Se quisermos roçar o ridículo de tudo isto, é o mesmo que dizer que o candidato nomeado acha que os executivos se devem demitir, em nome da ética, seis meses antes de terminarem um mandato caso pretendam recandidatar-se, para, assim, serem éticos a fazer campanha eleitoral.

E isto acontece depois de uma escolha saída de uma reunião da qual não há actas e sobre a qual poucos conhecem. Já neste caso, anuncia-se uma ética longe da escolha dos seus pares!

Exemplos há mais, como a circunstância do líder parlamentar do PS ver todos os líderes parlamentares dos outros partidos nos Açores subscreverem um documento conjunto que o desmentiu publicamente por informações ficcionadas e da mesma lavra por onde vão brotando as anunciadas atitudes éticas do PS Açores.

São esses mesmos que colocam o seu candidato a sair do Governo para fazer campanha, para ao mesmo tempo se anunciarem ocupados a governar para resolver os problemas sociais dos Açores!
A ética, a outra, essa anda farta de messias!

sexta-feira, abril 27, 2012

Pergunta sobre o futuro dos transportes marítimos de mercadorias.

Na Rádio Graciosa um deputado do PS afirmou peremptoriamente que eu não tinha feito qualquer pergunta ao Secretário da Economia no plenário de Abril de 2012 da ALRAA.

Aqui fica o vídeo, da pergunta, da resposta à pergunta e da confirmação da pergunta!!!

(Não entendo certos políticos que insistem em dizer coisas que facilmente se comprovam não serem aquilo que afirmam)

Prioridades eleitoralistas

Foi, recentemente, apresentado o relatório de gestão da Câmara Municipal de Santa Cruz da Graciosa, referente ao ano de 2011.

A actividade da autarquia graciosense pautou-se pela insuficiência na execução de projectos que havia inscrito no seu orçamento e plano anual, o que merece censura dado que, nos tempos que correm, tendo a Câmara disponibilidades financeiras, podia e devia fazer mais e melhor pela ilha Graciosa.

Neste aspecto destaca-se a recorrente ausência de iniciativa para levar por diante o ambicionado projecto da zona industrial. A autarquia está há dois anos a adquirir terrenos, mas o projecto em si nem sequer se vê intenção de o concretizar. A prova disso é reflectida numa taxa de execução de zero por cento.

E se este projecto era prioritário para o actual executivo camarário e essencial para alavancar novas iniciativas na ilha, outro ficou igualmente por cumprir e vem sendo adiado num calendário que tresanda a eleitoralismo. Trata-se do projecto da marina da Barra e zona envolvente, que vai andando ao sabor da inércia do executivo e contou com uma taxa de execução do previsto para 2011 de apenas 30%.

Bem sabemos que estamos em ano eleitoral, mas a Graciosa está cansada do folclore das aparições em vésperas de eleições e das primeiras pedras em final de legislatura.

O mais caricato da gestão socialista da Câmara Graciosense no ultimo ano acaba por ser também a fraca execução do contrato de recuperação de habitação degradada das famílias carenciadas. O Governo colocou nas mãos da Câmara de Santa Cruz a quantia de 600 mil euros vai para mais de um ano, mas no ano passado apenas foram executados 25% dessa verba. Ora estando identificados os casos a necessitar de obras, sendo situações de carência e falta de condições habitacionais, de que está a autarquia à espera? Será que também nesta situação a aproximação de eleições está a condicionar a actuação do executivo socialista, para depois, mais próximo do acto eleitoral aparecerem as obras de que os mais necessitados carecem? Enfim, nada a que os Graciosenses não estejam já habituados.

Também na área social não se executou um único euro no apoio à natalidade, promessa que constava do manifesto socialista mas que teima em ficar esquecida. Para um partido que se diz preocupado com as questões sociais ficamos esclarecidos perante estes dois exemplos!

Já na outra face da moeda aparece a grande obra de requalificação do centro de Santa Cruz, num projecto que irá custar perto de 2 milhões de euros e que, por não ser urgente nem prioritário, podia ter dado lugar às verdadeiras necessidades desta ilha.

(publicado na Rádio Graciosa e Diário Insular)

