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quinta-feira, junho 05, 2014

Opinião: "O que seria de nós"

O PS viveu recentemente um dos piores momentos da sua história. Não me refiro ao facto de - depois de uma vitoria eleitoral - o seu líder passar a desprezível pelas urdiduras palacianas do nosso socialismo burguês. Refiro-me ao voto a favor de uma moção de censura à Europa, à União Europeia, ao Euro, ao Governo, e ao próprio PS.
Perante a esperteza do PCP, que montou mais uma armadilha ao PS, este demonstrou a incapacidade de tomar decisões difíceis, como seria uma abstenção na moção de censura, preferindo "ir na onda" e aproveitar mais uma oportunidade de "malhar" no Governo.
Por aqui ficamos a saber, para além de quaisquer dúvidas, que se um dia voltarem ao governo e perante alguma coragem política e firmeza em tomar decisões difíceis, que em última análise sejam uma necessidade de Portugal, o PS ficará pela decisão mais cómoda, menos contestável e mais popular, ainda que isso possa fazer o país vir a ter maiores dificuldades no futuro.
Os últimos 3 anos foram de extremo sacrifício para os Portugueses. O país conseguiu cumprir com as suas obrigações graças aos grandes sacrifícios que o povo português tem sabido ultrapassar.
De nada serve aos socialistas dizerem que estamos piores quando agora conseguimos financiar o país e as suas necessidades, quando o país gasta mais com o Estado Social do que o faziam os governos do PS, de nada servirá dizerem que estamos perdidos quando a verdade é que os sacrifícios que foram feitos foram os necessários para que Portugal pudesse voltar a ter credibilidade junto de quem nos empresta o dinheiro para vivermos.
Os tempos recentes têm demonstrado que o PS não será capaz de dar continuidade à recuperação de Portugal. Por um lado, porque no PS cada um está é preocupado com o lugar que vai ter junto das simpatias do seu grupo de influência, discutindo o carisma e a popularidade dos seus membros, como se a embalagem valesse mais do que o conteúdo!
Por outro lado, a falta de personalidade política que leva a votar contra, só para poder estar na onda de contestação, mesmo não concordando com o conteúdo, faz-nos ter a certeza de que se chegassem ao governo não seriam capazes de lidar com momentos mais difíceis que possam aparecer pela frente ao país.
Imagine-se se tem sido o PS a ter o encargo de gerir o programa da Troika, em quantos resgates já não iríamos ou então já teriamabandonado o pântano.
É algo que hoje importa que cada um se questione: como seria se o PS tivesse de ter tirado Portugal da bancarrota? Quantos recuos já teriam sido feitos? Teria Portugal terminado o programa de ajustamento ou estaríamos ainda a discutir um segundo ou terceiro resgate?
E depois de sabermos que hoje, por certo, o país estaria a braços commuito mais dificuldades olhamos para esse mesmo PS que colocou Portugal de mão estendida e apenas vemos a preocupação de ter o poder, para repetirem tudo de novo, porque um partido cuja prioridade é discutir a popularidade do seu líder, facilmente irá deitar a perder os grandes sacrifícios que se fizeram.

(Rádio Graciosa, Açoriano Oriental, Diário Insular)

quarta-feira, junho 04, 2014

Fwd: PS recusou medida para implementar mais justiça nas ajudas aos pescadores açorianos


Horta, 4 de junho de 2014

 

PS recusou medida para implementar mais justiça nas ajudas aos pescadores açorianos

 

O PSD/Açores lamentou ontem que a maioria socialista no parlamento regional tenha "chumbado uma proposta de alteração aos critérios que fazem acionar o Fundopesca, equiparando a legislação regional à nacional. Foi um mau serviço que o PS prestou aos pescadores açorianos", disse o deputado Luís Garcia.

  

O grupo parlamentar do PSD/Açores pretendia, entre outras alterações, "reduzir o período de paragem laboral dos profissionais da pesca, de modo a usufruir do fundo, dos atuais 8 dias para mais de 3 dias consecutivos. Ou dos atuais 15 dias para 7 dias interpolados num espaço de 30 dias. Contando sábados, domingos e feriados, de modo a clarificar a atual legislação", explicou o parlamentar.

