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Santa Cruz da Graciosa

quarta-feira, abril 28, 2010

Não estraguem o Carapacho!

Quem já visitou a Graciosa ou conhece a sua vivência sabe que o lugar do Carapacho é daqueles sítios que não se esquecem.
Seja pelas águas medicinais das suas Termas, seja pela sua zona balnear e Portinho, seja porque ao longe se avistam Terceira, S. Jorge, Pico e Faial, seja como for, a magia está lá.
Com o anúncio e decorrer de obras nas Termas, todos se alegraram com a valorização de um inegável bem público, de enorme potencial turístico e económico.
Nunca percebi muito bem o porquê de não haver uma maior aposta nesta vertente turística: a melhor que a Graciosa pode desejar.
Mas se assim é, muito aquém ficamos nessa aposta ambiciosa que alguns mais próximos do discurso oficial gostam de citar.
Esperemos que a utilização desta valia possa realmente trazer mais riqueza à Graciosa.
Nesta obra de ampliação das termas do Carapacho, o Governo decidiu, e bem, avançar com a protecção costeira e arranjos na Zona Balnear.
Mas se decidiu bem, pior o executou!
A obra que está a ser executada nas piscinas do Carapacho, a ficar como está, é lastimável, é uma asneira, para dizer o mínimo.
É a completa descaracterização daquele local, sem ganhos que o justifiquem!
É mais um caso em que a teimosia governamental levará a danos irreparáveis em símbolos da Graciosa, como o eram a praia ou o centro da Vila.
Na Praia, já tarda a verdadeira requalificação costeira e do areal para devolver àquele lugar a harmonia quebrada com obras atabalhoadas como o caso do Porto de Pescas.
Disto não resulta, obviamente, que não entendo como boas as decisões e os investimentos. Mas se esse, que é o passo mais difícil de dar no processo para executar uma obra, já está dado, para quê fazer obras impensáveis e que em vez de trazer mais valias, trazem desilusão e revolta.
Tem havido quem, na Graciosa, goste de ver em determinados alertas e apelos apenas maledicência e espírito de contradição.
Se assim fosse talvez tivessem razões para aplaudir o actual estado da baía da Praia, o desgaste da muralha e a redução da qualidade e extensão da zona balnear.
Não são casos perdidos. Avançar com o projecto de construção de um molhe de protecção da praia, que é a solução prevista e a que urge dar execução, antes que ninguém tenha razões para voltar a querer ter um bom areal na Praia da Graciosa.
A terminar deixo um apelo que me têm feito com insistência: "Não deixe que estraguem também o Carapacho!"

Publicado no Diário Insular de 27/04/2010

8 comentários:

JNAS disse...

Uma lástima a política de "descaracterização" deste governo. Exemplos desses não faltam e as Termas da Ferraria foram um triste caso denunciado publicamente por Associações Ecologistas sem que o Governo tenha mudado de rumo !
JNAS

Filipe Carvalho disse...

Concordo contigo, pois para mim é das zonas mais bonitas que a Graciosa têm, não estraguem essa beleza pff!!!

acsilva disse...

Infelizmente, já está estragado aquilo que ainda trazia muita gente à Graciosa... A Praia já foi e o Carapacho tá a caminho!

Anónimo disse...

Pois!! haja alguem com bom censo...

Anónimo disse...

por favor verefiquem em que falao ao meu ver o carapacho precisava de conserto e sou testemunha que esta a ficar muito melhor doque era temos de dar as maos para a graciosa ser uma ilha respeitada come as outras ilhas e se os seus propios abitantes nao o fezerem nao esperao que os outres o facao penco que com estas estorias a graciosa nao vai a frente so um pouco pequena mas para mim a pulitica nao tem valor tem e que arregassar as mangas e trabalhar para construir e o e preciso as outras ilhas sao testemunho disso

Anónimo disse...

concordo que obras eram necessárias, mas obras não é despejar uns metros cúbicos de betão aleatoriamente, mais alguns Burgalhaus, e construir uma rampa de acesso para pessoas com dificuldades de mobilidade, rampa esta que termina no solário o que quer dizer que quem tem dificuldades em se movimentar continua na mesma, agua só ao longe, porque um projectista qualquer e o dono da obra se esqueceu que a partir do solário também era necessário a acessibilidade ao mar

Anónimo disse...

Grande Ilha...
Lavaram a cara ao carapacho mas ... a RANHETA FICOU NO CANTO DO NARIZ.

O Rústico que deveria ser o destaque da ilha cada vez se perde mais. Viva ao betão.

acsilva disse...

O melhor desta obra do Carapacho deve ser apreciado in loco...
Aquela bela água quente vinda de uns canos del monte, tem uma temperatura óptima para um belo duche...
E quando lá estava, alguém dizia... "Na Alemanha esta água custa muito dinheiro! Aqui é desperdiçada!"
Viva à abundância e aos gastos sem medida!
Será que o Sr. do Ambiente, dono da obra, que implica com meio mundo, não vê aquela aberração?!?! DESPERDIÇAR ÁGUA, se não é, DEVIA SER CRIME!