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terça-feira, abril 07, 2015

Banhos de realidade - Açoriano Oriental


Banhos de realidade

Na passada semana, dois acontecimentos deram-nos um "banho" de realidade que não podem deixar de merecer destaque.

Em visita oficial à ilha Graciosa, o PCP e o seu deputado regional, Aníbal Pires, constataram a paralisação da ilha como que a necessitar também ela de um plano de revitalização. Ou de um plano que ponha em prática os apregoados planos para a coesão.

Nas conclusões dessa visita, o deputado comunista denunciava e apontava as promessas não cumpridas, o adiamento de projetos, as mesmas queixas de sempre para com o isolamento, sim, ainda o isolamento, e o adormecimento que sente a economia da Graciosa perante uma governação que criou problemas em todo o lado, deixando tudo na ânsia de uma mudança.

Fiquei prudentemente à espera que, depois de alguma ponderação, o PS Graciosa ou Açores respondesse a tão graves acusações de mau governo dos Açores na ilha Graciosa, dizendo que "os cães ladram e a caravana passa"(!!!). Sim, porque o PS Graciosa costuma classificar assim quem o critica. Ou que dissesse que quem falava assim mal do Governo do PS não tem "credibilidade" ou sequer "reconheciam moral" para criticar! Sim, porque é habitualmente assim que se faz ouvir o PS na Graciosa, sempre certeiro na negação da realidade, sempre afoito na violência das palavras contra quem se atreve a dizer mal do enorme trabalho que os socialistas fizeram de ilhas como a Graciosa e a sua estagnada economia!

Mas não, até ver nada do PS da Graciosa, ou dos Açores, a dizer uma palavra sobre a visita estatutária do PCP à ilha branca. Talvez o façam ou estejam ainda a ver como fazê-lo para negar a evidência que quem, como o deputado comunista, vem anualmente à Graciosa e ouve os mesmos lamentos, as mesmas questões, os mesmos problemas e o seu agravamento, enfim, de quem constata que é mesmo verdade: o modelo do PS Açores falhou e está a esvaziar as ilhas e o seu futuro!

Talvez com o silêncio o PS ache que isto assim passa despercebido, e quando houver mais críticas por parte do PSD, aí sim, voltam ao comunicadozinho do costume! De que é tudo mentira, a Graciosa e os Açores respiram desenvolvimento e todos devem agradecer ao grande Governo e aos grandes líderes locais que o PS implanta para que tudo seja positivo no rosa, e negativo por culpa de outros.

Foi o primeiro banho de realidade!

É um facto que a coesão territorial foi abandonada há muito pelo modelo de governo do PS Açores, e a falta de coesão territorial acentua-se com o crescendo de falta de coesão social. São os Açores de hoje!

Nestes Açores de 2015, a via açoriana socialista gerou a maior pobreza do país, em conjunto com os piores indicadores sociais por regiões de Portugal.

Quando Duarte Freitas, no encerramento do Congresso do PSD se propôs governar os Açores para que a região seja capaz, em dez anos, de libertar 40 mil açorianos da pobreza, houve quem se espantasse com a grandeza do número. Mas haverá assim tantos pobres na região? perguntam!

Basta uma pequena análise dos rendimentos médios dos nossos idosos, procurar nos níveis de RSI ou de desemprego de longa duração e desemprego jovem, ou saber que mais de 70% dos agregados vivem com rendimento inferior a 530 euros por mês para não nos podermos espantar com o porquê de haver tanta pobreza nos Açores e da ambição de Duarte Freitas em assumir como grande objetivo político de um governo PSD após 20 anos de modelo socialista, retirar uma parte dos açorianos da pobreza que se instalou nos Açores!

Foi um segundo banho de realidade!•

* Deputado na ALRAA pelo PSD/A

A mudança para os Açores - Açoriano Oriental


A mudança para os Açores

Aquele pensamento, gasto e desajustado, de que um congresso partidário serve apenas para as discussões de lugares e negociações de supostos equilíbrios de pretensas sensibilidades levou um rude golpe, no passado fim de semana, na Ribeira Grande.

E o congresso do PSD demonstrou-o!

Discutiram-se propostas, discutiram-se ideias, falou-se do futuro com diagnóstico do passado, apresentaram-se diferentes visões dos Açores com foco em cada uma das ilhas e, dada a circunstância de estarmos a menos de dois anos de eleições nos Açores, escolheu-se o candidato a Presidente do Governo Regional; o líder do PSD Açores Duarte Freitas.