 

Segundo Luís Garcia, "o período máximo da compensação salarial proporcionada pelo Fundopesca devia passar dos atuais 60 dias para 90 dias por ano, propostos pelo conselho administrativo que gere a medida. São alterações que se fundamentam na justiça para com os nossos homens do mar", frisou.

 

"Teria sido da mais elementar justiça que os pescadores açorianos pudessem usufruir dos mesmos direitos que a legislação, agora aprovada, deu aos pescadores do resto do país. O PS entendeu que não deveria ser assim", disse.

 

Além disso o deputado defendeu uma outra filosofia na gestão deste Fundo, que deve ser acionado "todas as vezes que forem necessárias, pois é para isso que os pescadores descontam para aquele fundo". Porém, o""PS não quer esta alteração porque pretende continuar a utilizar a gestão deste Fundo para tentar controlar o setor", concluiu Luís Garcia.

quarta-feira, maio 28, 2014

Opinião: Consuma produtos dos Açores se os encontrar à venda

Nos últimos tempos, temos assistido a várias declarações por parte do Governo Regional sobre a necessidade dos Açorianos adquirirem produtos regionais como forma de incentivar a criação de emprego que tanta falta faz na região.
Não podia estar mais de acordo com esta premissa. De facto, comprar produtos açorianos promove as empresas e os produtores dos Açores, disso não tenho dúvida alguma.
Some-se a esta verdade quase de "la Palisse", uma outra que não pode deixar de ser tida em conta nesta equação: a notoriedade de um qualquer produto de uma região só pode ser adquirida fora dessa região quando consegue cativar os consumidores de onde esse produto é oriundo. É um dos casos em que os "santos da casa", de facto, fazem milagres.
Nesse sentido, se ambicionamos, num qualquer dia, ver os nossos produtos a singrar fora da nossa região é necessário, primeiro, que eles tenham sucesso e sejam consumidos a nível regional.
Nisto só espanta o facto de se ter levado tanto tempo a perceber esta lógica que é a base de qualquer promoção de produtos regionais. É impensável que se queira que os produtos dos Açores possam vir a ter mercado lá fora se não forem reconhecidos cá dentro.
Parece, portanto, que ao fim de muitos anos começamos a ter uma lógica acertada em termos de poder ambicionar algum sucesso na criação de emprego, por via da aquisição de notoriedade dos produtos dos Açores. Isto se os Açorianos quiserem, de facto, consumir os produtos regionais.
Mas como estas coisas da boa vontade só funcionam se o caminho a percorrer não estiver entupido de dificuldades, a vontade do Governo Regional em que os Açorianos consumam produtos dos Açores só pode vir a dar resultados, desde logo, se os Açorianos consumirem produtos dos Açores, mas para que isso aconteça é absolutamente imprescindível que os produtos dos Açores estejam disponíveis para serem consumidos.
E é aqui que o caminho começa a criar dificuldades e que as boas intenções do Governo não bastam para que a estratégia de apelar ao consumo de produtos regionais possa funcionar.
A realidade por vezes tem destas coisas: estraga uma boa história e, o facto é que o mercado regional de produtos Açorianos não existe. Simplesmente não é real que se possa adquirir produtos das mais variadas ilhas por esses Açores fora. O mercado interno é ainda uma miragem, e apelar a que se consumam produtos dos Açores não se pode bastar com o facto de se consumir produtos locais apenas no local, neste caso na ilha, onde são produzidos.

Seja em que caso for, a verdadeira projecção dos produtos dos Açores só se faz se os Açores puderem funcionar como um mercado por inteiro, beneficiando do seu consumo em cada ilha dos Açores. Se já somos um mercado pequeno, quando o dividimos em nove realidades não conseguiremos chegar à criação de emprego e à internacionalização que se deseja com o consumo de produtos dos Açores pelos Açorianos, ou seja, tudo isto só não serão declarações bonitas de governantes inconsequentes se os Açorianos, quando vão à compras encontrarem produtos dos Açores.

(Rádio Graciosa, Diário Insular, Açoriano Oriental)

quinta-feira, maio 22, 2014

Opinião: O poder eleitoralista

Em período de campanha eleitoral, seja ela qual for, o Governo dos Açores multiplica-se em iniciativas, desdobra-se em presenças e eventos e a agenda dos governantes açorianos não tem mãos a medir.

É um hábito que não muda e que se torna ostensivo, já característico do regime socialista açoriano.

