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quarta-feira, fevereiro 18, 2015

Depois do Carnaval não me levem a mal – Opinião de João Bruto da Costa

Findo o Entrudo, período de brincadeiras e sátiras, pareceria mal voltar a falar de alguns dos itens do Plano de Revitalização da ilha Terceira, mas não posso deixar de citar partes desse programa que, para um Governo que já tudo prometeu aos Terceirenses e assim obteve sempre sucesso eleitoral, talvez faça pensar que certas coisas parecem mesmo a eternização carnavalesca.
Assim cito sem mais comentários:
“Construção do Parque de Exposições da Ilha Terceira 2a Fase – € 13 600 000;
Construção da rampa para navios ro-ro e ferry, e obras complementares de abrigo do Porto de Pipas – €11 000 000;
Parque de ciência e tecnologia da Terceira – requalificação das instalações da Terra Chã – € 6 034 483;
Construção do terminal de carga da Aerogare Civil das Lajes – € 4 640 000;
Construção de urbanização no Bairro da Terra Chã – 1ª fase (etapa 3) – € 2 700 000;
Construção de 46 moradias no Bairro Joaquim Alves – 2ª fase – 2ª etapa (24 das 46 moradias) – € 1 780 000;
Empreitada de Requalificação da ribeira de São Bento – € 1 724 138;
Criação da UCC do Recolhimento Jesus, Maria e José – € 1 365 775;
Requalificação de edifício para Centro de Dia e Noite nas Cinco Ribeiras – € 1 350 000;
Construção de urbanização no Bairro da Terra Chã – 1a fase (etapa 4) – € 1 100 000;
Requalificação do edifício dos Paços da Junta Geral em Angra do Heroísmo – € 1 034 483;
Remodelação Creche e Jardim de Infância em Angra do Heroísmo – € 770 000;
Requalificação da rede viária rural e agrícola na ilha Terceira – € 330 508;
Beneficiação da Pista de Atletismo do estádio João Paulo II – € 400 000;
Obras nos 2 edifícios da USI Terceira – € 500 000;
Requalificação da rede viária rural e agrícola na ilha Terceira – € 330 508;
Electrificação de 7 salas de ordenha – € 212 300;
Electrificação de 10 salas de ordenha – €174 000;
Conclusão de habitações no concelho de Angra do Heroísmo – € 155 875;
Electrificação de 7 salas de ordenha – € 137 069;
Intervenção no Matadouro da ilha Terceira – € 65 000;
Sistema de abastecimento de água – zona dos Moinhos – Agualva – € 40 000;
Caminho agrícola do Meio – p.o.a. da serra do Cume / Agualva – € 35 000;
Caminho agrícola do Pico Viana, p.o.a. Altares / Raminho – € 510 000;
Construção de 22 moradias no Bairro Joaquim Alves – 2ª fase – 3ª etapa (22 das 46 moradias) – € 1.630.000;
Programa de Erradicação de Barracas na Serra de Santiago – € 2.300.000;
2ª Fase de Reabilitação dos Pauis da Praia, Belo Jardim e Pedreira – € 250.000;
Centro Comunitário e ATL – € 1 000 000;
Igreja do Colégio dos Jesuítas de Angra do Heroísmo – € 385 000;
Beneficiação da sede da Direcção Regional do Desporto – €150 000;
Eixo – 12 – OPERACIONALIZAÇÃO DO PLANO DE REVITALIZAÇÃO
Objectivo: Monitorizar a implementação do Programa de Revitalização Económica da Ilha Terceira, numa perspectiva integrada de desenvolvimento local e regional.
Programas e medidas: Nomear uma Comissão de Acompanhamento, que monitorize a implementação deste plano de revitalização da economia da ilha Terceira, e em particular a implementação do programa alternativo de reutilização das estruturas e infraestruturas a serem libertadas, numa perspetiva integrada de desenvolvimento local e regional.”
Enfim…



