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Santa Cruz da Graciosa

sexta-feira, novembro 20, 2009

+Desemprego +RSI +Pobreza

Recentemente foram divulgados mais dados sobre o constante aumento do desemprego nos Açores e o exponencial aumento dos beneficiários do rendimento social de inserção.
No último ano, o desemprego nas ilhas passou de 5,2%, no 4º trimestre de 2008, para os actuais 7%.
Em Setembro estavam inscritos 944 trabalhadores nos centros de emprego da Região, elevando para 4744 o número de desempregados, sendo os Açores a 3ª região do País com maior aumento de desemprego no último ano.
No RSI (rendimento mínimo), a região passou a contar, desde Janeiro, com mais 610 famílias beneficiárias, fazendo aumentar o número de beneficiários em 1903 novos pobres só no decorrer deste ano.
Somos a 5ª região do País com mais beneficiários, apenas atrás do Porto, Lisboa, Setúbal e Braga.
A par desta realidade, vieram a público preocupações de ONGs que revelam um aumento substancial daqueles que recorrem ao seu auxílio humanitário.
Está em crescendo a realidade da pobreza e da fome nesta "Região Europeia do Ano de 2010".
No Governo assobia-se para o lado. Sendo até ofensivo virem o Director Regional do Trabalho e o Vice-presidente do Governo alegrarem-se por estarmos melhores do que outros.
É a pobreza de espírito.
Os pobres, os novos pobres, os novos desempregados, e os de longa duração, não se alegram nem se reconfortam com a desgraça alheia, nem o mal dos outros lhes resolve qualquer problema.
Grande parte desta realidade é justificada com a crise.
A tal crise que não chegaria através do voto cor-de-rosa e cujo fim é publicitado enganosamente (são os números que o desmentem).
Enumerar e reconhecer um problema é, para o Governo, um exercício desnecessário e inconsequente.
À vista, e com consequências trágicas, está a falta de resultados e a ausência de um modelo de desenvolvimento voltado para a criação de riqueza e a consequente criação de emprego.
Depois de anunciadas e implementadas as medidas de combate à crise, e depois de se ignorarem outras propostas, sob a aparência de um desenvolvimento sustentado, chega-se à conclusão de que em nada se conseguiram melhores resultados pela acção do Governo.
Se era possível minimizar alguns efeitos de uma crise mundial, descobre-se agora que o mais difícil é sair desta crise, que também já é de valores, começando a ser impossível esconder o deplorável estado a que nos conduzem, pela insensatez e imprudência.
Assim, não se vai lá.
A formação, a diversificação e a inovação a par de uma aposta consistente no sector produtivo e no mercado interno são caminhos que não podem continuar intransitáveis se queremos ser orgulho do desenvolvimento europeu.

Publicado no Diário Insular de Terça-feira dia 17/11/2009

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