Na actual conjuntura somam-se outros elementos bem reveladores do desnorte que comanda esta região insular, vai já para duas décadas.

Há duas motivações de campanha por parte do PS Açores: por um lado a guerrilha constante à oposição dos Açores e ao Governo da República. Não há acto público em que participe um elemento do Governo Regional que não sirva para atacar ora a oposição nos Açores, ora o Governo do continente. Por outro lado, a discussão sobre os mais de mil milhões de euros que os Açores vão receber da Europa até 2020 serve para aliciar os mais variados quadrantes da nossa sociedade. Prometem de tudo: subsídios na agricultura, rendimentos nas pescas, projectos para industriais, emprego para todos, enfim, o habitual milagre das rosas a quem se mantiver fiel à voz de comando do regime.

A abrilhantar o momento eleitoral o Governo vai ziguezagueando na busca da popularidade. Se ainda há pouco mais de um mês a oposição dos Açores era torpedeada pelo Vice-presidente do Governo, por causa de querer acabar com o desconto das horas extraordinárias na remuneração complementar, hoje os socialistas dos Açores já alinham na revogação dessa medida, apenas com o propósito de não ficar de mal com a função pública regional, pois são votos que podem fazer diferença.

A cada dia que passa voltamos a ouvir que há soluções para tudo. Falam de criação de emprego quando são campeões nacionais na sua destruição. Falam de resolução dos problemas que serão criados com o fim das quotas leiteiras, quando andaram todos estes anos a assobiar para o lado e a fazer de conta que as coisas se resolveriam por si próprias. Não têm vergonha de prometer futuro para as pescas quando andaram a última década a gerir o sector com excesso de novas embarcações culminando com a escassez de recursos haliêuticos. E prometem grande futuro para o turismo depois de ziguezaguearem em torno do modelo, do produto e da mobilidade que podia, hoje, promover a recuperação da economia regional.

Como é já hábito quando se aproximam eleições, vemos um PS cheio de iniciativa, disposto a resolver todos os problemas, imbuído na máxima de que "agora é que vai ser"!

São quase duas décadas de modelo eleitoral socialista. Alguns dos que agora se desdobram ao serviço do regime instalado em conferências e apelo ao voto ainda nem falavam quando o PS assumiu o poder nos Açores. É uma estratégia esgotada de um modelo e de um Governo esgotados.

Nesta recta final de campanha aguardam-se novos milagres do socialismo dos Açores. As promessas de salvação serão repetidas à exaustão, regadas com o habitual aliciamento dos milhões a caminho e, tudo isso, em nome de um único objectivo: O poder pelo poder!

(Rádio Graciosa, Diário Insular, Açoriano Oriental)

quarta-feira, maio 14, 2014

Opiniao: Culpa com álibi

Portugal termina o programa de assistência e ajustamento após cumpridas todas as etapas sucessivamente acordadas com os credores.
O PS queria que os números fossem os mesmos de há três anos, mas a certeza é de que -  acompanhando a evolução da economia portuguesa, da europeia e mundial - os credores do país delinearam um caminho que cumprimos e que não tivemos de prolongar. Os mercados voltam a confiar suficientemente e o caminho pode deixar de ser tortuoso.
O país deixou de ser lixo, a puxar para o estercoso, para um lixo já reciclável.
Acresce que agora, se um qualquer titular quiser reformular o seu gabinete com uns mármores ou outras mordomias como se fazia no tempo da festa socialista, já não tem de pedir a bênção da Troika, sabendo porém que o mais certo é ser demitido no dia seguinte.
Os sacrifícios dos portugueses são vistos como a preparação de um melhor futuro e melhores oportunidades daquelas que hoje teria a próxima geração se se prolongasse a agonia da ressaca socialista. Temos mais consciência de equidade intergeracional.
Durante os últimos três anos, o PS alimentou todo o frenesim sobre uma coisa que, se sabia à partida, seria de uma enorme dureza para os portugueses, em particular a classe média e baixa que mais sentem o drama do desemprego. Fizeram questão de estar sempre do lado da incerteza e do descrédito na forma como cumpriríamos o que nos era exigido pelos credores. Alimentaram a depressão colectiva, apenas com o intuito de agregar a simpatia da convulsão social, provocada pela intervenção externa. E não contentes com nada, continuam a achar que tudo vai piorar, quando tudo está a tomar um caminho de um país capaz de caminhar pelos seus meios, no seio do euro e da comunidade europeia.
Nos Açores, o governo anseia por mais uns milhões para ver se se aguentam para além dos 20 anos de poder, indiferentes a que depois de uns quadros comunitários bem recheados, estamos em contraciclo com as restantes regiões de Portugal, caminhando para deixar à próxima geração uma região entregue à irresponsabilidade de quem preferiu gastar sem investir!
Começa a ser penoso assistir às performances do Governo Regional, que olha para o desemprego e para o afundar nos índices sociais e diz que a culpa é da república. Porém, essa culpa da república leva a que sejamos piores do que os outros que, na mesma república, conseguem ser melhores que nós. No fundo, os socialistas açorianos acham que os açores são piores que todas as outras regiões, por culpa dos outros!
Temos mais desemprego que os outros, por culpa deles, temos mais RSI, insucesso e abandono escolar, violência doméstica, gravidez na adolescência, baixos rendimentos, baixas pensões, alto coeficiente de Gini (que mede a desigualdade entre os mais ricos e mais pobres), baixo poder de compra, menor índice de desenvolvimento regional, maior desemprego jovem etc. etc., e tudo por culpa dos outros!

