
No próximo dia 17 de Outubro farão dois anos sobre as últimas eleições regionais em que se elegeu o Governo Regional dos Açores. Escusado será dizer que estaremos a meio do mandato conferido pelo povo dos açores ao Partido Socialista e pelo povo da Graciosa aos deputados eleitos pelo respectivo círculo eleitoral.
Dois anos volvidos o que mudou na Graciosa? O que tem realmente sido feito por um desenvolvimento efectivo? Por uma melhoria palpável do nosso nível de vida? Pelo combate à continua saída dos Graciosenses da sua terra à procura de melhor sorte noutras paragens?
Infelizmente nada.
Infelizmente o nosso Governo tem esquecido a Graciosa. E aqueles que mais deviam fazer para que o Governo tivesse alerta para os nossos problemas, os deputados do PS, limitam-se a servir de defensores do alheamento sobre as nossas dificuldades, gastando as suas energias a justificar o injustificável, a desculpar o indesculpável, a perdoar o imperdoável.
Tenho procurado alertar, sempre que posso, para a realidade, para a dura verdade dos números, para a necessidade de se actuar depressa. Mas vejo que continuam mais preocupados ser procuradores do “seu” governo tentando programar o betão para os dois anos que faltam de mandato, voltando a inundar as nossas caixas de correio com promessas de obras de volumetria questionável, se pensarmos em termos dos benefícios que isso nos trará no futuro.
Repito agora o que já disse noutras alturas: a Graciosa precisa de saber qual a estratégia de desenvolvimento que deve seguir, a Graciosa precisa de saber qual o seu papel no todo regional, precisamos de saber qual o caminho a seguir. E esse caminho não se deve confundir com o calendário eleitoral do governo e do PS Graciosa.
Ao atingirmos metade do mandato do actual Governo, e depois de 10 anos de governação socialista, já chega de cobrarem ao PSD aquando foi Governo. Esse argumento convenceu muitos Graciosenses no passado, mas os resultados da demagogia a ele inerente serviram apenas para manter um Governo que não serve a Graciosa, que esqueceu os Graciosenses e que nada faz por inverter o actual estado de coisas (o betão não é suficiente).
Ao intervalo do tempo dado a este Governo, a Graciosa está a perder, e a agonia desta derrota é a ânsia de um povo que merece triunfar.
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