Carga fiscal: Estou chocado! – Opinião de João Bruto da Costa

Durante três anos, depois de uma amnésia socialista sobre a bancarrota nacional, ouvimos o PS Açores, o Governo Regional e todos os partidos políticos a reivindicar menos impostos e mais investimento público.
A cada medida de austeridade imposta pela TROIKA tudo quanto era microfone serviu para o partido socialista clamar contra a pesadíssima carga fiscal imposta aos portugueses, e acrescida aos açorianos por via da redução do diferencial fiscal, igualmente imposta pelo resgate da desgovernação de Sócrates, o tal do “Juntos Conseguimos!”.
Quem não se recorda da constante guerra ao “brutal aumento de impostos” de Vítor Gaspar, e quem não se recorda de ver o socialismo açoriano despudoradamente a colher os dividendos eleitorais de medidas impostas aos portugueses pelo governo da república que teve de pagar a factura da festa das PPPs, dos SWAPs e da falência do Estado, perante a incapacidade de, PEC após PEC de Sócrates, o país recuperar confiança na sua economia.
Todos prefeririam que Portugal não tivesse de ter passado por mais uma humilhação internacional, de ter de recorrer ao agiotismo financeiro dos especuladores e dos juros que amarram a liberdade e a soberania do Estado. Mas alguém levou a que isso fosse necessário, e que durante um período de excepcional necessidade se tivessem de aumentar impostos e cortar despesas.
Contraditoriamente, os socialistas que vão governando os Açores, mesmo co-responsáveis pela tragédia quase grega que se abateu sobre o país após o desgoverno socrático, sempre acharam que o aumento de impostos era excessivo e que se devia, até, demitir o governo que aumentava impostos aos açorianos que em nada tinham contribuído para a bancarrota nacional (Excepto pelo apelo ao voto no PS de Sócrates).
Mas nos Açores há certas peculiaridades no pensamento político do regime vigente que nos fazem sempre confirmar o quanto é requintada a hipocrisia política.
Depois de se ter voltado a possibilitar, com o Orçamento de Estado para 2015, que nos Açores pudéssemos novamente aliviar o IRS da classe média, ou conceder uma menor carga fiscal às empresas dos Açores – que são quem deve criar riqueza e emprego sustentável – e que podemos baixar o IVA – esse imposto que toca a todos por igual mas quem o sente de forma mais severa são os que menos têm – temos um governo que é contra a excessiva carga fiscal que pagamos, que é sustentado e que sustenta um partido, socialista, que se diz, rediz, escreve e reescreve ser contra os altos impostos, mas que já há mais de mês e meio que permite que os açorianos, de todos os Açores, com ilhas que, sem excepção, passam momentos de enormes dificuldades, continuem a pagar mais impostos do que deveriam e a estrangular a economia com um desavergonhado excesso de austeridade regional.
Afinal, parece que o socialismo dos Açores se dá bem com os altos impostos que existem na região, de tal forma que continuamos a pagar mais do que necessitávamos cada vez que vamos ao supermercado, e em cada pacote de leite ou quando pagamos a boa carne regional, cá vai o excesso de que o Governo dos Açores precisa para engordar a sua ineficiência.
Confesso, estou chocado!


Abateu-se o céu sobre algumas cabeças – Opinião de João Bruto da Costa

Em reportagem emitida pela RTP/Açores, o Conselho de Ilha da Graciosa deu conta de que a ilha está a atravessar momentos de desespero. Até aqui nada de novo, ou melhor, nada que não se tenha vindo a alertar ao longo dos últimos anos e que tem merecido sempre o desprezo do Governo Regional, que entende que as reivindicações que temos vindo a fazer ou as denúncias para com o abandono da ilha são, apenas, politiquice.
Neste campo também não é inocente o próprio Conselho de Ilha que, nas sucessivas visitas do Governo e nos sucessivos pareceres aos planos e orçamentos regionais, vai dando conta da sua satisfação, apesar de alertado para os factos que, infelizmente, agora se vão confirmando.
Também não é de ignorar o que têm sido as campanhas de desculpabilização que vêm sendo feitas ao longo da última década pelos representantes do partido que sustenta este Governo Regional, sempre mais empenhados em afirmar que o PSD e os deputados deste partido não vêem as supostas virtudes da governação socialista – talvez isso também explique parte das razões que levaram a que o partido socialista perdesse um deputado pela Graciosa!
A somar ao desfile de responsáveis está o poder municipal, com crescentes responsabilidades no fosso em que a Graciosa está a ser metida por força da inércia e da cumplicidade partidárias.
Na tal reportagem televisiva, foi dito que também a Graciosa precisa de um plano que a retire do marasmo a que o PS a vem condenando. Vem este eventual plano a propósito do plano apresentado pelo Governo Socialista para a ilha Terceira, na sequência da redução do contingente americano na Base das Lajes.
Seria quase caso para dizer: “benditos americanos!” – não fosse a circunstância de boa parte do plano do Governo Regional para revitalizar a Terceira estar repleto de promessas adiadas, imagine-se, pelo próprio Governo Regional.
Se há plano de que a Graciosa precisa como de pão para a boca ele passa, desde logo, pela execução das muitas promessas adiadas pelo governo socialista que, ano após ano, ignorou a ilha Graciosa e prossegue uma governação sem qualquer estratégia de desenvolvimento e sem políticas de recuperação económica. Dos transportes ao turismo, da saúde à educação – veja-se a falta de razoabilidade das posições do PS sobre a academia musical – enfim, em tudo quanto a Graciosa vê ser esquecido não houve qualquer cuidado sério em inverter o rumo que nos trouxe a esta situação.
Pelo andar das coisas, em breve teremos nove planos de revitalização à razão de um para cada ilha. E se ninguém acudir a esta nova alegoria planeadora ainda vamos assistir a dezanove planos de revitalização, um por cada concelho, sendo certo que onde os socialistas forem poder os planos serão, decerto, muito mais participativos e “cor-de-rosa”!
Em poucos anos o poder regional socialista apresentou planos para todos os gostos e feitios. Planos esses sempre feitos na exacta medida das necessidades de propaganda do regime. Nenhum desses planos foi executado para os resultados pretendidos. Ou melhor, o resultado verdadeiramente pretendido pelo partido socialista era apenas manter-se no poder, e nisso tiveram sucesso.
Perante tudo o que se tem passado com uma ilha que tem vindo a ser progressivamente ignorada pelo poder regional, com a complacência dos seus representantes locais, cai agora o “céu sobre a cabeça” de muitos que, aparentemente, estavam distraídos!