Para procurar a lógica disto temos de apelar à imaginação em formato Excel do Vice-presidente do Governo Regional, e aí talvez se explique como gerir fundos comunitários para ter resultado zero!

segunda-feira, maio 12, 2014

SOFIA RIBEIRO EM CAMPANHA NA GRACIOSA

Opinião: Cartão vermelho e cartão de crédito

Em campanha para as eleições europeias, o líder parlamentar do PS nos Açores veio pedir o voto dos açorianos como um cartão vermelho ao governo da república!
Porquê? - Por causa da austeridade imposta nos últimos anos!
Desportivamente, Berto Messias quer distribuir um vermelho direto numas eleições em que se escolhem deputados e famílias políticas na Europa.
Qual Europa? - A mesma que após doze avaliações e concluído o programa de assistência e, sublinhe-se, de ajustamento, dá por terminada a subjugação do país ao castigo da austeridade.
O PS nos Açores quer dar vermelhos à Europa, precisamente numas eleições europeias.
De cabeça perdida no jogo, o PS quer expulsões aproveitando a impopularidade do adversário que “carregou o piano” durante toda a partida.
Ironicamente, um partido que tem um deputado elegível nas europeias, passa um atestado de desinteresse à sua lista de candidatos. Também, pudera, o cabeça de lista do PS foi o líder parlamentar que lutou pela sobrevivência política do governo que afundou Portugal, o tal que parece achar que um Clio é um “WolksWagen” (do alemão: carro do povo), indigno de um líder parlamentar do PS. O melhor, portanto, é que nem se fale na candidatura europeia do PS.
Não bastasse o PS querer ver-se livre do adversário, a sua família europeia já confunde o que querem os socialistas do sul - deste cantinho à beira-mar plantado com umas ilhas no meio do atlântico - e assistimos ao líder dos socialistas europeus a desmentir constantemente as promessas dos socialistas portugueses.
O melhor mesmo para o PS é que nem se fale de Europa, não se fale de verdade e de realismo. Melhor mesmo é falar-se mal do Governo da República na saída de um programa que, durante três anos, apenas teve oposição populista do PS e do Governo dos Açores.
Que nem se fale de Europa e de como estamos a afastar-nos do “el dourado” comunitário. Estamos mais pobres e menos capazes de enfrentar o futuro, por isso o melhor é falar-se de outras coisas. Nada melhor que não se falar no caos que está o PS e o Governo dos Açores. Fale-se então do rio de euros que está para chegar. Milhões até 2020, um verdadeiro cartão de crédito eleitoral. Falemos nisso e contra o Governo da República.
Assim, talvez as pessoas se esqueçam de que greves estão é a acontecer aqui, desemprego está a piorar é por cá, demitem-se gestores de topo é nos Açores!
Se o cartão vermelho pedido pelo PS de Berto Messias, Vasco Cordeiro e Sérgio Ávila tivesse uma analogia desportiva recente era mais ou menos como a tentativa de expulsar um jogador do Benfica na véspera do jogo, movendo-lhe um processo disciplinar.
São práticas que já habituaram os açorianos.
A conversa do PS para a campanha das europeias não abona em nada com a importância dos assuntos que estão em cima da mesa. Mas, também, verdade seja dita que o atual PS dos Açores é uma hipérbole do “princípio de Peter”, todos são promovidos ao grau da sua incompetência!
Por isso querem que se fale de cartões, sejam vermelhos ou de crédito.
(Rádio Graciosa, Diário Insular, Açoriano Oriental)

