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Santa Cruz da Graciosa

quarta-feira, novembro 25, 2009

Plano Acumulado

Inicia-se hoje a discussão do Plano e Orçamento da Região para o ano de 2010.
O Governo apresenta-se sob a capa do diálogo e da abertura para ouvir a oposição. No passado, o Governo não quis ouvir as propostas vindas da bancada do PSD.
Será diferente desta vez? A ver vamos.
A proposta de Plano para a Graciosa é já anunciada como a maior de sempre. É verdade!
O plano consagra para a Graciosa cerca de 32 milhões de euros. Mais 10 do que no passado ano.
A que se deve este aumento de verbas para a Ilha Branca?
Duas obras, uma já em execução e outra muito anunciada, serão executadas no próximo ano. Pelo menos esse é o plano!
São elas a obra do Centro de Processamento de Resíduos (5,3 milhões de euros), e o novo Centro de Saúde (3 milhões).
Estas são, à partida, a causa do aumento de verbas do Plano para a ilha Graciosa.
Mas se este Plano para 2010 tem aspectos positivos, o conjunto de propostas e a linha seguida pelo Governo insiste num modelo de desenvolvimento desgarrado e sem enfrentar os grandes problemas que, não sendo exclusivos da ilha Graciosa, pela pequenez e fragilidade da ilha, se fazem sentir com maior acuidade.
Não se nota neste Plano uma inequívoca vontade em enfrentar o problema da desertificação humana da ilha Graciosa, a par de uma ausência de estratégia de criação de emprego e fixação de jovens na ilha.
A ilha Graciosa tem uma mais do que natural vocação produtiva. O seu passado demonstra que as capacidades da ilha no sector agrícola são impares no plano regional.
O Governo teima em não perceber esta vocação graciosense que deveria ser mote de um plano destinado à modernização, inovação e diversificação produtiva.
Numa ilha de pomares, toda a fruta é importada, numa ilha produtora de leite, este está mais caro ao consumidor do que no continente.
É manifesto que o Governo não tem um verdadeiro Plano de futuro e limita-se a atirar dinheiro para sustentar o contentamento popular. O futuro dirá que se perderam oportunidades, que se perdeu tempo para tomar a dianteira na percepção de que a ilha não pode apenas ser mais uma, e que a diversidade regional pode e deve ser assumida.
Por outro lado, temos uma proposta de Plano para 2010 repleta de repetições e reaparições. Aliás, o Governo tornou-se um verdadeiro "expert" do "copy/paste" em relação a Planos de anos anteriores.
Se juntarmos a isso as médias de execução dos sucessivos planos para a ilha Graciosa e notarmos que muito fica para fazer de ano para ano, então não é difícil perceber que se vão acumulando verbas para o Plano seguinte.
Acumulando milhões, o próximo será o maior Plano de sempre.


Publicado no Diário Insular de Terça-feira dia 24/11/2009

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