
Este sinal está há anos (como se pode comprovar) à entrada de Santa Cruz.
Ninguém sabe o que ele diz.
Deve ser para lembrar o "monumento" que está no Quitadouro.
Na ilha Graciosa faz falta discutir o futuro, propor alternativas, opinar, ouvir, exigir e procurar alcançar o bem comum. Este espaço pretende dar um contributo. Não teremos sempre razão nem seremos donos da verdade, queremos apenas ser uma pedra no sapato da inércia, da falta de visão e imaginação, do imobilismo estratégico e da cultura do "yes man". Temos uma tarefa difícil, temos de partir muita pedra mas não nos importamos, o burgalhau é sempre útil!

Criar um Gabinete de Apoio ao Investidor na ilha Graciosa, e estabelecer um contrato com a Ordem dos Arquitectos e com a Câmara do Comércio e Indústria de Angra do Heroísmo, de forma a providenciar o apoio técnico na área da arquitectura e de estudos de viabilidade económica aos empresários interessados na Graciosa. - Comunicado do Governo - 21/06/2005
Um Governo que faz dos seus comunicados instrumento de publicidade enganosa!
O Governo dos Açores lida mal com as críticas, vê fantasmas em todo o lado, e acha que todos os que não alinham pelo mesmo diapasão dos " yes man " que se arrastam à sua volta, são malditos detractores invejosos e com objectivos politiqueiros.
Domingos Cunha, Secretário Regional deste Governo "catucado" por Carlos César, reagiu de uma forma deselegante, pouco democrática e até ciumenta ao relatório do Provedor de Justiça sobre o estado da acção social nos Açores.
Depois das trocas de cadeiras na Acção Social ficou-se a saber que, afinal, o governo dos Açores se tem limitado a esconder os problemas, precisamente atirando dinheiro para cima deles ao contrário do que dizem alguns deputados alinhados, ao invés de resolver as situações sociais que levam famílias a descurar os seus menores, colocando-os em situação de risco.
Os raciocínios de que "quem não está comigo está contra mim" tomaram conta destes governantes e seus seguidores, para quem a crítica, o apontar de erros, e a descoberta de soluções das quais não se lembraram, são sinónimo de politiquice e acusações injustas.
É um raciocínio reflexo de um pensamento toldado pela visão redutora que insiste em não ver para além do seu próprio umbigo.
Acresce que se o Sr. Secretário Domingos Cunha acha que estes relatórios não devem ser divulgados a três meses de eleições(!), eu acho precisamente o contrário. É agora que se deve saber o que andaram a fazer, ou a não fazer, assim como os membros deste Governo, começando pelo seu presidente se fartam de propagandear sobre pequenos nadas (veja-se o que se fez na "peça" seguinte), também devemos ouvir das entidades verdadeiramente independentes o que se passa à nossa volta. É a democracia, caso não tenham reparado!
De facto, as entidades públicas regionais parecem preocupar-se bem mais com a consequência — o risco — do que com as respectivas causas — a situação da família.
Para combater a origem dos problemas — seja a insuficiência económica, o alcoolismo, a toxicodependência, as negligências, etc. — subsiste a necessidade de intervir junto das famílias, sem o que será menos viável uma desinstitucionalização, menos ainda uma desinstitucionalização segura.
Concluo, então, que é importante assegurar o acompanhamento sistemático não só das crianças e jovens acolhidos como, também e essencialmente, das respecticas famílias. E, nesta linha, devem as instituições sinalizar os problemas registados nos contactos entre as famílias e as crianças acolhidas, e deve o Governo Regional promover políticas e medidas eficazes de apoio às famílias mais carecidas e ou mais desestruturadas socialmente, sem o que não se ultrapassará ou, ao menos, não se combaterá este ciclo infernal de «causa-consequência».