quinta-feira, abril 19, 2012

Todos com Berta Cabral III

No rescaldo do XIX Congresso Regional do PSD Açores, pode-se dizer, com segurança, que o mesmo decorreu num clima de grande esperança e aposta numa mudança segura para a Governação dos Açores.
O PSD realizou o seu Congresso, nele todos puderam fazer ouvir a sua opinião e dar o seu contributo. Procedeu-se à eleição dos órgãos do partido e deu-se posse à presidente eleita por sufrágio de todos os militantes, que, num verdadeiro hino à democracia também dentro dos partidos, apoiaram massivamente a sua Presidente.
A realização do Congresso preparou o partido para o futuro, discutiu ideias e objectivos, foram propostas soluções e indicados caminhos para o próximo Governo Regional liderado por Berta Cabral, mas foi também o momento de assinalar a abertura do Partido a toda a sociedade e a todos os açorianos.
Independentemente da sua cor política, do seu passado partidário, ou de qualquer outro factor, o PSD abriu as portas para que todos integrem o seu projecto para o desenvolvimento dos Açores.
Nisto Berta Cabral foi muito clara: No congresso e nos órgãos do partido as escolhas fazem-se de entre os militantes do PSD. No governo e no trabalho que temos pela frente todos estão convocados, e o Governo integrará os melhores, sejam ou não militantes do PSD.
É assim que deve ser! Ninguém pode ser excluído ou prejudicado por não andar diariamente com uma bandeira do partido na mão, e todos são importantes para o muito trabalho que será exigido ao governo liderado pelo PSD.
A determinação e capacidade de Berta Cabral inspira confiança muito para além das reuniões partidárias e muito para além das simpatias políticas. A sua convicção no projecto político que apresenta aos Açorianos não deixa margem para dúvidas a uma larga maioria dos seus concidadãos. São factores que têm um grande significado político quando se avizinham eleições.
Berta Cabral tem a simpatia, o acreditar e a confiança de grande parte de Açorianos, sejam ou não militantes do PSD. Berta Cabral é alguém que pelo seu passado, pela sua experiência executiva, pela sua preparação de um novo ciclo para apresentar aos Açores nas próximas eleições regionais, vem amealhando o apoio de toda uma população que acredita no futuro dos Açores, no futuro de cada uma das ilhas, de Santa Maria ao Corvo, éum facto que todos vão verificando no contacto com as pessoas.
E é pelas pessoas, pela sua realização pessoal e profissional, que Berta Cabral se apresentaàs eleições, convicta que os Açores têm um grande futuro, e inconformada por haver ainda tanto por fazer pelo nosso desenvolvimento.


 (publicado no Diário Insular e Rádio Graciosa)


quarta-feira, abril 18, 2012

Transporte marítimo “motiva confusões do governo e esquece mercado interno”


Horta, 18 de abril de 2012

Transporte marítimo "motiva confusões do governo e esquece mercado interno"

 

O PSD/Açores criticou hoje "a confusão feita pelo governo regional, nomeadamente pelo seu secretário da economia, sobre os transportes marítimos nos Açores", especialmente quando "se trata de alguém ligado ao executivo há muito tempo, mas que revela um descrédito face ao transporte marítimo, uma funcionalidade viveu envolta em lamentáveis trapalhadas ao longo dos últimos 16 anos", disse o deputado João Bruto da Costa.

 

Falando durante uma sessão de perguntas dirigidas ao secretário regional de economia, o parlamentar referiu que "muito se tem falado, recentemente com maior intensidade, na necessidade da criação de um mercado interno que potencie uma região económica, daí que não se percebam as incoerências que [o secretário regional da economia] deixa transparecer, falando de problemas do setor e confundindo as valias entre os barcos de mercadorias e de passageiros", referiu.

 

"É preciso que os responsáveis digam claramente se o atual modelo do transporte marítimo de mercadorias, promovido por um governo que está em fim de legislatura, é um modelo que satisfaz, ou se efetivamente necessita de ser alterado", questionou João Bruto da Costa, que lamentou o facto do demissionário secretário da economia dizer que "dentro de um ano teríamos um mercado interno, pois é pena que tenha tido 16 anos só de conversa", concluiu.

 

 


quinta-feira, abril 05, 2012

Todos Com Berta Cabral II

De há largos meses para cá, o PSD tem vindo a ouvir os Açorianos, realizando encontros, reuniões, seminários, workshops, visitas, jornadas e outros eventos em que muitos deram o seu contributo para a formação de um novo ciclo de desenvolvimento dos Açores.


Também na ilha Graciosa isso aconteceu, com a colaboração do Gabinete de Estudos do PSD fez-se um trabalho para melhor conhecer a realidade da ilha, os seus problemas, as suas especificidades, as suas ambições e anseios.

O primeiro corolário desse trabalho terá lugar no próximo Congresso Regional do PSD que ocorrerá nos próximos dias 13 a 15 de Abril.

Depois da eleição da sua Presidente em eleições directas e democráticas, o PSD reúne em Congresso para definir a sua orientação estratégica, propondo aos Açores uma alternativa de Governo, com ideias consolidadas e estruturadas sobre o rumo das políticas que trarão novas oportunidades para os Açorianos.

Esse caminho começa a ganhar forma de programa, através da apresentação pela Presidente Berta Cabral da sua moção global de estratégia. Sob o título "CRIAR OPORTUNIDADES PARA TODAS AS ILHAS", a Presidente do PSD apresenta aos Açorianos a base do futuro programa de Governo, que dará aos Açores um novo fôlego, num novo ciclo de desenvolvimento, de criação de emprego e de riqueza, materializado numa Autonomia Regional que não seja apenas político-administrativa, mas também económica.

O estabelecimento dos Açores enquanto Região Económica é um desígnio de todos os Açorianos, e assume-se como bandeira da Presidente do PSD, que com a determinação e competência que lhe é reconhecida, propõe que todos a acompanhem neste projecto, com a convicção própria de quem sabe ouvir, e sabe decidir.

