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Santa Cruz da Graciosa

quarta-feira, fevereiro 17, 2010

"Faz o que eu digo ..."

Aladino não seria a mesma personagem numa história de encantar, se ao dizer "abre-te sésamo", pensasse no que teria custado a porta da gruta mágica.
A derrapagem financeira das Portas do Mar, que custaram à Região cerca de 70 milhões de euros, revela-se preocupante quando olhamos de fora e pensamos no futuro dos Açores e das suas nove ilhas.
Os relatórios de execução financeira dos planos do Governo entre 2001 e 2008 revelam um investimento de 47,421 milhões de euros na Ilha Graciosa.
Durante oito anos, o investimento da Região na ilha Graciosa ficou-se muito aquém do que era prometido e previsto nos documentos oficiais.
São tempos de previsões, digamos, optimistas!
Já se as taxas de execução no caso dos planos de Governo para a ilha Graciosa se ficaram muito por baixo, no caso das "Portas do Mar", a execução foi lá muito para cima!
Não se queira dizer que é a inveja regional que se promove com este tipo de comparações, até porque, ... não há comparação possível.
No entanto, damos connosco a pensar no conceito de discriminação positiva, o que, diga-se, está muito em voga.
A Região tem nove realidades diferentes e ninguém dispensa uma locomotiva forte e uma economia de progresso. Mas esse progresso exige discriminação positiva, e pode ser daquela que tanto se exige, mais do que justamente, da República.
Ilhas como a Graciosa tiveram já promessas de estudos socioeconómicos, inventou-se, sem se descobrir, a ilha de coesão. Mas não se percebem os critérios para se investir nos últimos oito anos, pouco mais de metade de uma grande obra (apenas uma), numa parcela deste território, que pela sua especificidade (palavra também muito na moda), tem necessidade de um critério majorativo, não relativamente às suas irmãs, mas ao todo regional. Como é bom ser Açoriano!
As recentes discussões sobre 50 milhões de euros e as crises políticas que isso provoca, abatem-se sobre uma discussão de coesão, diferenciação e valorização das diferentes parcelas do território. Nas ilhas, os números trazem à saciedade a dificuldade em demonstrar a execução das teorias que se defende.
Em termos práticos, é a materialização do ditado "... não faças o que eu faço"!

Publicado no Diário Insular de Terça-feira 16/02/2010

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