sexta-feira, maio 02, 2014

Opinião - POA: Pib Ou Açores

No dia 27 de Novembro de 2007 afirmava Carlos César, então Presidente do Governo, aquando da discussão do Plano e Orçamento dos Açores para 2008: "Nós sabemos que se concentrarmos, até que fosse só o investimento público, ou o apoio ao investimento privado, exclusivamente em áreas com maior ou menor capacidade, de economia de escala, de economia de aglomeração, ou em determinados tipos de investimentos em São Miguel, em Ponta Delgada, na Ilha Terceira e deixássemos o resto por sua conta, nós tínhamos melhores resultados no PIB, mas tínhamos piores resultados no bem-estar e na qualidade de vida dos açorianos. E essa é uma opção consciente da política do Governo. Repito: enquanto for preciso lutar para criar condições de vida, condições de actividade económica regular, condições de bem-estar nas nossas ilhas dos Açores, enquanto for preciso ter um sobre esforço em ilhas como no Corvo, Flores, Graciosa, São Jorge e Santa Maria, pois devemo-nos concentrar aí e o PIB que espere. O PIB que espere! Eu não quero é que os açorianos esperem muito em alcançar o bem-estar e a qualidade de vida que eu ambiciono para a minha terra."
Ao seu lado, Vasco Cordeiro, então Secretário Regional da Presidência, retorquia: "Muito Bem"!
Pois bem, o PIB continua à espera e, contraditoriamente ao que afirmava César, as ilhas que mais necessitavam de um esforço do Governo continuam sem ver resultados desse suposto esforço. Ou melhor, estão piores, mais desertificadas, com um tecido económico mais frágil e com mais problemas sociais e económicos.
O PIB esperou e as ilhas desesperaram!
Agora, em 2014, a discutir o que queremos com os milhões disponíveis da Europa até 2020, vem o Vice de Vasco Cordeiro dizer que quer atingir um PIB de 80% a 84% da média europeia.
Certamente que Vasco Cordeiro volta a dizer: "muito bem"!
A pergunta que se impõe é se o actual Governo Regional desistiu de desenvolver todas as ilhas para se concentrar em fazer crescer o PIB dando corpo à tese de César, ou se, por outro lado, estamos apenas perante mais uma declaração vaga e sem sustentação por parte do Vice de Vasco Cordeiro?
A verdade é que quer seja pela tese de César, quer seja pela vacuidade da afirmação de Sérgio Ávila, os Açores vão continuar na presente legislatura a assistir a um Governo cada vez mais incapaz de encontrar o rumo do desenvolvimento e do crescimento económico.
Se a afirmação de Sérgio Ávila já só merece o crédito do Vice-Presidente e que é nenhum, já o possível alinhamento com a tese de Carlos César - de que se pode fazer subir o PIB investindo apenas em S. Miguel e na Terceira encerra o perigo de as restantes ilhas continuarem a definhar e a arrastar consigo todos os Açores.
O que este PS e o seu Governo Regional, com vícios e teses erradas já com 18 anos de poder, ainda não perceberam é que o seu modelo de desenvolvimento baseado no estrangulamento e controlo da sociedade, das instituições e da economia levará a mais um quadro comunitário de muito desperdício e poucos resultados.

(Rádio Graciosa; Diário Insular; Açoriano Oriental)

terça-feira, abril 29, 2014

quinta-feira, abril 24, 2014

quarta-feira, abril 23, 2014

Opinião: Não há desculpa que lhes valha

O Governo Regional escolheu a Ilha Graciosa para a sua primeira visita estatutária de 2014.

Por sinal, a viagem decorreu no início da Semana Santa, o que, convenhamos, é um sinal de verdadeira penitência perante a ilha e os seus habitantes.

