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Santa Cruz da Graciosa

sábado, janeiro 17, 2015

Escolhas – Opinião de João Bruto da Costa

Escolhas – Opinião de João Bruto da Costa



À medida que se aproxima o final da legislatura que sucedeu ao desgoverno de Sócrates e do PS, obrigando à entrega da soberania nacional a um directório de credores, sempre mais importados com o seu “haver” e menos com o nosso “dever”, podemos começar a pensar o que queremos para o país no seu futuro mais imediato, mas sem esquecer as consequências para o futuro da próxima geração.
Este último ano de legislatura anuncia um pós-troika que convoca a uma escolha que será decerto determinante para Portugal poder ter esperança em ser um país onde exista igualdade de oportunidades, em que todos partem com as mesmas hipóteses de alcançar a sua realização pessoal ou profissional, sem estarmos sempre a equacionar factores subjectivos.
Durante os últimos anos o país passou por enormes mudanças e fê-lo à custa de tremendos sacrifícios que ainda determinam o quotidiano de muitos portugueses.
Iniciaram-se importantes reformas no Estado e, acima de tudo, começa a existir a clara noção de que a administração da coisa pública entrou, finalmente, num percurso de normalidade democrática, sem ser necessário a qualquer cidadão – para poder aceder as oportunidades que lhe são apresentadas na vida, seja de emprego ou de empreendimento – ter de pensar com quem do governo, ou próximo do governo, tem de falar para desbloquear este ou aquele procedimento. Ou então ter de se preocupar em ter alguém que conhece ou tem influência junto de uma entidade bancária ou financeira, para que apareça uma qualquer vantagem que conforto para o sucesso de uma candidatura a um apoio do Estado ou da Comunidade.
No fundo, o país começa a respirar alguma certeza de igualdade de oportunidades, que infelizmente foram bastante reduzidas com a intervenção externa mas que, começando a dar nota de melhorias, deixam de ter sempre o ónus do “jeitinho” ou do “empurrãozinho” ou da “palavra amiga”, dando lugar a que os verdadeiros projectos de investimento ou de transformação que se queiram empreender fiquem apenas dependentes do mérito e da sustentabilidade e não do favor e da “palmadinha nas costas”, que tanto dinheiro enterraram nos últimos anos em processos ruinosos sem qualquer retorno económico e que apenas levaram a maiores responsabilidades futuras que, a somar ao infortúnio, ainda somam encargos sobre o presente, coarctando ainda mais a liberdade de escolha.
É nesse pressuposto que os próximos tempos levarão a uma opção simples para o próximo ciclo.
Portugal tem a oportunidade de continuar este caminho seguro de libertação do jugo da insustentabilidade, em que paulatinamente podemos assistir às transformações de que o país necessita para deixar de depender de um conjunto de interesses apenas motivados pelo serviço a outras entidades que não o desenvolvimento colectivo do povo português.
Em alternativa o país pode voltar ao passado! Passar uma esponja sobre os sacrifícios dos últimos anos e voltar à festa socialista da dívida e do projecto que esgota a sua utilidade com a inauguração do empreendimento. Gerando apenas mais dívida e servindo, pelo meio, uns quantos interesses e jogos de poder.
Estou certo de que não será esse o desejo da maioria dos portugueses.
Esta é uma oportunidade única que esta geração tem de deixar para os seus filhos um país onde o mérito e a competência sejam mais importantes para o sucesso do que o círculo de amigos ou a agenda telefónica.
Que sirva de exemplo também para os Açores!


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