É a pensar no desenvolvimento sustentado de todas as ilhas dos Açores que a Presidente do PSD tem vindo a recolher as mais diversas opiniões, a ouvir a sociedade Açoriana: da agricultura aos serviços, das pescas à juventude, das empresas às instituições, com todos Berta Cabral tem falado sobre o futuro de cada uma das ilhas na consolidação de um projecto que é de todos.

Ainda recentemente foi isso que aconteceu na Graciosa, mantendo encontros e reuniões, ouvindo e apresentando o seu projecto para o futuro dos Açores. Neste trabalho tem sempre tido a receptividade e o apoio da população, em contraste com a crítica quase doentia do PS e do Governo. Se Berta Cabral fala, logo aparece alguém do Governo a mostrar o seu incómodo. São escritos e opiniões repetidos, sempre a falar mal, sempre a criticar! Isso só prova o que já muitos sentem: a chegada de um novo ciclo, com Berta Cabral como Presidente dos Açores.

sábado, março 31, 2012

PSD isenta 56 municípios da reforma das freguesias



PSD isenta 56 municípios da reforma das freguesias

http://www.jornaldenegocios.pt/home.php?template=SHOWNEWS_V2&id=548435

Os social-democratas vão alterar o número mínimo de freguesias em que não é obrigatória a agregação. A mudança vai ser introduzida no diploma do Governo que prevê a redução de freguesias. Reduções aplicam-se, assim, a 252 municípios.

Até agora, a proposta inicial do Governo previa isentar da reforma das freguesias todos os municípios que tivessem menos de quatro freguesias. De acordo com o Governo, em causa estavam 29 municípios. Agora, o PSD quer que a referência sejam cinco freguesias: abaixo disso, o município fica isento da reforma. No total, são 56 municípios, quase 20% das 308 autarquias.

Nas 14 alterações que o PSD vai introduzir na proposta de Lei do Governo vai haver maior flexibilidade para as Assembleias Municipais. Caso estes órgãos municipais enviem a sua proposta de reforma, poderão reduzir 20% a menos do que as percentagens obrigatórias definidas pelo Governo.

Nos Açores ficam isentos da reforma os concelhos de Santa Cruz da Graciosa e Santa Cruz das Flores.

quinta-feira, março 29, 2012

Todos com Berta Cabral

No passado fim-de-semana decorreu o XXXIV Congresso Nacional do PSD.

No actual contexto de grave crise, com Portugal forçado a viver sob grande austeridade, o Congresso do Partido que lidera o Governo assume uma importância redobrada, não só pelo contexto, mas, também, pela forma como o Partido se apresenta ao País.

O PSD, enquanto partido que assume essa liderança necessitava de se adaptar às exigências e à responsabilidade que lhe recai nos ombros, mas também de se preparar para os tempos que aí vêm, de novos embates eleitorais, em que o Partido se empenha para corresponder a uma génese de vitória.

Neste âmbito, o PSD está determinado em ajudar o PSD dos Açores a ganhar as eleições de Outubro.

Foi o próprio Passos Coelho a, logo no discurso de abertura, assumir esse desígnio e a convicção de que o PSD Açores tem a pessoa certa para apresentar aos Açorianos.

Nas palavras do Primeiro-ministro, Berta Cabral tem "qualidades muito conhecidas: é uma boa gestora, é uma pessoa com uma grande experiência política, que conhece bem a sua terra que é também os Açores, não é apenas São Miguel, e que tem feito um caminho de união do partido e das principais forças sociais dos Açores, (...) Os Açorianos irão escolher, mas eu sei que eles terão uma escolha facilitada, porque terão, seguramente, uma grande Presidente do Governo Regional, num novo ciclo que, nós esperamos, se vai abrir na Região Autónoma dos Açores."

Foram palavras carregadas de simbolismo, que materializam uma narrativa de mudança segura, tendo ao leme uma mulher preparada para assumir os destinos da região, colocando em primeiro lugar os interesses dos Açores e dos Açorianos. Aliás, Berta Cabral, não deixou de vincar bem essa sua forma de estar na política: Primeiro os Açores e os Açorianos.

Na reunião magna do PSD, vincaram-se bem os propósitos e as convicções. E é assim que deve ser: promovendo a discussão pelos militantes, ouvindo todas as opiniões e exercendo legitimamente os mandatos para que se é eleito.

Citando uma declaração política feita em 2003 por Vasco Cordeiro, podia dizer-se que "num sistema político como o nosso, em que a participação política se processa de forma organizada através dos partidos, a realização de um Congresso assume-se como um facto de grande importância no posicionamento e na definição da forma e das propostas como essas organizações se apresentam perante um conjunto de matérias.