Alguns procuraram trazer ao espaço público outros assuntos, mas sem apresentar propostas ou sem participar ativamente no congresso, não parece exequível que a discussão que o PSD entende fazer possa ser encomendada por notícias mais ou menos obcecadas ou por comentários avulsos, também mais ou menos obcecados.

E a grande verdade que surge do Congresso do PSD Açores é de que o partido tem uma liderança segura e desejada pelos seus militantes, que pode dar aos açorianos a esperança de que os Açores possam realmente mudar quando, depois de 20 anos de PS no poder, temos sido sistematicamente notícia (notícia e não propaganda) pelos piores motivos em termos do desenvolvimento humano mensurável por indicadores sociais e económicos.

O Congresso do PSD Açores assumiu firmemente que isto não pode continuar. Se em 1996 o PS enchia a boca com o facto de 20 anos serem tempo demais no poder e vínhamos de um desenvolvimento humano que tinha retirado as pessoas e as ilhas de um marasmo de isolamento e miséria, agora, depois de milhares de milhões de euros enviados para os Açores, fica provado que se 20 anos de poder é muito tempo, os miseráveis resultados do PS no poder quando se avalia o desenvolvimento humano comprovam-no.

E a tragédia social nos Açores revela-se na violência doméstica, nos abusos sexuais de crianças, no alcoolismo, nos mais de 36 mil Açorianos sem médico de família, nos milhares de desempregados e de jovens que abandonam o ensino precocemente, nos números do RSI e da pobreza que se revela em 70% dos agregados familiares viverem com menos de 530 euros por mês.

Em tudo isto e, infelizmente, em muito mais, os Açores lideram.

Para onde foi tanto dinheiro se não serviu para deixarmos estes dados que nos envergonham?

Esta questão, paradoxalmente, responde de forma cabal a duas certezas. A primeira é de que quem não conseguiu em 20 anos usar os recursos que tinha para melhorar a vida dos açorianos, não serve para enfrentar os dramas que se vivem nos Açores. A segunda é de que quando o PS de António Costa contrata Sérgio Ávila para ensinar como se faz, sentindo-se orgulhoso na governação dos Açores, isso apenas resulta da propaganda com que o PS encara o exercício do poder.

Se ser a região em que as pessoas foram quem menos beneficiou com 20 anos de poder socialista é exemplo para alguma coisa, é para a necessidade de pôr termo aos desvarios de uma elite rosa em roda livre.

O Congresso do PSD Açores mostra a preparação de Duarte Freitas e do partido para enfrentarem o futuro.

As propostas aprovadas e assumidas pelo líder do partido são resultado de muito trabalho e de muitos contributos do Conselho Consultivo de Independentes, em que a sociedade civil trouxe para o PSD Açores soluções para os problemas que nos assolam.

Por isso este congresso quebra dogmas, o PSD ouviu os açorianos, e os açorianos merecem uns Açores melhores.

* Deputado na ALRAA pelo PSD/A
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Os pés de barro - Açoriano Oriental


Os pés de barro

Quando Vasco Cordeiro "ascendeu" a candidato a Presidente do Governo, gerou-se nos Açores a discussão sobre o facto do PS não fazer um congresso onde essa questão pudesse ser discutida. Questionava-se, então, a democracia interna no partido que governava a região há mais de 16 anos (agora já leva mais de 18) e a conversa era "apimentada" pelos outros putativos candidatos que se perfilavam à sucessão de Carlos César.

Ficou célebre uma frase de um parlamentar socialista em que, mesmo enganando-se, dizia em plena sessão do parlamento regional: "Pior do que ter um congresso que não serve para nada, é antes não ter um congresso". Apesar do lapso do deputado que queria dizer exatamente o contrário, pois tentava defender o facto de não ter existido congresso no PS previamente à escolha do candidato da presidente do governo, ficava claro o incómodo socialista que tornava a sucessão de César numa escolha menos participada, decidida apenas por um pequeno grupo de dirigentes, comandados pelo próprio César.

Tendo conseguido vencer as eleições regionais, Vasco Cordeiro só então se tornou presidente do PS, numa eleição sempre condicionada pelo resultado eleitoral que, em qualquer dos casos (vitória ou derrota), iria acabar por marcar de forma indelével a forma como o PS Açores abordava as questões do poder e do acesso aos cargos públicos.

Se, por um lado, a vitória do PS em 2012 levou Cordeiro a presidente do PS Açores, o facto de ele ter sido escolhido candidato à vaga de César sem um congresso que lhe desse força e apoio interno, acabou por tornar a sucessão no partido uma consequência sem debate, ou como se diz na gíria: "um passeio eleitoral".

