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Santa Cruz da Graciosa

quinta-feira, março 17, 2011

Partida de um amigo

No passado Domingo, 13 de Março de 2011, os Graciosenses perderam um amigo.
Um verdadeiro amigo da Graciosa, das suas gentes, da sua cultura e da sua história.
O senhor Tomás Picanço partiu levado pela doença, todavia não nos deixou.
O senhor Presidente da Junta de Freguesia de Guadalupe nos últimos trinta anos deixou muita obra, muita dedicação ao povo que serviu e deixa, sobretudo, muita saudade a todos os que tiveram o privilégio de o conhecer.
Adversários e amigos, admiradores e companheiros, todos guardam dele a imagem de um homem sério, de alguém que deu a vida em prol da sua terra, à qual dedicou a maior parte do seu tempo e toda a sua disponibilidade.
Recordo de como há não muitos anos um estudo de opinião feito na Graciosa desvendava o apreço de toda uma ilha pelo Presidente da Junta de Guadalupe. Em todas as freguesias era reconhecido como o melhor, e não há na Graciosa quem negue que assim foi.
O senhor Tomás, o amigo Tomás, dedicou-se de corpo inteiro a servir os seus concidadãos. Era o conselheiro que muitos procuravam, o amigo sempre pronto a dizer a verdade, ainda que esta nem sempre fosse a mais agradável.
Foi um homem são! Alguém que nunca deixava de procurar a solução para os problemas dos outros, mesmo deixando para trás uma maior atenção para consigo mesmo.
Em toda a ilha Graciosa, quando alguma coisa não tinha solução à vista, logo se lembravam de pedir ao senhor Tomás uma ajuda, uma ideia, uma opinião.
No campo da cultura também se destacou no apoio e participação em projectos que incentivou e iniciou. Do folclore à viola da terra, o senhor Tomás tinha sempre tempo para colaborar.
Foi alguém que pessoalmente me marcou desde que comecei a desempenhar funções públicas na Graciosa.
Não esquecerei a frontalidade e a paixão que dedicava a tudo e, em especial, aos que mais necessitavam.
Um certo dia, quando me encontrava no meu gabinete no tribunal, pediu para ser recebido. E logo após me cumprimentar disse-me tudo o que pensava de um assunto que afectava pessoas muito carenciadas que eram injustiçadas.
Nunca esquecerei em como, na defesa dos mais fracos, empenhava toda a sua energia.
Não o poderei esquecer, pois foi um exemplo na dedicação à causa pública. A servir os outros, a ajudar os mais desprotegidos e sempre pronto para sorrir em torno de mais uma história e uma lembrança que partilhava como ninguém.
Amigo Tomás, Deus lhe dê merecido descanso. Por aqui já sentimos a sua falta.

Publicado no Diário Insular e Rádio Graciosa

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