Ora, se assim é em relação a qualquer partido, em relação ao PS/Açores, como partido com maior implantação regional e com responsabilidades governativas, essa circunstância, mais do que uma possibilidade, assume o carácter de um verdadeiro dever."

quinta-feira, março 22, 2012

Graciosa - Virar ao futuro IV

A ilha Graciosa tem sido notícia nos últimos anos pela possibilidade de se tornar auto-suficiente em termos energéticos.
Esta possibilidade leva a que a oportunidade não possa ser desperdiçada, ou tão pouco adiada, pelas inúmeras vantagens que essa independência nos pode propiciar.
Há já alguns anos que os graciosenses convivem com a energia eólica e com as possibilidades de produção de uma energia limpa que, por um lado, possa alavancar outras formas de empreendorismo, e, por outro lado, seja sinónimo de excelência ambiental. No entanto, quanto à energia eólica e a outras formas de produção de energias chamadas de "limpas" e/ou renováveis, ainda temos de dar importantes passos para que isso se projecte para além de alguns anúncios e eventualidades.
Todos os lares graciosenses podem verificar que ainda estamos a níveis insipientes em termos de consumo de energias alternativas, basta reparar na factura de electricidade e lá podemos encontrar os valores da percentagem dos variados tipos de energia que consumimos, sendo que ainda dependemos de forma muito significativa das energias fosseis e poluentes.
É necessário que ocorram importantes decisões para que, por um lado, se possam aproveitar as potencialidades que a Graciosa oferece em termos de produção de novas energias, mais limpas e amigas do ambiente, e, por outro lado, se adicione a oferta de conhecimento que existe e vai estando ao dispor de todos os graciosenses, que pode trazer vantagens económicas ás famílias e empresas da Graciosa.
É também necessário que se acentue o elemento de produção de energia pelos próprios Graciosenses. Todos os dias vamos sendo inundados por anúncios de possibilidades de, em cada lar e em cada empresa, poder haver unidades de produção de energia, quer solar quer eólica, que permitem, por um lado, tornar essa família ou essa empresa auto-suficiente em termos de consumo de energia mas, indo mais longe, tornando-as produtoras e, consequentemente, vendedoras de energia obtendo, ao fim de alguns anos, uma nova fonte de rendimento.
Para que tal aconteça o próximo Governo Regional deve olhar para esta realidade Graciosense, e para esta possibilidade da ilha alcançar a sua independência energética, de uma forma séria e com vontade política em possibilitar esta concretização.
É tempo de agir e de dar as mãos ao futuro.
Termino mais esta breve reflexão renovando uma certeza: Outros virão dizer que tudo já foi pensado e logo o irão fazer! Mas a quem governa há já 16 anos continuamos a perguntar: Por que é que ainda não o fizeram?

Publicado no Diário Insular e Rádio Graciosa

quarta-feira, março 21, 2012

Desconhecimento!

Ouvir o Secretário da Economia dizer que a ida de um reumatologista ás Termas do Carapacho não melhora em nada a oferta turística da Graciosa é revelador de um total desconhecimento das potencialidades e da realidade da ilha! Mas foi isso que aconteceu esta manhã na Assembleia Regional! Lamentável!

quinta-feira, março 08, 2012

GRACIOSA - VIRAR AO FUTURO II

Já todos sabemos que o desenvolvimento da ilha Graciosa não será possível sem uma rede de transportes aéreos e marítimos que sejam impulsionadores da mobilidade e das acessibilidades.

Também é facilmente aceite que a consolidação dos Açores como região económica, assente na concretização de um verdadeiro mercado interno, depende das políticas de transportes e na percepção de que este é um desafio no qual não podemos ceder para tornar ilhas como a Graciosa, não só um atractivo para investimentos, mas sobretudo potenciar a produção de bens que criem emprego e riqueza.

Nos transportes marítimos a relação comercial da ilha Graciosa com as ilhas do grupo central é essencial para alargar os seus horizontes de mercado. O modelo de transportes marítimos terá de se modernizar em termos do modelo de cargas, e sou tentado a concordar que a aposta em porta contentores/ferrys, a navegar o ano inteiro, e fazendo a ligação de oriente a ocidente dos Açores é aquela que melhor responde às exigências de mobilidade no transporte marítimo nos Açores, como é referido no blogue "O Porto da Graciosa" do Graciosense Manuel Bettencourt.

Mas se nos transportes marítimos as mudanças exigem o empenho do futuro Governo dos Açores, nos transportes aéreos essa questão também exige um trabalho sério na sua resolução.

O preço das passagens aéreas é uma questão que não deixa ninguém indiferente. Pagar € 199,50 por uma viagem entre a Graciosa e o Pico, como recentemente referiu um Graciosense, é algo que não pode continuar. De igual modo, os preços entre os Açores e o exterior são um verdadeiro escândalo. Ainda recentemente, um Graciosense imigrado nos Estados Unidos pagou, em época baixa, mais de 800 dólares para chegar à Graciosa, e nem vou mencionar a questão do peso da bagagem porque esta terá, certamente, o tratamento que se exige no respeito pelos nossos imigrantes.

Nesta questão do preço das passagens aéreas, o PSD pela iniciativa e empenho da Dr.ª Berta Cabral já propôs ao Presidente da Comissão Europeia a criação de um programa POSEI para os transportes, tendo em perspectiva baixar o preço das passagens aéreas. A proposta foi bem acolhida por Durão Barroso e, mais recentemente, a líder do PSD anunciou a apresentação de alterações ao relatório sobre a política de coesão das Regiões Ultra Periféricas, para que se inclua a criação desse programa POSEI para os transportes.