(…)
Devo uma palavra final às instituições particulares de solidariedade social dos Açores que acolhem estas crianças e jovens do nosso País. É uma palavra de reconhecimento pelo que fazem — embora o que fazem seja, por vezes, deficiente, como se assinalou neste relatório.
Fazem-no, é certo, apoiadas pelo Estado (no caso concreto, pela Região Autónoma dos Açores), muitas vezes insuficientemente, provavelmente porque a Região não dispõe de mais meios orçamentais. Este aspecto escapa, por natureza, à competência do Provedor de Justiça e, por isso, não foi abordado neste relatório.
in: Relatório do Provedor de Justiça -
O porto Comercial da Graciosa está em obras, que sem dúvida alguma são indispensáveis e necessárias, é uma verdade inegável.
Esta é a melhor altura para o fazer?
Existiriam outras soluções?
Os responsáveis pensaram nos prejuízos?
Os Graciosenses contam como pessoas para o Governo de Carlos César?
Os deputados Graciosenses fizeram saber, como lhes compete, quais as consequências negativas e positivas da obra nesta data?
Muitas mais perguntas haveriam para fazer, desejo que estas simples perguntas tenham respostas simples para os Graciosenses.
Rui Vasconcelos
O Sr. Deputado José Ávila afirmou que: Se não fossem os anos de investimento nulo, no período de governação do PSD, com certeza que estaríamos numa situação muito melhor.
Ora esta afirmação é de tal modo grave que me leva a republicar parte de um artigo que publiquei em 2006 no meu blog (www.burgalhau.blogspot.com) e no extinto "diário da Graciosa" e onde dizia mais ou menos isto (adaptado):
Em 1980/81 foi construído na Graciosa um aeroporto, ou aeródromo como quiserem. Essa obra orçou à data da sua construção em cerca de um milhão de contos (5 milhões de euros). Devemos perguntar quanto valeria hoje o milhão gasto em 1980?
Pois eu fui fazer o simples cálculo aritmético, confesso que não sou grande coisa na matemática, mas as máquinas de calcular não costumam dar erros. Pois bem, aplicada a taxa de inflação anual desde 1980 até 2008, o dito milhão de contos equivaleria em
Não, não estou a brincar, basta saber a taxa de inflação e fazer a conta que eu fiz, e façam-na várias vezes para terem a certeza de que não se enganaram, foi isso que eu fiz.
Sabemos que muito ainda há a fazer para recuperar o tempo perdido, mas o maior combate será contra o pessimismo e o derrotismo, disseminados pela oposição, que, do cimo de um pedestal, irradia críticas por tudo e por nada, sem falar nos cirúrgicos ataques pessoais, esquecendo-se, no entanto, de olhar para dentro e avaliar as suas próprias incapacidades. José Ávila - Horta -17.06.2008
Oh Sr. Deputado deixe de se fazer de vítima, diga lá quais são os ataques pessoais? Dê exemplos, concretize.
O Sr. é criticado pelas suas opções políticas e pelo rumo que o seu Governo não deu à ilha Graciosa, não pela sua vida e opções pessoais. Pessoalmente o Sr. até é considerado um "gajo porreiro" mas na política...
Tenha lá paciência e deixe de olhar só para o seu umbigo. O mundo não gira à sua volta e a Graciosa o que precisa é de gente que lhe dê voz, de quem lute pelo seu desenvolvimento e de quem defenda politicas de criação de riqueza.
O Sr. limita-se, mais uma vez, a enaltecer o óbvio e pormenores de conjuntura, a vida da Graciosa e os Graciosenses não se revêem no quadro cor-de-rosa que o Sr. teima em pintar.
Mais uma vez o Sr. foi uma desilusão, quando se espera que o Sr. defenda os interesses do povo que o elegeu, o que o Sr. se limita a dizer é que o Governo é bom e pronto.
Mas gostei de o ouvir dizer que fala do que quer na Assembleia Regional, ficamos pois a saber que se não falou mais nestes 4 anos dos problemas da Graciosa foi, precisamente, porque não quis!