Quem se atreveria a contestar internamente o novo Presidente do Governo Regional? Se bem que ainda se ouviram rumores de alguma candidatura meio ressabiada, o facto é que o PS lá elegeu Vasco Cordeiro também presidente do PS, ainda que nem todos ficassem contentes! (afinal, talvez haja congressos que não servem para nada).

Contudo, o agora líder máximo do PS e do Governo, cresceu com pés de barro, sem ter sido a escolha disputada pelos socialistas dos Açores que tinham outros desejos ou que sonhavam com a mesma oportunidade. O crescimento de Vasco vai pesando sobre uns ombros que não encontram nem o partido nem o governo nas mãos.

É cada vez mais óbvio que, sem um presidente que - sendo simultaneamente presidente do governo e do partido da maioria - consiga pôr o partido a trabalhar com o governo, nos Açores os poderes do partido e do governo dispersam-se e colocam em causa a própria governação.

Não será por acaso que em menos de dois anos de governo, Vasco Cordeiro já tenha feito uma remodelação, destinada essencialmente a repor os poderes do partido dentro da administração e nem mesmo assim a casa ficou arrumada. E quando se começa a caminhar para o final da legislatura, menos de um ano depois de uma remodelação, já se anda de um lado e do outro, a pedir-se a saída de uns e a entrada de outros.

Por enquanto, com as eleições nacionais à porta, ainda se vão juntando algumas vontades para encontrar os lugares certos para algumas vozes mais acompanhadas, mas é notório que com a preocupação central a ser a falta de diálogo entre um presidente imposto e um partido desfeito nos falhanços da governação!

Quando muitos gostam da analogia falaciosa de que os partidos são todos iguais, penso que há diferenças que devem ser realçadas, e elas podem já ser reconhecidas no congresso que o PSD realiza no próximo fim de semana.

* Deputado na ALRAA pelo PSD/A

Termas do Carapacho, uma novela de orgulho e portas fechadas - Açoriano Oriental


Termas do Carapacho, uma novela de orgulho e portas fechadas

As Termas do Carapacho são um dos "ex-líbris" da ilha Graciosa.

Em Julho de 2010, depois de 3 milhões de euros de obras, Vasco Cordeiro inaugurou a requalificação daquele empreendimento dizendo que o governo estava orgulhoso daquela obra. A expressão foi mesmo essa: "orgulhoso"!

Hoje as Termas estão fechadas tendo sido adjudicado por 70 mil euros um novo caderno de encargos para fazer obras em cima de obras que já tinham vindo a ser feitas depois das obras de requalificação.

Um orgulho obreiro!

A inauguração das termas do Carapacho já em si foi repleta de contrariedades:

Primeiro foi o atraso na sua conclusão que foi adiando a inauguração, mês após mês, naquele ano de 2010. Em Março passava para Abril, daí para Maio, depois Junho e, finalmente para 27 de Julho de 2010.

Mas ainda assim, um pouco habitual cancelamento da SATA para a Graciosa voltou a adiar mais uns dias a obra de Vasco Cordeiro.

Na altura não havia campanha eleitoral e por isso a inauguração apenas foi rodeada pelas incertezas na campanha interna do PS Açores para a sucessão de César. Campanha essa, aliás, que foi assim como que irrelevante, dado o modelo de sucessão que viemos a assistir.

Mas, voltando ao que interessa: as Termas do Carapacho depois de inauguradas fizeram o gáudio de muitos graciosenses e visitantes, tudo parecia correr bem até sermos surpreendidos com a degradação acelerada dos materiais e das requalificações que, aparentemente, não correspondiam às expectativas iniciais.

As Termas do Carapacho em pouco tempo já estavam fechadas para obras que corrigissem o que não estava bem!

Durante este tempo o Governo do PS, claro que absolutamente inocente em tudo o que se estava a passar com o assassinato da notoriedade das águas do Carapacho para fins termais, anunciou que pusera em tribunal os projetistas das Termas.

Pelo meio, o PSD perguntava em requerimentos ao Governo socialista afinal quem se responsabilizava politicamente pelos prejuízos que a Graciosa, a sua frágil economia e os empresários locais que sofriam pelos erros de outros, por mero acaso em obras que orgulhavam o Governo Regional, e muito em especial Vasco Cordeiro.

Mas o encerramento das Termas do Carapacho entristecia os Graciosenses, envergonhava os orgulhosos donos da obra e retirava qualquer confiança turística a um empreendimento que, recorde-se, levara 3 milhões de euros dos Açorianos para requalificar.