Só assim, com trabalho e apresentando soluções, se podem mudar os Açores para melhor.

Outros dirão que também o vão fazer, mas depois de 16 anos a Governar a pergunta que se impõe é: Por que é que ainda não o fizeram?


Publicado no Diário Insular e Rádio Graciosa

segunda-feira, março 05, 2012

Debate na Rádio Graciosa

Vaga por ocupar na Escola - Graciosa Online

Vaga por ocupar na Escola - Graciosa Online

Presidente do governo “fez afirmações desfasadas da realidade agrícola regional”



Angra do Heroísmo, 5 de março de 2012

Presidente do governo "fez afirmações desfasadas da realidade agrícola regional"

 

O PSD/Açores considerou hoje que o presidente do governo regional fez "afirmações desfasadas da realidade", ao referir recentemente que "no setor agrícola se regista maior estabilidade do ponto de vista da sua atividade e do seu rendimento", esquecendo que "os agravados aumentos dos preços dos fatores de produção, em oposição à estagnação dos preços de venda dos produtos agrícolas, tornam a vida dos agricultores muito difícil", disse o deputado António Ventura.

 

"Trata-se de uma afirmação desfasada da realidade, porque são os próprios agricultores a afirmar uma diminuição dos seus rendimentos, por via do esmagamento das margens de lucro da atividade agrícola", referiu o social-democrata, apontando "o preço do gasóleo, das rações alimentares e dos fertilizantes, que subiram nalguns casos mais de 50% nos últimos cinco anos", explicou.

 

Num requerimento enviado à Assembleia Legislativa, António Ventura questiona mesmo a tutela sobre "o suporte técnico que detém o senhor presidente do governo para fazer tais afirmações", afinal "continuamos sem saber como se formam os preços dos alimentos na região. Continuamos sem saber quanto custa produzir um litro de leite ou de carne nas diversas ilhas, e sem esse conhecimento não se podem construir politicas para o setor", avançou.

 

Segundo o deputado, "o PSD defende para o efeito a existência de instrumentos de acompanhamento, que possibilitem para toda a agricultura a obtenção de indicadores para perceber o peso analítico dos vários fatores necessários ao processo produtivo das explorações. É crucial saber quanto custa produzir um litro de leite e um quilo de carne nas nossas ilhas, que apresentam especificidades distintas, influindo diferentemente no custo do produto final", especificou.

 

António Ventura considera que "governar em agricultura não pode ser atirar continuadamente dinheiro aos problemas", sendo preciso "construir uma política regional que observe a multifuncionalidade do setor em aspetos como a fixação de pessoas, a criação de emprego, a produção de alimentos, a criação de riqueza, o ordenamento do território e também a conservação ambiental", disse o deputado.

 

"Só assim se poderão identificar os constrangimentos e as potencialidades do processo produtivo, isto é, os parâmetros responsáveis por uma maior ou menor rentabilidade das explorações", acrescenta o social-democrata, que preconiza "condições, através de protocolos de cooperação, às organizações de agricultores para poderem contribuir nesse sentido", querendo ainda ver identificado, "do atual rendimento líquido anual do agricultor açoriano, o peso decorrente das ajudas comunitárias", concluiu.
 
 
 


Passivos

O passivo exigível por habitante da Câmara de Santa Cruz da Graciosa passou de 341 em 2009 para 564,3 em 2010 

Quanto ao índice de dividas a fornecedores, passou de 0,9% para 3,8%!

Por outro lado, Ponta Delgada é a Câmara Municipal do país com menor passivo líquido exigível por habitante.


sábado, março 03, 2012

Desemprego - a marca certificada do PS


No 4º trimestre de 2010, a taxa de desemprego nos Açores era de 7%.
Passado um ano, no 4º trimestre de 2011, os Açores têm um desemprego de 15,1%, atingindo mais de 18 mil açorianos e ultrapassando os valores do continente.
Em Abril de 2011 Carlos César dizia à agência Lusa que "Outro factor a ilustrar o desempenho da economia da região é a taxa de desemprego que é inferior à de Portugal e uma das mais baixas no seio da União Europeia". E
acrescentava: "Há aqui uma diferença substancial [entre o arquipélago e o continente] que permite que os Açores também tenham alguma folga para fazer com que os efeitos (da crise) nas famílias e nas empresas possam ser compensados mediante apoios públicos para minimizar essas consequências."
Esta palavras, ditas há menos de um ano, ilustram bem as ilusões que se tentam sistematicamente vender aos Açorianos. É um hábito e uma forma recorrente fazer uso das palavras para tentar esconder os factos.
Desde há muito que se vem assistindo ao crescimento do desemprego nos Açores. Desde 2006 que o aumento do desemprego é sistemático passando de 3,8% para os atuais 15,1%.
No caso dos jovens os actuais níveis de desemprego são igualmente dramáticos. Nos Açores, o desemprego jovem também já ultrapassou os valores do continente com valores na ordem dos 36%.
Mais uma vez, devemos questionar aqueles que tiveram a responsabilidade governativa para procurar respostas para tamanho insucesso. O que foi feito da folga de que falava Carlos César há menos de um ano?
Com assuntos desta seriedade é importante que os responsáveis políticos falem verdade e não andem apenas em campanhas de desinformação que procuram somente obter simpatias eleitorais mas que não resolvem problema algum.
Veja-se o caso dos sucessivos anúncios do PS no combate ao desemprego jovem e os repetidos anúncios de planos e propostas que continuam a não ter qualquer consequência positiva.
Quem quiser pode fazer a experiência de pesquisar na internet os anúncios que o PS fez nos últimos anos de combate ao desemprego jovem e de planos para o enfrentar. Chegamos ao cúmulo de encontrar registos com vários anos, e, no caso do anunciado plano regional de emprego jovem, então ainda é mais caricato.
Este plano foi anunciado em Junho do ano passado, entretanto o desemprego vai subindo e o líder parlamentar do PS continua a anunciar sempre o mesmo plano!
Estamos perante mais um plano de emprego para levar até bem perto das eleições, procurando enganar mais uns quantos!
Assim será nos próximos tempos, e quanto a isso apenas posso alertar: Não se deixe enganar!