Mas o Governo não é de arrependimentos e o longo jejum dos Graciosenses já não se compadece com visitas em que, no final, tudo é mais uma vez adiado para oportunidade futura.

Se a visita seria de penitência, o que não se confirmou, já os pecados governamentais deste Governo do PS são mais do que muitos em relação aos Graciosenses e, o pecado original, é já uma novela de mau gosto, com um actor principal de nome Vasco Cordeiro.

Na Graciosa falar da Marina da Barra é já assunto com muitos fascículos que animam o imaginário colectivo.

O nome do Presidente do Governo está associado a uma grande parte da história e, para aguçar o apetite para os próximos capítulos, veio agora com a tese de que aquela obra só estava atrasada por culpa, imagine-se, de "instituições da República!".

Com desmesurada desfaçatez o Presidente do Governo provocou a gargalhada geral que ecoou pelas 4 freguesias da ilha, ou não fosse a Marina da Barra o pecado original deste Presidente e deste Governo de 18 anos PS.

E logo Vasco Cordeiro a dizer que a Marina só não estava a andar por culpa de outros. Logo ele que enquanto Secretário da Economia mandou colocar um cartaz de 8 por 3 metros na Baía da Barra, onde se lia: "Construção da Marina da Barra e requalificação da envolvente"!

Claro que se estava nas vésperas das eleições de 2012, mas já antes disso o pecado do PS sobre este assunto estava bem presente pois estava no fim uma legislatura (2008/2012) em que aquela obra era promessa eleitoral e Vasco Cordeiro já havia garantido que era uma obra para acabar naquela legislatura.

Afinal, Vasco Cordeiro não é mais um inocente que acreditou nas conversas do PS, não, ele foi neste processo o verdadeiro obreiro de uma mentira de anos que andou a ser atirada, de responsabilidade da Câmara eleita em 2009 com novo projecto de marina, avalizado por quem... Por Vasco Cordeiro.

Depois, já nem Vasco Cordeiro nem o PS Graciosa sabiam quem fazia a obra. Uns faziam projectos, outros pagavam projectos, uns colocavam cartazes outros faziam estudos. Já ninguém sabia ao certo quem afinal era "o pai da criança"!

Já com uma novela de muitos momentos de infelicidade para a ilha Graciosa, que já sente desdém pelo que lhe andam a fazer, ficaram todos a saber que Passos Coelho, afinal, também andou a atrasar a obra que os Graciosenses ouvem os socialistas falar, há já quase seis anos.

Vasco Cordeiro já fez várias marinas na ilha Graciosa, umas ficaram pelo papel outras pelo cartaz. Em plena Semana Santa, Vasco Cordeiro fez mais uma marina na ilha, a marina de Passos Coelho.

Muitos mais pecados tem este Governo na falta de rumo que leva a Graciosa, muitos mais com maior importância como o matadouro ou a mobilidade e transportes. Mas o da Marina da Barra não há desculpa que lhes valha!


(Rádio Graciosa, Diário Insular, Açoriano Oriental)

sexta-feira, abril 18, 2014

OPINIÃO: Emergência Social - das palavras aos atos

Numa situação de emergência social a resolução de problemas não pode ficar dependente da discussão de teorias, de conceitos ou de estratégias a médio e longo prazo.

Essa discussão, que tem sido ignorada nos últimos anos pelo poder regional, levou a que hoje seja necessário acudir a casos que necessitam de urgente resolução e que são, também, consequência de uma longa agonia que a região tem teimado em não ultrapassar.

O PSD/Açores, consciente desta realidade, convocou o parlamento para um debate de urgência sobre a grave crise que se vive nos Açores apesar do governo regional - sob a batuta de Sérgio Ávila e a aprovação de Vasco Cordeiro - continuar a querer passar uma imagem de grande competência na condução dos negócios da governação.

Mas a urgência do debate não se limitou, para o PSD/Açores, a um diagnóstico da situação. Mais do que isso, apresentaram-se algumas áreas onde, desde já, o governo regional pode atuar de forma a minimizar alguns dos efeitos da crise social.

