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quarta-feira, novembro 19, 2014

Opinião: Ajudar os mais carenciados

A crise económica e social que se instalou nos Açores exige que todos tenham uma atenção para com quem mais precisa, para com as situações que atingiram muitas famílias açorianas que, de um momento para o outro, se viram privadas de rendimentos suficientes para enfrentar o dia-a-dia.

Conscientes desta realidade - e depois de ouvir muitos daqueles que, directamente, lidam com os problemas sociais que atravessam a nossa comunidade - o PSD Açores decidiu apresentar propostas de alteração ao Plano e Orçamento Regional para 2015, no sentido da Região poder responder melhor a quem tem assistido ao agravar desses problemas sem que se consiga acender qualquer centelha de esperança nesses nossos concidadãos.

Nesse sentido, existem duas situações em que é absolutamente necessário actuar com empenho para tentar minimizar as consequências desta crise social:

A primeira tem que ver com o rendimento dos nossos idosos. Cerca de 1 quarto da população dos Açores é idosa e com baixos rendimentos. Rendimentos de tal forma baixos que esses idosos podem beneficiar de um complemento regional de pensão que o PSD/A propõe aumentar em 10%.

Esse é um pequeno esforço para que os nossos idosos que menos têm possam levar o seu dia-a-dia com um pouco mais optimismo, até porque é notória a sua importância quando o desemprego atinge muitos lares e muitas vezes os idosos acabam por ser o último recurso de muitos açorianos que recorrem a um renovado auxílio dos seus pais e avós que, como o pouco que têm, ainda ajudam muitos açorianos em dificuldade.

A segunda situação tem que ver com as nossas crianças. A cada dia que passa somos confrontados com os relatos de fome na infância e na juventude. Todos os dias somos lembrados que a pobreza atinge de forma mais acentuada as nossas crianças e jovens.

Em contraciclo com o que pode ser feito para ajudar um pouco mais esta população, o complemento regional de abono de família não é aumentado desde 2012. Curiosamente ano eleitoral na região!

Desde essa altura que o complemento regional do abono de família não sofre qualquer aumento, traduzindo-se, na prática, em perda de valor atendendo ao aumento do custo de vida.

Não podemos fechar a cara e declarar a nossa consternação quando uma criança desmaia com fome a meio da manhã na escola e recusar a essa criança um maior apoio quando se está a atravessar uma crise social que atinge, em especial, as crianças!

Assim, o PSD/A propõe o aumento do complemento regional de abono de família em 10%. Uma medida mais do que justa, desde logo atendendo ao seu não aumento nos últimos dois anos.

Para além deste aumento ao complemento regional do abono de família, o PSD Açores propõe a criação de um complemento regional para as crianças e jovens que sejam beneficiárias do RSI.

É sabido que o RSI é, por vezes, o único sustento daqueles que nada têm. É sabe-se que mais de 50% dos beneficiários da medida são crianças e jovens. São, portanto, Açorianos que atravessam momentos de grande dificuldade. E estes Açorianos que não podem continuar a ser uma consequência de políticas sociais que perpetuam situações de carência económica e as transmitem de geração em geração.

A par destas medidas - de carácter assumidamente assistencialista - que funcionam como paliativo da pobreza, o PSD Açores tem vindo a apresentar propostas na área social que visam, sobretudo, ajudar quem mais precisa.

Esperemos, pois, que a maioria socialista tenha iguais propósitos e aprove estas medidas.


(Rádio Graciosa; Diário Insular; Açoriano Oriental)

Os maiores de sempre no pior – Opinião de João Bruto da Costa

Os maiores de sempre no pior – Opinião de João Bruto da Costa



Em breve, serão discutidos e votados na Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores as Grandes Opções do Plano e Orçamento Regional para 2015.
O anúncio do Governo Regional foi solene e expedito: o Plano e Orçamento de 2015 serão os maiores de sempre!
Tem sido invariavelmente assim, todos os anos somos brindados com mais um Plano e Orçamento maior do que no ano anterior.
Com o Governo Regional a desdobrar-se em explicações que serão maiores os números do que no ano anterior, somos levados a pensar que tudo corre de feição nos Açores que, pelos vistos, criam riqueza em crescendo, aumentam exportações, criam emprego e empresas, e a dinâmica económica permite que a pujança da economia regional acoberte um Orçamento maior e um Plano ainda maior que consagre toda esta pantomina em que vivemos nos Açores.
Na verdade é disso que se trata; uma pantominice em crescendo com uma mitomania que leva a termos sempre anúncios de milagres económico-sociais que ninguém vê e que ninguém sente. Ou se calhar até alguns sentem, mas esses estão bem acomodados na cortina de interesses que se move em redor do poder na região.
A realidade é outra, e bem menos grandiosa do que nos é pintada, de ano para ano, na arte de engalanar números num documento que, cada vez mais, serve apenas os interesses eleitorais do partido do poder nos Açores.
E a realidade foi-nos trazida, ainda na passada semana, pelos números do desemprego relativos ao 3º trimestre de 2014 em que os Açores contam com a maior taxa de desemprego por regiões e estão já bem acima da média nacional.
A tragédia do desemprego não tem sido enfrentada pelo poder regional com verdadeira vontade de levar os Açores para outros patamares de desenvolvimento, muito pelo contrário, está provado que não basta ao Governo Regional nomear uma catrefada de tarefeiros para verificar dados e introduzir valores em programas informáticos que resolve o verdadeiro problema da região nem tão pouco consolida qualquer modelo de desenvolvimento que crie, verdadeiramente, emprego.
Com o desemprego vem uma nova pobreza, acentuada pela impreparação dos novos pobres de enfrentar essa condição de falta de recursos. Uns pela vergonha social, outros pela incerteza do dia seguinte, são cada vez mais aqueles que desesperam à espera que a “via açoriana” (há tanto tempo que ninguém no Partido Socialista fala dela) cumpra uma qualquer agenda para o emprego. Mas, infelizmente, a realidade não é a dos quadros cor-de-rosa do poder regional.
E é por vergonha que já não falam nem da “via açoriana” nem das “agendas” e dos “balcões” que prometeram no início desta legislatura como sendo o novo paradigma do poder socialista regional de um governo chamado de “novo”, mas cujos métodos estão cada vez mais velhos e gastos.
Infelizmente, é a realidade que desmente este poder regional. De nada serve apresentarem sempre mais e melhor, se o seu historial é sempre menor do que diziam e pior do que devia!
Teremos, de novo, o maior Plano e o maior Orçamento, mas sempre com os piores resultados e com os maiores insucessos sociais.
É o socialismo Açoriano, em que tudo será maior e melhor no papel, mas em que a realidade não podia ser mais preocupante, com os piores resultados no desemprego, na pobreza, no abandono precoce da escola, etc., etc.
Nisso conseguem ser os maiores!