A certa altura da sua entrevista à RTP, Carlos César, falando a respeito da sua vontade quase doentia de estender os tentáculos do PS aos cidadãos ditos independentes, contou uma pequena estoria que, sem se aperceber, revela bem o modo de domínio da sociedade e do Estado a que se chegou nos Açores.
A graçola, contada por César, dizia respeito a um seu amigo que, incomodado com a busca pelos ditos independentes terá dito que teria vontade de deixar o PS e depois apresentar-se junto de César para assim, como independente, conseguir um cargo.
Ora esta parte do ir para junto do PS para ter um qualquer cargo, uma qualquer mordomia, um qualquer beneficio, mostra bem aquilo que César tentou negar, a forma tentacular como o PS se impõe na sociedade Açoriana, usando das suas prerrogativas enquanto governo para partidarizar a vida dos Açores colocando comissários políticos em todo o lado.
Aos jornalistas passou, aparentemente, despercebida esta evidência.
Mas ela é hoje, no inconsciente de César e dos seus seguidores, um verdadeiro dogma.
Dominar tudo e todos, a começar pelos que ainda vão tendo um estatuto independente do poder.
Trata-se, de facto, da cubanização da sociedade, numa visão partidária do Estado e do exercício do poder.
Negando, César acabou mostrando a natureza deste PS regional; tentacular e ambicioso.
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