Desde logo, porque é notório que as IPSS dos Açores estão a ser levadas a um esforço extremo no auxílio às famílias em dificuldades, é necessário que a aplicação do novo modelo de financiamento não coloque essas instituições também em dificuldades. Defendemos, por isso, uma majoração transparente dos acordos de cooperação, quer em função da massa salarial que é suportada pelas IPSS e que, lembremos, são dos maiores empregadores da Região, tendo contratado sempre com o aval governamental, quer ainda em função do património das instituições que está ao serviço da região.

O cumprimento, pelas IPSS, de uma função do Estado, não pode ser tratado como este governo tem vindo a fazer, e por isso é necessária uma abordagem mais coerente e séria com o que efetivamente está em causa e que é o apoio aos mais carenciados.

Por outro lado, na área educativa, defendemos que o Governo cumpra com o apoio e acompanhamento das crianças e jovens com necessidades educativas especiais, cujas equipas multidisciplinares ora não existem ou estão incompletas. Há jovens nos Açores prontos a ajudar neste trabalho e que são técnicos formados com qualidade que estão desempregados, porque o Governo não cumpre com esta obrigação de combate à exclusão e apoio a famílias que necessitam efetivamente deste apoio.

Para além disso, defendemos igualmente, no campo económico e empresarial, que o Governo não deixe de ter em atenção que a adjudicação de obras públicas por preços irrealistas apenas leva a dificuldades futuras e ao recurso de trabalho precário e mal remunerado, deixando as empresas açorianas, muitas vezes, impedidas de concorrer levando ao seu encerramento e a mais despedimentos.

Acresce ainda que, como urgente, fizemos igualmente notar que a falta de pagamento, por parte do governo, das dívidas para com as empresas dos Açores está a gerar mais desemprego e falências, num verdadeiro efeito de bola de neve.

Há muito a fazer, mas se pagassem o que devem, já era uma grande ajuda!

(Rádio Graciosa, Diário Insular, Açoriano Oriental)

quinta-feira, abril 10, 2014

Opinião

Do PECA ao PIT... planos eleitorais

 

Já perdi a conta à quantidade de "Planos" que o Governo dos Açores tem apresentado como solução para os problemas dos açorianos.

Há planos para tudo e quem vai estando atento quase sempre acaba por ver que não se conhecem consequências da sua eventual aplicação.

Depois, há os planos que nunca chegam a ser aplicados e nestes, geralmente, destacam-se planos que incidem sobre aspectos importantes da vida dos Açores e dos açorianos.

Lembro, por exemplo, o famoso PECA - Plano Estratégico para a Coesão dos Açores - que a única luz do dia que viu apagou-se com a sua apresentação.

Era um plano muito bonitinho, recheado de grandes preocupações com as assimetrias regionais e que iria dar um grande contributo para a coesão dos Açores.

Mas os anos foram passando e nem sequer se sabe o que fez desse plano o seu autor Sérgio Ávila, à data Vice-Presidente do Governo e hoje Presidente-vice do mesmo Governo.

Entretanto, as ilhas estão, cada vez mais, de costas voltadas. E pior do que isso, estão cada vez mais desiguais, com as mais pequenas cada vez mais desertas e envelhecidas e outras, que apesar de algum rejuvenescimento da população, estão com um crescendo de problemas sociais e económicos.

Se havia um "Plano Estratégico para a Coesão dos Açores" das duas uma: ou nunca foi aplicado ou, simplesmente, falhou em todos os seus objectivos.

O PECA era um dos mais importantes planos de estratégia de desenvolvimento dos Açores, das suas nove ilhas e das suas diferentes realidades. Com o seu fracasso não fracassou apenas Sérgio Ávila e o PS Açores, mas sim toda a política do Governo com o objectivo que se tinha proposto.

Mas tal como desapareceu o PECA - e com ele a estratégia política de coesão dos Açores - aparece agora o PIT (Plano Integrado dos Transportes) que só perdeu a palavra "Açores" por uma questão de marketing político pois PITA seria um acrónimo muito susceptível a piadas de gosto duvidoso, tal como tinha sido o PECA que se associado a PITA podia trazer amargos de boca ou podia acabar em Plano Estratégico dos Transportes dos Açores - PETA!

O PIT nada tem de planeamento e o périplo do Secretário dos Transportes, pelas ilhas onde o tem apresentado, tem revelado a sua total desorientação em lidar com um dos assuntos que mais "mexe" com os açorianos - os transportes! Depois do PECA, o PIT seria a nova menina (salvo seja) dos olhos do PS Açores, mas tal como o PECA, o PIT não é mais do que uma estratégia de marketing eleitoral, para ir rendendo até 2016, acalentando sonhos de, um dia, os Açores terem entre as suas ilhas mobilidade de carga, passageiros e viaturas, funcionando como um verdadeiro mercado interno.

