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Santa Cruz da Graciosa

quarta-feira, janeiro 07, 2015

Paradoxo para 2015

Termina o ano com o país a encontrar um rumo de melhoria da sua condição social e económica, apostado em continuar a combater o desemprego e em estimular o empreendedorismo de quem sofreu a entrega da economia nacional a um directório chefiado pelo experimentalismo do FMI.

Na metáfora do Primeiro Ministro, podemos olhar para 2015 sem ver "as nuvens negras" do ajustamento e dos sacrifícios impostos em medida de folha de cálculo, não atendendo a prioridades nacionais, que agora podem começar a ter um novo tratamento.

Mas se 2015 tem razões para ser um ano de viragem em termos de se ultrapassarem os desafios de permanecer um país livre das imposições dos credores das dívidas feitas pelos governos liderados pelo Partido Socialista, nos Açores encontramos um paradoxo em relação aos desejos e esperanças para o novo ano.

O Socialismo Açoriano não tem razões para pedir outra coisa aos açorianos que não seja um arregaçar de mangas, noutros tempos conhecido como o "apertar o cinto", pois a situação é difícil e supostamente resulta do mau governo de Portugal e dos partidos da maioria. Sendo assim, acham que continua o tempo de nuvens negras a assombrar os Açores, mas neste caso são nuvens provocadas pela incompetência de Lisboa, e em nada relacionadas com o anticiclone ou com qualquer governo dos Açores.

Paradoxalmente, e mesmo por isso, andam o governo regional e o PS entretidos a tentar explicar que Portugal não está em recuperação, talvez já a pensar em desculpas para voltar a pedir ajuda internacional, para pagar todas as festas socialistas em empresas públicas ou noutras festanças.

Ora, todos reconhecem e divulgam que o país viveu um final de PREC, com a libertação de Portugal de velhas formas de gerir a coisa pública, em nome de uma espécie de princípios revolucionários que tiram mais do que dão, mas talvez mantenham em lugares importantes gente que nunca fez outra coisa que não seja viver à custa do lugar de nomeação, ou de simpatia partidária.

E agora Portugal caminha liberto de um poder que mantinha o país dependente das decisões dos directórios estrangeiros, possibilitando aos portugueses decidir com liberdade o que pretendem para o futuro!

Mas para os Açores ainda que com melhorias provocadas curiosamente por medidas do Governo a que os socialistas de cá chamam de incompetente, as nuvens negras são anunciadas pelos poderes regionais, alheios à retoma que Portugal faz, mudado de muitos dos vícios de um poder romeiro a Évora, àvido de retomar os destinos do país, deitando a perder 3 anos de sacrifícios que talvez queiram repetir.

O facto de insistirmos em ser uma região de indicadores económicos ausentes, sem governantes capazes de assumir as consequências da sua passagem pelos sucessivos governos maioritários que conduzem os Açores a caminho das duas décadas, torna-se inexplicável à luz de um país, forçado a crises políticas e confronto social, governado por uma troika insensível a especificidades, mas que cumprido o programa de ajustamento apresenta-se em contraciclo com uma região, supostamente governada, elogiosamente, por tudo quando é citável pela propaganda institucional.

É evidente o paradoxo entre uma governação sem quaisquer resultados para a economia regional, e a notável recuperação das prespectivas nacionais, verificáveis pelos resultados que o país vem apresentado de retoma, acima das médias comunitárias.

Desejo a todos um 2015 especial, cheio de boas notícias e de saúde.

 

 (Publicado no DI, AO e RG)

 

 

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