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Santa Cruz da Graciosa

quarta-feira, novembro 11, 2009

AGONIA

Ouvindo as notícias de mais uns “truques” praticados pelo Presidente do Governo, em coligação com o Presidente do PS Açores, surge uma imagem de agonia.
Carlos César agoniza perante a orfandade que se seguirá à sua saída.
É um Presidente sem esperança e sem fé na sua família política.
Na família socialista encontra-se o desespero presidencial. É um líder sem generais!
Por isso dedica-se ao tacticismo, algo medíocre, diga-se, quase primário.
Todos sabem o que quer e onde quer chegar.
César sabe que sem a sua autoridade o PS entra em colapso com o Governo. O PS sucessor de César não é capaz de coexistir com o Governo deste.
César não confia em ninguém, nem nos seus próprios mancebos, sempre candidatos a uma recruta, preparados mas não “prontos”.
Em contrapartida, ninguém confia em César!
Vive-se no PS Açores uma época conturbada!
Agonizante perante a desconfiança que tem de todos, César quer ser omnipresente, quer centralizar e controlar a sociedade civil. Só assim sente que poderá entregar o poder ao PS.
César demite quem o incomoda. César sectariza, manipula, divide... mas não pode Reinar. Pelo meio, ninguém é suficiente no PS para assumir o inevitável, ninguém se chega à frente.
César já sabe que não será recandidato, já o sabia quando tentou que o PS tivesse outro líder. Só que ninguém apareceu.
A solução que encontrou foi criar a fusão entre o Estado e o Partido.
As atitudes do Presidente do PS sobrepõem-se ao Presidente do Governo, e o Presidente do PS só pensa na sucessão do Presidente do Governo que não encontra dentro da casa socialista.
Nesta estratégia de perseguição à oposição (seja dos partidos ou da sociedade civil), sem ter ninguém à sua volta que se habilite (ou que por isso o mereça), há sempre um senão: O cansaço que os Açores têm do cerco de dependência social(ista), económica e política que hoje se vive nas ilhas.
Dependência de um favor do Governo, de uma palavra amiga, dependência de uma decisão, de um despacho, ou de uma qualquer benesse, como se isso fosse imutável, intemporal ou inevitável.
Esse cansaço tem tirado a paciência ao Presidente do Governo. Já só lhe importa o seu partido e a ausência de uma solução.
Já nem há coragem dentro do PS de querer suceder a César.
Depois de mais de década e meia no poder, César secou o PS. Não tem sucessor!
São todos, são três ou quatro, são alguns, não! Não é nenhum. Nenhum é capaz de o ser.
Na sociedade e mesmo dentro do PS ninguém identifica um sucessor.
César muito menos.
É uma agonia!

(publicado no Diário Insular de Terça-feira, 10/11/2009)

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