O PIT não tem prazos, não tem custos, logo não tem estratégia. E um "plano" sem estratégia é apenas um desorganizado de ideias.

Na Graciosa, segundo notícias, o PIT foi simplesmente ignorado e adaptado aos interesses políticos do momento de acordo com aestratégia eleitoral do PS. Prometeu-se um melhor futuro nos transportes, lá para 2016 claro!

(Rádio Graciosa, Diário Insular, Açoriano Oriental)

sábado, março 29, 2014

Exportação de uma geração - uma via açoriana!


Os Açores continuam a ser notícia pelo aumento dos desempregados inscritos, em contraciclo com o resto do país.

O desemprego jovem atinge metade dos jovens em idade ativa. É um flagelo social com todas as funestas consequências que se vão alastrando e que não auguram nada de bom para o futuro da região. As novas gerações são as mais bem preparadas de sempre, todos o afirmam. Mas são cada vez mais os jovens que embarcam na necessidade da emigração, por terem perdido a esperança de encontrar soluções de futuro na sua terra.

Recentemente, fomos brindados com mais um anúncio do Governo que promete assegurar, para os jovens, uma colocação num prazo de 4 meses.

É mais um programa ocupacional, entre tantos outros que, vá-se lá perceber, o PS Nacional e o seu líder criticam abundantemente lá fora, mas que cá proliferam recheados de orgulho socialista!

Já se perdeu a conta ao número de anúncios que o governo e o PS, em particular a JS, têm feito de soluções, mais ou menos, milagrosas para os jovens dos Açores. Uma qualquer pesquisa na Internet pelos termos "Açores emprego jovem JS" revela a quantidade de marketing político que o atual poder regional tem vindo a fazer com este problema. São programas, manifestos, declarações e propostas legislativas para todos os gostos e ocasiões.

Os jovens açorianos têm sido sucessivamente enganados, sendo levados a acreditar em mais uma manobra de propaganda destinada a criar expectativas que, invariavelmente, não se concretizam.

Como se não bastasse, a falta de equidade intergeracional do atual poder regional - que deixará para as gerações futuras uma enorme fatura para pagar em PPPs e quejandos - os jovens que hoje são empurrados para fora da região ainda têm de levar com o recorrente conjunto de promessas e programas, verdadeiras falácias em torno da sua vontade em encontrar na região uma oportunidade de retribuírem com os seus conhecimentos o investimento, feito pelos seus pais, na sua formação.

A transportar as bandeiras da publicidade enganosa que, ciclicamente, é dirigida aos jovens açorianos, vão aparecendo aqueles a quem não toca a dificuldade de procurar realização profissional. Geralmente são os que menos formação e competências demonstram mas que, submissamente, juram a pés juntos que mais um programa e mais uma iniciativa irá responder aos anseios dos seus pares. Por vezes, até oferecem umas inscrições na juventude do regime instalado, há 17 anos, como uma espécie de carta de referência para o sucesso profissional.

A cada dia que passa cresce o número de jovens que emigram para não engrossar, ainda mais, as filas do desemprego regional. Muitos outros acrescentam, sem culpa formada, mais dificuldades a agregados familiares já, excessivamente, afetados pela maior crise social da democracia autonómica.

Há um programa não anunciado e em execução nos Açores: a exportação de uma geração!





segunda-feira, março 24, 2014

Horários da SATA sempre contra a Graciosa

Já em janeiro avisámos e denunciámos que os horários de verão prejudicavam a Graciosa.
O Governo tinha tempo para corrigir mas nem responde nem quer saber desta ilha!!!





quinta-feira, março 13, 2014

Opinião

A mentira tem perna curta

O Plano Integrado dos Transportes veio provar que o Governo pretendia suprimir um dos voos das quartas para a Graciosa tal como tínhamos denunciado aqui: Texto Requerimento - 0,157 MB
Se não era assim por que razão a descrição dos actuais transportes aéreos refere que existe apenas um voo diário de Abril a Outubro (excepto julho e agosto)?