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Santa Cruz da Graciosa

quinta-feira, março 01, 2007

São exigências (Publicado no Diário da Graciosa)

Estamos já a caminhar a passos largos para o fim de mais um mandato governativo (o terceiro) concedido pelos Açoreanos ao Governo Regional do Partido Socialista.


Como Graciosense analiso este período de Governação olhando sobretudo para o aspecto da influência que a governação dos Açores teve na transformação da Graciosa e naquilo que é hoje a nossa ilha.


Pouco me importa saber se daqui para a frente este Governo nos vai dar mais do mesmo ou novas abordagens sobre a solução para o estado de estagnação a que chegámos. E, pouco me importa essa vertente da vida política porque os ciclos de governação pautados por estádios de puro eleitoralismo nunca resolveram o problema das populações e servem apenas para maquilhar as insuficiências de que padecemos e que não nos souberam ajudar a ultrapassar.


Coloco-me, então, como cidadão e contribuinte, numa posição em que me interessa saber quanto podia ter sido feito para inverter um ciclo negativo no nosso progresso social, compulsando as medidas de política de médio e longo prazo no âmbito dos resultados obtidos.


E, estando nós já há mais de 10 anos a ser governados pelo mesmo partido político, com o mesmo presidente de governo, repetindo nos elencos governativos os membros mais influentes para o desenvolvimento da nossa região, não posso estar hoje com o mesmo espírito crítico que estaria em 1996, em 2000 ou mesmo em 2004.


Hoje esperava ver, sobretudo, o quanto nós evoluímos, o quanto nós melhorámos o nosso nível de vida e o quanto o nosso governo contribuiu para essa transformação.
Contudo, honestamente, não posso deixar de pensar, sustentado no conhecimento e na vivência da nossa realidade, que atravessámos um período de verdadeira estagnação. Bem sei que foi gasto dinheiro, muito dinheiro, mas, como todos podem constatar, não se obteve resultados.


Tenho tentado alertar as consciências desta terra, incluindo os do partido do governo, para a ausência de políticas consistentes que no médio e longo prazo, criassem mecanismos de crescimento económico, que potenciassem a evolução social, aliados a uma cultura rica como é a nossa. Muitos assumem esta minha atitude como uma crítica descabida e de intenções pouco nobres. A esses eu respondo sempre com a honestidade do meu pensamento, mudando de opinião se constato erros do meu raciocínio mas não me intimidando com ofensas veladas e ataques descabidos e descontextualizados.


Infelizmente o tempo tem-me dado razão e não haverá, hoje na Graciosa, quem não sinta um profundo desânimo com a nossa realidade e o esquecimento a que estamos votados.
No entanto, permito-me não desistir de acreditar na ilha Graciosa, e acredito igualmente que, no dia em que os Graciosenses quiserem libertar os seus sentimentos e a sua revolta perante a falta de consequências da política dos últimos anos, então seremos capazes de construir um futuro de progresso, sem receitas mágicas e sem truques.


É pensando a nossa ilha, as nossas gentes, a nossa realidade e a nossa capacidade, que encontramos soluções para a mudança de rumo.


Não são lamentos, são exigências.

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