Feitas novas obras as Termas reabriram, mas era claro que ainda nem tudo estava bem. Havia mais problemas e até as piscinas naturais do Carapacho estavam a ser desfiguradas por um qualquer orgulho sarcástico de quem parecia ter prazer em estragar o que os outros têm de bom!

Passado algum tempo, mais obras e mais euros dos Açorianos e as Termas voltaram a fechar.

No final do ano passado o orgulhoso governo de Vasco Cordeiro ajustou um novo caderno de encargos para obras nas Termas do Carapacho. Agora são mais 70 mil para elaborar esse caderno de encargos e decorrem mais obras em cima das obras que levaram os milhões já ali metidos.

Alguém se pode questionar: e por que é que a oposição não faz o seu trabalho?

A essa dúvida posso responder com algum sentimento de dever cumprido, que é um pouco diferente de puro e simples orgulho: O PSD tem questionado o Governo que não responde a requerimentos com mais de um ano. O PSD tem denunciado este orgulho incompetente que prolifera no regime socialista regional.

* Deputado na ALRAA pelo PSD/A

Da Grécia à Venezuela, podemos? - Açoriano Oriental


Da Grécia à Venezuela, podemos?

Ficou-se a saber através de uma queixa feita pela oposição ao regime chavista da Venezuela - um regime marcado pelo populismo e pela socialização extremista da sociedade - que terá havido um financiamento ao "Podemos", movimento/partido espanhol geminado ou irmanado com o Syriza que governa a Grécia e que cavalga uma campanha populista de divisão entre os povos da Europa, num pretenso grito de liberdade que se baliza pelo calote em troca do suposto combate à miséria!

Este eventual financiamento chavista a uma tese que se sustenta no ódio ao entendimento entre povos numa Europa comunitária, forte economicamente e com uma moeda comum de partilha e, sobretudo, de solidariedade levanta a dúvida sobre o que realmente está na base de movimentos de extrema esquerda que pretendem assumir os governos dos Estados, de preferência através de roturas e conflitos, que abonam sempre a favor de regimes que se alimentam das adversidades dos povos para lograr um poder absoluto e duradouro.

Na verdade, começa a parecer tudo menos ingénuo o que realmente motivava esta intenção de rompimento com a construção europeia, que com muito ainda para consertar, tem vindo a trazer muitos mais progressos civilizacionais à Europa e muitíssima mais solidariedade do que qualquer regime baseado no poder socialista alicerçado numa perspetiva de conquista de votos através do populismo e da demagogia!

E não deixam de ser notórios os tiques desse populismo e de aproveitamento das dificuldades geradas pelos processos de ajustamento que atingiram países onde o poder assentava, em grande medida, na necessidade do Estado para toda e qualquer concretização por parte dos indivíduos.

O populismo que venceu as eleições gregas fez crer, um pouco como Hollande em França, que se podia ter o melhor de dois mundos, assente numa realidade virtual baseada na promessa da erradicação espontânea das dificuldades que nunca surgirá!


E perante o fracasso de quem pensou que por estar à beira do abismo podia dar um passo em frente, ou atuar como quem diz "segurem-me que eu vou-me a ele", logo se assiste a um atirar de culpas para outro, ou inimigos externos, como agora faz Tsipras, dizendo que Portugal e Espanha se aliam à Alemanha num "eixo" para derrubar o Governo Grego. Curiosamente com uma referência a um período negro da história da Europa com as forças do "Eixo" centradas na Alemanha mas que, contraditoriamente, é feita pelo líder de um governo grego de coligação que se aliou a um partido da extrema direita numa estranha fusão de poder populista.

Perante o fracasso do rumo incendiário que propunha conquistas com a sua eleição, a extrema esquerda chavista da Europa quer tomar o poder onde encontrar maiores fragilidades e maiores dificuldades para prometer todas as curas e para isso até conta com um professor Varoufakis que tem todas as receitas e todos os discursos para resolver todos os problemas, só não tem mesmo é o dinheiro!

Nestes anúncios de dar tudo em troca de um voto voltamos ao mesmo de sempre: a mão estendida do povo que não se liberta do jugo do poder sacralizado em bons atores políticos. Não mais do que isso!

O projeto de uma comunidade europeia, capaz e economicamente forte para ser solidária e capacitadora nunca se fará à custa deste divisionismo e desta forma de conquista do poder pela demagogia do facilitismo.

A venezuelização da Europa só pode servir para enfraquecer as sociedades, levando-as talvez novamente, às senhas para pôr pão na mesa!

* Deputado na ALRAA pelo PSD/A