(Publicado no Diário Insular e Rádio Graciosa)

quinta-feira, março 01, 2012

Berta Cabral defende incentivos a explorações agrícolas para combater desemprego



Ponta Delgada, 1 de março de 2012

Berta Cabral defende incentivos a explorações agrícolas para combater desemprego

A candidata do PSD/Açores a presidente do governo regional propôs hoje a criação de incentivos às explorações de horticultura e fruticultura para que absorvam a mão-de-obra que se encontra no desemprego, alegando que são áreas com "grande potencial de crescimento".

"Entre pagar subsídios de desemprego e apoiar a entrada de mão-de-obra neste setor, deve-se optar pela segunda hipótese e incentivar as explorações agrícolas que apostem na diversificação", afirmou Berta Cabral, em declarações aos jornalistas, após uma reunião com a direção da Associação de Jovens Agricultores Micaelenses.

A líder social-democrata salientou que as áreas da horticultura e fruticultura da Região possuem grandes potencialidades "que têm de ser exploradas", dado que os Açores "não têm autossuficiência alimentar, pois importam-se muitos produtos que podem ser aqui produzidos".

"Desde que haja uma associação entre as estruturas representativas dos agricultores, a Universidade dos Açores e a criação de incentivos para canalizar a mão-de-obra, qualificada e não qualificada, para este setor, vamos conseguir absorver parte da mão-de-obra que agora está no desemprego", explicou.

Berta Cabral considerou que esta proposta deve ser aplicada "no imediato", visto que o setor agrícola, sobretudo nas áreas da horticultura e fruticultura, "consegue facilmente absorver mão-de-obra".

"A vantagem desta proposta é que não só cria emprego, como também substitui importações. E hoje em dia temos que reter todo o nosso dinheiro nos Açores, para que este se multiplique cá dentro. Tudo aquilo que for exportar ou substituir importações é fundamental para aumentar a produção regional e criar riqueza", disse.

A candidata do PSD/Açores a presidente do governo regional acrescentou que a agricultura "é um setor que emprega pessoas de grande e baixa qualificação, que são exatamente as duas faixas da população que registam neste momento maior crescimento de desemprego".

Questionada pelos jornalistas sobre as medidas apresentadas esta semana pelo governo regional para o desemprego, a líder social-democrata afirmou que "são bem-vindas, embora não sejam suficientes para resolver o problema estrutural" dos Açores, cujo modelo de desenvolvimento entrou em "falência".

"O que temos de fazer é pôr em marcha um novo modelo económico. É isso que o PSD se propõe pôr em prática. Os Açores precisam de novo ciclo de desenvolvimento económico, em que as nove ilhas constituam um mercado único. Há um grande mercado de consumidores nas diferentes ilhas que não consumem produtos regionais", defendeu.


Som – Berta Cabral Berta Cabral defende incentivos a explorações agrícolas para combater desemprego
Som – Declaração integral de Berta Cabral

Foto – Berta Cabral 1
Foto – Berta Cabral 2
Foto – Berta Cabral 3


quarta-feira, fevereiro 15, 2012

Folia Graciosense!

