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Santa Cruz da Graciosa

quarta-feira, fevereiro 18, 2015

Abateu-se o céu sobre algumas cabeças – Opinião de João Bruto da Costa

Em reportagem emitida pela RTP/Açores, o Conselho de Ilha da Graciosa deu conta de que a ilha está a atravessar momentos de desespero. Até aqui nada de novo, ou melhor, nada que não se tenha vindo a alertar ao longo dos últimos anos e que tem merecido sempre o desprezo do Governo Regional, que entende que as reivindicações que temos vindo a fazer ou as denúncias para com o abandono da ilha são, apenas, politiquice.
Neste campo também não é inocente o próprio Conselho de Ilha que, nas sucessivas visitas do Governo e nos sucessivos pareceres aos planos e orçamentos regionais, vai dando conta da sua satisfação, apesar de alertado para os factos que, infelizmente, agora se vão confirmando.
Também não é de ignorar o que têm sido as campanhas de desculpabilização que vêm sendo feitas ao longo da última década pelos representantes do partido que sustenta este Governo Regional, sempre mais empenhados em afirmar que o PSD e os deputados deste partido não vêem as supostas virtudes da governação socialista – talvez isso também explique parte das razões que levaram a que o partido socialista perdesse um deputado pela Graciosa!
A somar ao desfile de responsáveis está o poder municipal, com crescentes responsabilidades no fosso em que a Graciosa está a ser metida por força da inércia e da cumplicidade partidárias.
Na tal reportagem televisiva, foi dito que também a Graciosa precisa de um plano que a retire do marasmo a que o PS a vem condenando. Vem este eventual plano a propósito do plano apresentado pelo Governo Socialista para a ilha Terceira, na sequência da redução do contingente americano na Base das Lajes.
Seria quase caso para dizer: “benditos americanos!” – não fosse a circunstância de boa parte do plano do Governo Regional para revitalizar a Terceira estar repleto de promessas adiadas, imagine-se, pelo próprio Governo Regional.
Se há plano de que a Graciosa precisa como de pão para a boca ele passa, desde logo, pela execução das muitas promessas adiadas pelo governo socialista que, ano após ano, ignorou a ilha Graciosa e prossegue uma governação sem qualquer estratégia de desenvolvimento e sem políticas de recuperação económica. Dos transportes ao turismo, da saúde à educação – veja-se a falta de razoabilidade das posições do PS sobre a academia musical – enfim, em tudo quanto a Graciosa vê ser esquecido não houve qualquer cuidado sério em inverter o rumo que nos trouxe a esta situação.
Pelo andar das coisas, em breve teremos nove planos de revitalização à razão de um para cada ilha. E se ninguém acudir a esta nova alegoria planeadora ainda vamos assistir a dezanove planos de revitalização, um por cada concelho, sendo certo que onde os socialistas forem poder os planos serão, decerto, muito mais participativos e “cor-de-rosa”!
Em poucos anos o poder regional socialista apresentou planos para todos os gostos e feitios. Planos esses sempre feitos na exacta medida das necessidades de propaganda do regime. Nenhum desses planos foi executado para os resultados pretendidos. Ou melhor, o resultado verdadeiramente pretendido pelo partido socialista era apenas manter-se no poder, e nisso tiveram sucesso.
Perante tudo o que se tem passado com uma ilha que tem vindo a ser progressivamente ignorada pelo poder regional, com a complacência dos seus representantes locais, cai agora o “céu sobre a cabeça” de muitos que, aparentemente, estavam distraídos!


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