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Santa Cruz da Graciosa

quarta-feira, novembro 20, 2013

Ansiedades Irlandesas

(artigo de opinião de hoje no Diário Insular)

A Irlanda decidiu que não irá recorrer a um programa cautelar para ter um acesso controlado a mercados.
A notícia trouxe à luz duas posições reveladoras.
Por parte dos partidos da maioria (PSD e CDS) notou-se alguma preocupação, pois a Irlanda poderia servir de modelo para Portugal, mas também alguma ambição e determinação, para conseguir que Portugal siga o exemplo Irlandês e possa, eventualmente, sair do programa de resgate sem outras ajudas no acesso a mercados.
Por parte do PS, arregimentaram-se os profetas da desgraça, uma desgraça que provocaram, querem ver consumada, e já vieram dizer que Portugal não vai conseguir seguir o caminho Irlandês e terá um programa cautelar (esquecem que na Irlanda houve acordo político durante o resgate).
E por que razão desejam os Socialistas que Portugal fracasse? Óbvio, porque querem ir para o poder o mais depressa possível.
Já há, no PS, quem sonhe com um programa cautelar e já há quem diga que se Portugal precisar de desse programa tem de haver eleições.
Há um tremendo susto junto do PS e de quem acha que o poder lhe vai cair no colo. É que, à medida que o país vai chegando ao fim do programa que assinou com a Troika, os indicadores vão dando nota de que Portugal pode mesmo terminar este sufoco do resgate já em 2014, podendo depois decidir, com liberdade e responsabilidade, as medidas de sustentabilidade de que o país precisa para não regressar ao estado de necessidade em que o PS o colocou.
A conclusão do programa de resgate e a saída da Troika de Portugal foi algo que o PS sempre pensou impossível. O PS tudo tem feito para que Portugal não tenha sucesso, porque isso será o insucesso do Governo e dará fôlego para voltarem ao poder.
Primeiro, começaram a pedir a demissão do Governo passado, apenas, um ano de legislatura, criando instabilidade política, receios por parte dos mercados e credores, e levando a maiores dificuldades.
Depois, qualquer divergência na coligação de Governo serve para pedir eleições, como se numa democracia em que existe coligação de Governo não fosse normal haver opiniões diferentes e tentativa de fazer valer posições alternativas. A somar a isso, a cada acto eleitoral em que os partidos da maioria são penalizados pelo exercício de uma governação que tem trazido grandes sacrifícios, lá acena o PS com eleições antecipadas.
O mais curioso de tudo é que só poderão ocorrer eleições antecipadas se o país não for bem sucedido e à medida que se aproxima a saída da Troika do país aumenta a aflição socialista e a ansiedade de arranjar motivos para um nova crise política. 

1 comentário:

Anónimo disse...

E reduzir o número de políticos?
E por os políticos a trabalhar mais por quem os elege e a ganhar menos?
E cortar nas subvenções vitalícias aos políticos na mesma medida dos cortes nas pensões de quem nem dinheiro para medicamentos tem?
E reduzir mordomias, motoristas e viaturas?
E por todos os portugueses a contribuir, não admitindo excepções?
E explicar ao Banco Central Europeu, à Comissão Europeia, ao FMI e à banca internacional o que é o efeito dominó se Portugal fracassar?
E não dar golpes internos para ganhar poder, demitindo-se irrevogavelmente num dia e no outro estar novamente a governar, fazendo disparar os juros da dívida nacional?
E as negociatas do BPN, os buracão da Expo e os estádios de futebol?

Vamos mas é ter juízo.