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Santa Cruz da Graciosa

sexta-feira, fevereiro 23, 2007

Público-alvo (publicado no Diário da Graciosa)

Quando a graciosa mais necessita de levantar a sua voz e tornar conhecida a sua situação de grave estagnação, é necessário que todos aqueles que têm um palco, possam falar da nossa ilha e do que nos impede de termos mais qualidade de vida e maior crescimento económico.
Dito isto, importa sublinhar que a forma de cultivar a imagem da Graciosa, ora acusando as nossas potencialidades, ora dando voz às nossas dificuldades, depende de associar o conteúdo ao fim, ao objectivo, e ao alvo.
Assim, para diversos públicos, diferentes palavras.
Li, recentemente, um discurso na Assembleia Regional que, devo confessar, achei cativante, para além de ter observado alguma promoção da Graciosa e das suas gentes.
E foi cativante pois tive o tempo todo a observar as letras a passar e o conteúdo a dispersar, como que envergonhado com o que se deve dizer quando o palco é a Assembleia Legislativa Regional dos Açores e o público o Governo Regional.
O orador em questão falou com elevação e disse coisas interessantes, mas não o fez para o público certo, trocou os papéis ou então tem andado desatento sobre o que se vai passando na Graciosa.
Entre muitas outras coisas, o que não li e esperava ler era que a Graciosa tem cada vez menos gente e as soluções tardam em aparecer, o que não li e queria ter lido é que os agricultores graciosenses querem produzir mas não conseguem exportar, o que não li e gostava de ter lido é que é tudo mais caro na Graciosa e isso impede a nossa competitividade, é que não temos transportes marítimos suficientes e carga aérea é como se não existisse, o que gostava de ter lido é que existem projectos para aprovar e prazos a terminar, é que haverá cruzeiros nos Açores mas nós estamos ao largo, é que a saúde vai piorando e nós vamos adoecendo, o que não li e gostava de ter lido é que temos quem queira investir e não sabe como nem onde, o que não li e gostava imenso de ter lido é que a Graciosa tem quem a defenda, com determinação e baseado na razão e no conhecimento, alheado de lirismos e do passado e concentrado no presente e no futuro, procurando soluções e conhecendo os problemas.
Tudo isto é básico e fundamental, salta à vista de qualquer um que olhe para a Graciosa e pense no que deve ser feito e saiba onde e quando o exigir.
De nada serve o monólogo onde urge o diálogo, de nada serve … falar para o boneco!

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