Este ano, em figurantes, o carnaval da Graciosa movimenta mais de 12% da população residente. Depois há todos aqueles que abrem e fecham os clubes e as sociedades, que depois limpam, cozinham, recebem e divertem-se. Há também os que transportam, os que tocam, os que acompanham os seus filhos, os que decoram e se organizam. Há as visitas de sociedade em sociedade, dando alegria e folia, sempre com um pezinho de dança e um bem receber!
Toda uma ilha se empenha, na diversão e na alegria, transmitindo um viver único e uma tradição secular, em que a partilha e a entrega ao bem estar de todos se revela na folia com que o carnaval é vivido em todos os lares.
Organizam-se os bailes e preparam-se as fantasias, com coreografias e animação para levar boa disposição por toda a ilha.
É sem dúvida um cartaz turístico a merecer a atenção e o cuidado de olhar para esta singularidade de toda uma população se empenhar, de uma ou de outra forma, numa festa colectiva, nesta ilha que é "graciosa"!
Mas é também uma mola na economia local, que cada vez mais deve ser olhada nas suas características únicas. E isso implica ter em conta estas razões que a ilha apresenta para exigir melhores horários de transportes, e a preços que não seja impossível para aqueles que nos querem visitar, poderem sequer pensar em dar um "saltinho" à Graciosa!
Há todas as razões para querer passar um fim-de-semana na Graciosa, onde se conjugam a diversão e o sossego, de uma ilha que tem o condão de proporcionar uma redescoberta de nós próprios e que nos oferece dias inesquecíveis.
Para os graciosenses nada disto é novo. E estou certo que muito mais e melhor se pode dizer deste viver graciosense, que vai do Natal à Terça-feira gorda e que a ninguém deixa indiferente.
Saber aproveitar e elevar aquilo que tem muito de nosso e de único demonstra o prazer que temos em viver a nossa cultura e tradição, sem termos de comparação e sem notas qualitativas, porque aquilo que celebramos é um momento comunitário, por natureza receptivo e sempre voluntarioso.
O Carnaval graciosense é digno de destaque por todos quantos nele se empenham para tornar a nossa vida muito menos aborrecida.
Se ficou curioso ou saudoso de participar no carnaval graciosense, não deixe de nos visitar. Bem sei que não deve ser fácil arranjar um voo em condições, mas sempre fica o desafio e a promoção. É que isto de promover a Graciosa não é para um dia destes, era para ontem!

terça-feira, fevereiro 07, 2012

Graciosa - virar ao futuro!

A constante saída de jovens da ilha Graciosa tem vindo, ao longo dos anos, a provocar a desertificação da ilha que vê, assim, o seu futuro tornar-se menos animador.
Se é certo que sem pessoas não podemos ambicionar um melhor futuro, é também certo que só se podem cativar os nossos jovens a permanecer na ilha, ou a ela voltar, se estes tiverem condições para empreender e trabalhar.
São sobejamente conhecidas as características da ilha Graciosa para produzir com qualidade. Características essas que, num contexto em que é cada vez mais urgente aproveitar aquilo que de melhor se tem, podem potenciar a criação de riqueza e de emprego.
O futuro, para ser o encontro entre o que os graciosenses desejam e o que a ilha tem para oferecer, deve ser marcado por quebrar as barreiras do isolamento, favorecendo a mobilidade e criando condições para que os produtos da Graciosa forneçam um mercado mais vasto, a preços competitivos.
Por vezes, as palavras assumem significados que não passam de intenções e de promessas de concretizações. Os graciosenses estão habituados a isso e a que se renovem compromissos a cada quatro anos.
Assistimos a esses momentos com a esperança de que algo verdadeiramente mude, mas, Infelizmente, voltamos sempre ao ponto de partida.
Mobilidade e transportes são sempre o tema presente para fazer voltar a esperança à Graciosa. Uma esperança que não se desvanece, mas que igualmente não vê concretizados os seus pressupostos.
Muito se tem falado na criação de um verdadeiro mercado interno. Para os Graciosenses não é uma ideia nova, pois sempre se têm batido por ela.
Aqueles que querem fazer crer que esta motivação assumida pela Dr.ª Berta Cabral teve outra origem que não o consolidar do projecto político que o PSD quer ver implementado nos Açores, são os mesmos que andaram durante muitos anos a ignorar que o desenvolvimento desta ilha passa pela concretização desta ideia.
Não é sério dizer, depois de tantos anos a exercer o poder, que agora é que se vão resolver os problemas da mobilidade e dos transportes em relação à ilha Graciosa. E não é sério, porque essa sempre foi a maior e mais veemente reivindicação dos Graciosenses.
A ilha Graciosa sente como poucos a forma como o isolamento retira hipóteses de desenvolvimento e provoca a desertificação da ilha. Torna mais caro o custo de vida, aumenta o custo dos factores de produção, estrangula o empreendedorismo e limita as potencialidades da ilha.
Transformar os Açores numa região económica, com um mercado interno que valoriza as produções locais pode significar a diferença e o salto qualitativo de que a ilha precisa.

Assim não!!!

Falatório

Vasco Cordeiro afirmou em S. Jorge "a necessidade das entidades públicas regionais “continuarem a desenvolver uma aposta muito forte na criação de emprego..."

Segundo a estatística mensal de Dezembro de 2011 relativa ao mercado de emprego: http://www.iefp.pt/estatisticas/MercadoEmprego/EstatisticasMensais/Documents/2011/Estat%C3%ADstica-Mensal-Dezembro11.pdf

No final de Dezembro havia 12869 Açorianos à procura de emprego.

Ofertas.... 9 (nove)!!!

