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Santa Cruz da Graciosa

quarta-feira, janeiro 28, 2015

O efeito dominó da Terceira - da debandada americana à falência da lavoura - Açoriano Oriental




O efeito dominó da Terceira - da debandada americana à falência da lavoura

A ilha Terceira encontra-se perante uma encruzilhada em que o futuro não se mostra nada risonho, sendo cada vez mais certo que se tem "afunilado" o leque de soluções para os maiores problemas que a ilha enfrenta, e com ela, é bom que não desvalorizemos, os Açores
O agora certo "downsizing" da presença militar americana será fortemente sentido na ilha e leva a que se tenha de olhar o futuro com horizontes bem abertos, pois as resoluções terão de ser muitas e urgentes, mas as soluções são cada vez menos e mais difíceis.
De pouco servirá concentrar esforços para encontrar responsáveis pela decisão dos Estados Unidos. Principalmente porque o verdadeiro responsável é, de facto, a administração americana e sobre esta há que fazer ver que a viabilidade de uma base na ilha Terceira depende da sustentabilidade económica da própria ilha, não se podendo admitir a permanência de uma presença militar estrangeira sem que isso seja assegurado.
Na verdade, de que nos servirá aceitar que uma potência militar estrangeira utilize o solo nacional para uma base militar, se esta base não garantir à economia da ilha onde se encontra vantagens significativas? No fundo é como dizer aos Estados Unidos que entre pouco e nada, talvez seja de preferirmos nada!
No entanto, quero crer que ainda haverá alguma forma de maximizar uma renegociada presença militar na base, mas para isso exige-se união de esforços e não apenas jogo do empurra.
A somar ao brutal impacto socioeconómico que se sucederá à ausência de Americanos na base e ao desemprego de portugueses daí decorrente, surge a muito anunciada falência da lavoura terceirense, apenas não associada à falência geral da lavoura dos Açores porque ainda há quem insista em fazer de conta que nada se passa e de que tudo se irá resolver, como que obra e graça do divino.
E perante a falência da lavoura o Governo dos Açores descobriu a pólvora: a solução parece que passa por produzir com qualidade, ou seja, conseguindo aumentar o valor do produto pela diferenciação da excelente qualidade desse produto.
Só por desfaçatez pode um Governo Regional, com anos de aviso sobre o que se iria passar em 2015, vir, agora, afirmar que perante a falta de soluções de produção competitiva, que não estudaram nem inovaram, querem que seja uma espécie de acréscimo de qualidade que irá pagar a já sentida redução do preço ao produtor. Como se não andássemos há anos a ouvir que o leite é de elevada qualidade nos Açores, que os seus derivados são os melhores do mundo, com queijos "gourmet" e eteceteras.
Mas, apesar dos muitos avisos ao Governo Regional de que apenas por dizerem que eram bons mas não obtendo capacidade de penetração em mercado e sem quantidade que "certifique" a qualidade propagandeada, não era a política correta para enfrentar o futuro, o Governo insistiu na política do "calar" preocupações com subsídios, muitas vezes mal direcionados ou apenas destinados à "festa" socialista da obra financiada e autorizada em troca de um punhado de votos e de simpatias políticas ocasionalmente necessárias.
O preço está agora a chegar, e não basta inventar mais um rótulo ou mais uma qualquer propaganda ao ego do produtor para o fazer feliz ou ter sucesso empresarial.
Com esta amálgama de problemas sofrerá, em primeiro lugar, a ilha Terceira e com ela sofrerão outras ilhas em efeito dominó, mas em especial a ilha Graciosa, que pela forte ligação socioeconómica que tem com a Terceira, e desde logo nas áreas agrícolas, terá mais este desafio para o futuro.•
*Publicado em AO; DI; Rádio Graciosa






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