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Santa Cruz da Graciosa

quinta-feira, julho 26, 2012

A dependência Eleitoral do RSI

As recentes alterações ao RSI levaram o Governo Regional a declarações inseridas na sua habitual campanha de confusão sobre este apoio social.
Diz o governo que com estas alterações vão aumentar os pobres nos Açores! Como se os que recebem RSI não fossem os mais pobres dos pobres, e esquecendo que esta medida deve ser transitória no combate à pobreza!

É bom lembrar que as mais recentes alterações ao RSI entraram este mês em vigor e que sempre que ocorreram alterações à medida os socialistas também se queixaram de que o RSI ia ser retirado a um sem número de beneficiários tendo, invariavelmente, acontecido sempre o contrário.

A realidade do RSI diz-nos que desde que esta medida foi criada os Açores foram sempre a região com maior taxa de incidência, muito acima da média nacional.

É também importante referir que só no último ano, nos Açores, todos os dias foram acrescentados nove novos beneficiários ao RSI. E convém lembrar que este ano de 2012 (até Maio), todos os dias, 16 açorianos requereram o benefício deste apoio social.

O problema dos Açores não é indiferente a que o RSI tem sido usado como forma de manter dependências e de assegurar resultados eleitorais. Muito à custa da intimidação dos beneficiários e de campanhas de desinformação, fazendo crer que a manutenção daquele apoio social depende exclusivamente do poder socialista!

A verdade é bem diferente.

O RSI é um apoio essencial no combate à pobreza extrema, mas é também uma medida de transição cujo sucesso está intimamente ligado em os seus beneficiários se libertarem da necessidade de o receberem. Ou seja, o RSI para ser verdadeiramente eficaz, deve almejar que os beneficiários conseguem adquirir competências e progressos socioprofissionais que levam a que deixem de precisar dele.

É por demais evidente que nos Açores não se conseguem resultados verdadeiramente sociais com a aplicação da medida porque, por parte do Governo, não há a vontade de criar condições para fazer a transição de uma situação de pobreza para uma situação de independência por parte dos beneficiários.

O Governo dos Açores gosta de manter os pobres nessa condição para, de quando em vez, estender a mão àqueles que não têm opção a ter a mão estendida.

É este o vício que tem levado a uma pobreza persistente e a uma dependência sem alternativas.

Ao contrário do que diz o governo, não é uma mais justa atribuição do RSI que aumenta a pobreza. O que tem aumentado a pobreza é a vontade do Governo em manter uma dependência que passa de geração, sem tratar da realização profissional e pessoal desses Açorianos.

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