Pois...

terça-feira, janeiro 31, 2012

Fundo de Maneio Eleitoral

A pobreza tem vindo a aumentar nos Açores. De nada serve negar ou jogar com números para tentar confundir. Além de ser um problema grave que deve merecer a atenção de cada um de nós, trata-se de um flagelo que impõe maior empenho e determinação por parte das autoridades governativas.
Sabendo-se que o desemprego aumenta a cada dia que passa, atingindo valores nunca vistos nos Açores, abrangendo, por vezes, a totalidade de agregados familiares que, de um dia para o outro, se vêem sem meios para sustentar a família e fazer face às obrigações assumidas.
Também a persistência de valores elevados de beneficiários de rendimento social de inserção, apesar do facto de muitos beneficiários abandonarem a medida, mas com outros tantos a necessitarem dela, deveriam ser razões suficientes para que o problema da pobreza fosse visto pelo Governo como uma realidade a necessitar de profunda reflexão e articulação com as diversas instituições da sociedade civil que se dedicam a minimizar os seus efeitos.
Se a negação de um problema, como aconteceu na passada semana com a Secretária Regional da Segurança Social a afirmar que não há mais pobres nos Açores, nada ajuda a sensibilizar a sociedade para a gravidade da situação, a ausência de estratégias objectivas e transparentes confirmam que quem se arroga de preocupações sociais, acaba por contribuir para o agravamento das dificuldades em enfrentar o problema.
O Governo dispõe de 12 milhões de euros num Fundo a que chamou de Compensação Social e que, a ver pela abordagem que se faz desta complexa realidade de pobreza por que passam muitas famílias, corre-se o risco de uma utilização eleitoralista e injusta, se não se procurar de facto ajudar quem necessita.
O referido Fundo deu já origem a um despacho conjunto da Vice-Presidência do Governo e Secretaria Regional do Trabalho e Segurança Social (Despacho n.º 1282/2011 de 15 de Dezembro de 2011) tendo sido criadas medidas para ajudar em situações de emergência social.
O dito Despacho levanta as maiores dúvidas sobre os critérios para a sua utilização e respectiva fiscalização, sendo lícito questionar se não surgirão situações como as de um célebre Fundo de Socorro Social que deixou má memória sobre a sua verdadeira utilidade no combate à pobreza.
Transformar este Fundo de Compensação Social numa espécie de Fundo de Maneio Eleitoral levará ao agravamento de muitas situações e a uma inaceitável injustiça social.
Não se pode atacar a pobreza sem reconhecer a gravidade com que ela se vai revelando nos Açores ou utilizando os meios ao dispor apenas a pensar nas eleições.

PSD GRACIOSA: COMUNICADO

PSD GRACIOSA: COMUNICADO

terça-feira, janeiro 17, 2012

E a verdade? Ganha eleições?

Com o inicio do último ano da legislatura, assistimos a um exercício de governação baseado na mais pura propaganda, e em actos que pretendem demonstrar acções positivas por parte do Governo Regional.
Já sabemos que o candidato socialista fará por aparecer ligado a esses actos, anunciando sempre mais qualquer coisa que, na opinião pública, tenha uma repercussão positiva, ou assumindo orientações que devam ser seguidas para a melhoria das condições de vida dos Açorianos.
Em contraste com as encenações cor-de-rosa em que participa o candidato do PS, os Açores vão assistindo a notícias que revelam o insucesso da sua prática governativa, especialmente no que respeita às politicas adoptadas para enfrentar os momentos difíceis que atravessamos.
Na verdade, a postura oficial do governo caracteriza-se pela intenção esmerada em não deixar que a verdade estrague uma boa notícia. É a velha e estafada forma de governar apostando na ilusão e na negação dos problemas e que levou o país a uma pré-bancarrota e a recorrer ao auxílio externo.
No fundo trata-se de fazer aparecer a imagem do governo associada a tudo o que eventualmente de bom surja na actual conjuntura, e não havendo nada de bom para revelar, passam os dias a reforçar recauchutadas promessas.
A estratégia é simples: tudo o que de mal existe é culpa dos outros, tudo o que de menos mau possa ser anunciado, prometido ou simplesmente notado tem, invariavelmente, a presença e o anúncio por parte do governo socialista.
Se o desemprego aumenta a um ritmo assustador, a culpa é da conjuntura! Tentando o governo lavar as mãos das suas responsabilidades e fazendo por não se notar que o ritmo desse aumento é muito superior ao do resto do país.
Se assistimos a notícias de responsáveis pelas empresas a alertar para os riscos de falências, o governo nada diz, não se vá notar que não se adoptaram as medidas adequadas para prevenir esses problemas.
Se as populações das ilhas mais frágeis continuam a sair dessas ilhas à procura de melhor futuro, não vemos o governo a tomar a dianteira no reconhecimento do problema e na procura de estratégias para evitar essa desertificação. O que se vai assistindo é um faz de conta que está tudo bem e lá vai mais uma promessa de uma obra desejada mas sempre adiada!
Quando os Açores mais precisam de um governo actuante e decisivo, o que temos é um governo em permanente campanha eleitoral, embuçado nos dotes de oratória e na retórica da ilusão do seu candidato, empenhado em estar longe dos problemas que afectam os açorianos para estar perto do folclore que caracteriza o exercício de poder eleitoralista.


Publicado no Diário Insular e Rádio Graciosa.