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Santa Cruz da Graciosa

quarta-feira, janeiro 27, 2010

A verdadeira traição

O Presidente do Governo Regional prefere o folclore do que dedicar a sua atenção aos problemas dos Açores.
Mas qual será a verdadeira música que soa aos ouvidos de César que o levam a dedicar-se em exclusivo à luta político-partidária, quando se vive uma crise económico-social nos Açores?
O que levará o Presidente do Governo a bater-se por um voto contra a proposta de alteração da lei de finanças regionais, quando essa alteração leva a que os Açores possam vir a receber mais 7,4 milhões de euros do que recebem actualmente?
Em período de decadência e sem respostas para os problemas, César abdica de concentrar forças no combate aos flagelos do desemprego e da pobreza, permanecendo imóvel perante o aumento dos beneficiários do RSI, apenas e só porque o seu passado político tolda o seu futuro em permanentes fretes a Sócrates.
A alteração da lei de finanças regionais proposta pela Assembleia Regional da Madeira (com os votos dos socialistas madeirenses), resulta num aumento de transferências de verbas para a Madeira e, pasme-se, leva a que os Açores possam receber mais 7,4 milhões de euros.
Não fará sentido ao mais distraído defensor da autonomia que, perante uma crise que teima em atirar as empresas para a falência e os Açorianos para o desemprego, o Presidente do Governo Regional despreze mais este aumento de transferências de verbas de Lisboa e que o faça para agradar a um primeiro ministro que entende a política regional como uma luta partidária de perseguição aos seus adversários, em especial o PSD.
Não faz sentido que se prefira enjeitar mais um benefício para os Açores, com justificações teóricas sobre a injustiça de dar mais dinheiro também ao povo da Madeira.
É um comportamento mesquinho que, não sendo inteligente do ponto de vista da defesa dos interesses dos Açores, leva à desejada distracção geral para que não se fale dos verdadeiros problemas.
O Presidente do Governo quis decretar o fim da crise recusando aprovar medidas propostas pelo PSD. O resultado foi uma subida vertiginosa do desemprego, das falências, da pobreza e dos beneficiários do RSI.
A impotência do PS para dar a volta aos problemas vira César para os sucessivos comícios e para a demagogia. Com a agravante dessa luta dizer mais respeito a Sócrates e a Lisboa do que aos Açores.
É essa a verdadeira traição. Uma traição que, mais do que em pensamento, se alimenta de actos contrários ao superior interesse dos Açores.
E é esse o verdadeiro "roubo" que alguns discípulos da ilusão rosa assumem em nome de mais um "sound bite" folclórico.


Publicado no Diário Insular de Terça-feira, 26/01/2010

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